Os doidos e o contrabandista

(O conto mais incrível já contado na história política do Maranhão)

JM Cunha Santos

E, naquele dia, empolgados com a nova missão de, mais uma vez, criar problemas para o governo Flávio Dino e perseguir o secretário Jefferson Portela, dois deputados e um senador, Aloísio Mendes, Edilazio Junior e Roberto Rocha dirigiram-se à Procuradoria Geral da República devidamente acompanhados de Tiago Bardal e do delegado Ney Anderson Gaspar. Solícitos, atenderam imediatamente quando Racquel Dodge pediu a apresentação dos depoentes:

– Este é o delegado Tiago Bardal, minha testemunha principal – disse Roberto Rocha. É presidiário. Está preso por chefiar um esquema de contrabando que, segundo a polícia, movimentou R$ 100 milhões. É uma testemunha digna, séria, idônea, honesta, de moral ilibada, senhora Procuradora.

E a procuradora, estupefata, perplexa, abismada, boquiaberta, aturdida, se limitou a perguntar:

– E a outra testemunha?

Foi a vez de Edilazio Júnior, que se coçava todo por ter sido obrigado a dar a mão a um pobre na entrada da Procuradoria:

– É o delegado Ney Anderson, homem de fibra, sereno, sóbrio, gentil, cordato. Nunca deu uma pedrada em ninguém. E aproveito, senhora procuradora, para solicitar que ouça ele primeiro, pois está de licença para tratamento psiquiátrico. Aqui estão o laudo e a licença para comprovar.

E a procuradora, ainda mais aturdida, perplexa, estupefata, confusa, desnorteada, só conseguiu gritar para seus assessores:

– Chamem um psiquiatra! Internem esse deputado e este senador!

E Aluísio Mendes, já sendo conduzido para fora do gabinete da procuradora e preocupado com o destino de seus colegas parlamentares, ainda teve tempo de retrucar:

– Se quiser, eu tenho aqui mais 18 cartas que o delegado escreveu.

– Internem esse deputado também – fulminou a Procuradora, sem querer acreditar no que estava acontecendo ali.

TRE e Prefeitura de São Luís juntos na nova edição do projeto Prefeito Criança

O prefeito Edivaldo Holanda Junior assinou, na tarde desta segunda-feira (27), termo de parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) para eleição dos novos Prefeito e Vice-Prefeito Criança. O termo foi assinado pelo presidente do TRE-MA, o desembargador Cleones Cunha. O projeto da gestão municipal, coordenado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), tem o objetivo de desenvolver a consciência política e social nos estudantes da rede municipal de ensino. Com a renovação da parceria e a colaboração do TRE, as escolas municipais seguem mobilizadas para a escolha dos novos representantes.

“Estamos muito felizes por mais uma vez firmar esta parceria com o tribunal para a execução deste projeto. Com esta ação, temos oportunidade de acompanhar as crianças discutindo política e respirando democracia e, ao mesmo tempo, incentivar a participação delas na gestão municipal, dando a oportunidade de vivenciarem a rotina da administração pública”, ressaltou o prefeito Edivaldo, incentivador do projeto Prefeito Criança.

Esta será a segunda eleição. O primeiro pleito foi realizado em 2017 de forma pioneira no Maranhão. Com a parceria, o TRE-MA fornece às escolas as urnas eletrônicas para o primeiro pleito e as instalações para o segundo pleito das eleições, que se dará com a defesa de projetos educacionais pelas crianças candidatas. O tribunal dará, ainda, posse à chapa vencedora. A parceria da Prefeitura de São Luís com o órgão eleitoral dá legitimidade ao pleito, que envolve diretamente alunos do 6º ao 9º ano das escolas municipais.

O presidente do TRE-MA, o desembargador Cleones Cunha, parabenizou a Prefeitura de São Luís pela iniciativa e manifestou apoio para a realização da eleição. “Me sinto honrado em assinar este termo de parceria para a concretização de mais uma edição deste projeto. Com iniciativas como esta, fazemos com que crianças e adolescentes participem da gestão municipal e, assim, criem respeito e carinho pela democracia. Estamos à disposição, pois defender a democracia é a nossa missão”, disse o presidente.

Participaram ainda do evento membros da Corte, entre eles Itaércio Paulino, Gustavo Vilas Boas e Bruno Duailibe e o diretor-geral do TRE, Andre Menezes Mendes.

Flávio Dino: Três tarefas para tirar a esquerda da defensiva

Do Portal Vermelho

Sob o tema “Governo Bolsonaro – Como o Brasil Pode Superar Essa Encruzilhada?”, a mesa com a presença do governador maranhense incluiu os ex-ministros Fernando Haddad e Celso Amorim, do PT, além da deputada estadual Erica Malunguinho (PSOL-SP). O discurso de Dino, de 25 minutos, foi um dos mais aplaudidos pelo público de cerca de 800 pessoas que lotaram o Tuca (Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), na região de Perdizes.

“Há um sentimento de perplexidade e angústia que se abre sobre a Nação. Vemos uma direita política preconceituosa e violenta, forte e mobilizada”, afirmou Dino, avaliando os primeiros meses da era Jair Bolsonaro (PSL). A direita soube, diz ele, manipular a “agenda da corrupção” a partir das manifestações de 2013. “Essa pauta se entranhou na alma do povo brasileiro como a determinante de todas as tragédias políticas e sociais que o País vive. É claro que a corrupção é grave, mas a apropriação da bandeira dessa corrupção específica foi para esconder as outras, inclusive a maior delas – a grande desigualdade social do Brasil.”

De acordo com o governador, a vitória de Bolsonaro sobre a chapa de Fernando Haddad (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB), nas eleições presidenciais de 2018, “apenas reforça a tendência de ofensiva estratégica da direita. A esquerda entra numa brutal defensiva”. Para alcançar a hegemonia e “inverter o sinal histórico”, o bolsonarismo polarizou a classe média. Com isso, “cindiu o bloco do lulismo” – a grande base que chegou a dar mais de 80% de aprovação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Perdemos a classe média, influenciada pela agenda da corrupção. E precisamos dela para recuperar a ofensiva histórica”, afirmou Dino. “Até temos ganhado batalhas de hashtags nas redes, certo? Mas estamos perdendo as batalhas no mundo material. Isso não nos serve”. Em sua opinião, “é preciso recuperar a esperança na nossa ação coletiva, consciente e transformadora – mas fazer isso com método”.

Frente ampla – Dino recorre ao exemplo do líder máximo da Revolução Russa, Vladimir Ilitch Ulianov, o Lênin. “Nas Teses de Abril (1917), Lênin não escreveu ‘Viva o Socialismo’ ou ‘Socialismo Já’. Ele escreveu ‘Paz, Pão e Perra’. Assim, conseguiu galvanizar amplas correntes”. Traduzindo para os dias de hoje, a ideia da frente ampla deve ir além dos partidos tradicionais de esquerda. “Frente ampla não é retórica – é desafio. E só é possível fazer isso com quem não é igual a nós. Falar com iguais é mais cômodo, mas não é consequente.”

Em sua visão, a base de Bolsonaro é composta, basicamente, de dois tipos de apoiadores: o “bolsonarista raiz, hard”, com ideias preconceituosas, extremadas e até fascistas; e elementos que se deslocaram circunstancialmente para a opção Bolsonaro, notadamente em 2018. Dino propõe que, em vez de blocar o bolsonarismo por completo, a esquerda isole a “base raiz” e tente atrair os apoiadores de ocasião.

É preciso, nesse sentido, que a agenda da frente tenha “a democracia como pré-condição”, o compromisso com o interesse nacional e a soberania, além de um projeto para “a produção, o emprego e o trabalho”. Dino frisa: “Tem de ser uma agenda de resistência e demarcação”. A frente ampla, formada com base nesses princípios, é o que pode viabilizar as tais três tarefas que o governador do PCdoB aponta para a esquerda.

Sobre essas tarefas, Dino detalha uma a uma. A respeito da “plataforma comum concreta e comum de lutas”, a esquerda deve ter sensibilidade. “Se 25% da população cozinha com lenha, porque o gás de cozinha está caro, é indispensável ter propostas claras, que dialoguem diretamente com o povão. O que propomos, por exemplo, em termos de emprego?”

Já as eleições 2020 abrem a oportunidade para avançar a presença dos valores democráticos e progressistas nas cidades. “Será hora de união com generosidade. Mesmo onde houver cem ou 150 candidatos bons [à prefeitura], como em São Paulo, só dois ou três têm condições de ganhar. A esquerda deve conversar e se unir em torno desses nomes”, afirma Dino. Uma vez eleitos, os prefeitos poderão “transformar concepções abstratas em políticas públicas concretas”.

A terceira tarefa, a bandeira do “Lula Livre”, tem significado próprio, simbólico. “Lula foi vítima de uma das maiores violências jurídicas já perpetradas neste País, e sua prisão contém uma mensagem desmobilizadora. O povão precisa da liberdade do presidente Lula para acreditar em si mesmo”, considera o governador do PCdoB. Se os judeus ensinavam que “aquele que salva uma vida salva o mundo”, Dino aplica a lição à realidade: “Lula representa milhões de vítimas como ele. Lutar pela justiça para uma pessoa – no caso, para Lula – é lutar pela liberdade da humanidade inteira”.

Educação – Na principal mesa do Salão do Livro Político, Celso Amorim e Haddad saíram em defesa do legado de suas gestões nos governos Lula e Dilma. “Nossa política externa altiva e ativa era um elemento importante do que Lula pensava do Brasil”, disse Amorim. Além de sublinhar o papel do ex-presidente no processo de integração sul-americana, o ex-chanceler lamentou que a relação de autonomia do País frente aos Estados Unidos tenha ficado para trás. “Bush ligava para Lula para pedir conselhos sobre como tratar a Venezuela. Hoje, nós recebemos ordens.”

De acordo com Haddad, pensadores como Paulo Freire e Anísio Teixeira foram “os grandes faróis” do Ministério da Educação (MEC) no governo Lula. “No século 20, Brasil teimou em desconsiderar a agenda da Educação”, analisou o ex-ministro. Porém, nos 13 anos de governos democráticos, houve, conforme Haddad, “o maior plano de expansão e acesso” ao ensino superior em todos os tempos, “Nas universidades públicas federais, 51% dos estudantes são negros, e 70% são egressos de escolas públicas. Há um incômodo em mexer nas estruturas do País.”

O 5º Salão do Livro Político se estende até a próxima quinta-feira (30) no Tucarena, uma das dependências do Tuca, na esquina das ruas Bartira e Monte Alegre. Além de debates e apresentações culturais, a programação inclui uma feira de livros, com mais de 40 editoras participantes.

Avião cai em Sergipe; cantor Gabriel Diniz estava no voo

Um avião pequeno porte caiu em um mangue localizado no povoado Porto do Mato, em Estância (SE), na região Sul de Sergipe, no início da tarde desta segunda-feira (27). Documentos do cantor Gabriel Diniz foram encontrados próximo ao local do acidente, segundo o “Jornal Hoje”. A produção do cantor confirma que ele estava no voo, mas ainda não sabe o estado de saúde. De acordo com o G1, a Polícia Militar informou que três pessoas teriam morrido no acidente.

— A única coisa que podemos confirmar é que ele estava no voo. Não temos mais informações — afirmou Raphael Nascimento.

Gabriel Diniz, de 28 anos, ficou famoso nacionalmente com o hit “Jenifer”.

MANDOU LEGAL!

JM Cunha Santos

Às vezes o sofrimento humano compunge tanto que chega a ser desleal. Mormente quando é o sofrimento de um parente, um irmão, um amigo, um colega, alguém de alguma forma próximo de nós. Alguém que amamos, Compunge tanto que mal conseguimos compreender os desígnios de Deus.

É quando nos perguntamos sobre, afinal, a utilidade de sermos nós mesmos, de onde viemos e para onde vamos se, feridos pela nossa dor, mal conseguimos perceber a dor alheia.

Conheci a alegria arrebatadora de Osvaldo a alguns anos, quando ainda era o apresentador dos folguedos e manifestações apoiados pela Secretaria de Cultura. Estivemos juntos numa exposição de segurança pública (Exposegma) coordenada por Josilma Bogea e ocorrida na praça Nauro Machado.

Logo descobri nele a verve rara e inconfundível de um comunicador capaz de envolver e empolgar multidões. Dava a impressão de que aquele microfone fazia parte de seu corpo, como um desses talentos que nascem com algumas pessoas de forma tão cristalizada que faz passar a sensação de que nada mais há a aperfeiçoar.

Depois disso, não convivemos muito. Ele foi para o rádio; eu permaneci brigando com as tintas e as palavras. Mas conversamos algumas vezes nos bares do Reviver sobre a vida, a profissão, o desalento de trabalhar sem a compensação merecida, o mal estar de às vezes ter quase que mendigar uma sobrevivência digna.

Mas, principalmente, conheci a alegria contagiante do comunicador ocupado em trazer à tona a felicidade submersa nas outras pessoas, a presença de espírito grandiloquente de Osvaldo, um entre tantos outros trabalhadores do melhor na alma humana.

Depois vi aquela foto, com aquela doença terrível e não quis enxergar. Agora, ele se foi.

Fique com Deus, Osvaldo. Quem mandou legal aqui na Terra, certamente mandará legal também nos céus.

Jefferson Portela do olho do furacão para o coração do povo do Maranhão

O povo maranhense saiu em defesa de seu Xerife, o homem no comando de um Sistema de Segurança completamente novo, inaugurado pelo governador Flávio Dino 50 anos depois.

JM Cunha Santos

Está nas centenas de comentários e compartilhamentos neste blog, a imagem superlativa, o respeito, a admiração que o povo maranhense nutre pelo Secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela. E, certamente, estarão nos demais blogs que ora denunciam a trama diabólica urdida nas celas e nos gabinetes de sedição contra o Secretário Jefferson Portela.

Declarações como a de Unknown: “Dr. Portela, conte com nosso apoio. Somos sabedores de seu caráter e confiamos no senhor”.

Ou a de Flávio Dino Gomes Ferreira: “Fique tranquilo, Secretário Jefferson Portela. O povo sabe quem está por trás. Você tem feito um bom trabalho. Isso tem despertado o interesse daqueles que ficaram mais de 50 anos no poder e nada fizeram para o povo maranhense”.

Ou a de Maria Vitória dos Santos Viturina: “Tomo junto secretario vc faz um belo trabalho Deus abençoe você.

Ou a de Júlio Melo Cunha: “O melhor e mais correto secretário de segurança que esse estado já teve. E não venham me dizer que afirmo isso por afinidade política. Os números estão aí para provar”.

Ou a de Raimundo Dias: “Rapaz sério. Conheço.

Ou a de Alessandra Borges Loba: “Jefferson Portela é um profissional idôneo e sério…incomoda muita gente”.

Do olho do furacão, direto para o coração do povo maranhense. Foram incontáveis comentários como esses que me fizeram entender o tamanho da injustiça que se perpetrava. O povo maranhense saiu em defesa de seu Xerife, principalmente o povo de São Luís. Vozes de todas as classes sociais revoltaram-se com a perseguição criminosa contra o homem no comando de um Sistema de Segurança completamente novo, inaugurado pelo governador Flávio Dino 50 anos depois; o comandante de um trabalho policial que chegou a zerar os crimes de latrocínio no Estado, sob cuja gestão a polícia desbaratou dezenas de quadrilhas; que mantém na prisão pelo menos 300 assaltantes de bancos, que reduziu o número de homicídios em 69 % na grande São Luís, sufocou o crime organizado e deu prejuízos financeiros incalculáveis ao narcotráfico com a apreensão do maior volume de drogas da história do Estado.

Além disso, trucidou um esquema criminoso de agiotagem nas prefeituras do Maranhão e, sem pestanejar, colocou corruptos de alto coturno na cadeia.

Por isso, ele foi a vítima escolhida num plano diabólico que cai por terra com a declaração de um outro incansável internauta, este com projeção administrativa internacional e que, por tudo que já se sabe de seu modo sério, honesto e desenvolvimentista de governar, jamais permitirá que saudosistas da corrupção, da incompetência geral e do patrimonialismo exerçam qualquer influência em seu governo:

Governador Flávio Dino: “Secretário Jefferson comanda o trabalho que tirou São Luís da lista das 50 cidades mais violentas do mundo e reduziu homicídios em 62 %. E também coordena ações do Pacto pela Paz, como a realizada hoje na zona rural. Parabéns”.

É a voz do povo do Maranhão.

Crime organizado já teria gasto milhões com a imprensa para criar no Maranhão uma crise entre os poderes Executivo e Judiciário e se vingar do secretário Jefferson Portela

JM Cunha Santos

 Jefferson Portela: combate sem tréguas ao crime organizado.

A grande pergunta nos meios políticos e jornalísticos, hoje, é quanto o crime organizado está gastando com alguns setores da imprensa para criar uma crise entre os poderes Executivo e Judiciário e, de quebra, se vingar do Secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, que mandou para a cadeia a maior parte dos chefões das máfias do Maranhão. Alguns chegam a citar a cifra de R$ 2 milhões.

Somente o senhor Pacovan, um dos personagens citados por essa imprensa na ponta da crise armada, já foi preso 7 vezes, uma delas pelo próprio ex-delegado Thiago Bardal que está preso sob acusação de chefiar um esquema de contrabando que teria movimentando R$ 100 milhões. É acusado também de envolvimento com assaltantes de bancos, conforme conclusões da Superintendência de Combate à Corrupção (Seccor) e do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.

E é através de depoimentos e incursões de pessoas como essas que pretendem desestabilizar o Secretário de Segurança do Estado? Ora, me comprem um bode!

Mas há que se perguntar a quem, de fato, interessa romper a harmonia entre os poderes, ora vigente no Maranhão e cantada e decantada no Legislativo, no Executivo e no Judiciário.

Por enquanto, os executores dessa crise podem estar gozando os prazeres nababescos proporcionados pelo dinheiro fácil e pelos inevitáveis 15 minutos de fama com que todos costumam sonhar.

Mas, como se trata de colegas de profissão, preciso fazer um alerta: vocês estão se aproximando demais de uma gente muito perigosa.

 E eles costumam cobrar resultados! Que vocês não vão ter.

Jefferson Portela representa criminalmente contra Tiago Bardal, Ney Anderson e 3 blogueiros

O Secretário de Segurança Jefferson Portela representou criminalmente na Procuradoria Geral de Justiça nesta quarta-feira (22), contra o preso Tiago Bardal, o delegado sindicado Ney Anderson, os blogueiros Neto Ferreira, Stênio Jonnes e o Iury Almeida.

Eles responderão criminalmente por calunia, injúria e difamação. As representações foram contra o preso Tiago Bardal, o delegado sindicado Ney Anderson.  Os três blogueiros, Neto Ferreira, Stênio Jonnes e o Iuri Almeida, que falsamente fizeram acusações sobre investigações ilegais contra membros do poder judiciário do Estado do Maranhão.

As versões dadas pelo preso Tiago Bardal e do sindicado Ney Anderson foram replicadas de modo alinhado pelos blogueiros citado, sendo por isso, também foram processados.

Os fuzis da eternidade

(Não compre armas; atire em quem atirar, estarás matando Deus)

I

“Vede, pois, são minhas entranhas embebidas em sangue e vinho para o alimento dos que escarnecem dos meus sonhos de Amor e Paz”.

JM Cunha Santos

Não compre armas;

o horror não tem secções

toda arma, se não trava,

diminui os corações

Não compre armas

sob a luz do sol brilhando

a cada luz de uma arma

há outra luz se apagando

Não compre armas;

a luz da morte é pesada

pesa tanto quanto a cruz

que ainda nem foi carregada

Não compre armas

ou vais comer pensamentos

andar sem haver estradas

voar onde não há ventos

Não compre armas

serás virado ao reverso

quem mata não mata apenas

tira postas do Universo

Não compre armas;

balas não fazem cidades

Às balas dos teus fuzis

os fuzis da eternidade

Não compre armas

Todo sangue se deduz

e atire em quem atirar

também vais ferir Jesus

II

“Há muitas moradas na casa de meu pai; há humanidades demais para o teu desejo de matar”.

Não compre armas;

o Amor também tem gatilhos

e atire em quem atirar

também sangrarás teus filhos

Não compre armas;

Todo fuzil será sal

e só matarás o corpo

de uma alma imortal

Não compre armas;

o Amor dispara flores

e não serás atingido

nos mundos inferiores

Não compre armas;

elas disparam tormentos

não deixe de plantar rosas

para plantar sofrimentos

Não compre armas;

Delfos grita em solidão

– A maior arma de fogo

está no teu coração

Não compre armas;

as balas não fazem céus

Não compre armas;

atire em quem atirar

estarás matando Deus!

Flávio Dino: Liberdade para Lula

“É certo que o ex-presidente Lula não está acima da lei, mas também não pode estar fora do seu manto protetor”.

O monopólio do uso da força pelo Estado não pode resultar em arbitrariedades. Por isso, a força estatal não pode ser exercida segundo apetites individuais e sim nos exatos termos da Constituição e das leis. As garantias daí derivadas aplicam-se a todos. Portanto, defender os direitos de uma pessoa significa defender os direitos de toda a sociedade. Com estas premissas, há algumas semanas venho argumentando que o ex-presidente Lula devia já ter sido posto em liberdade, à vista do julgamento proferido pelo STJ.

Com efeito, o Código de Processo Penal estabelece duas hipóteses distintas de mudança da forma de cumprimento de pena: a detração, com modificação de regime, e a progressão. A detração acontece no processo de conhecimento, que é o momento processual de estabelecimento da condenação e da pena a ser cumprida. Quem fixa o regime ou o modifica é o juiz que sentencia, que julga a apelação, que decide o recurso especial ou que decide o recurso extraordinário. Todas as vezes que a pena é fixada ou alterada, a Justiça deve descontar o período de prisão já cumprido, declarando o novo regime de cumprimento. O artigo 387, § 2°, do Código de Processo Penal e a jurisprudência do STJ determinam que isso seja feito pelo juiz que eventualmente condena, não mais pelo juízo da execução. É a vontade da Lei: “O tempo de prisão provisória (…) será computado para fins de determinação do regime inicial de pena privativa de liberdade”. Já a progressão de regime ocorre quando não há mais recurso apto a absolver o acusado ou diminuir a sua pena, ou seja, quando é caso de execução definitiva da condenação.

Desta maneira, detração e progressão não se confundem. Quem não está definidamente condenado tem direito a ver seu período de prisão provisória descontado da pena total e de ver essa subtração ser utilizada para fixação do novo regime de cumprimento da pena, que muda automaticamente após a decisão que reduz a pena. Os Tribunais fazem isso todos os dias, para uma infinidade de réus que cometeram todos os tipos de crimes e que são de todas as classes sociais.

O Presidente Lula foi condenado, pelo atual Ministro da Justiça, a 9 anos e 6 meses de reclusão; teve sua pena aumentada no Tribunal da 4ª Região para 12 anos e 1 mês e, até agora, teve sua pena reduzida para 8 anos e 10 meses, no STJ. Quando do julgamento, já estava preso provisoriamente por 1 ano e 1 mês. Então, 8 anos e 10 meses de prisão, com a detração, significam 7 anos e 9 meses, a cumprir com base na condenação (injusta, frise-se). Pelo Código Penal, o condenado à pena superior a 4 e inferior a 8 anos deverá começar a cumprir a pena em regime semi-aberto. Não se sustenta raciocínio diverso, segundo o qual se trataria de execução de pena, e não de fixação do regime inicial, pela só razão de que ainda estamos em fase de imposição de pena definitiva. Tudo o que se aplicou até agora é provisório, e não definitivo. Prisão preventiva, prisão temporária, prisão em flagrante e execução provisória são espécies do gênero “prisão provisória”!

Ainda haveria uma hipótese para não aplicar desde logo o semi-aberto: entender que o condenado merece prisão mais rigorosa em razão do modo de cometimento do crime. Não é razoável, e portanto não há amparo jurídico, para que se aplique a um idoso, que teria cometido crime sem violência ou grave ameaça, um “rigor” não aplicado nem mesmo a traficantes de drogas e homicidas. No Estado de Direito, só há um “rigor” permitido: o constante da lei. E mais uma vez a lei está ao lado do ex-presidente Lula.

Cuida-se tão somente de dar a um réu o mesmo tratamento dispensado a milhares de brasileiros. É certo que o ex-presidente Lula não está acima da lei, mas também não pode estar fora do seu manto protetor. A lei é clara e são incabíveis giros hermenêuticos para mudar o seu sentido e criar condições não escritas. Lula está preso provisoriamente, tem direito à detração e deve imediatamente ir para o regime semi-aberto.

*Flávio Dino é advogado, ex-juiz federal e atual governador do Maranhão.

Fonte: Brasil 247