“Morra, mas compre”, eis a ordem dos bolsonaristas lunáticos

JM Cunha Santos

“Morra, mas compre” parece ser esta a ordem de bolsonaristas lunáticos que, tendo seus lucros restringidos pela pandemia, fingem não entender que ao custo de mais de 2 mil mortes por dia e com um cenário projetado de 5 mil mortes diárias e mais de 70 mil novos casos de covid-19 a cada 24 horas, não há recuperação econômica possível. Seguem o líder, Jair Bolsonaro que reiteradas vezes deixou claro seu desprezo pela vida humana.

Essa visão distorcida e falta de solidariedade nos aproxima dos 300 mil mortos por uma doença que em um ano matou mais que todas as doenças e desastres juntos. Não queriam máscaras, não queriam álcool gel, não queriam distanciamento social e, cúmulo de todos os absurdos, politizaram a vacinação, retardaram a chagada de vacinas o país, afundando o Brasil numa crise sanitária e de saúde pública sem precedentes históricos.

O resultado de toda essa insanidade é a falta de leitos, e leitos de UTI, de oxigênio, de insumos médicos que garantam a salvação de vidas, são pessoas morrendo nos corredores dos hospitais, às portas dos hospitais, profissionais da medicina esgotados física e psicologicamente. E um país gigante como o Brasil, na rabeira da imunização de 210 milhões de brasileiros.

A resposta do senhor presidente da República é ingressar com ações no STF contra as medidas restritivas de aglomerações, é ameaçar com estado de sítio, enquanto as lágrimas de 300 mil famílias secam nos olhos e as bocas grudam à falta de beijos, os braços se ressentem da falta de abraços e todas as mãos do país imploram por um aperto de mão.

Aqui também no Maranhão, uma casta de bolsonaristas aturdidos intentou organizar um protesto contra o governador Flávio Dino por restringir a circulação de pessoas, como fez e faz o mundo todo, enquanto prefeitos, banqueiros, associações médicas, organizações jurídicas, médicos, enfermeiros, o povo e toda a elite econômica do país pedem a decretação de lockdown no Brasil inteiro.

O Maranhão se mantém entre os 4 estados em estabilidade e com o menor número proporcional de mortos pela doença nesta fase mais crítica da pandemia. Fase em que o governo Flávio Dino abriu 799 leitos em 2021, 301 deles de UTI, em que o governo do Maranhão rompe todas as fronteiras e vai buscar 4,5 milhões de doses da vacina Sputinik ao Fundo Soberano Russo, porque não é mais possível esperar nada de positivo do Governo Federal.

Mas eles não enxergam o esforço do governo do Estado e da população confinada, não veem a falta de ar, não ouvem os gritos, nem mesmo ouvem o silêncio dos corpos enterrados pelo país afora sem velórios nem orações.

Quanta crueldade! Quanta crueldade é querer manter-se no poder, ostentando um discurso genocida e em troca da morte de seus semelhantes!

“Morra, mas compre! Compre agora. Salve nossas empresas e negócios, nossos bares e restaurantes, mesmo que isso signifique não salvar sua própria vida”!   

Governo do Maranhão recebe novas doses das vacinas CoronaVac e AstraZeneca

O Governo do Estado recebeu, neste sábado (20), novas doses de vacinas da CoronaVac e AstraZeneca. As doses são destinadas ao início da imunização dos povos e comunidades quilombolas e ribeirinhas, e para a continuidade da vacinação de idosos de 70 a 74 anos e trabalhadores da saúde.

“Conforme determinado pelo Ministério da Saúde, as remessas das doses enviadas deverão ser distribuídas em sua totalidade, conforme o público alvo preconizado. Dessa forma, teremos um significativo aumento no número de pessoas imunizadas, acelerando a rotina de vacinação no estado”, explicou a superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da SES, Tayara Pereira.

Nesta remessa, foram enviadas ao Maranhão mais 116.250 novas doses de vacinas Astrazeneca e 97.800 doses da CoronaVac. Depois de desembarcadas em solo maranhense, elas foram encaminhadas para a Rede de Frio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), responsável pela distribuição aos municípios maranhenses.

Com a entrega deste sábado, o Maranhão chega a 845.690 doses de imunizantes recebidas, sendo 195.800 mil da AstraZeneca e 649.890 da CoronaVac.

Distribuição

Ainda neste sábado, a SES deu continuidade ao envio de 30.540 doses referentes à remessa do início de março. Também começaram a ser distribuídas as 116.800 doses de CoronaVac, referente à remessa recebida na última terça-feira (16). O envio por via aérea deverá acontecer até este domingo (21), e, na segunda-feira (22), por via terrestre.

Somente neste sábado, serão enviadas 29.850 doses do imunológico que beneficiarão trabalhadores da saúde, assim como idosos com idade entre 75 a 79 anos.

A distribuição para os municípios do interior continua sendo realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), através do Centro Tático Aéreo, por meio de dois helicópteros, um avião e de vans refrigeradas.

De acordo com o major Onilton Sampaio, piloto do Centro Tático Aéreo (CTA), participar da campanha de distribuição das vacinas materializa o lema da corporação. “De fato é uma honra poder fazer esta missão, cumprindo o nosso lema que é ‘Voar, servir e salvar’. Ao passo que cumprimos a nossa agenda de voos, também estamos contribuindo para salvar vidas no nosso estado”, enfatizou.

Flávio Dino anuncia novas medidas restritivas no combate à Covid-19

Medidas do último decreto foram mantidas e outras foram anunciadas (Karlos Geromy)

Em coletiva, nesta sexta-feira (19), o governador Flávio Dino anunciou novas medidas de restrição e pontuou o cenário da Covid-19 no Estado. Será antecipado o feriado da Adesão do Maranhão à Independência do Brasil – 28 de julho – passando para a sexta-feira, 26 de março. Com a antecipação, a última semana do mês será um feriado prolongado. A medida é para frear o fluxo de pessoas nas ruas, reduzindo as chances de contágio pelo novo coronavírus. As restrições ficam em vigor até dia 28 de março. 

“Com o feriado prolongado, teremos três dias de parada no Estado. Não haverá prorrogação e acreditamos que esta medida vai contribuir para conter o coronavírus”, explica o governador. Anunciou ainda, entre as novas medidas, suspensão das atividades consideradas não-essenciais, no sábado (27) e domingo (28) de março; suspensão das cirurgias eletivas na rede privada, a partir da segunda-feira (22); na Grande Ilha, construção civil das 7h às 16h; academias e supermercados com 50% da capacidade. 

As medidas anunciadas no último decreto permanecem em vigor: suspensão do funcionamento de bares e restaurantes; delivery até 23h; comércio das 9h às 21h; suspensão das aulas presenciais nas escolas públicas e privadas; missas e cultos religiosas com 30% de ocupação, com seguimento das normas sanitárias. Praias, por serem espaços abertos, não serão interditadas nesse momento.

“Este é o justo equilíbrio que buscamos a cada semana, com muito zelo, responsabilidade e diálogo, para prezar a saúde e o trabalho e renda das pessoas. Pedimos compreensão e gesto de fraternidade para, juntos, vencermos esse cenário de sofrimento que o Brasil enfrenta”, conclui o governador Flávio Dino.

Sobre o presidente Jair Bolsonaro entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar os decretos dos governadores, Flávio Dino comentou: “Tenho certeza que nem o Congresso, nem o Superior Tribunal Federal irão corroborar com isso. Lamento muito que, em momento de tanto clamor nos hospitais, haja esse tipo de iniciativa. Pedimos, que, em vez de ser amigo do coronavírus, o presidente seja amigo da população e ajude a combater essa doença”, enfatizou Flávio Dino. 

Vacina

O Governo do Estado assinou contrato, junto com outros estados, para comprar de mais de 4,5 milhões de doses da vacina Sputnik V, da Rússia. A vacina tem eficácia comprovada de 91,96% e uso em mais de 40 países, entre estes, Argentina, México, Egito e Índia. “Resolvemos assinar esse contrato, pois nada é mais importante para um governante sério, que proteger a vida das pessoas”, enfatiza o governador Flávio Dino. O pagamento, no valor total de R$ 254 milhões, será feito por etapas, de acordo com a disponibilidade das doses. A entrega inicia está prevista para abril.

Na campanha em andamento, o Maranhão já recebeu 632 mil doses de vacinas, sendo que 194 municípios já ultrapassaram os 70% de aplicação dessas doses. Paralelamente, o estado está ainda em tendência de crescimento dos casos, mas se mantém entre os quatro na estabilidade e o primeiro do país com menos mortes pela doença. “A vacina é o instrumento para superarmos essa crise e vamos superar”, pontua Flávio Dino. 

Rede hospitalar

O cenário de internações aponta crescimento na rede hospitalar estadual e particular, sendo na Grande Ilha e em Imperatriz, a maior taxa de ocupação – mais de 92% nos leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Nas demais regiões, a rede de saúde está estabilizada, se mantendo abaixo dos 85%. 

Para evitar colapso do sistema, o Governo do Estado já criou 799 novos leitos em 2021, destes, 301 de UTI. Foram abertos hospitais de campanha em São Luís (60 leitos em andamento) e em Imperatriz (60 leitos, já em funcionamento). “Temos procurado ampliar a rede hospitalar para atender as pessoas”, frisa o governador.

Mais medidas

Outras ações da gestão estadual incluem a entrega do Centro de Hemodiálise de Balsas, com 10 máquinas de diálise, capacidade para 60 pacientes, em três turnos, de segunda a sábado; auxílios emergenciais para artistas (R$ 600) e bares e restaurantes (R$ 1 mil); fiscalizações e ações de prevenção, que alcançaram 6.800 procedimentos da Vigilância Estadual.

Flávio Dino assina contrato para aquisição de 4,5 milhões de doses da vacina Sputnik

O governador Flávio Dino assinou, na manhã desta quarta-feira (17), o contrato com o Fundo Soberano Russo (RDIF) que autoriza a aquisição de 4,582 milhões de doses da vacina russa Sputnik V, para o combate ao coronavírus. O imunizante, produzido pelo laboratório Gamaleya, possui eficácia de 91,6%, conforme dados publicados em revistas científicas internacionais. 

“A Sputnik está sendo utilizada em mais de 40 países. É certificada e autorizada por várias agências sanitárias do mundo e, por isso, consideramos que é um caminho a mais para nós podermos cumprir esse objetivo fundamental, para proteger a vida, a saúde, a economia e os empregos. Garantir que além da prevenção, além da assistência hospitalar, nós tenhamos o avanço da vacinação”, garantiu o governador Flávio Dino. 

A negociação para a compra das doses foi iniciada no ano passado, por meio do Consórcio Nordeste, mas o contrato é assinado pelos estados, diretamente. Ao todo, serão 37 milhões de doses adquiridas pelos estados, que pretendem repassar as vacinas ao Plano Nacional de Imunização (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde. 

“Hoje assinei o contrato para compra de vacinas Sputnik V, relativo ao estado do Maranhão, por conta dessa compra que foi efetuada em parceria com outros estados. Isso é muito mais do que já recebemos até o presente momento. Temos a expectativa que a fornecedora irá assinar o contrato entre hoje e amanhã. O Governo do Maranhão está ofertando essas vacinas ao PNI, porque isso é o que a lei manda. Ou seja, se o Ministério quiser assumir essas compras, como fez com o Instituto Butantan, nós reconhecemos essa precedência. Não queremos confusão, queremos colaboração”, disse o governador Flávio Dino. 

Caso não haja interesse do Ministério da Saúde em adquirir as doses compradas pelos estados, o primeiro lote da Sputnik V deve chegar ao Maranhão em abril, com os imunizantes já prontos para aplicação. O calendário de entregas segue até julho, com capacidade para vacinar mais de 2,2 milhões de maranhenses.

“Se o Ministério da Saúde não quiser as doses, o Governo do Maranhão vai efetuar os pagamentos necessários e receber as doses, que serão dirigidas exclusivamente à população do nosso estado para a imunização, sobretudo, dos grupos prioritários e certos segmentos do serviço público, como por exemplo a educação, visto que nossos jovens e crianças estão sem aulas presenciais”, revelou o governador Flávio Dino. 

O pagamento será realizado de acordo com os lotes remetidos ao Maranhão. Para o despacho dos imunizantes, será pago 25% do valor do lote; os outros 75% serão depositados após a chegada das vacinas. Ao final do contrato, o investimento do Governo do Maranhão com recursos próprios em vacinação será de R$ 253 milhões.

“Nós estamos prontos porque temos uma gestão honesta e transparente, prontos para arcar sozinhos com esse ônus. A previsão é que as entregas comecem em etapas a partir do mês de abril, de modo que é mais uma esperança que se abre à população maranhense de enfrentar e vencer o coronavírus”, afirmou o governador Flávio Dino.

Governador Flávio Dino anuncia programa Comida na Mesa

O governador Flávio Dino anunciou nesta terça-feira (16) um novo programa para fortalecer a segurança alimentar, gerar empregos e melhorar a renda da população no estado. Trata-se do Comida na Mesa.

“O Governo do Maranhão vai lançar, nesta semana, o programa Comida na Mesa para ampliar segurança alimentar neste difícil momento da vida brasileira. Secretário Rodrigo Lago coordenará o novo programa”, anunciou o governador. “Já distribuímos 350 mil cestas básicas e mantemos atualmente 55 restaurantes populares”, afirmou em complemento.

Para o coordenador do programa, o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Rodrigo Lago, o Comida na Mesa fortalecerá a segurança alimentar ao passo que centralizará as ações direcionadas às políticas públicas que, hoje, estão pulverizadas em diversas pastas do Governo do Estado.

“Hoje, o Governo do Maranhão trabalha a segurança alimentar em diversas diretrizes. Temos os restaurantes populares, a distribuição de cestas básicas e programas de aquisição de produtos da agricultura familiar”, citou o secretário. “O Comida na Mesa surge, nesse contexto de pandemia, para agregar todos esses programas, fortalecendo as políticas públicas desse setor, gerando renda e garantindo acesso a alimentação”, completou.

Comida na Mesa

O Comida na Mesa é um programa de fortalecimento da segurança alimentar alinhando em eixos como a venda de refeição a preços acessíveis nos restaurantes populares, aquisição de alimentos da agricultura familiar pelo Programa de Compras da Agricultura Familiar (Procaf) e distribuição de cestas básicas a famílias em situação de vulnerabilidade social.

Procon/MA divulga ranking de empresas mais reclamadas em 2020

O Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon/MA) divulgou, nesta segunda-feira (15), no Dia Mundial do Consumidor, o ranking das dez empresas mais reclamadas em 2020 no Maranhão. Figuram no topo da lista as fornecedoras Oi Móvel, Oi Fixo e BRK Ambiental.

Além de registrar a totalidade das reclamações formalizadas e fundamentadas ao órgão, a lista também aponta a quantidade de demandas atendidas e resolvidas pelas empresas.

“Esse ranking é uma previsão do Código de Defesa do Consumidor, e nos permite acompanhar o desempenho dos fornecedores no atendimento aos seus clientes”, explicou a presidente do Procon/MA, Karen Barros.

“O ranking é também mais uma ferramenta de escolha ao consumidor, que fica sabendo como é o tratamento daquela empresa às demandas e reclamações recebidas”, acrescentou Karen.

No topo da lista, a Oi Móvel figura com 78 reclamações registradas, das quais 67 foram atendidas e 11 delas não resolvidas. Em segundo lugar, a OI Fixo tem um total de 67 reclamações recebidas, sendo 58 delas atendidas e 09 não atendidas. A BRK Ambiental, logo em terceiro, tem um total de 61 reclamações registradas, das quais 23 não foram atendidas e 38 delas resolvidas.

Além dessas, também constam na lista: a Faculdade Pitágoras (4º), Equatorial Energia (5º), Motorola (6º), Mateus Supermercados (7°), Samsung (8°), TIM (9º) e Caema (10º).

No comparativo com 2019, saíram da lista das 10 mais reclamadas a Claro, SKY e Banco do Brasil. Em contrapartida, passaram a compor o grupo a Motorola, Mateus Supermercados e Samsung.

A divulgação do ranking é prevista no artigo 44 do Código de Defesa do Consumidor, o qual determina que os órgãos públicos de defesa do consumidor devem manter cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços.

Clique aqui e confira o ranking detalhado.

Em meio ao avanço do coronavírus, entidades médicas do Maranhão lançam manifesto

Secretário Marcos Pacheco representou o Governo do Estado no lançamento do manifesto (Foto: Gilson Teixeira)

Entidades médicas do Maranhão lançaram nesta segunda-feira (15) um manifesto diante da atual situação da pandemia do novo coronavírus no Estado. Em coletiva de imprensa, representantes do Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA), Associação Médica do Maranhão (AMM) e Sindicato dos Médicos do Maranhão (Sindmed-MA) divulgaram nota conjunta com recomendações à população, ao poder público e à direção de Unidades Hospitalares (público e privadas), no auditório do CRM-MA.

À população em geral foi destacado no documento a importância do uso de máscaras, distanciamento social e higienização das mãos continuamente. Também foi feito um apelo às pessoas que já estão na faixa-etária com vacinas disponíveis que se vacinem. Ao poder público, sobretudo às gestões municipais, foi recomendado que ofertem às suas populações serviços ambulatoriais e leitos de estabilização para pacientes com síndromes gripais, antecipando a avaliação de risco desses pacientes. 

Com relação às Unidades Hospitalares, foi recomendado que melhorem seus serviços de notificações do agravo e das síndromes respiratórias agudas graves, de modo que se mantenha a maior transparência possível no perfil de agravamento do número de casos e de óbitos; e ao poder público, as entidades médicas pediram uma adoção de medidas restritivas em caso de iminência de saturação de leitos de UTI na rede pública e privada, de modo a evitar o colapso da rede para a grande maioria da população, que se utiliza exclusivamente dos hospitais do SUS no Estado. 

Ainda de acordo com as recomendações ao poder público, as entidades destacam que a adoção das medidas restritivas deve ser precedida de análise criteriosa de indicadores epidemiológicos, capacidade da rede de atendimento e impactos sociais e econômicos.

Para Abdon José Murad Neto, cirurgião e presidente do Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA), o enfretamento da situação atual da pandemia da Covid-19 é necessário envolvimento e participação de todos. “População, entidades médicas, órgãos municipais e estaduais de saúde, todos juntos. Até agora não existe nenhum remédio para essa doença, portanto é preciso a união de todos para implementar as mudanças necessárias rumo à reversão desse quadro tão adverso”, revelou Abdon Murad. 

José Albuquerque de Figueiredo Neto, cardiologista e presidente da Associação Médica do Maranhão (AMM), contou que a necessidade de fazer esse apelo, em nome da classe médica e também de todos os profissionais de saúde do Maranhão, é devido à proporção urgente que a situação da pandemia está se tornando. “É necessário que a população consiga separar pandemia e política, separar pandemia e eleição presidencial. Pois talvez não estejamos nem vivos para votar na próxima eleição!”, justificou Albuquerque Neto.

Carlos Frias, infectologista e vice-presidente do Sindicato dos Médicos do Maranhão (Sindmed-MA) explicou que a missão do sindicato não é corporativismo, mas essencialmente uma defesa da sociedade como um todo. “Nós estamos irmanados aqui, em uma visão coletiva, para fazer frente a essa crise. Há necessidade de uma maior conscientização da população para não chegarmos ao ponto de um lockdown. As ações restritivas infelizmente são necessárias, pois não existe uma adesão da população da forma que se deveria”, destacou. 

Convidado pelas entidades médicas, Marcos Pacheco, médico e secretário de Estado de Políticas Públicas, representou o Governo do Estado no momento do lançamento do manifesto e disse concordar com todas as recomendações das entidades. “Estamos com uma grande preocupação devido à alta da incidência da doença na faixa etária mais jovem, com pacientes sem comorbidades, com uma internação demorada, com quase o dobro de tempo de internação. Aqui estamos fazendo um apelo de proteção à vida, pois quando o jovem ocupa o sistema de saúde, vai faltar leito para os mais idosos, mais frágeis”, explicou Pacheco.

Clique aqui e leia a nota na íntegra. 

Artigo do governador Flávio Dino – Coronavírus: a luta continua

Estamos vivendo um dos piores momentos da crise sanitária ocasionada pela pandemia do coronavírus. Agora, em âmbito nacional, além do elevado índice de contágio e mortalidade, lidamos com limitação de insumos e de mão de obra especializada para ampliar a assistência hospitalar aos pacientes acometidos pela doença, além dos incalculáveis danos sociais e econômicos que alcançam a população. Preocupado com esse quadro, o Fórum Nacional de Governadores propôs, esta semana, um Pacto Nacional em Defesa da Vida e da Saúde. O documento foi assinado por 21 governadores, com o objetivo de estruturar um trabalho conjunto, célere e efetivo no enfrentamento a esta tragédia.

O Pacto ultrapassa quaisquer preferências político-partidárias, porque o nosso objetivo é lutar em defesa do povo brasileiro, e não tratar de eleições. Para tanto, propusemos que o processo seja coordenado por um Comitê Gestor composto por representantes dos três poderes e nos três níveis federativos – União, Estados e Municípios, sob assessoria de uma comissão de especialistas, atuando a partir de três focos centrais. O primeiro deles é a expansão da vacinação, com diversidade de fornecedores, mais compras e busca de parcerias e doações internacionais, com distribuição obedecendo o marco legal do Plano Nacional de Imunização. O segundo refere-se à ampla adoção de medidas preventivas, especialmente diante dos obstáculos a infinitas expansões hospitalares. E o outro ponto é que a União apoie os Estados na manutenção dos leitos, como dispõe a legislação do SUS.

Precisamos agir, fazendo absolutamente tudo que for possível, para evitar que milhares de vidas continuem sendo perdidas todos os dias. É isto que tem norteado o nosso trabalho incansável aqui no Maranhão. Somente este ano, já abrimos 731 leitos exclusivos para casos Covid, em sua grande maioria leitos permanentes, que serão mantidos na Rede Estadual de Saúde. Também abrimos o hospital de campanha de Imperatriz, erguido diante da brutal sobrecarga dos hospitais públicos e privados na região.

Contudo, a demanda por leitos é crescente e preocupante, por isso estamos com obras em andamento em diversas regiões do estado, de acordo com os indicadores epidemiológicos. Cito para as próximas semanas 54 novos leitos em São Luís, 55 no hospital de campanha de Pedreiras, 26 em Caxias e 35 em Bacabal, além de ampliações em nossos hospitais macrorregionais. Ontem abrimos 72 novos leitos no HCI e já viabilizamos a abertura de mais um hospital de campanha, também em São Luís, onde temos, atualmente, o quadro mais difícil do estado. Paralelamente, seguimos a batalha por mais vacinas para o Maranhão, com sucessivas reuniões com o Ministério da Saúde e com empresas de outros países, a exemplo de Rússia, Estados Unidos e China.

A situação nos hospitais está muito difícil, nossos profissionais estão exaustos e o contexto ainda não aponta para melhorias em curto prazo. Por isso, na última sexta-feira reforçamos as medidas restritivas, estendendo a vigência do Decreto nº 36.531 até o próximo dia 21, e ampliando determinações também para bares e restaurantes. Como forma de apoio, vamos conceder auxílios emergenciais estaduais ao setor cultural, no valor de R$ 600, e para bares e restaurantes, no valor de R$ 1.000. Nosso objetivo é a manutenção de empregos e sustento de famílias nesse período excepcional.

Em hora tão desafiadora, peço que esqueçam preferências políticas e partidárias. É hora de união com base na consciência coletiva. Não é possível uma saída individualista para um problema social. Só venceremos esta difícil crise mediante a solidariedade de todos. Conto com vocês e que Deus proteja o Brasil.

Com aval do Ministério da Saúde, Estados do Nordeste irão adquirir Sputnik V

O governador Flávio Dino participou, na manhã deste sábado (13), de reunião virtual dos governadores do Nordeste com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. 

Os Estados do Nordeste possuem um compromisso com o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), que financia a fabricação da vacina Sputnik V, para adquirir 37 milhões de doses. 

A intenção do Consórcio é ofertar as vacinas para o Plano Nacional do Vacinação (PNI), uma vez que os governadores defendem a manutenção dos princípios de equidade que regem o Sistema Único de Saúde (SUS). 

Durante a reunião, ficou acertado que o Ministério da Saúde irá intervir a compra das doses da vacina. O contrato deverá ser assinado pelos Estados nordestinos, Ministério da Saúde e RDIF na próxima quarta-feira (17). 

“O nosso desejo é que esse esforço seja bem-sucedido, no sentido de obtenção de mais vacinas para o PNI. É um trabalho cotidiano garantir que vacinas cheguem ao Maranhão, sejam distribuídas aos municípios e possam ser uma saída realmente eficaz para o combate à essas tragédias que nós estamos vendo todos os dias”, disse o governador Flávio Dino. 

“O Brasil se atrasou no Plano Nacional de Vacinação. Agora nós estamos lutando, contribuindo efetivamente para que haja uma correção de rumos e haja mais vacinas para o nosso país”, complementou o governador.

Governador Flávio Dino anuncia criação de auxílio emergencial para cultura, bares e restaurantes

Em coletiva à imprensa, na manhã desta sexta-feira (12), no Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino anunciou a criação de auxílio emergencial para o segmento da cultura e de bares e restaurantes. O apoio irá minimizar os impactos das medidas de restrição por conta da pandemia do novo coronavírus. O auxílio será concedido em parcela única e valem para os quatro municípios da Grande Ilha. Na ocasião, citou novas medidas restritivas e ações de Governo para impedir o colapso hospitalar no Maranhão.

O auxílio emergencial, no valor de R$ 600, para o segmento da cultura, será creditado até dia 19 de março, em parcela única. Os artistas devem estar cadastrados na Lei Aldir Blanc e a inscrição é feita pela Secretaria de Estado da Cultura (Secma). Outro auxílio caberá ao segmento de bar e restaurantes, para evitar demissão de trabalhadores. Este será concedido em parcela única de R$ 1 mil. Os estabelecimentos devem se cadastrar na Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (Seinc).

“Esta é a forma que temos de garantir que, enquanto o auxílio federal não volta, vamos fazer o auxilio emergencial para estes dois segmentos, que estão tendo perdas com o cenário de coronavírus. Estamos buscando, ao máximo, evitar o lockdown, pois, nesse momento, não temos auxílio emergencial para a população. Queremos garantir a autonomia das famílias. Neste momento, basta todos usarem máscaras. Com isso, resolveremos 80% do problema”, frisou Dino. As medidas valem para os municípios da Grande Ilha – São Luís, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar.

Novas medidas

As normas restritivas do último decreto serão mantidas até dia 21 de março, anunciou Dino. Isso inclui o funcionamento do comércio das 9h às 21h; suspensão das aulas presenciais nas escolas públicas e privadas; missas e cultos religiosas terão 30% de ocupação, com seguimento das normas sanitárias; praias, por serem espaços abertos, não serão interditadas nesse momento; e serviço de delivery se mantém até as 23 horas. 

A novidade é a suspensão do funcionamento de bares e restaurantes, no período de 15 a 21 de março. Neste segmento se mantém o delivery, até as 23 horas. “O bar e restaurante é lugar propício para que as pessoas não usem máscara. É uma medida que outros estados já adotaram. Vamos fazer essa suspensão neste período”, explicou. Nova coletiva está marcada para a próxima sexta-feira (19), onde serão avaliadas novas medidas.

Compra de vacinas

O governador divulgou que há um pré-contrato, firmado em reunião com os nove governadores do Nordeste, sobre a negociação, com empresa russa, para a compra de 39 milhões de doses da vacina Sputinik. “Porém, a lei diz que a prioridade da compra de vacinas é do Governo Federal. Conversamos com o Ministério da Saúde para compra desse montante e haverá a aquisição. Caso essa aquisição não seja efetuada hoje, a decisão é que cada estado fará sua compra, inclusive o Maranhão. Continuo no mercado internacional, buscando outras formas de compra, mas, sempre respeitando a prioridade do Governo Federal nestas compras”, informou.

Atualmente, o Brasil é o epicentro dos casos de coronavírus, passando países como EUA, China, Argentina, Canadá e Reino Unido. “O que fez a diferença nestes países para a retração dos casos foi a aplicação da vacina”, enfatizou. O Maranhão está ainda entre os estados com tendência de crescimento e estabilidade na ocupação de leitos, sendo maior na Grande Ilha. Porém, é o estado com menor número de mortes por coronavírus no país. 

O governador anunciou aumento para 70% da meta de aplicação das doses recebidas. Com a comprovação desse alcance, o município poderá receber novas doses do Estado. Até o momento, 212 municípios maranhenses já alcançaram aplicação de 60% das doses recebidas. O Maranhão recebeu 515 mil doses de vacinas.

Novos leitos

Nas próximas semanas, o Governo do Estado vai abrir mais leitos em São Luís (54 na Maternidade de Alta Complexidade; e 72 no HCI), Pedreiras (55), Caxias (26), Bacabal (35). Já está em funcionamento o Hospital de Campanha em Imperatriz e um novo hospital de campanha será aberto, em local a definir, que deve entra em funcionamento no prazo de 15 dias. Anunciou ainda, obras de ampliação em hospitais macrorregionais.  

“Temos uma sobrecarga na ocupação de leitos nos hospitais públicos e também privados”, disse. O Governo está expandindo leitos e implantando os hospitais de campanha – um em Imperatriz, já em funcionamento. Este ano, já somam 659 novos leitos abertos na rede estadual.

O governador Flávio Dino citou ocorrência de falta de oxigênio em hospital municipal de Bacabal. “Fomos chamados a auxiliar e a solução encontrada foi ajudar a prefeitura a conseguir oxigênio e realizar transferência de 12 pacientes do município, para a rede estadual em outras cidades. Estamos apoiando a prefeitura de Bacabal nesse problema transitório pelo qual estão passando”, frisou. Não houve óbitos. 

O governador destacou que o Maranhão integra o Pacto Nacional pela Saúde, assinado por outros 20 governadores do país. O acordo propõe expansão da vacinação com diversos fornecedores, apoio a medidas preventivas e na ampliação de leitos.