Dino diz que Bolsonaro cometeu calúnia ao dizer que, por falta de segurança, desistiu de viagem para Balsas
Folha – O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), foi ao STF contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta quinta-feira (22).
Segundo o governador, o presidente cometeu calúnia ao dizer à rádio Jovem Pan que tinha viagem prevista para participar de evento evangélico na cidade de Balsas, mas como Dino lhe negara o efetivo da PM para fazer esquema de segurança teve de desistir.
Na peça enviada ao Supremo, Dino diz que não recebeu solicitação para a segurança presidencial. Na petição, ele exige que Bolsonaro apresente provas da suposta recusa de colocar a polícia à disposição de sua segurança.
“A saúde é um bem maior que disputas ideológicas e eleitorais”. (Flávio Dino, governador do Maranhao).
“Quando tiver a vacina, nós vamos compra-la de imediato. Pode ser em outros país”. (Rubens Júnior, deputado federal e candidato a prefeito de São Luís).
JM Cunha Santos
Ao cancelar a compra pelo Ministério da Saúde de 46 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac, o presidente Jair Bolsonaro só reforça o quanto é movido por ódio político, não importando a quem nem a quantos esse ódio possa atingir.
É o mesmo presidente que fez de tudo para que não houvessem a quarentena e o distanciamento social como forma de resguardar a população do contágio do patógeno viral que já matou mais de 150 mil de brasileiros. Se os governadores e o povo não tivessem garantido a quarentena, este número de óbitos estaria, no mínimo, triplicado no país.
Que importância tem se a vacina vem da China, de Júpiter ou da lua, se ela puder evitar que o vírus continue matando pessoas aos milhares no Brasil?
Bolsonaro chegou a sugerir que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é um traidor e dizer que é outro que já está querendo aparecer demais. Isso indica que o general é mais um que não ficará muito tempo à frente do MS, embora Pazuello tenha se acovardado e desfeito tudo o que fez no dia anterior durante reunião com os governadores. E todos sabem o quanto é prazeroso para Bolsonaro humilhar as patentes que um dia o expulsaram do Exército.
Evidente que a decisão provocou reações de todos os setores da sociedade. O diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barras Torres declarou que não importa o local de origem da vacina, mas a sua qualidade. O Instituto Butantan, que há mais de um século produz e distribui vacinas contra doenças diversas no Brasil, revelou em nota sua surpresa e indignação com a atitude do presidente. O Partido Rede Sustentabilidade vai ajuizar ação no Supremo Tribunal Federal para tornar obrigatória a compra e a distribuição de vacinas aprovadas pela Anvisa. E o diretor adjunto da Anvisa, Juvenal de Sousa Brasil declarou que “Não existe interferência política na Anvisa, que é um órgão de estado, não de governo”.
No Maranhão, as reações vieram do governador Flavio Dino e do deputado federal Rubens Júnior. Segundo Flávio Dino, “Bolsonaro quer fazer a guerra das vacinas, ele só pensa em palanque e guerra”. E acrescentou que “Nenhum brasileiro quer uma nova guerra na Federação, mas os governadores irão ao Congresso Nacional e ao Poder Judiciário para garantir acesso da população a todas as vacinas que forem seguras. A saúde é um bem maior que disputas ideológicas e eleitorais”.
O deputado federal Rubens Júnior, atualmente candidato a prefeito de São Luís, além de desafiar o candidato de Jair Bolsonaro, Eduardo Braide, a se posicionar sobre a polêmica da vacina, reafirmou em entrevista aos apresentadores Jhon Cutrim e Adalberto Melo, da TV Difusora: “Quando tiver a vacina, nós vamos compra-la de imediato. Pode ser em outros país”.
Esse irrespirável posicionamento do presidente Jair Bolsonaro acontece num momento em que o mundo inteiro treme diante de uma segunda onda de covid-19 na Europa, o que a Ciência mostra que também pode acontecer aqui e em qualquer outro país.
A impressão que fica é que assim como foi contra a quarentena e o isolamento social, Bolsonaro também é contra a vacinação do povo brasileiro. É muita crueldade!
O Instituto DataIlha/Band divulgou, nesta quarta-feira (21), pesquisa de intenção de voto para a prefeitura de São Luís. O candidato Rubens Jr (PCdoB) foi o que mais cresceu e aparece consolidado na 4ª posição, com 9% das intenções de voto. No levantamento de julho, o candidato do partido do governador Flávio Dino possuía apenas 3,5%, ou seja, o crescimento foi de 5,5%, na pesquisa estimulada.
Na pesquisa espontânea, Eduardo Braide (Podemos) aparece com 31,2%, seguido pelos deputados estaduais Duarte Jr (PRB) e Neto Evangelista (DEM), com 10,1% e 9,4%, respectivamente. O deputado federal Rubens Jr (PCdoB) aparece com 8%, seguido por Yglésio Moyses (PROS) com 2,0% , Jeisael Marx (Rede) com 1,9% e Bira do Pindaré (PSB) com 1,8%. Sílvio Antônio (PRTB) e Franklin Douglas (PSOL) aparecem com 0,3%, enquanto Hertz Dias (PSTU) e Edivaldo Holanda Júnior (PDT)- que não vai participar do pleito- empatam com 0,2%. Branco e Nulo têm 0,2% e não sabe/não responderam foram 33,7%.
No cenário estimulado, Eduardo Braide (Podemos) mantém a liderança com 39%. Ele é seguido por Duarte Jr (PRB) com 13,1%, Neto Evangelista (DEM) com 12% e Rubens Jr (PCdoB) com 9%. Jeisael Marx (Rede) tem 2,8%, Bira do Pindaré (PSB) tem 2,5%, Yglésio Moysés (PROS) tem 2,2%, Sílvio Antônio (PRTB) tem 0,6%, Franklin Douglas (PSOL) tem 0,5%, Hertz Dias (PSTU) aparece com 0,2%, brancos e nulos somam 6,8% e não sabem/não responderam são 11,4%.
Os entrevistados também foram perguntados em quem não votariam de jeito nenhum. 15,9% citou Eduardo Braide (Podemos), 10,5% disse Bira do Pindaré (PSB), Duarte Jr (PRB) é rejeitado por 9,2%, Rubens Jr (PCdoB) foi lembrando por 6,2%, Neto Evangelista (DEM) por 5%, Jeisael Marx (Rede) por 4,2%, Silvio Antônio (PRTB) por 1,8%, Franklin Douglas (PSOL) por 1,7% e Hertz Dias (PSTU) 1,3%. 3,1% disse que votaria em todos exceto Eduardo Braide, 0,9% disse que votaria em todos exceto Duarte Jr, 0,7% votariam em todos exceto Jeisael Marx e 0,6% votariam em todos exceto Rubens Jr.
A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 15 de outubro e ouviu 1080 eleitores em mais de 40 bairros da capital e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-04987/2020.
Em entrevista à Tv Difusora, o candidato a prefeito de São Luís, Rubens Jr (PCdoB), convidou o eleitorado a sondar os candidatos e pesquisar as suas alianças e história. Ele disse que durante a campanha muitos aparecem como bonzinhos, mas que é preciso investigar pra fazer a escolha certa.
Com um discurso concreto e expondo todas os seus apoios e alianças, Rubens afirmou que muitos dos candidatos estão se escondendo pra enganar os eleitores da capital. “O Braide é de um partido que é ligado ao bolsonarismo. O partido dele é o que mais vota com Bolsonaro lá em Brasília”, argumentou.
Além de expor todas as suas alianças e elogiar a gestão Edivaldo Holanda, Rubens respondeu perguntas de eleitores e apresentou propostas para diversas áreas. O candidato garantiu que o seu governo será inspirado nos governos do presidente Lula e do governador Flávio Dino e garantiu que diferente de alguns políticos que combatem os pobres ele irá combater a pobreza. “Eu sou um político que tem um lado, e é o lado daqueles que mais precisam”, frisou.
A entrevista com os apresentadores Jhon Cutrim e Adalberto Melo, foi realizada de forma remota, já que o candidato ainda cumpre os protocolos após ser curado do conoravírus.
Rubens que está com o pai internado por causa da Covid 19, embargou a voz ao falar que buscará a vacina em qualquer lugar do país, quando ela for aprovada. “O compromisso é o seguinte, quando tiver vacina nós vamos compra-la de imediato. Pode ser em outro país. Meu pai tá na UTI nesse momento lutando contra essa doença, então vai ser uma prioridade nossa, a gente tira o dinheiro de onde tiver pra gente combater o coronavírus e garantir a vacina com prioridade absoluta e esse compromisso eu assumo” disse.
Braide está junto com o que há de pior na política brasileira. (Flávio Dino, governador do Maranhão).
JM Cunha Santos
Eu só posso pensar que Eduardo Braide está desistindo da campanha. Atacar Flávio Dino, hoje, no Maranhão é, no mínimo, suicídio político. Vai ver, foi ordem de Roberto Rocha ou de Jair Bolsonaro, não tem outra explicação.
Internautas de todos os recantos do Estado e, principalmente de São Luís, não deixaram por menos e estão triturando Eduardo Braide depois dos ataques ao governador. Raramente tenho visto tantos comentários positivos para um governo e negativos para um candidato.
Ora, Flávio Dino tem 70% de aprovação do povo maranhense e desde o primeiro mandato se mantém entre os três melhores governadores do Brasil, venha de onde vier a avaliação. O Maranhão está em primeiro lugar no ranking de combate à covid-19 entre os 27 estados brasileiros e é também o estado que mais gerou empregos neste ano de pandemia. E a pandemia é a maior preocupação de todo maranhense e de todo brasileiro nos dias de hoje. Menos, é claro, de Jair Bolsonaro, que resolveu fazer política com as vacinas de que o povo pode dispor.
Bater em Flávio Dino, portanto, é malhar em ferro frio e irritar a população.
Segundo Braide, São Luís foi enganada com uma promessa de parceria entre Flávio Dino e o prefeito Edivaldo e está completamente abandonada. E ele não tem o direito de dizer isso depois do programa São Luís em Obras da Prefeitura de São Luís.
O governador respondeu: “Domingo recebi postagem agressiva de Eduardo Braide contra mim. Ele diz que São Luís foi enganada. Mas a verdade é que já inauguramos hospitais, escolas, parques, praças, pontes, fizemos ações sociais e dezenas de obras e programas estão sendo executados em todas as áreas.
O governador também disse que, ao virar deputado federal, Braide caminhou para o extremismo, escolheu se filiar ao Podemos, o partido que mais votou com as propostas do governo Bolsonaro na Câmara e que prejudicam os direitos sociais.
E acrescentou que Braide está junto ao que há de pior na política brasileira.
A cada dia a onda 65 do candidato a prefeito de São Luís pelo PCdoB, Rubens Jr, vai tomando as ruas da cidade, levando propostas, ideias e ouvindo a população, visando uma gestão democrática e popular.
Afastado das ruas devido ao coronavírus, Rubens Jr tem sido substituído na liderança dos atos pelo candidato a vice-prefeito Honorato Fernandes (PT) e pelo coordenador geral da campanha, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), e pela senadora Eliziane Gama (Cidadania)
Na última semana, mais de 10 bairros foram visitados pelo Onda 65 e a resposta popular foi empolgante. A Vila Nova República- na Zona Rural, Divinéia, Vila Luizão, Vila Mauro Fecury I e II, Vila Palmeira, Cohab, Forquilha, entre outros receberam caminhadas que arrastaram multidões. Outros como a Vila Embratel, Cidade Operária e Jd. São Raimundo receberam reuniões com líderes comunitários e candidatos a vereador da coligação.
Rubens Jr tem o apoio de sete partidos no pleito: PCdoB, PT, PP, Cidadania, PMB, DC e Solidariedade. Mais de 200 candidatos a vereador apoiam o projeto político de Rubens Jr, que pretende implantar uma gestão mais humana, popular e democrática, focada no desenvolvimento social de São Luís.
Para o Painel Poder, do site Congresso em Foco, Flávio Dino permanece, desde 2018, quando a avaliação começou a ser feita, entre os três melhores governadores do Brasil, ocupando, neste ano de 2020, o segundo lugar. Mas como o consórcio de veículos de comunicação que estuda, mede e avalia os efeitos da pandemia de coronavírus criou o que se convencionou chamar Média Móvel, podemos assegurar, sem nenhuma possibilidade de erro, que Flávio Dino é, na média dos anos de 2015 até aqui, o melhor governador do Brasil.
Senão vejamos: No ano de 2015, na avaliação do Portal G1, da Rede Globo, Flávio Dino ficou entre os dois melhores governadores do país e nos anos seguintes, até o fim do mandato, assumiu a liderança. Ou seja, foi o melhor em 2016, 2017 e 2018 quando o Portal G1 aferiu que continuava em primeiro lugar com 94,5 % dos compromissos de campanha cumpridos. Em 2019, ficou novamente em segundo lugar, cumprindo 70 % de suas promessas, contra 74 % do governador do Ceará.
Se aplicarmos na administração a Média Móvel hoje usada pelos principais veículos de comunicação, teremos que é Flávio Dino o que a mais tempo permanece como melhor governador do país.
O governador recebe mais essa avaliação positiva do Congresso em Foco, em meio a ótimas notícias para o Maranhão: o estado manteve o crescimento do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb), atingindo 3,7 e ultrapassando, em São Luís, a projeção do Ministério da Educação; ficou em primeiro lugar no ranking de combate à pandemia de coronavírus entre os 27 estados brasileiros; foi também o estado que mais gerou empregos durante a pandemia.
E o governador Flávio Dino recebeu essa última avaliação do Congresso em Foco, anunciando a antecipação do pagamento do décimo terceiro salário. Isso quando há estados em que o pagamento do décimo está sendo feito em parcelas, ou nem é feito.
BOLSONARO
Já o presidente Jair Bolsonaro vem sendo apontado como o pior líder mundial desde 2019, principalmente pelas políticas ambiental e de combate à pandemia de seu governo. O desmonte do Ibama, o estímulo aos ataques a reservas indígenas, o descaso no combate a pandemia, a corrida armamentista provocada por decretos, a criminosa devastação da Amazônia, além dos incêndios nessa floresta e no Pantanal e os privilégios, inclusive de lei, ofertados a madeireiros, fazendeiros e grileiros, deixam a imagem do Brasil lá embaixo no ranking internacional.
Os principais jornais do mundo, como o americano The New York Time, a revista inglesa The Economist, o alemão Der Spiegel, o espanhol El País, fuzilam a gestão de Jair Bolsonaro em editoriais impiedosos. Isso sem contar o que dizem dele os principais líderes da União Europeia que chegam a considera-lo uma ameaça a acordos econômicos com o Mercosul. Não esquecendo que Jair Bolsonaro é também racista declarado, como já publicamos aqui.
Por essas e por outras é que Flávio Dino é sempre citado, dentro e fora do país, entre os mais notáveis candidatos à Presidência do Brasil.
Como imaginar que é honesto um governo com tanta gente acusada de corrupção, principalmente quando o dinheiro público começa a entrar pelo fim da espinha dorsal?
JM Cunha Santos
A corrupção de Carlos Bolsonaro, a corrupção de Eduardo Bolsonaro, a corrupção achocolatada de Flávio Bolsonaro, a corrupção com dinheiro do combate à pandemia de coronavírus, de Michele Bolsonaro.
A tudo isso que a imprensa do Brasil inteiro noticia dia e noite, vem se acrescentar a mais escabrosa notícia de corrupção da história do país, talvez do mundo: a de que um dos vice-líderes do senhor presidente, o senador Chico Rodrigues, diante de uma operação da Polícia Federal, escondeu dinheiro da saúde numa parte que para alguns não é lá muito saudável.
Bolsonaro disse que acabou com a Lava Jato, mas se quiser mesmo defender seus aliados, vai ter que acabar com a atividade de polícia no Brasil.
Vamos começar pelo começo: a polícia da Bahia matou em confronto Adriano de Nóbrega, miliciano que chefiava um grupo de assassinos profissionais no Rio de Janeiro, também acusado de fazer parte do esquema de “rachadinhas” de Flávio Bolsonaro. O senador, durante muito tempo, empregou em seu gabinete a mãe e a mulher do bandido. Adriano de Nóbrega era suspeito, inclusive, de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco.
Outro miliciano, Fabrício Queiroz, foi preso pela polícia do Rio de Janeiro, num sítio onde estava homiziado pelo advogado Frederick Wassef, este, além de corrupção, também enrolado com seitas satânicas.
Ministros de Bolsonaro respondem na Justiça por um longo histórico de corrupção. Ricardo Salles pelo rumoroso caso da APA do Tietê, Onix Lorenzoni, acusado da prática de Caixa 2, admitiu ter recebido R$ 100 mil de propina e pediu desculpas.
Tem mais: Paulo Guedes foi alvo da “Operação Greenfield” em virtude de irregularidades de uma de suas empresas com fundos de pensão patrocinados por estatais, uma “corrupçãozinha” que teria custado aos cofres públicos R$ 1 bilhão. Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo, responde na Justiça por chefiar o esquema de candidaturas laranjas de mulheres do PSL, antigo partido de Bolsonaro. É acusado de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita e associação criminosa.
Acrescente-se a isso a origem ignorada de recursos para patrocinar a prática de atos antidemocráticos (aqueles que pediam intervenção militar no Brasil, volta da ditadura etc.) crime que envolve empresários e blogueiros diretamente ligados ao Gabinete do Ódio de Eduardo Bolsonaro, como Allan dos Santos e o deputado Daniel Silveira. E o financiamento com dinheiro público de uma poderosa rede de milicianos digitais operada de dentro do Palácio do Planalto.
Poderia citar aqui ainda outros aliados de primeira hora de Jair Bolsonaro envolvidos em corrupção, como o pastor Everaldo, o bispo Edir Macedo, a pastora Flordelys, o prefeito Marcelo Crivella. Mas deixa pra lá que estes Deus mesmo há de punir.
Como imaginar que é honesto um governo com tanta gente acusada de corrupção, caçada pela polícia, respondendo inquéritos na Justiça, principalmente quando o dinheiro público começa a entrar pelo fim da espinha dorsal?
Não resta dúvidas. O senador Chico Rodrigues é o símbolo perfeito do governo Bolsonaro.
O 13º salário dos servidores estaduais maranhenses será pago junto com a folha de outubro. O anúncio foi feito pelo governador Flávio Dino, durante coletiva à imprensa concedida no Palácio dos Leões, na manhã desta sexta-feira (16). A decisão tem caráter preventivo com fins a reduzir aglomerações – no comércio e agências bancárias – e soma nas ações de combate ao novo coronavírus. A medida impulsiona a economia maranhense, com injeção de R$ 575 milhões do pagamento da folha, e alcança os mais de 115 mil servidores ativos, inativos e pensionistas do Estado.
“Com essa medida, o servidor estadual pode antecipar suas compras de fim de ano, diminuindo as aglomerações no comércio e, também, injetamos recursos na economia do nosso Estado, mediante o pagamento da folha de outubro e do 13º. É uma forma de estimularmos o setor de comércio e serviços na geração de emprego. Ação pioneira do Governo do Maranhão, sublinhando a marca da gestão no cuidado às pessoas e preocupação com a economia”, destaca o governador Flávio Dino.
Outro anúncio feito pelo governador se refere à liberação do funcionamento de cinemas, parques de diversões em shoppings e eventos com até 150 pessoas. A permissão se vincula à adoção das devidas medidas sanitárias e de prevenção contra o novo coronavírus. “Até dezembro poderemos falar em mais avanços, caso os números continuem nessa linha de redução”, disse o governador, sobre pedidos para realização de festas com mais de 150 pessoas, eventos privados de grande porte e comemorações como o Revéillon.
Sobre a vacina, Flávio Dino reforçou que, assim que estiver testada e aprovada, tomará as providências para que chegue ao Maranhão. “Nossa ação principal é no diálogo com o Ministério da Saúde, pois a forma de adquirir a vacina é por meio do Governo Federal. Razão jurídica que nos faz dialogar e insistir com o órgão federal. Em caso de não haver essa coordenação, faremos nossas compras diretamente, de quem tiver a vacina, e ofertaremos à população maranhense”, enfatiza.
Retornando aos casos de reinfecção, o governador citou os registrados no Maranhão, cujas análises foram feitas no Instituto Evandro Chagas e Fio Cruz. O resultado deve sair em três semanas. Flávio Dino pontuou inaugurações de obras na saúde, que prosseguem com a entrega das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de Codó e Açailândia, além da Policlínica de Presidente Dutra, marcados para dia 22 de outubro. “Estamos ampliando ainda mais os leitos de UTI. E já multiplicamos por quatro essa oferta de leitos no Maranhão”, disse Flávio Dino.
O Mutirão de Cirurgias, outra iniciativa de governo na saúde, já ultrapassa os 4,1 mil procedimentos, e até dezembro, a meta é que sejam realizadas 20 mil cirurgias. Para agilizar a fila de espera por esse procedimento, o governador anunciou lançamento de edital para contratação de médicos da rede particular, que tenham interesse em participar do mutirão.
Na coletiva Flávio Dino anunciou nova etapa da testagem sorológica, na qual 5,1 mil pessoas em 66 municípios serão testadas. A ação inicia nesta segunda-feira (19) e vai até dia 30 de outubro. “Tivemos queda de casos ativos, queda de óbitos e redução também dos casos de contágio. O teste soma nessa prevenção e nos dá um cenário da situação”, pontua o governador.
Na economia, o governador reforçou a execução de obras e medidas que atendem à geração de empregos e formação de renda, a partir das ações do Plano Emergencial Celso Furtado. Por meio do plano já foram investidos R$ 247 milhões no Estado. A previsão total é de R$ 558 milhões de investimentos em medidas para impulso do trabalho e geração de renda.