Em decreto editado na manhã de hoje, o governador Flávio Dino deu 48 horas para que supermercados, quitandas e congêneres reduzam à metade a circulação de consumidores, sob pena de aplicação da legislação sanitária.
Conforme o decreto, os estabelecimentos deverão limitar o ingresso de pessoas a fim de que a lotação não ultrapasse a metade de sua habitual capacidade física. O estabelecimento cuidará também para que apenas uma pessoa, por família, ingresse ao mesmo tempo em seu interior, ressalvados casos de pessoas que precisem de auxílio.
Os consumidores só poderão entrar nesses estabelecimentos se estiverem usando máscaras e se higienizarem as mãos com água e sabão ou álcool gel. E, para garantir o cumprimento dessas normas, as casas comerciais deverão reduzir pela metade o número de carrinhos e cestas de compras à disposição dos consumidores, bem como o número de vagas no estacionamento, quando houver.
No artigo 2 do Decreto, o governador dá o prazo de 48 horas, a contar da publicação, para que as medidas sejam adotadas, sob pena de aplicação
das sanções prevista na legislação sanitária.
CONSIDERAÇÕES
Para edição destas normas, Flávio Dino baseou-se em determinações do Ministério da Saúde que decretou estado de emergência em saúde pública, a nível nacional, em decorrência da infecção humana pelo novo coronavírus e da Organização Mundial de Saúde que, no dia 11 de março do corrente ano, declarou estado de pandemia de Covid-19, o que “Exige esforço conjunto de todo o Sistema Único de Saúde para identificação da etiologia dessas ocorrências, bem como a adoção de medidas proporcionais aos riscos.
O governador citou também que, em razão do poder de polícia, a administração pública pode condicionar e restringir o exercício de liberdades individuais e o uso, gozo e disposição de propriedade com vistas a ajusta-los aos interesses coletivos e ao bem estar da comunidade, em especial para garantir o direito à saúde e a redução de doenças e outros agravos.
A necessidade de avaliação diária dos casos de infecção por Covid-19 e do perfil da população atingida, visando a definição de medidas proporcionais ao objetivo de prevenção também foram apontadas como razões para edição do Decreto. Levou em consideração, ainda, que as medidas de proteção à economia, por conta dos impactos da pandemia da Covid-19, não podem se desvincular da necessidade de garantir o direito à vida e o direito à saúde.
Segundo Flávio Dino, é objetivo do governo do Estado que a crise sanitária seja superada o mais rapidamente possível, havendo restabelecimento, com segurança, de todas as atividades.
(Dedicado a auxiliar de enfermagem Maria Madalena Barbosa Sousa, A HEROÍNA que morreu em São Luís, no Hospital Carlos Macieira, domingo, (12), vítima da Covid-19).
Desde o primeiro contrato de trabalho sempre saía de casa com uma intenção nos lábios: “hoje é dia de salvar vidas”. Naquela manhã, porém, repousou o olhar de 28 anos de idade sobre o coelhinho da páscoa e estendeu as mãos para o berço na certeza de que, por muito tempo, ficaria afastada de seu filho. Afinal, estava a enfrentar uma pandemia, uma moléstia insidiosa, um cancro sem corpo, inacessível, veloz, surpreendente, multiplicador, uma peste solta no ar. Não podia pôr em risco a vida de seu amado menino.
Mirtes gostava de ser Mirtes, de usar batons vermelhos, de escolher esmaltes entre mil cores e dos olhares gastos dos homens em sua direção. “Hoje é dia de salvar vidas”; desta vez não reiterou esse pensamento. Estava à beira de uma estafa. Nunca, em todos aqueles anos, havia lidado com um hospital tão superlotado. Tinha a impressão de que a cidade inteira estava sem fôlego. Sem fôlego e com febre. Os cadáveres se acumulavam, os doentes se amontoavam a um ponto tal que os médicos e enfermeiros praticamente disputavam uma maratona nas direções diversas de mil leitos ocupados.
A caminho, agora, de mais 16 horas ininterruptas de trabalho, porque o número de vítimas da Covid-19 não dava folgas, lembrou do professor atarracado e fatalista que, na disposição de fazer com que os estudantes entendessem a grandeza da profissão escolhida e o tamanho do sacrifício que lhes seria exigido pelo resto da vida, obrigava a que lessem, de Albert Camus, uma descrição das pestes que assolaram a humanidade:
“Atenas empestada e abandonada pelos pássaros; as cidades chinesas cheias de moribundos silenciosos; os condenados de Marselha empilhando os corpos que se liquefaziam; a construção, na Provença, de uma muralha para deter o vento furioso da peste; Jafa e os seus mendigos horrendos; os catres úmidos e podres colados à terra batida de Constantinopla; os doentes suspensos por ganchos, o carnaval dos médicos mascarados durante a peste negra; os acasalamentos dos vivos nos cemitérios de Milão; as carretas de mortos na aterrada Londres; as noites e os dias em toda parte e sempre cheios dos gritos intermináveis dos homens”. E a exclamação terrível de quem, mesmo diante de toda prova, não quer se convencer da presença do mal: “Não, tudo isso não era ainda bastante forte para matar a paz desse dia”!
Mais era, sim, mais um dia de salvar vidas, mesmo que num esforço superior às suas forças, denunciado pelo caminhar lento, pelas pálpebras pesadas que abandonava nos prédios, nas ruas vazias, na população confinada que, com mãos reticentes, a saudava das janelas.
Acostumara-se, em seus anos nas enfermarias, a lidar com leitos fechados nos hospitais públicos, sem equipamentos médicos, sem aparelhos de Raio X, sem monitores nem ventiladores pulmonares e máquinas em desuso por falta de manutenção.
Assistira um Senhor ser dispensado da cirurgia porque o hospital não tinha pinos e acalantara uma senhora com o fêmur quebrado que aguardou duas semanas por uma vaga no centro cirúrgico.
Era o sacerdócio impagável de quem acompanhara o tumulto de grandes intervenções cirúrgicas marcadas por procedimentos atabalhoados, anestesias prolongadas, frequências complicadas nas transfusões de sangue, ausência de respostas imunológicas, uso indiscriminado de antibióticos, desinfecção e esterilização conturbadas de material médico e todas as decadências de um hospital público.
– Mas nada igual àquilo!
A vida permanente entre lágrimas e ausências, gritos de dor engolidos por pacientes sem ar, cadáveres nos quartos, nos corredores, no chão, na porta, pacientes chegando às toneladas em carroças, caçambas e caminhões, parentes furiosos berrando por seus entes queridos, que nem ela nem funcionário mais algum no hospital sabiam aonde estavam e a terrível escolha de quem vai ou não vai morrer: pela idade, pelo sexo, pela importância social, às vezes pela vontade sem explicação e até por simpatia.
Uma peste sem tumores para sarjar, sem feridas para grudar curativos, sem manchas para apagar, sem cascões para recolher, que sodomiza a respiração, estropia gargantas, mata pulmões e, ela sentia, dói até nos furúnculos da alma.
Ela mesma agora iria arriscar seu fôlego, repetir pela enésima vez a máscara cirúrgica tratada a água sanitária, o jaleco branco que, há dias, não tinha forças físicas para lavar no pouco tempo que parava em casa.
A vida agora não fazia sentido, se quase todo mundo de quem se aproximava ia morrer. A vida sem batons e sem esmaltes, sem olhares masculinos e sem o filho que não tinha mais certeza se ainda iria rever. Sem a avó, sem a mãe, sem a irmã mais nova, como um ser restrito, irrespirável, intocável, ligado tão-somente a doentes terminais, fulminada pela nova ordem patogênica obrigada a todos os profissionais de saúde do país:
– Não entre em casa!
Naquela manhã entrou na enfermaria lembrando dos tantos colegas de trabalho que chegavam e depois sumiam. Mais de 80 foram infectados, alguns morreram, outros fugiram dilacerados pelo horror constante da morte e outros ainda nunca nem haviam estado lá, eram só divagações de sua mente estupefata.
Mesmo assim sorriu. Sorriu e tossiu, tossiu e sorriu, espirrou e sentou, se perguntando, displicente, se, de fato, novos respiradores já haviam chegado ao hospital.
O Brasil registrou, nesta terça-feira (14/04), mais 204 mortes pelo Covid-19, o que representa um aumento de 15% das fatalidades em 24 horas. O número de mortes confirmadas nas últimas 24 horas é o maior desde o primeiro óbito registrado no país. Com isso, o Brasil tem 1.532 casos fatais. O número de casos confirmados também subiu de 23.430 para 25.262, o que representa 8% de incremento.
O estado de São Paulo continua liderando o ranking de confirmações e mortes, em números absolutos, registrando 9.371 doentes e quase metade das fatalidades (695). Só em um dia, foram 87 novas mortes divulgadas, outro recorde de óbitos por coronavírus.
Rio de Janeiro (224), Pernambuco (115), Ceará (107) e Amazonas (90) completam o ranking do cinco estados que confirmaram mais mortes até o momento. O Distrito Federal, segundo o Ministério da Saúde, tem 17 óbitos pela Covid-19. Apenas o estado de Tocantins não tem, até o momento, óbito pela doença.
Do total de casos, 6.043 estão em estado grave, necessitando de internação em hospitais de referência em todo o Brasil. Em SP, o pico de internação foi registrado nesta terça-feira, com mais de 2,1 mil leitos de UTIs e enfermarias ocupados.
Dos óbitos, 73% ocorreram em pessoas com mais de 60 anos e 73% do total das vítimas apresentavam pelo menos um fator de risco. Além dos idosos, fazem parte do grupo de risco pessoas com comorbidades como cardiopatia, diabetes, pneumopatia, doença neurológica ou renal, imunodepressão, obesidade e doenças respiratórias crônicas.
Disponível gratuitamente para usuários de smartphones nas plataformas Android e iOS, o aplicativo Preço Legal está com uma nova atualização. Agora é possível filtrar mais rapidamente onde encontrar os preços mais baixos de produtos que ajudam a enfrentar o coronavírus (Covid-19).
A atualização já está disponível para Android e, nos próximos dias, também para iOS.
Foram separados dois botões exclusivos para a busca de “Álcool em gel” e “Máscaras”. O objetivo é facilitar as buscas e auxiliar a população nesse momento difícil.
Os novos botões buscam álcool em gel 70% e máscaras cirúrgicas ou hospitalares. São mostrados os menores valores desses produtos comprados nos últimos 3 dias e o estabelecimento mais próximo. Além disso, foram feitas correções de erros e melhorias de desempenho.
Os dados são alimentados a partir das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) e Notas Fiscais de Consumidor Eletrônicas (NFC-e), emitidas pelos estabelecimentos comerciais e que são transmitidas ao sistema da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).
O aplicativo, coordenado pela Sefaz, disponibiliza os menores valores de itens em vários estabelecimentos locais e pode ser acessado pelo celular ou site do aplicativo (www.sefaz.ma.gov.br/precolegal).
A pesquisa do produto é feita por meio de sua descrição, marca ou leitura do código de barras, onde o consumidor terá uma relação dos preços, onde eles foram praticados e por qual estabelecimento. De acordo com dados do próprio aplicativo, já foram realizadas mais de 4 milhões de pesquisas.
Baixe o app e utilize as informações, inclusive, para evitar deslocamentos desnecessários. O Preço Legal está disponível em todo o Estado do Maranhão.
Os moradores da Ilha de São Luís agora têm quatro locais específicos para fazer o teste de identificação do coronavírus. São as UPAs do Araçagi, do Itaqui-Bacanga, dos Vinhais e Cidade Operária.
O atendimento dos casos suspeitos é feito nas tendas externas, responsáveis pela triagem nessas unidades.
O Centro de Testagem do Viva Beira Mar, que antes concentrava o atendimento à população em geral, agora está dedicado exclusivamente aos profissionais de saúde e da segurança pública.
Para realização da testagem, os profissionais de saúde e da segurança devem apresentar RG e contracheque.
A alteração nos locais de testagem serve para adaptar o sistema ao cenário atual do combate ao coronavírus.
“Estabelecemos novos fluxos de atendimento diante do cenário de pandemia do Covid-19 no Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.
Em outras cidades, os hospitais regionais fazem a coleta para os exames.
Triagem
Nessas quatro UPAs que fazem a testagem na Ilha de São Luís, profissionais de saúde realizam a etapa de triagem de pacientes nas tendas externas.
Se o paciente tiver sintomas leves e um quadro de síndrome gripa normal, ele vai levar o atestado de 14 dias e as orientações para permanecer em casa. Em caso de agravamento do quadro, ele deve retornar à unidade.
Quando identificados sintomas moderados, o paciente será encaminhado para alguma das unidades de referência: Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), Hospital de Cuidados Intensivos (HCI), Hospital da Mulher (HM) e Hospital Universitário (HUUFMA).
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), são considerados sintomas moderados, coriza, tosse seca, febre de 38° ou mais, bem como desconforto respiratório. No caso de pacientes em estado grave, com tosse intensa, falta de ar e febre alta, deverão ser transferidos para a Unidade de Terapia Intensiva das unidades de referência.
Atendimento à população
Por meio do número (98) 3133-6406, a população será auxiliada sobre o atendimento do Centro de Testagem do Maranhão. Há também o telefone 136, para esclarecimentos sobre o Covid-19.
O prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) anunciou em suas redes sociais, neste domingo (12), a prorrogação, até o dia 20 deste mês, da suspensão do funcionamento dos órgãos municipais que não atuam na prestação de serviços essenciais à população.
A medida segue as orientações das autoridades de saúde para manter o distanciamento social como forma de controle do avanço do novo coronavírus (Covid-19) entre a população.
Em sua postagem, Edivaldo reiterou que está constantemente reavaliando as medidas de prevenção e combate à doença, podendo alterá-las a qualquer momento, se houver necessidade.
Para o atendimento pelos serviços não essenciais foram disponibilizadas plataformas como call center, e-mails, além do portal da Prefeitura. Todos os serviços essenciais seguirão sendo executados sem prejuízos à população, como o atendimento em saúde, limpeza urbana, disciplinamento do trânsito, assistência social, Defesa Civil entre outros.
A medida reforça outras ações já em execução em São Luís como a reestruturação do Hospital da Mulher, que é a unidade de referência na rede municipal para atendimento aos pacientes com Covid-19.
Além disso, Edivaldo tem tomado também medidas de apoio à população menos favorecida economicamente que, neste momento de pandemia, perde ainda mais renda. Os estudantes da rede de ensino receberão cestas alimentares a partir desta semana.
A pusilanimidade de alguns líderes evangélicos do Brasil, em sua sede insaciável por dinheiro, permitiu que neste país ocorresse uma das maiores agressões a Jesus Cristo desde que ele foi crucificado. E, quem sabe, estes sicários de Belzebu também estejam por trás da campanha por um Prêmio Nobel da Paz para Jair Bolsonaro.
Um homem que defende torturadores, que fez campanha de metralhadora nas mãos, que mantém relações mal explicadas com milicianos assassinos a preço fixo e que, infelizmente elegeu-se presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, reunido em videoconferência com religiosos, ousou comparar-se ao Cristo em ressurreição, em pleno domingo de Páscoa.
Gafanhotos, ratos messiânicos como Silas Malafaia, Edir Macedo e RR Soares são responsáveis por essa diabólica aliança entre o que dizem ser Deus e celerados no poder que pregam a crueldade e o derramamento de sangue como modelo político e forma de governo. São falsos profetas que se alimentam da miséria e da desgraça do povo, vendendo dezenas de falsos milagres nas caladas da noite sob os holofotes ilusórios de uma mídia particular, “curando” aidéticos, cancerosos, deficientes físicos de toda ordem nos templos em que mais falam do Satanás do que de Deus. Já vi na televisão um desses sujeitos perguntar a uma turba de pobres desesperados: “Quem tem um salário mínimo para dar pra Jesus?
E disse Jair Bolsonaro na estatal TV Brasil: “Hoje foi um dia muito especial. Eu queria falar uma coisa. Já que hoje se fala de Ressurreição, eu não morri, mas estive no limite da morte”. Mais adiante disse que sobreviveu e ganhou as eleições como um milagre. E ainda acrescentaria no twitter: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Fechou com letras maiúsculas: ELE RESSUSCITOU. Como quem diz “Eu também”.
Felizmente, os falsos evangélicos Silas Malafaia, RR Soares e Edir Macedo, gafanhotos, roedores, charlatães a extorquir os últimos vinténs dos mais empobrecidos para construir fortunas imensuráveis em burgos fiscais, não têm amparo entre outros líderes evangélicos do país. Vejam o que escreveu o pastor e conferencista sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, Renato Vargens:
“Um falso profeta fala mais em dinheiro do que em Cristo”.
“Um falso profeta comercializa o Evangelho e vende as bênçãos de Deus mediante ofertas extravagantes”.
“Um falso profeta tem sede de poder, vive pelo poder e ama o poder”.
E só nos resta pedir a Deus piedade dessa gente pobre e faminta de tudo que, sem nenhum amparo do poder público, paga com seu trabalho, além de impostos, dízimos e ofertas escorchantes. Para que falsos profetas, zombando das vestes e das sandálias do Cristo, singrem os céus de Manhattan e outros refúgios tributários em jatos particulares, gozando as benesses da comercialização do Novo Testamento e acumulando fortunas incalculáveis em paraísos fiscais.
O presidente está a ponto de escarrar seus vírus na cara dos brasileiros; e sabe Deus o que tem dentro do nariz de Jair Bolsonaro.
JM Cunha Santos
Mais de um milhão de pessoas foram contaminadas no mundo pelo coronavírus e mais de 100 mil morreram, segundo as últimas estimativas. No Brasil são mais de 20 mil infectados e 1.141 mortos.
Aqui, o vírus está chegando às favelas e bairros periféricos, o que faz crescer na comunidade científica internacional o temor de que seja o Brasil o próximo epicentro da pandemia de Covid-19, como já aconteceu com a China, a Itália, a Espanha e os Estados Unidos.
Seguindo os Estados Unidos, que desde o dia 25 de março pediu que seus cidadãos deixassem o Brasil o mais rápido possível, também a Itália e a Alemanha fizeram o mesmo, o que indica que temos sérias razões para acreditar que os cientistas estejam certos.
Óbvio que a ação devastadora do vírus em bairros e favelas de extrema pobreza, sem água e sem sabão, sem hospitais nem postos médicos, sem médicos nem enfermeiros, será ainda muito mais desastrosa. E é preciso anotar que nesses bolsões de pobreza o nível de comorbidades, grande parte sem nenhum tratamento, é muito maior. Sem contar que, dentre todos os 79 países atingidos pela pandemia, o Brasil é o único em que o presidente da República age na crise contra o restante de todas as autoridades constituídas do país.
Agora mesmo, a Advocacia Geral da União (AGU) está ameaçando processar os governadores que impuserem medidas restritivas de direitos fundamentais. Na verdade, uma ameaça a mais do Governo Federal contra o isolamento social defendido pela OMS ante uma moléstia para a qual ainda não há remédios, nem perspectiva de vacina a curto prazo.
Presumo que, passo a passo, estamos entrando num beco sem saída. O presidente da República está a ponto de escarrar seus vírus na cara dos brasileiros, já que quase assoou o nariz nas mãos de uma de suas apoiadoras. E sabe Deus o que tem dentro do nariz de um fascista como Jair Bolsonaro. Imagino que cobras venenosas, lagartos peçonhentos, aranhas caranguejeiras, moscas varejeiras viperinas, ratos bubônicos, baratas deletérias e semelhantes. Não fosse assim – e na contramão do mundo inteiro – jamais o Senhor presidente colocaria em risco as vidas de um povo que o elegeu.
Resta saber se é possível enfrentar tamanha tragédia, provavelmente do tamanho de todas as pestes históricas, sob ameaça constante de estado de sítio, tropas militares nas ruas e tentativas de intimidação dos poderes Legislativo e Judiciário partindo do Executivo, ou seja, de quem mais deveria zelar pelo trinômio que garante a saúde da democracia e do estado de Direito no Brasil e no restante do mundo.
Assim, ao tempo em que não sabemos aonde nos levarão as mutações desse vírus, nem o que expelem as fossas nasais do capitão Corona, somos o país a lidar com duas epidemias: uma que ameaça nossas vidas e outra que ameaça nossa liberdade. Quase na certeza de que as duas são transmissíveis pelas mucosas do alucinado presidente Jair Bolsonaro.
Novo decreto editado neste sábado (11) pelo governador Flávio Dino mantém a suspensão do comércio e dos serviços não essenciais na Ilha de São Luís até o dia 20 de abril. A medida foi tomada porque nessa região estão 94% dos casos confirmados de coronavírus e 100% das mortes causadas pela doença no Estado.
Além disso, a fiscalização será intensificada, com a possibilidade do chamado lockdown, ou seja, o bloqueio total de atividades, na hipótese de crescimento acelerado de casos.
Nas cidades onde não há registro de casos ou existe uma quantidade muito reduzida, os prefeitos poderão permitir atividades econômicas, desde que observadas restrições e orientações sanitárias.
Ou seja, cada prefeito deverá avaliar a situação, diante da realidade local, e adotar as regras pertinentes – sempre seguindo as orientações e normas sanitárias.
Se o prefeito de determinado município não editar nenhum ato acerca das atividades que podem continuar, estarão valendo as restrições previstas no decreto do Governo do Maranhão. Ou seja, o comércio e os serviços não essenciais continuarão suspensos na cidade.
Se houver aumento de casos em alguma região, o Governo do Estado poderá, a qualquer momento, editar novas normas restritivas.
Bancos e lotéricas
De acordo com o decreto, os bancos e lotéricas terão 72 horas para implantar medidas a fim de evitar aglomerações, tanto dentro como na porta das agências.
Também será necessário o uso de equipamentos de proteção individual pelos funcionários, podendo ser máscaras laváveis ou descartáveis. Os bancos deverão organizar filas e manter distância de pelo menos dois metros entre clientes.
Essas medidas foram tomadas após o Supremo Tribunal Federal dar aval, nesta semana, para que os Estados adotem esse tipo de regra. O Governo do Maranhão já havia enviado ofício ao Banco Central pedindo providências nesse sentido – uma vez que a regulação bancária é de responsabilidade do Governo Federal –, mas não havia obtido resposta.
“Os bancos não estão tomando providências para organizar o fluxo de pessoas para ter acesso às suas agências. Estou determinando que o façam, sob pena de fiscalização e sanções previstas na legislação sanitária”, afirma o governador Flávio Dino.
Aulas e viagens
O decreto também mantém até o dia 26 de abril a suspensão das aulas em todo o Maranhão e das viagens interestaduais de ônibus. Ou seja, os ônibus que saem e entram no Maranhão, com exceção de áreas como Timon-Teresina, na qual muitas pessoas residem numa cidade e trabalham em outra.
Veja o que pode e o que não pode funcionar na Ilha de São Luís e nas cidades onde não houver novos atos editados pelos prefeitos:
NÃO PODEM FUNCIONAR
– Atividades que impliquem aglomeração de pessoas em espaços públicos – Academias, shopping centers, cinemas, teatros, bares, casas noturnas, restaurantes, lanchonetes, centros comerciais, lojas, salões de beleza e estabelecimentos similares – Visitas a pacientes com suspeita de infecção ou infectados por coronavírus, tanto na rede pública como na rede particular – Atracação de navios de cruzeiro vindos de estados ou países com circulação confirmada do coronavírus
PODEM FUNCIONAR
– Hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias, óticas e demais estabelecimentos de saúde – Mercados, supermercados e vendas de alimentos – Delivery, drive thru e retirada no local de bares, restaurantes, lanchonetes, depósito de bebidas e similares – Clínicas, consultórios e hospitais veterinários, pet shops e lojas de produtos agropecuários – Lojas de material de construção. – Borracharias, oficinas e serviços de manutenção e reparação de veículos – Restaurantes e pontos de parada e descanso, às margens de rodovias, para caminhoneiros – Dedetizadoras – Postos de combustíveis, venda de gás e serviços de transmissão e distribuição de energia – Coleta de lixo e serviços funerários – Serviços de telecomunicações – Segurança privada e imprensa – Distribuição e a comercialização de álcool em gel e produtos de limpeza, bem como os serviços de lavanderia – Serviços relativos ao tratamento e abastecimento de água – Atividades internas das instituições de ensino visando à preparação de aulas para transmissão via internet
Em todos os estabelecimentos autorizados a continuar funcionando, é necessário adotar: – Distância de segurança entre as pessoas – Uso de equipamentos de proteção individual, podendo ser máscaras laváveis ou descartáveis – Higienização frequente das superfícies – Álcool em gel e/ou água e sabão para clientes e funcionários
O Secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, divulgou, nesta sexta-feira santa, a ocorrência de mais 51 pessoas infectadas por coronavírus e 21 mortes no Maranhão por Covid-19, sendo 19 delas em São Luís. Em sua conta no twiter, o secretário escreveu: “Maranhão chega a 344 casos confirmados. Lamentavelmente, mais 5 óbitos deram positivo para Covid-19. Façamos nossa Páscoa cuidando uns dos outros. Mantenhamos o isolamento social. Boletim completo no site da Secretaria da Saúde”.
Ao apelo do secretário, juntam-se, nas redes sociais, muitos pedidos de orações por parentes e amigos. Mas já é hora de orar por todos, de libertar o sentimento de solidariedade humana, de unir todos os credos, seitas, heresias, até porque, diante do que acontece no Brasil e no mundo, já podemos dizer que ninguém, nenhum país, estado, município ou pessoa está livre dos ventos furiosos que carregam esse vírus maldito.
Não deem ouvidos aos idiotas e criminosos bolsonaristas que na internet ficam repetindo que é tudo mentira, que mente o Ministério da Saúde, mente a SES, mentem os infectologistas. Nem sigam o exemplo do alucinado presidente Jair Bolsonaro. Essa gente está à caça de cadáveres; o maior número possível de cadáveres para usar politicamente e se eternizar no poder.
Pandemias não são para brincadeiras, politicagens e zombarias. Estima-se que a chamada “mãe de todas as pandemias”, a Gripe Espanhola, tenha matado entre 50 e 100 milhões de pessoas em todo o mundo. E dessa pandemia chamada Covid-19 ninguém sabe ainda quase nada, só que é transmitida com muita velocidade e é impulsivamente mortal.
Eduardo Bolsonaro e o ministro da Educação, Abraham Weintraub
ofendem a China porque sabem que aquele país é o maior produtor de equipamentos de combate a infecções respiratórias como a Covid-19 e outras. Além de ser o principal parceiro comercial do Brasil.
Querem criar uma crise sem solução, para impedir que o Brasil compre do país asiático máscaras, álcool gel, respiradores etc., no intento genocida de que morra o maior número possível de brasileiros e eles tenham como justificar os delírios e alucinações do presidente.
Se não sabem, a imprensa internacional – The New York Times, The Washington Post (americanos), The Guardian (inglês) Le Monde (francês), portal alemão Deutsche Welle (alemão), Japan Time (japonês), quando não tratam Bolsonaro como doido, fazem pilhérias, incluindo-o no rol de piadas dos bufões internacionais. E, há apenas dois dias, o The Economist disse que o presidente do Brasil começa a dar sinais de insanidade mental.
A hora, portanto, é de orarmos uns pelos outros, de, em oração, nos protegermos do vírus e dos vermes que querem destruir este país. Rezem, rezem muito, rezem pelo povo do Maranhão, rezem pelo povo do Brasil. Oremos por todos, todos nós.