A perigosa vacinação de Jair Bolsonaro

JM Cunha Santos

– Vacine-se, senhor presidente. É melhor para sua Excelência e estará dando um grande exemplo ao país.

– Exemplo de quê? Essas vacinas são todas democratas, comunistas, humanistas, filosóficas. É capaz de eu tomar isso e depois ficar defendendo direitos humanos. É vacina chinesa, vacina de Joe Biden, vacina da Rússia. Se me vacinar vou passar a ideia de que sou de esquerda. E quem é que vai me vacinar?

– Bom, tem gente sugerindo que contrate aquela enfermeira que aplica soro no lugar de imunizante.

– Querem que eu morra. É tudo que eles querem. Pois só de mau vou me vacinar agora. Não conhece nenhum general que tenha sido enfermeiro ou médico?

– Conhecemos, mas é perigoso. O senhor não tem mais amigos nas Forças Armadas. Só se for o Hamilton Mourão…

– Deus me livre! Tá ficando louco? Esse só tá esperando eu cair e me esborrachar em cima da democracia pra tomar o meu lugar. Talvez uma enfermeira comum.

– Presidente, presidente, depois que o senhor sugeriu a invasão de hospitais no ano passado e profissionais de medicina foram agredidos, é melhor ter cuidado com o que eles possam querer enfiar em seus músculos.

Que droga! Um caminhoneiro, um taxista, um motorista de aplicativo… não tem nenhum que saiba aplicar injeção?

– Mas com o atual preço da gasolina e do óleo Diesel é melhor não arriscar.

– Puta que pariu! Uma dona de casa. Tem muita dona de casa que aplica injeção nesses bairros.

– O preço do gás de cozinha subiu muito, presidente.

– Talvez um lavrador. Não tem médico aonde eles moram e deve ser eles mesmos que aplicam injeções.

– Só lembre que o senhor prometeu a excludente de ilicitude para donos de terras que matarem invasores.

– Já sei. Vou me vacinar no Maranhão. Tenho amigos por lá como o Roberto Rocha e o Eduardo Braide que certamente vão me conseguir um enfermeiro de confiança.

– Mas se o senhor chamou todo mundo lá de Boiola…

E o Silas Malafaia? Será que ele entende alguma coisa de medicina.

– Só medicina sobrenatural, mas custa muito caro.

– Mas que inferno! Para que eu pago vocês, para que eu os coloco em cargos tão importantes? Consigam alguém neste Brasil que possa me vacinar ou demito todo mundo.

– Vamos tentar, vamos tentar, mas não vai ser fácil. Bom, eu conheço um jornalista que também é enfermeiro.

O ministro recebeu uma pancada tão forte que foi parar numa UTI, bem ao lado de uma vítima da covid-19. 

A Direita coloca dúvidas sobre a sanidade mental de Jair Bolsonaro e o Brasil afoga sua imagem numa tormenta de desgoverno e pandemia

1 – O Brasil é um país de maricas. (Jair Bolsonaro)

2 – Bolsonaro não tem jeito. O problema dele não é político, é psiquiátrico. (Tasso Jereissati)

JM Cunha Santos

Enquanto a imprensa internacional trata Jair Bolsonaro como o pior presidente do mundo atual e o pior do Brasil em todos os tempos, um surpreendente manifesto de conservadores e homens de direita também fulmina o presidente do país.

Assinado pelos governadores de São Paulo, João Dória, (PSDB), ex aliado de Bolsonaro, do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM), além do apresentador Luciano Huck e o ex-presidenciável João Amoedo (NOVO), o manifesto afirma que a democracia brasileira está ameaçada. Eles dizem que “O autoritarismo pode emergir das sombras, sempre que as sociedades se descuidam e silenciam na defesa dos valores democráticos”.

Na esteira da humilhante demissão dos três comandantes das Forças Armadas, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, deixou Bolsonaro furibundo ao declarar que não há chance de uma ruptura institucional no Brasil, que as Forças Armadas se pautam sempre pela legalidade, não importa quem sejam os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

O general Otávio Santana do Rego Barros, porta-voz do presidente Jair Bolsonaro de 2019 a 2020, afirmou em artigo recente que “O amadurecimento intelectual não esteve presente na trajetória de Bolsonaro”. E ele se refere a seus anos de cadete, tenente, deputado federal e presidente.

O líder multimilionário da Direita Tasso Jereissati, que até a bem pouco tempo era contra o impeachment, hoje diz ter dúvidas sobre o equilíbrio mental do presidente. “Bolsonaro não tem jeito. O problema dele não é político, é psiquiátrico”, disparou.

A bem da verdade, as declarações de militares contra Jair Bolsonaro ganharam impulso a partir de novembro de 2020, com manifestações dos generais Santos Cruz e Paulo Chagas e, principalmente, do então comandante do Exército, Edson Pujol que disse com todas as letras que “A instituição (Exército) não pertence ao governo nem a partidos políticos. Nosso partido é o Brasil”.

Bolsonaro também recebeu uma reprimenda do general Santos Cruz quando afirmou que “O Brasil é um país de maricas” ao falar sobre as mortes pela covid-19.

Insano ou não, Bolsonaro defendeu “o uso de pólvora” para preservação da Amazônia quando, durante a campanha política, o hoje presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ameaçou o Brasil com sanções econômicas caso o país não detivesse a destruição da floresta.Bolsonaro quis transformar as Forças Armadas numa estrutura de apoio político e no ano passado usou uma horda de lunáticos em ameaça ao regime democrático, querendo fechar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, confiando também no apoio das elites econômicas do país. Hoje, não tem o apoio do povo, nem das elites, nem dos militares, nem dos policiais, menos ainda dos cientistas e da imprensa. Está sozinho, com uma imagem internacional comparável à do então ditador de Uganda Id Amin Dada e vê que até líderes da direita o querem numa camisa de força constitucional para salvar o Brasil de uma pandemia que mata quase 4 mil brasileiros a cada 24 horas e apavora o mundo.   

Flávio Dino mantém restrições contra covid até 11 de abril

Foto: Brunno Carvalho

Em coletiva na manhã desta quinta-feira (1), no Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino anunciou a continuidade das medidas de restrição contra o coronavírus. O objetivo é conter o avanço da doença, reduzir os números de óbitos e os riscos de contágio. Na ocasião, o governador atualizou o cenário de pandemia no Maranhão e anunciou entrega de mais leitos para tratamento da Covid-19. As restrições vão valer até dia 11 de abril. 

Em todo o estado, eventos, festas, reuniões e afins permanecem suspensos, e a administração pública estadual vai funcionar com 50% da capacidade e em regime de revezamento. Somente na Grande Ilha, comércio e indústria funcionam das 9h às 21h; bares, restaurantes, supermercados, academias, salões e igrejas, com 50% da capacidade, e também das 9h às 21h; pessoas que compõem os grupos de risco devem ser afastadas do trabalho (público e privado); as fiscalizações também estão mantidas.

Na próxima semana, o Governo reunirá com representações da rede particular de ensino, para antecipação total ou parcial das férias de julho. “Conversamos com entidades de escolas, pais e alunos, que nos procuraram. Estamos examinando a solicitação e teremos uma decisão na semana que vem”, pontuou o governador Flávio Dino. 

O governador ressaltou que, de acordo com o cenário que se apresentar após o novo prazo de restrições, as medidas podem ser flexibilizadas ou ampliadas. Nova coletiva está marcada para a sexta-feira (9). 

Cenário da pandemia

O Maranhão permanece como o estado do País com o menor número de mortes por Covid-19. “Este é um mapa não é elaborado por nós, do Governo, mas pela imprensa, que constata o nosso Estado como o de menos mortes por coronavírus”, enfatizou o governador Flávio Dino. 

Para conter avanço da doença e reduzir cada vez mais os riscos de contágio e de óbitos, o Governo do Estado vem investimento fortemente na área da saúde. Os recursos ultrapassam o mínimo legal de 12% da receita estadual – chega a 15,11% e representa 25% a mais em investimentos. “Continuamos investindo e vamos sempre investir mais que este índice legal de 12%”, reforçou o governador. 

Mais leitos

Esta semana, a gestão entregou 105 novos leitos com a implantação do Hospital de Campanha de São Luís (60), anexo da Maternidade de Alta Complexidade (10) e no Hospital de Referência, antiga UPA, em Bacabal (35). Este ano, já somam 955 novos leitos criados, clínicos e de UTI, para tratamento da doença.

Em contrapartida, a ocupação de leitos na rede estadual teve redução. Diminuíram as ocupações dos leitos de UTI de 95% para 85%; e os clínicos, de 82% para 71%. “Está afastado o risco de colapso da rede de saúde estadual, pois temos conseguido abrir novos leitos, na medida em que há casos. Mesmo quem possui plano de saúde, não tem conseguido vaga na rede privada. Então, esse processo de expansão de leitos tem sido decisivo para que possamos sustentar a vida de milhares de maranhenses que lutam contra a doença”, pontuou o governador.

Vacinação

O governador Flávio Dino reiterou o que a diz a lei sobre as responsabilidades no processo de vacinação, cabendo aos estados, a conservação e a distribuição dos imunizantes. Às prefeituras, cabe a aplicação na população; e ao Governo Federal está a tarefa da fabricação e compra das vacinas. 

Citou a compra da vacina Sputinik V, da Rússia, que depende de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso, assim que recebida. A primeira remessa deve ser entregue no segundo semestre de abril. “Estamos com a negociação concluída, com contrato assinado e estamos em busca de outras alternativas para agilizar a vacinação”, reforça. 

O drive-thru de vacinação para atender moradores de São José de Ribamar e Paço do Lumiar prossegue nesta quinta-feira para pessoas de 67 anos, no Shopping Pátio Norte, das 8h às 16. Na segunda (5) é a vez das pessoas com 65 anos. 

Até o momento, o Maranhão recebeu 1 milhão de doses de vacinas e 117 municípios alcançaram mais de 70% da aplicação, e conforme decreto de Governo, poderão receber novas remessas. As aplicações correspondem à primeira dose da vacina.  

O governador Flávio Dino anunciou que, a partir da segunda-feira (5), equipes da Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma) vão percorrer 117 cidades, com população abaixo de 100 mil habitantes, que não possuem suporte para as ações de imunização – a vacinação e o registro do uso das doses. Anteriormente, o Governo enviou seringas e agulhas a várias cidades do Maranhão. 

“Vamos ajudar as prefeituras que estão em maior dificuldade, enviando nossas equipes. Estamos abertos a cooperar com todos os municípios. E vamos continuar com a operação de logística, via rodoviária e aérea, para que haja a célere e segura entrega das vacinas”, garantiu Flávio Dino.

Apoio à população

Para minimizar os impactos financeiros causados pela doença na renda das famílias, o Governo do Estado prossegue com as medidas de reforço ao trabalho e renda. A gestão contabiliza 2,2 milhões de máscaras distribuídas à população. Mais 1 milhão estão em sendo entregues. Em cestas básicas, mais de 370 mil distribuídas em todo o Estado; e com o programa Minha Casa Melhor, recurso de R$ 600 para compra de eletros, móveis, utensílios e gás de cozinha, que chegará a 45,5 mil famílias carentes. 

O Governo ampliou o prazo de pagamento do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A data foi estendida até dia 10 de maio, com a concessão de desconto de 10% no ato da quitação. Para o pagamento em cotas, pode ser feito em três parcelas. A primeira cota, entre 4 e 30 de junho; a segunda, de 5 a 30 de julho; e a terceira, entre os dias 5 e 30 de agosto.

Ainda, isentou o valor da taxa para abertura de empresas. A estimativa é que 2,5 mil empreendimentos sejam beneficiados, incluindo em maior parte, micro e pequenas empresas. O prazo da isenção vale para abertura de negócios entre os dias 5 de abril e 4 de julho. Em 2020, foram 2.421 empresas beneficiadas com a isenção da taxa.

Othelino e Carlos Lula anunciam inclusão de agentes de Segurança Pública nos grupos prioritários da vacinação

Andressa Valadares / Agência Assembleia

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), reuniu-se, nesta quinta-feira (1º), com o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, para tratar sobre o panorama geral da pandemia da Covid-19 no Maranhão. Na ocasião, o titular da SES comunicou ao parlamentar sobre a inclusão dos agentes de Segurança Pública nos grupos prioritários da vacinação, tema que vem sendo amplamente debatido na Assembleia com a tramitação de um projeto de lei, de autoria do deputado Rildo Amaral (Solidariedade), neste sentido.

“Esse assunto foi provocado na Assembleia, discutido em duas sessões. E, hoje, tive a excelente notícia, anunciada pelo secretário Carlos Lula, de que conseguiu aprovar esta iniciativa em âmbito nacional e que vai implantar no Maranhão a priorização da imunização dos agentes de Segurança Pública”, frisou Othelino Neto.

Durante a reunião, eles conversaram ainda sobre as estratégias de ampliação de leitos de enfermaria e UTI em São Luís e as ações de combate ao coronavírus na Baixada Maranhense. 

O chefe do Legislativo destacou que a inauguração do novo Hospital de Campanha de São Luís, que passa a receber pacientes a partir desta quinta-feira, vai ampliar o atendimento e ajudar no tratamento daqueles que precisarem de internação, dando um reforço para desafogar a rede hospitalar pública e privada, que já carece de leitos, principalmente, de UTI.

Baixada Maranhense

Othelino também falou sobre a situação da pandemia na Baixada Maranhense, que vem registrando um aumento do número de casos da doença. “Na região, estão funcionando para atendimento de pacientes com Covid-19 tanto o Hospital de Viana, como o Hospital Macrorregional de Pinheiro, onde houve, inclusive, aumento de leitos de UTI. Conversamos sobre a possibilidade de novas ampliações para atender à demanda local”, afirmou.

O secretário Carlos Lula agradeceu o apoio da Assembleia Legislativa e do presidente Othelino que, segundo ele, tem sido um grande parceiro no combate à Covid-19 no Estado. 

“Agradecemos aos deputados e às sugestões que nos trazem, pois são eles que estão no dia a dia com os prefeitos e ouvindo as demandas da sociedade. Esse diálogo é importante para que a gente consiga ter bons resultados, como temos conseguido até agora”, declarou o secretário.

Brincando com a vida alheia, prefeito de Imperatriz suspende vacinação no município

JM Cunha Santos

Leio, estarrecido, no Blog do Gilberto Leda e também a manifestação do deputado federal Márcio Jerry, que o prefeito de Imperatriz no Maranhão, Assis Ramos, suspendeu a vacinação no município até domingo. Antes decretou ponto facultativo nesta quinta-feira.

O cara se elege prefeito para suspender a imunização dos munícipes no pior momento de uma pandemia que apavora o Maranhão e o Brasil. Está brincando com a vida alheia e não pode, nunca mais em tempo algum, ser reconduzido à Prefeitura daquela cidade.

Sobre a tresloucada decisão do prefeito, o deputado federal Márcio Jerry disse que “Espanta a todos e a todas e causa indignação a informação de que o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos, suspendeu a vacinação contra covid de hoje até domingo. Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão, vive quadro grave. Não pode haver trégua na guerra contra o coronavírus, prefeito”.

E, acredito eu, nem contra gestões irresponsáveis como se mostra agora essa de Imperatriz.

A morte e as mortes dos jornalistas Batista Matos e Rosenira Alves

JM Cunha Santos

Deus quis e inventou o amor ao próximo. E também o amor aos distantes. Não há mais dia em que uma foto nas redes sociais não nos ensine essa realidade; não há mais hora em que alguém que ainda deveria estar aqui não nos informe de sua ausência eterna.

“Morrer e vou morrer sem ter vivido”, disse a poeta Mariana da Luz, para nos colocar diante daqueles que não viveram a vida toda, que se foram deixando aqui tão-somente a vontade de viver. Nem sabemos quantos dias serão lágrimas, não conseguimos calcular o tempo que serão saudade, os anos que serão lembrança e dor.

Essa é a lei da pandemia: em apenas dois dias perdemos dois colegas de trabalho, dois companheiros, amigos em luta por uma vida que não quis ficar, guerreiros da informação, da liberdade de expressão e da opinião pública, em luta permanente para fazer deste mundo um lugar melhor de se viver.

O filósofo Sêneca afirmou que cada hora do nosso passado pertence à morte, mas creio que para quem ama o próximo até a morte vale a pena. Se não sei se existe vida após a morte, sei, entretanto, que existe vida dentro da morte e que Batista e Rosenira continuarão vivos em nossos corações.

Nesses tempos em que a canção não para de nos avisar: “há perigo na esquina”, em que dependemos de oxigênio para o corpo e para a História, nossos amigos viram Notas de Pesar, nossas pessoas partem sufocadas pelo invisível e seus sonhos vão ficando aqui, à procura de uma outra realidade.

Rosenira Alves e Batista Matos tinham sede de notícia e são eles a notícia agora.

Que sigam o caminho de luz reservado aos justos e aos brilhantes e que, mesmo sob censura do mal, escrevam no Diário de Deus que ainda existe e sobra amor no Planeta Terra.

É preciso cassar Jair Bolsonaro; nos Estados Unidos já falam até em intervenção internacional no Brasil

Somente com a saída de Jair Bolsonaro do poder, conseguiremos vencer a pandemia e livrar o Brasil dessa pretensa intervenção que se anuncia.

JM Cunha Santos

O Brasil afunda no abismo da pandemia e das crises institucionais. De ontem para hoje, 3780 pessoas morreram de covid-19 e Bolsonaro se diverte armando a maior crise de todos os tempos da história das Forças Armadas, expondo-nos a um risco sem tamanho, pois nos Estados Unidos já falam até em intervenção internacional no Brasil. “Os Estados Unidos precisam liderar uma intervenção internacional no Brasil”, disse a Democrata Pam Keith. E ninguém sabe em nome de quem nem de quantos ela está falando.

Tudo porque o senhor presidente, por sua própria culpa sem autoridade, sem liderança e sem a confiança de ninguém, anseia por um golpe de Estado para reinar absoluto, extremista e autoritário; quer tropas militares nas ruas, contra o povo brasileiro que não o suporta mais. Só tem o apoio de alucinados e evangélicos fundamentalistas que à troca de muito dinheiro e isenções tributárias venderam a alma ao Diabo.

Mantendo seus métodos truculentos, demitiu o ministro da defesa, general Azevedo e Silva e provocou a renúncia coletiva do comandante do Exército, Edson Pujol, do comandante da Marinha, Ilques Barbosa e de Antônio Carlos Bermudez, comandante da Aeronáutica.

Em mais uma investida de agressões e difusão de Fake News, os trols e bots de Eduardo e Carlos Bolsonaro espalham nas redes sociais que os governadores receberam trilhões do governo federal para combater a pandemia, conforme registrou o governador Flávio Dino, acrescentando que também fomentam cassações de mandatos e tentam manipular policiais contra a ordem democrática. Um dos robôs da engrenagem virtual dos Bolsonaro afirmou em comentário a este Blog que somente o Maranhão teria recebido R$ 400 bilhões. Não sabe nem o tamanho da asneira que está dizendo.

Diante de tamanhas tragédias política, de saúde, institucional e militar, o Brasil não tem outro caminho: somente com a saída de Jair Bolsonaro do poder, conseguiremos vencer a pandemia e livrar o país de uma pretensa intervenção que se anuncia.

As curas falsas da covid-19 e as Fake News mortais na engrenagem social dos Bolsonaro

Contra o uso de máscaras, eles inventaram que causa infecção na garganta, intoxicação, sufocamento e que as proteções que veem da China já veem contaminada

JM Cunha Santos

Você beberia produtos de limpeza acreditando que podem lhe curar da covid-19? Se submeteria a faíscas e fumaça de solda elétrica para combater o coronavírus? Beberia urina e comeria cocô de vaca para vencer a doença? Introduziria ozônio pelo ânus para se livrar dessa maldição do século?

Esse artigo o colocará no universo maldito das Fake News e da manipulação criminosa das redes sociais o que, além de agravar a covid, têm contribuído para apressar a morte de vítimas da doença.

Foi ninguém menos que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump quem anunciou que o uso de desinfetantes cura covid-19, o que levou inúmeras pessoas nos Estados Unidos a serem internadas após a ingestão de produtos de limpeza. E a ivermectina, recomendada por Jair Bolsonaro, matou 3 em São Paulo, 1 em Porto Alegre e mandou pelo menos 5 pessoas para a fila de transplantes de fígado.

O senador bolsonarista Ivo Cassol quis fazer crer ao povo que soldando os pacientes eles se curariam da malfadada doença. Na Índia induziram os doentes a beber urina e comer cocô de vaca para se curar da covid e o prefeito de Itajaí, (Santa Catarina) Ney Morastoni espalhou que a aplicação de ozônio pelo ânus livraria as vítimas das infecções provocadas pelo coronavírus. Sem esquecer os feijões mágicos do pastor Valdomiro Santiago e a farinha de coco babaçu do senador maranhense Roberto Rocha.

A equipe do Fato ou Fake, do Portal G1, listou muitas curas “milagrosas” que naturalmente nasceram do desespero do povo, mas uma gente muito perversa e mal-intencionada se aproveitou da ingenuidade popular para abarrotar as redes sociais de notícias falsas e mentiras galopantes. Incluem-se aí, como atores principais, os youtubers bolsonaristas que faturam, em média, R$ 100 mil por mês.

Contra o uso de máscaras

Contra todos os cientistas e médicos do mundo essa gente, a serviço do governo do senhor Jair Bolsonaro, inventou e publicou que o uso de máscaras causa infecção na garganta, hiperventilação e intoxicação, baixa a imunidade e potencializa a proliferação de bactérias. Tentando a todo custo barrar o uso de máscaras no Brasil acusaram também que causa sufocamento, redução de oxigenação e retenção de dióxido de carbono no organismo. E mais: que as proteções que veem da China já veem contaminadas, da mesma forma que inventaram que vacina chinesa mata. Mentiras genocidas que me lembram o filme “Desejo de Matar”, com o perdão do impagável Charles Bronson.

Curas falsas e “milagrosas”

A equipe do Fato ou Fake colheu nas redes sociais pelo menos 2 mensagens falsas sobre cura da covid por dia, durante 6 meses, alertando que, conforme a comunidade científica, nenhum desses remédios têm eficácia sobre a doença. Entre elas:

Hidroxicloroquina, ivermectina, enxaguante bucal com erva doce, fígado de boi, alho com paracetamol, laranja com sal, sal com zinco, vinho, vodca e uísque, (olha o cachaceiro aí, gente!), pimenta com mel de gengibre, gargarejo com água morna, sal e vinagre, limão com bicarbonato etc.

Intui-se, pois, pelo volume de Fake News plantado nas redes sociais, que este é um governo de desvairados e insanos disposto a tudo para se manter no poder.

Márcio Jerry escreve na revista Carta Capital que Bolsonaro zomba e ri do sofrimento de mais de 300 mil famílias

Fé! Uma Frente da Esperança para resgatar o Brasil



Márcio Jerry

“Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar!
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo, nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será”

‘Sementes do Amanhã
Gonzaguinha, 1984

Nas batalhas que travamos dia a dia, por vezes somos tomados pelo desânimo. É a sobrecarga cotidiana que junta os afazeres domésticos redobrados, a solidão do isolamento social com home office ou da ida diária ao trabalho em condições nem sempre seguras, voltando todo dia com a dúvida de ter sido contaminado na busca pela sobrevivência. Enquanto isso, nossos filhos privados da possibilidade plena do ensino que deveriam ter.

Essa rotina acumulada há 12 meses, sem a perspectiva de melhora sensível no horizonte, gera o desalento que vem tomando corações e mentes. É o que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já batizou de “fadiga pandêmica”. Associado a esse cansaço, temos a insegurança em relação à possibilidade de recuperação da economia, abalroada pelas restrições necessárias para enfrentar a pandemia.

O desânimo e a insegurança viram raiva cívica, indignação, quando olhamos para a autoridade máxima do país. É quem deveria trabalhar diariamente para buscar soluções que atendam as necessidades ambulatoriais e vacinais para que saiamos do caos sanitário. E oferecer políticas que minorem o impacto pandêmico na economia e apontem saídas para uma recuperação a médio prazo, com auxílio emergencial a trabalhadores e financiamento a empresários, especialmente os micro, pequenos e médios.

Essa mesma autoridade, que deveria ser nosso líder neste momento, atua como anti-líder. Zomba e ri do sofrimento de quase 300 mil famílias brasileiras que perderam seus entes. Lava a mão diante da responsabilidade de apoiar milhões de brasileiros na busca por emprego e renda. Atua criminosamente para adiar a vacinação da população para que possamos superar a pandemia.

As justas raiva e indignação diante do descaso do presidente genocida precisam converter-se agora em FÉ. É essa convicção de que temos todas as condições para ter um país melhor diante da pandemia que converte esses sentimentos numa energia mobilizadora para a mudança.

Já há um sopro de esperança no ar. Ele está na articulação de artistas e jogadores para enviar oxigênio a Manaus, superando a logística ilógica do desgoverno Bolsonaro. Está na mobilização que tomou as redes em defesa do youtuber Felipe Neto contra uma ação com aspirações ditatoriais de seu filho. Está na voz límpida e poderosa de Teresa Cristina que cantou ao final de sua entrevista ao Roda Viva a canção De volta ao começo, de Gonzaguinha, conclamando as principais lideranças nacionais políticas de esquerda à unidade.

É um sopro de esperança que percorre a sociedade que, se organizado politicamente, pode virar vendaval de esperança. Para isso, precisam se unir todos os que acreditam que o Brasil é maior que esse monstro genocida. Que o Brasil pode se erguer e voltar a ser o país admirado pelo mundo por tentar superar suas próprias mazelas incluindo a todos.

Para isso, é preciso deixar de lado diferenças mesquinhas pensando no futuro do Brasil. É preciso pensar com grandeza. Com a grandeza que levou o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, do DEM arqui-inimigo do PT, a saudar a recuperação dos direitos políticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É preciso ter esperança. Não uma esperança etérea e ingênua. Mas uma esperança metódica na construção do caminho para sairmos do atual caos. E uma esperança generosa com os diferentes que se somam a nós nessa caminhada. Com generosidade e método, a esperança vencerá os tempos sombrios de agora.

Fujam das ruas! De cada 10 intubados no Brasil por covid, somente 2 escapam com vida

JM Cunha Santos

Dos internados por covid com ventilação respiratória invasiva em fevereiro deste ano 88,9 % morreram, o que significa que somente 2 escaparam com vida, conforme levantamento realizado pelo Poder 360. É o pior mês desde o início da pandemia no ano passado.

A situação vem se agravando desde dezembro. Em novembro do ano passado morreram 82,2 % dos intubados. 82,7 % em dezembro, 85, 3 % em janeiro e 87, 9 % em fevereiro. Dos 10 estados em pior situação, 8 estão nas regiões Norte e Nordeste, as mais pobres do país, considerando o período de março de 2020 a fevereiro de 2021. São números exasperadores: na Itália morrem 52 % dos intubados e na Alemanha 53 %.

Segundo o pesquisador da Fiocruz, Fernando Bozza, as causas principais desse agravamento no Brasil são UTIs lotadas, centros médicos sem condições de atendimento, profissionais sem experiência de intubação, falta de equipamentos e quebra de protocolo das boas práticas.

O colapso inicial da região Norte evoluiu para todo o sistema de saúde brasileiro, por isso a situação tende a se agravar no mês de março.

Pior: o presidente da Associação Médica Brasileira, Ricardo Bondi, considera impossível aumentar o número de leitos de forma eficaz a curto prazo.