“Coronavírus: Temos, agora, 18h24, 96 casos confirmados e 2 óbitos no Maranhão”
A informação foi postada nas redes sociais, hoje, pelo governador Flávio Dino que, ontem, sexta-feira, prorrogou o isolamento social no Estado, determinando que escolas, universidades, e comércio devem permanecer com as atividades suspensas. Também apresentou dados atualizados sobre a evolução do novo coronavírus no Maranhão. As aulas permanecerão suspensas até o dia 26 de abril e o comércio fechado até o próximo dia 12. Também o transporte interestadual de ônibus e similares está suspenso até o dia 26.
A célere evolução da pandemia no Estado recomenda que os maranhenses cumpram as determinações expressas nos decretos governamentais, principalmente no que tange ao distanciamento social. Há poucos dias, o governador fez a projeção de que podemos ter cerca de mil casos de contaminação pelo novo coronavírus. Fique em casa.
Se candidato, Bolsonaro vai ter que enfrentar as candidaturas de Flávio Dino, Sérgio Moro e, a convite da pandemia de coronavírus, também a candidatura de Luiz Henrique Mandetta. Bolsonaro, então, não se reelege nem que CONVIDE o 19, nem que pegue CARONA no vírus.
JM Cunha Santos
Sérgio Moro tem como lastro eleitoral os efeitos ainda da Operação Lava Jato que, embora por muitos criticada em vista de pecados e aberrações jurídicas, sempre o manteve à frente do presidente em intenções de votos.
Flávio Dino, já há algum tempo, surge como principal aposta das esquerdas brasileiras para a eleição presidencial de 2022 e ainda considerado por instituições dentro e fora do país o melhor governador do Brasil.
No auge da crise, a pandemia do coronavírus criou um novo personagem político-eleitoral e potencial candidato a presidente: o ministro Luiz Henrique Mandetta cuja atuação no Ministério da Saúde alcançou 76 pontos de aprovação, fazendo dele o novo inimigo público número 1 do ciumento Jair Bolsonaro.
Enquanto isso, a aprovação do presidente desaba a três por quatro em meio a seus discursos contra tudo e contra todos, acusações de irresponsabilidade e tentativas de agravamento da pandemia no Brasil. Sem contar as denúncias de impulsões periódicas de fake news, mentiras recorrentes, atentado contra a saúde pública, crime contra a humanidade, que o constrangem entre pedidos de impeachment e de renúncia e panelaços nacionais quase diários que exigem: “Fora Bolsonaro”!
Com sua demência extremista, inclusive convocando manifestações públicas contra as instituições democráticas em pleno avanço da epidemia, Bolsonaro conseguiu a “proeza” de ganhar a aversão de todos os governadores do país, (até do Ronaldo Caiado), do Congresso Nacional, do Poder Judiciário, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público, organizações públicas e privadas da sociedade civil, da maioria dos partidos políticos e de seus próprios ministros. Estes não revelam publicamente mas gostariam de vê-lo pelas costas. Sobrou-lhe apenas o Gabinete do Ódio e a milícia digital robotizada que age criminosa e porcamente nas redes sociais.
Acuado, sozinho, torna-se cada vez mais cruel, estúpido e impiedoso. E se depara com sua mais infensa realidade: a de que, politicamente e eleitoralmente, o mito virou o morto.
Escolas, universidades e comércio devem permanecer com atividades suspensas em todo Estado.
Em coletiva realizada pelas redes sociais, na tarde desta sexta-feira (3), o governador Flávio Dino apresentou dados atualizados sobre a evolução do novo coronavírus no Maranhão e novas medidas sobre funcionamento das escolas, universidades, comércio e transporte interestadual.
Em transmissão ao vivo, o governador anunciou a continuidade das suspensões das aulas até o dia 26 de abril e do comércio até o próximo dia 12, quando haverá nova avaliação das condições da crise sanitária. Serão aplicadas multas e sanções diante do descumprimento do decreto. “A nossa preocupação é garantir que não haja a circulação de pessoas em larga escala”, explicou o governador do Maranhão.
A defesa à vida das pessoas e a necessidade de evitar um colapso na rede de atendimento à saúde guiam as decisões tomadas. “O que estamos fazendo é restrição, não é proibição. É a restrição de certas atividades, para restringir a circulação de pessoas, e, com isso, restringir a disseminação do coronavírus, para garantir que a oferta existente na rede de saúde, de equipamentos, de profissionais, de materiais, seja suficiente para atender a demanda. Se todas as pessoas no Brasil adoecerem ao mesmo tempo, a rede pública e privada não serão suficientes para atender a todos”, explicou o governador.
Durante a coletiva, o governador informou que o Maranhão já contabiliza 88 casos confirmados da doença e que 82 municípios, dos 217, apresentam casos suspeitos. “Quando começamos a semana nós tínhamos 31 casos confirmados, então tivemos expressivo crescimento. Portanto, é preciso ter muita atenção neste instante. Eu diria que estamos num momento decisivo, nacionalmente, não só no Maranhão”, relatou o governador, lembrando da importância de não medir esforços para conter a evolução muito célere da pandemia.
Medidas adotadas
Aos jornalistas e demais internautas, Flávio Dino apresentou as medidas adotadas a partir dos novos decretos publicados. Entre as decisões, as aulas presenciais permanecem suspensas até o dia 26 de abril em todas as unidades da rede pública e privada, nas redes municipais, estaduais e de ensino superior em todo o Maranhão. É o que diz o Decreto 35.713 do dia 03 de abril assinado pelo governador Flávio Dino.
O mesmo decreto estabelece que o transporte interestadual de ônibus e similares também permanece suspenso até o dia 26 de abril, exceto o transporte exclusivamente entre município maranhense e município de outro Estado que componha região integrada de desenvolvimento, por exemplo a Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina.
Atividades comerciais
Por meio de decreto, o governador Flávio Dino mantém suspensas as atividades comerciais não-essenciais em todo o território maranhense até o dia 12 de abril. Academias, bares, shopping centers, lanchonetes e demais estabelecimentos comerciais devem permanecer fechados. O novo decreto estabelece que podem funcionar no sistema delivery, drive thru ou retirada no estabelecimento, os depósitos de bebidas, lavanderias, bares, restaurantes e lanchonetes, mediante pedidos via telefone ou internet.
A novidade estabelecida é a possibilidade de multas e sanções para os empreendimentos não-essenciais que descumprirem as determinações do decreto. O governador reiterou a importância da soma de esforços para superar a crise sanitária. “Iremos na próxima semana acompanhar a evolução dos novos casos. Reitero que meu desejo é que as atividades comerciais e de serviços e as atividades profissionais em geral retornem imediatamente, esse é meu desejo. Mas entre me desejo e a materialização desta vontade, existe a responsabilidade derivada dos números de ocorrências de síndromes respiratórias”, explicou o governador.
Materiais
O governador informou sobre a chegada de novos kits de testagem rápida, doadas pela empresa Vale, que darão celeridade aos diagnóstico. Falou, ainda, sobre o esforço para compra e entrega dos EPIs para os profissionais da saúde (que também entrarão como prioridade na submissão dos testes rápidos).
“Há profissionais de saúde contaminados, e, por isso, afastados de suas atividades. Esse é um ponto muito importante porque, evidentemente, não podemos abrir mão de nenhum profissional da saúde, que são as pessoas que estão habilitadas tecnicamente a cuidar da saúde de todos nós”, defendeu Dino.
Flávio Dino ainda reiterou do esforço empreendido para a compra de respiradores, que estão escassos, inclusive no mercado internacional. “Em nível do Consórcio Nordeste, havia sido feito uma compra conjunta de equipamentos e a compra foi bloqueada, ou seja, mesmo com a disponibilidade de recursos, nós temos hoje dificuldade de receber, porque os Estados Unidos e outros países que têm maior poder econômico estão junto aos mercados, fazendo processo de bloqueio e compra desses equipamento”, finalizou.
Ganhou repercussão nacional a entrega dos leitos do Hospital das Clínicas Integradas (HCI), primeiro hospital exclusivo para casos do novo coronavírus no Maranhão. A inauguração da unidade, localizada na Avenida Jerônimo de Albuquerque, em São Luís, foi destaque nesta sexta-feira (3), no Jornal Hoje, da TV Globo.
“Hoje foi apresentada a estrutura para atender pacientes em estado grave. O Governo do Estado aproveitou a estrutura de um hospital particular que estava fechado há mais de um ano, alugou o prédio e fez as adaptações necessárias”, informou o repórter Alex Barbosa, em transmissão ao vivo para o telejornal.
A estrutura do HCI tem capacidade para 80 novos leitos de UTI dedicados a pacientes com Covid-19 em estado considerado crítico. Dez leitos foram entregues na manhã desta sexta-feira e os outros serão disponibilizados de acordo com a evolução dos casos no Maranhão.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde (SES), Carlos Lula, foi montada uma força tarefa para que o HCI fosse entregue em tempo recorde. As intervenções no prédio incluíram limpeza total, serviços de engenharia, instalação das UTIs, respiradores e rede de oxigênio.
“Para o hospital estar pronto hoje, teve gente que praticamente dormiu dentro do hospital. Era um prédio que estava abandonado havia praticamente um ano e a gente teve muito problema para montar, mas hoje nós temos um lugar de referência e uma unidade muito boa para receber a população”, afirmou.
A reportagem da TV Globo também explicou que os “mais de 1.000 profissionais da saúde contratados por meio do seletivo emergencial” realizado pelo Governo do Maranhão atuarão no HCI e em outros sete hospitais do estado que contam com “ala exclusiva para atender pacientes com a doença”.
O presidente está usando a pandemia e a fome do povo como caminhos para chegar a um regime de exceção.
JM Cunha Santos
Há poucos dias, sob matéria que escrevi neste Blog com manchete “Bolsonaro, um presidente contra seu país, um militar que envergonha as Forças Armadas”, um desses milicianos digitais pagos a peso de ouro com dinheiro público ameaçou em comentário: “Espera que logo, logo, tu vai tá falando fininho”. Eu apenas perguntei: “Está me ameaçando, torturador? Para que ele retrucasse: A punição vem de cima, JM Cunha Santos”.
Leio agora que o presidente Jair Bolsonaro republicou o vídeo de uma falsa professora faminta, empresária que mora em bairro chique, em que pede um golpe militar, “O exército nas ruas”, para reabrir a força o comércio no Brasil e, assim, acabar com o distanciamento social adotado contra o coronavírus aqui e em todos os países do mundo.
Não é novidade a obstinação do Gabinete do Ódio por um regime autoritário, mas o comportamento do presidente republicando esse apelo à carnificina ideológica, assim como o vírus, de fato enche de medo os que amam a liberdade e cultuam a democracia. E quando um de seus seguidores ameaça me deixar “falando fininho”, a memória se me arrasta por prisões ilegais, censura, torturas, desaparecimentos, fuzilamentos, execuções sumárias e tudo o mais que os piores tiranos do mundo foram capazes de conceber.
E quando o próprio presidente diz a essa megera – que no vídeo atacou violentamente os governadores e a imprensa – “Pode ter certeza que a senhora fala por milhões de pessoas”, não me sobram mais dúvidas de que a democracia e o estado de Direito estão ameaçados e todos nós vivendo entre o pavor de um vírus letal e a iminência de um cruel regime de exceção.
O presidente adotou a postura criminosa de retardar a sanção do projeto de renda mínima (600 reais), aprovado pelo Congresso e destinado a mitigar a fome de milhões de brasileiros e agora retarda o pagamento, escudado em desculpas esfarrapadas do ministro Paulo Guedes. Como disse o governador Flávio Dino “É absurda a lentidão de Bolsonaro no que se refere ao pagamento da Renda Básica criada pelos senadores e deputados federais. Aparentemente, deseja o caos para “ter razão” e tentar convencer os militares a irem para as ruas”.
O povo já começa a denunciar a falta de alimentos em suas casas, mas Bolsonaro, enquanto não paga a renda mínima, autoriza a redução da jornada de trabalho e de salários e até demissões. É cruel com os pobres e trabalhadores.
Fica claro, portanto, que o presidente quer fome, quer saques, quer sangue, quer mortes, como desculpa para reinar absoluto e sem nenhuma piedade do povo deste país.
O prefeito Edivaldo Holanda Junior anunciou medidas para ampliar a assistência a famílias cuja situação de vulnerabilidade ficará agravada durante a pandemia do novo coronavírus. As 70 mil famílias cadastradas no Bolsa Família em São Luís serão beneficiadas com um auxílio-renda ou com a entrega de alimentos. O objetivo é garantir a segurança alimentar dessas famílias durante a pandemia.
O auxílio renda, no valor de 40 reais, será pago durante dois meses, complementando a renda de mais de 12 mil famílias em situação de extrema pobreza – aquelas cuja renda mensal é de até 89 reais. Terão direito ao benefício as famílias que estejam cadastradas no Bolsa Família, tenham crianças de 0 a 3 anos na composição familiar ou que sejam chefiadas por mulheres.
As demais 58 mil famílias cadastradas no mesmo programa, que não estão na faixa de extrema pobreza, serão beneficiadas com a entrega de alimentos, através do Programa Peixe Solidário ou do Programa de Aquisição de Alimentos. Serão 140 toneladas de peixe e cestas de alimentos compradas dos pequenos produtores rurais da cidade pela Prefeitura de São Luís.
Férias antecipadas
Por outro lado, Edivaldo anunciou a antecipação das férias escolares da rede municipal de ensino e a entrega de kits de alimentação a 86 mil estudantes. Cada família receberá o número de kits equivalentes ao quantitativo de crianças matriculadas na rede de ensino municipal.
A Ciência pouco sabe ainda sobre o nível de infecção e letalidade do coronavírus.
JM Cunha Santos
Todas as esperanças de vencer a pandemia mundial provocada por esse vírus estão concentradas na capacidade dos povos de todo o mundo de suportarem o distanciamento social que a situação impõe.
A bem da verdade, a Ciência ainda sabe muito pouco sobre o patógeno que está destruindo sistemas de saúde e sistemas econômicos em todo o planeta.
Em princípio, avaliaram que o vírus quase sempre era letal apenas para pessoas com mais de 60 anos de idade ou para aqueles que apresentavam comorbidades. Mas a realidade das infecções e mortes em gente bem mais jovem e saudável mostrou que a avaliação foi apressada. No Maranhão, por exemplo, em 70% dos casos, o morbo infecciona pessoas com bem menos de 60 anos.
Não descobriram também porque muitos infectados não apresentam os sintomas, mas mesmo assim podem transmitir o vírus. As dificuldades para encontrar uma vacina, esforço de muitos países, igualmente não está explicada, assim como a Ciência não explica a resistência do vírus à maioria dos remédios tentados até agora.
Pior: os sintomas do coronavírus são quase sempre os mesmos sintomas de uma gripe comum, o que certamente dificulta a capacidade de diagnóstico dos profissionais da saúde.
O Maranhão, que até a bem poucos dias mantinha um nível de infecção relativamente baixo, se assusta agora com a proliferação do vírus. Saltou de 14 casos para 23, de 23 para 31 e de 31 para 62 casos de infecção por coronavírus. E entendem os especialistas que a tendência é essa curva ascendente crescer ainda mais no mês de abril. Até porque, com a contaminação comunitária, não dá mais para rastrear a origem do vírus e muito menos precisar com exatidão quantos são os infectados.
Os países mais atingidos – Itália, Espanha, Estados Unidos, França, Reino Unido – são exatamente os que fizeram pouco caso do isolamento social. Portanto, não ouçam o que Jair Bolsonaro diz, nem o que apregoam seus seguidores lunáticos: fiquem em casa.
Três homens com idade entre 33 e 48 anos e 5 mulheres com idade entre 27 e 60 anos são as novas vítimas infectadas pelo coronavírus no Maranhão, conforme informou a Secretaria de Estado da Saúde. Dois desses 8 pacientes estão internados em hospitais e 6 em isolamento familiar.
O Secretário da Saúde, Carlos Lula, avisou que o estado já enfrenta a transmissão comunitária, ou seja, quando não é possível identificar a origem da infecção.
Enquanto alguns pensam que somente velhos e pessoas com comorbidades correm riscos a julgar pelo relatório da SES, a maioria dos infectados no Maranhão tem idade inferior a 60 anos e alguns gozavam de boa saúde até serem atacados pelo vírus. Inclusive um bebê de um ano de idade testou positivo para a Covid-19.
Governador manterá restrições
Por outro lado, em entrevista coletiva concedida no Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino garantiu que manterá as medidas restritivas para evitar a proliferação da pandemia no Estado. Essa determinação, como em outros estados, confronta a posição adotada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que ameaça editar um decreto liberando todo mundo para trabalhar e adotar o isolamento vertical que alcançaria apenas pessoas com mais de 60 anos ou vítimas de comorbidades. (outras doenças).
Partindo do princípio de que cada pessoa com a Covid-19 pode infectar até outras 10, o governo calcula que 300 pessoas no Maranhão possam estar infectadas sem saber – os chamados casos assintomáticos ou que ainda não foram diagnosticados.
Flávio Dino disse também que o Estado conta com o aporte de leitos de UTI em vários pontos do território maranhense suficientes para enfrentar esse primeiro ciclo do coronavírus.
Uma das estratégias adotadas pelo governo contra a infecção é a disponibilização de aulas pela internet, além, é claro, do distanciamento social, monitoramento de casos prováveis, disponibilidade de mais leitos de UTI e aquisição, em outros estados e outros países, dos equipamentos necessários para enfrentar a Covid-19.
Os principais líderes de diversos partidos de oposição se uniram de forma inédita para lançar um documento acusando Jair Bolsonaro de ser “um presidente da República irresponsável”, que agrava a crise do coronavírus pois “comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos”.
“Deveria renunciar” diz o texto, assinado pelos pelos ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT-SP), Ciro Gomes (PDT-CE) e Guilherme Boulos (PSOL-SP) e pela candidata a vice de Haddad, Manuela Davila (PCd0B).
O documento é endossado ainda pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), pelo ex-governador do Paraná, Roberto Requião (MDB-PR), pelo ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e pelos presidentes do PT, Gleisi Hoffmann, do PSB, Carlos Siqueira, do PDT, Carlos Lupi, do PCB, Edmilson Costa, Juliano Medeiros, do PSOL, Luciana Santos, do PCdoB,
O texto afirma que “Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. Atenta contra a saúde pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países.”.
Em outro trecho, afirma: “Bolsonaro não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos, aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as autoridades de Saúde Pública e submete a vida de todos aos seus interesses políticos autoritários”.
E pede que o presidente da República seja contido: “Basta! Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo”.
Leia a íntegra do documento:
O BRASIL NÃO PODE SER DESTRUÍDO POR BOLSONARO
O Brasil e o mundo enfrentam uma emergência sem precedentes na história moderna, a pandemia do coronavírus, de gravíssimas consequências para a vida humana, a saúde pública e a atividade econômica. Em nosso país a emergência é agravada por um presidente da República irresponsável. Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. Atenta contra a saúde pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países. Antes mesmo da chegada do vírus, os serviços públicos e a economia brasileira já estavam dramaticamente debilitados pela agenda neoliberal que vem sendo imposta ao país. Neste momento é preciso mobilizar, sem limites, todos os recursos públicos necessários para salvar vidas.
Bolsonaro não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos, aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as autoridades de Saúde Pública e submete a vida de todos aos seus interesses políticos autoritários. Basta! Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo.
Ao mesmo tempo, ao contrário de seu governo – que anuncia medidas tardias e erráticas – temos compromisso com o Brasil. Por isso chamamos a unidade das forças políticas populares e democráticas em torno de um Plano de Emergência Nacional para implantar as seguintes ações:
– Manter e qualificar as medidas de redução do contato social enquanto forem necessárias, de acordo com critérios científicos;
– Criação de leitos de UTI provisórios e importação massiva de testes e equipamentos de proteção para profissionais e para a população;
– Implementação urgente da Renda Básica permanente para desempregados e trabalhadores informais, de acordo com o PL aprovado pela Câmara dos Deputados, e com olhar especial aos povos indígenas, quilombolas e aos sem-teto, que estão em maior vulnerabilidade;
– Suspensão da cobrança das tarifas de serviços básicos para os mais pobres enquanto dure a crise, – Proibição de demissões, com auxílio do Estado no pagamento do salário aos setores mais afetados e socorro em forma de financiamento subsidiado, aos médios, pequenos e micro empresários;
– Regulamentação imediata de tributos sobre grandes fortunas, lucros e dividendos; empréstimo compulsório a ser pago pelos bancos privados e utilização do Tesouro Nacional para arcar com os gastos de saúde e seguro social, além da previsão de revisão seletiva e criteriosa das renunciais fiscais, quando a economia for normalizada.
Frente a um governo que aposta irresponsavelmente no caos social, econômico e político, é obrigação do Congresso Nacional legislar na emergência, para proteger o povo e o país da pandemia. É dever de governadores e prefeitos zelarem pela saúde pública, atuando de forma coordenada, como muitos têm feito de forma louvável. É também obrigação do Ministério Público e do Judiciário deter prontamente as iniciativas criminosas de um Executivo que transgride as garantias constitucionais à vida humana. É dever de todos atuar com responsabilidade e patriotismo.