O
Maranhão é um dos Estados que mais reduzem os casos de homicídio em todo o
Brasil, de acordo com o Atlas da Violência 2019, divulgado nesta semana pelo
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A queda foi de 10,1% entre
2016 e 2017, período mais recente com dados disponíveis.
Apenas
cinco Estados conseguiram reduções mais expressivas: Rondônia (22%), Distrito
Federal (21,4%), Sergipe (11,3%), Paraná (11%) e Piauí (10,9%). Os demais 21
têm desempenho inferior ao do Maranhão.
Além
disso, o Maranhão foi na contramão do cenário nacional, no qual os homicídios
aumentaram 4,2% entre 2016 e 2017. Os dados de 2018 ainda não foram mapeados e
serão divulgados no ano que vem.
Queda
desde 2015
O Atlas
da Violência também mostra uma queda consistente dos homicídios no Maranhão
desde 2015, quando foi adotada a nova política de Segurança Pública no Estado.
Até 2014, os homicídios vinham crescendo. A partir de 2015, foram caindo ano a
ano.
De acordo
com o estudo, em 2014 o Maranhão tinha uma taxa de 35,9 homicídios por 100 mil
habitantes. Em 2015, caiu para 35,3; em 2016, para 34,6; e em 2017, para 31,1.
Em 2014,
o Maranhão tinha uma taxa de homicídios maior que a média brasileira. Hoje, é
menor que a média nacional, como revela o Atlas da Violência.
E mais:
em 2014, o Maranhão estava entre os 12 Estados com maior taxa de homicídio.
Hoje, está entre os dez com menor taxa de homicídios.
Hoje são os cobradores,
amanhã serão os motoristas. Já existem carros que andam sozinhos.
JM
Cunha Santos
O
que até pouco tempo parecia só poder constar de filmes de ficção científica, se
tornou realidade. A criatura se rebela contra o criador e as formidáveis
tecnologias de que hoje dispomos para apascentar nosso conforto e alimentar
nossa preguiça, agem contra nossa sobrevivência.
A
Ciência da Fome está presente em todo o mundo e acaba de tornar obsoleta e
desnecessária a função do cobrador de ônibus em São Luís. Hoje são os
cobradores, amanhã serão os motoristas. Já existem carros que andam sozinhos.
Estudo
elaborado pelo Forum Econômico Mundial aponta que a revolução tecnológica vai
desempregar 7 milhões de pessoas em todo o mundo até 2021. E mais: centenas de
profissões serão extintas. E, entendam, 64 % das pessoas que serão desempregadas
são responsáveis por toda ou grande parte da renda de suas famílias.
Enquanto
os robôs vasculham todos os seus dados pessoais 24 horas por dia e escolhem até
o caminho por onde deve andar (GPS) há esse lado soturno da tecnologia. A
Quarta Revolução Industrial, a chamada Revolução 4.0, já aconteceu. É um tempo
em que dispositivos digitais conversam entre eles mesmos, (e sabe Deus o que
planejam), carros andam sozinhos, geladeiras fazem compras, tratores tomam
conta das plantações guiados por sensores climáticos. Não pode haver
contribuição maior para a pobreza do ser humano.
E
não pense ninguém que são apenas as profissões mais mal pagas que vivem essa
ameaça. Falta muito pouco, por exemplo, para que os computadores sejam capazes de
produzir sozinhos textos jornalísticos sobre qualquer assunto e, acreditem, sem
os monumentais crimes contra a gramática que muitos jornalistas cometem. E nada
impede que entrevistas sejam feitas por whatsApp ou outro aplicativo qualquer
sem a presença até pouco tempo imprescindível do repórter.
É
um problema que atinge também os patrões. Gilson Neto, presidente do Sindicato
das Empresas de Transportes Rodoviários do Maranhão (SET) revelou que as novas
tecnologias tomaram às empresas 17 % dos passageiros em virtude da
independência cada vez maior dos bairros. “Hoje, ninguém precisa tomar um
ônibus para ir ao banco no centro da cidade”, exemplificou. E, dentro de pouco
tempo, nem para ir à escola.
Alegam
os menos pessimistas que, em contrapartida, sugiram outras profissões, como as
de Youtuber e Digital Influencer. Mas quem diabos, entre os mais de 200 milhões
de brasileiros, sabe o que é isso?Vou encerrar por aqui. Preciso, urgentemente,
encontrar o controle remoto da TV. Não quero ficar me levantando toda hora.
FAKE NEWS: notícia sobre suposta morte de deputado Márcio Jerry é
mentirosa. A assessoria de comunicação do deputado federal Márcio Jerry
(PCdoB-MA) vem a público para desmentir a fake news sobre o falecimento do
parlamentar, divulgada nesta quarta-feira (4). Trata-se de uma informação
mentirosa, veiculada após um ataque cibernético às redes do Governo do
Maranhão. A invasão aos sites será devidamente investigada, para que os
responsáveis pelo crime sejam identificados e punidos.
É como se matassem 2
vezes toda a população de Palmas, no Tocantins; como se exterminassem toda a
população de Cuiabá, no Mato Grosso; como se fuzilassem mais da metade da
população de São Luís, no Maranhão.
JM
Cunha Santos
São
estarrecedores os números divulgados pelo Atlas da Violência. A violência no
Brasil. Em 10 anos, de 2007 a 2017, 618 mil pessoas foram assassinadas neste
país. É como se matassem mais de 2 vezes toda a população de Palmas, no
Tocantins (291 mil habitantes); como se exterminassem toda a população de
Cuiabá, no Mato Grosso (607 mil habitantes); como se fuzilassem a metade da
população, hoje, de São Luís, aqui no Maranhão. (1 milhão e 97 mil habitantes)
O
número de homicídios no Brasil é 30 vezes o da Europa. Os homicídios foram a
causa de 51,8 % de todas as mortes na faixa entre 15 e 19 anos de idade. É tão
assustador que esse extermínio da juventude já é apontado pelos pesquisadores
como causa da redução de homicídios em diversos estados, ao lado do Estatuto do
Desarmamento.
LIMPEZA
ÉTNICA
Na
letra fria dos números, é como se o Brasil promovesse uma limpeza étnica
juvenil, inconsciente talvez. E a miséria continua sendo a mãe da letalidade social
que acontece no país: 43,1 % dos assassinatos são cometidos contra negros
pobres e de baixa escolaridade. Houve também um aumento de 30,7 % nos crimes de
feminicídio na última década. 1,6 % a mais de assassinatos de mulheres não
negras e 29,9 % de mulheres negras. As negras representam 60 % do total de
mulheres assassinadas. No grupo LGBT, o registro de denúncias de homicídios
cresceu 127 %.
Dos
618 mil assassinados cometidos entre 2007 e 2017, 92 % das vítimas são homens,
jovens, pobres e com baixa escolaridade; 80 % são solteiros e mais de 76 % dos
homicídios foram cometidos com armas de fogo.
As
guerras entre facções criminosas, decretadas a partir de junho e julho de 2016,
estão entre as principais motivações dos mais de 65 mil assassinatos ocorridos
no Brasil em 2017. Eram 4 as principais facções criminosas até 10 anos atrás.
Hoje, os órgãos de segurança calculam em torno de 70 facções espalhadas pelo
país.
Uma
arma de fogo tem vida útil de 50 anos, se for bem cuidada. Um jovem pobre pode
ter apenas 29 anos de vida útil (ou inútil), porque quase sempre, desde a
infância, não é bem cuidado no Brasil.
E
querem colocar mais 20 milhões de armas de fogo dentro das casas nas ruas…
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão,
deputado Othelino Neto (PCdoB), utilizou a tribuna, na sessão plenária desta
quarta-feira (5), para fazer uma reflexão acerca do Dia Mundial do Meio
Ambiente, celebrado neste 5 de junho. O parlamentar chamou a atenção para as
diversas decisões e atos administrativos, por parte do Governo Federal, que
causam preocupação e impõem retrocesso à gestão ambiental e à conservação dos
recursos naturais.
“É triste ver o presidente da República promover
retrocessos tão grandes em tão pouco tempo. Nós, depois de muitos anos,
percebemos, por exemplo, que o desmatamento na Amazônia voltou a crescer acima
da média. E isto, senhores deputados, senhoras deputadas, não é uma questão de
um governo de esquerda, de um governo de centro, ou de um governo mais
conservador”, afirmou o presidente da Alema, pontuando que, em nenhum dos
governos anteriores, ninguém ousou promover tantos retrocessos como os que
estão acontecendo agora.
“Por exemplo, a medida provisória que foi editada no
começo do governo Bolsonaro e que perdeu a validade agora, porque o Congresso
Nacional, muito sabiamente, não apreciou e não converteu aquela medida
provisória em lei, porque ela premia aqueles que infringiram a legislação
ambiental, aqueles que cometeram crime ambiental. Me refiro a decretos do
presidente da República, que retira a participação popular do Conselho Nacional
de Meio Ambiente. Vitória essa obtida após a Constituição de 88 e que foi
ampliada nos governos que sucederam desde a volta do regime democrático. E,
agora, vejo diversas investidas do Governo Federal contra o meio ambiente”,
elencou.
Othelino Neto afirmou, também, que a questão ambiental
é apartidária e deve ser uma preocupação de todos. “Sejamos de esquerda, de
direita, de centro, é algo que nós precisamos ter o cuidado para que não
comprometamos as futuras gerações”, completou.
União pelo meio ambiente
Othelino destacou, ainda, que, durante a sua
trajetória na vida pública, teve a grata experiência de ser secretário de
Estado do Meio Ambiente nos governos Zé Reinaldo e Jackson Lago, dando a sua
contribuição para a gestão ambiental no Maranhão. “Experiência essa que marcou
muito a minha vida, no sentido de ter conseguido deixar algumas marcas
importantes”, declarou.
O presidente da Alema ressaltou que, infelizmente,
neste dia 5 de junho, não é possível comemorar avanços na gestão ambiental e
que é preciso ratificar a preocupação com o meio ambiente, com a organização de
todos os entes, desde os detentores de mandato popular, às organizações não
governamentais e ao Ministério Público.
“Finalizo minhas palavras deixando essa preocupação
que deve ser de todos nós para que, num futuro próximo, nós não tenhamos muitos
problemas em razão desses retrocessos. Lembrando que, para corrigir retrocessos
na gestão ambiental, serão necessárias décadas e décadas. Então, por isso,
precisamos conter mais esse impulso arrogante do Governo Federal, que tenta
retroceder em algo tão caro e sagrado, como é a defesa do meio ambiente”,
concluiu.
247 – O governador do Maranhão, Flávio
Dino, do PCdoB, expressou sua indignação com projetos do governo de Jair
Bolsonaro, que tendem a provocar mortes de brasileiros. “Basta da agenda
da morte. Mais armas = mortes. Menos educação = mortes. Menos direitos previdenciários
para pessoas pobres = mortes. Fim do Mais Médicos = mortes. ‘Lei da selva’ no
trânsito = mortes. Legítima defesa por ‘surpresa’ = mortes Essa gente não pensa
em VIDAS??”, questiona.
Basta da agenda da morte.
Mais armas = mortes.
Menos educação = mortes.
Menos direitos previdenciários para pessoas pobres = mortes.
Fim do Mais Médicos = mortes.
“Lei da selva” no trânsito = mortes.
Legítima defesa por “surpresa” = mortes
Essa gente não pensa em VIDAS ??
O Ministério Público Federal enviou ao Superior Tribunal de Justiça
(STJ), nesta terça-feira (4), um parecer em que solicita que a Corte conceda
progressão de regime semiaberto ao ex-presidente Lula, preso desde abril do ano
passado na superintendência da Polícia Federal pelo caso do chamado “triplex do
Guarujá”.
Condenado em primeira instância a 9 anos e 6 meses de prisão, Lula teve
sua pena aumentada em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª
Região (TRF4) para 12 anos e 1 mês. O STJ, em maio deste ano, no entanto,
analisou um novo recurso da defesa e diminuiu a pena do ex-presidente para 8
anos e 10 meses de prisão.
Com a nova pena, como Lula já cumpriu mais de um ano de pena, ele já tem
o direito de progredir ao regime semiaberto. Nesta modalidade, o condenado tem
o direito de deixar a prisão para trabalhar e fazer outras atividades sem
vigilância durante o dia, e teria restrições apenas no período noturno.
“Assim, data máxima vênia, (a subprocuradora opina) pela complementação
do julgado, para que – após procedida detração no âmbito do STJ (tempo que pode
ser reduzido), seja fixado o regime semiaberto”, argumentou
a subprocuradora Áurea Lustosa Pierre no parecer enviado ao STJ.
Ainda não há previsão de quando a Corte analisará o pedido.
Ao fazer o pedido, no entanto, a defesa de Lula não abriu mão de
pleitear a nulidade do processo e a absolvição do ex-presidente. Os advogados
já informaram, por mais de uma vez, que o foco da defesa é fazer com que a
Justiça reconheça a inocência do petista.
“Não se busca somente a remodelação da pena ou a modificação do regime
inicial de cumprimento, mas a absolvição plena”, escreveram os advogados.
“O recurso
demonstra que o STJ deixou de analisar (omissão) aspectos fundamentais das
teses defensivas, como, por exemplo, o fato de que Lula não praticou qualquer
ato inerente à sua atribuição como Presidente da República (ato de ofício) para
beneficiar a OAS e não recebeu qualquer vantagem indevida”, completaram os
defensores.
O número
de homicídios voltou a cair na Grande São Luís no mês de maio, confirmando uma
trajetória firme de queda. Foram 25 casos, contra 33 em maio de 2018, de acordo
com o boletim mensal da Secretaria de Segurança Pública. A redução foi de 24%.
No
acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a queda também é expressiva, de
25%.
Se a
comparação for com 2014, antes da nova política de segurança pública no Estado,
a diferença é ainda maior. Em maio de 2014, foram 71 homicídios, quase três
vezes mais do que o registrado neste ano.
A queda
na criminalidade reflete os investimentos e a nova política de segurança que
passaram a ser adotados após 2015.
Hoje, o
Maranhão tem mais de 15 mil policiais, a maior tropa da história do Estado.
Foram entregues mais de mil viaturas, dando condições de trabalho para a
polícia. Também houve investimento em armamento e equipamentos.
Com isso,
a capital maranhense enfim deixou, em 2017, a lista das 50 capitais mais
violentas de todo o mundo.
Duas crianças
brasileiras morreram nesta segunda-feira (3), após um deslizamento de pedras
durante passeio turístico na região de Cajón del Maipo, na cordilheira dos
andes, no Chile, como informou a coluna de Ancelmo Gois . Khálida Trabussi
Lisboa, de 3 anos, e Isadora Bringel, de 7, estavam acompanhadas dos pais em
passeio no reservatório de El Yeso, a cerca de cem quilômetros de Santiago. A
família é de Bacabal, no Maranhão.
“Foi um acidente
lamentável. As rochas se desprenderam e atingiram as crianças”, disse Mireya
Chocair, governadora da Província Cordillera, a agência de notícias AFP.
Segundo jornais
locais, a família estava em um ônibus com 20 turistas na estrada El Volcán,
quando o veículo foi atingido pelas pedras. De acordo com informações
preliminares do jornal “La Nación”, os turistas estavam em um lugar proibido.
Investigação vai apurar as responsabilidades do guia turístico.
Segundo o
ministério das Relações Exteriores, o Consulado do Brasil em Santiago acompanha
o caso e presta o apoio consular cabível.