Em sabatina, Rubens garante projetos para segurança, esporte, cultura e mobilidade urbana

Em entrevista ao sistema Mirante nesta quinta-feira (15), transmitido ao vivo nas plataformas do Jornal O Estado, Portal Imirante, o candidato a prefeito de São Luís, Rubens Jr (PCdoB) apresentou propostas e soluções para várias áreas importantes na capital maranhense.

Em recuperação da Covid-19 e cumprindo isolamento social, Rubens foi sabatinado remotamente pelos jornalistas Carla Lima, Gilberto Léda e Lucas Vieira, que debateram Esporte, Cultura, Administração, Mobilidade Urbana e Segurança Pública. Todos os temas foram sorteados. “Agradeço essa possibilidade de retomarmos a sabatina, momento importante de conhecermos a diferença entre os candidatos e um papel importante para o debate democrático em São Luís”, disse.

Rubens mostrou que tem conhecimento sobre os problemas reais de São Luís, e foi claro em todas as propostas e respostas sobre os temas importantes da cidade. Como ele mesmo falou, o seu Plano de Governo não foi criado a partir de deduções, mas, de um diálogo direto com a comunidade. “O meu plano de governo não nasceu da minha cabeça, mas dos debates que fizemos com a população em todo o período da pré-campanha”, argumentou.

Segurança Pública

Perguntado sobre como pensa o gerenciamento e a melhora da segurança pública municipal, Rubens disse que algumas pastas precisam ser pensadas incluindo a região metropolitana, com base principalmente em dados e indicadores, usando a tecnologia e a inteligência a favor. Ele também falou das ações que já realizou na Secretaria de Estado das Cidades (Secid), como o Batalhão Tiradentes na Liberdade e prometeu criar a Guarda Metropolitana. “Fortalecer a Guarda em terminais de integração e equipamentos públicos é uma das ações. Isso também inclui a segurança escolar, no entorno de 200 metros das escolas. Quando a gente integra os dados com a ação melhora e traz retorno positivo pra cidade”, defendeu.

Cultura e Esporte

Questionado sobre a dependência que as iniciativas culturais têm das verbas do Estado, Rubens disse que pensa na autossuficiência das práticas culturais, “que precisam ser pensadas como uma cadeia produtiva para gerar independência e capacidade produtiva”.

No esporte, falou da Lei de Incentivo que será votado em breve, priorizando a valorização dos talentos locais, o incentivo as práticas dentro das comunidades e a valorização dos esportes coletivos.

Mobilidade Urbana

Elogiando o avanço do transporte público da capital e o bom trabalho do prefeito Edivaldo Holanda, Rubens disse que vai revisitar as licitações fazendo novas exigências às empresas de transporte, como nova frota, rotas e aumento no número de ônibus com ar-condicionado, além de integrar o sistema de São Luís com a região Metropolitana intermunicipal.

Sobre ciclofaixas ele defendeu alternativas que alcancem também os trabalhadores. “Precisamos de uma ciclovia que atenda a todos e não só o lazer, como outros candidatos prometem. Bicicletários perto dos terminais de integração e faculdades também é possível”, explicou.

“Bolsonaro acabar com a corrupção seria uma espécie de autoextermínio”, diz Flávio Dino

 O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou as incoerências em vários discursos de Jair Bolsonaro, que apareceu em vídeo destacando uma “união estável” com o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado nessa quarta-feira (14) com R$ 30 mil em dinheiro vivo na cueca durante uma operação da Polícia Federal contra desvios de recursos públicos destinados ao enfrentamento à pandemia do coronavírus. 

“De um jeito inusitado, a verdade mais uma vez derrotou uma mentira de Bolsonaro. Ele sabe onde a corrupção está, sempre bem perto dele, nos círculos mais íntimos do seu transitório poder. Bolsonaro acabar com a corrupção seria uma espécie de autoextermínio”, disse o chefe do Executivo maranhense no Twitter. 

De acordo com as investigações da PF, os desvios de recursos de combate à Covid-19 em Roraima somam aproximadamente R$ 20 milhões em emendas parlamentares. A Controladoria-Geral da União (CGU) também atua na apuração.

Sobrinho de Bolsonaro, Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, é assessor parlamentar de Chico Rodrigues (DEM-RR) e recebe salário de R$ 22.943,73 por mês.

O DEM avalia suspender a filiação do parlamentar

Brasil 247

Carol Solberg no Olimpo

JM Cunha Santos

A esse sol de areia sobre teu corpo

eu diria que és preferente das nuvens

e que só cumprirás tua jornada nas estrelas

quando não mais houver suor no coração da gente

e os que voam forem livres para dizer aonde está doendo

Sob esse sol eu diria que não é permitido interromper as garças

Que saque esse que aturdiu as montanhas de gelo

fechou as bocas dos cães sanguinários

brilhou nas cavernas e disse aos tribunais

que os atletas também amam

também amamentam

também choram

e sonham

e, porque sonham, defendem o amor na Terra

“O meu grito é pelo Pantanal que arde em chamas”

o meu grito é pela Amazônia destroçada

pelos negros que queimam sem pijamas nas favelas

pelos índios sufocados sob toras de madeira

pelos que vem e vão, vão e vem e não lhes deixam chegar

Esse bloqueio cessará para sempre o ódio na varanda

essa bola de ponta fará curvas de ternura e amizade

até que se travem as armas de fogo nas mãos da incerteza

e mais teu grito cobre o preço desse horror em ascensão

Venha comigo, Carol

atravessar o portão de nuvens do Olimpo

que o Brasil nesta hora pisa degraus invertidos

e pode cair

como caíram tantas vozes silenciadas de tua garganta

como caem as crianças dos balões

sem saber que a liberdade é o ponto supremo da vitória

Assembleia aprova projeto do Executivo que cria a Escola Ambiental do Maranhão

Ribamar Santana / Agência Assembleia

A Assembleia aprovou, por unanimidade, na sessão plenária desta quarta-feira (14), o Projeto de Lei 293/2020, de iniciativa do Poder Executivo, que cria e organiza a Escola Ambiental do Estado do Maranhão. A matéria foi encaminhada à sanção do governador Flávio Dino (PCdoB) pelo presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto (PCdoB).

A Escola Ambiental do Maranhão tem por objetivo viabilizar a execução da Política Estadual de Educação Ambiental em todos os níveis e modalidades de educação formal e não formal, nos âmbitos público e privado, visando, além da sensibilização socioambiental, à geração de trabalho e renda.

Caberá à Secretaria de Estado de Governo (SEGOV) a gestão da Escola Ambiental, bem como a coordenação das ações relacionadas aos respectivos eixos de atuação: Educação Ambiental Não-Formal, Educação Ambiental Formal e Ciência, Tecnologia e Inovação.

A Escola Ambiental do Maranhão poderá celebrar parcerias administrativas com órgãos dos demais poderes do Estado, com outros entes da Federação, empresas e com entidades  da sociedade civil, a exemplo do Fórum Estadual de Educação Ambiental.

Iniciativas inovadores

Na Mensagem Governamental de encaminhamento da proposição à Assembleia, o governador Flávio Dino afirma que a matéria visa estimular a implementação de iniciativas inovadoras de gestão ambiental, que contribuam para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (Agenda 2030) e estabeleça um novo instrumento para a promoção da educação ambiental e para a conscientização pública acerca da importância da preservação do meio ambiente.

Segundo o governador, a Escola Ambiental do Maranhão atende aos princípios e diretrizes da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), do Programa Nacional de Educação Ambiental (PRONEA) e da Política Estadual de Meio Ambiente e Sistema Estadual de Educação Ambiental, estabelecidos na Lei 9.279, de 22 de setembro de 2010.

Brilhante Ustra, tratado de “herói nacional” por Jair Bolsonaro e “homem de honra” pelo general Mourão, torturava crianças e bebês

JM Cunha Santos

A Medicina Legal, a Psiquiatria, a Psicanálise, talvez expliquem que tipo de prazer é esse, o orgasmo infernal de quem goza com o sofrimento alheio, de quem entra em êxtase psíquica e carnal infligindo dor, ouvindo gritos de desespero e horror, vendo ossos humanos estalando, sangue escorrendo de gente amarrada; o maldito prazer sensorial de quem tortura homens e mulheres, crianças e bebês.

Não. Não explicam. Nada explica. Está além do próprio Deus.

E o que se pode dizer de quem considera esse tipo de aberração humana um “herói nacional”, segundo Bolsonaro, um “homem de honra”, segundo declaração recente do vice-presidente Hamilton Mourão.

O vereador Gilberto Natalini, de São Paulo, contou, em resposta ao dito de Mourão, que os choques elétricos que lhe foram ministrados pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra e sua equipe, nos ouvidos, deixaram sua mucosa bucal em carne viva. Choques e pauladas a noite inteira, durante um mês inteiro, enquanto o coronel fazia troça, piadas, em êxtase descomunal diante do sofrimento sem tamanho que era capaz de infligir em seus semelhantes.

Quando se esgotavam todas as técnicas de tortura, a equipe de Brilhante Ustra ia buscar os filhos dos presos políticos, pouco se importando que fossem crianças ou até bebês, numa última tentativa para obter informações. Às vezes torturavam em família. Pais, mães, irmãos, filhos, todos juntos, no mais assombroso espetáculo de horror.

Maria Adélia Teles nunca esqueceu o dia em que o coronel Brilhante Ustra trouxe pelas mãos seus dois filhos, Edison Teles, de 5 anos e Janaína de 4 anos, e levou até aonde ela estava: nua, suja de sangue e de vômito, na “Cadeira do Dragão”. E lá estava também seu marido, César Teles, recém-saído do coma em decorrência de torturas no “Pau de Arara”.

E aquela criança de apenas quatro anos de idade, Janaína, perguntou: “Mãe, porque você está azul (manchas roxas deixadas pela tortura) e papai está verde?

Uma criança de somente 1 ano e 8 meses, Carlos Alexandre Azevedo, foi torturado nas dependências da DOPS (Delegacia de Ordem Política e Social) de São Paulo. Cresceu vítima de depressão e fobia social até que acabou se suicidando.

Nos relatórios da Comissão da Verdade, da Câmara Federal, tem muitas histórias como essas, grande parte delas envolvendo o “herói nacional” de Jair Bolsonaro, Brilhante Ustra homem a quem homenagearia também no dia em que votou pelo impeachment de Dilma Rousseff, igualmente torturada pelo “herói”, gritando: “Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”!

Por essa homenagem, Jair Bolsonaro foi processado pela Ordem dos Advogados do Brasil que pediu a sua cassação e incursão na lei penal por apologia ao crime. Não deu em nada.

Sinceramente, eu começo a crer, de fato, que tem gente no mundo que não é filho de Deus. E lamento que existam políticos também aqui no Maranhão trabalhando para reeleger Jair Bolsonaro presidente da República no Brasil.

Tudo isso dói demais.

(Fontes: Comissão da Verdade, Uol, revista Isto É e Consultor Jurídico)

Inspirado em Flávio Dino, Rubens vai repetir em São Luís o que deu certo em todo o Estado

O candidato a prefeito de São Luís pelo PCdoB, Rubens Jr, é antigo aliado do governador Flávio Dino, do mesmo partido. O deputado federal costuma dizer que é aliado de Dino desde quando este perdia eleições, ou seja, a aliança sempre foi por convicção, não por conveniência eleitoral.

Por isso, Rubens quando for eleito pretende repetir em seu mandato aquilo que deu certo a nível estadual, como o programa Cheque Minha Casa. Na versão ludovicense, o programa será o Cheque Minha Casa Municipal e dará a mesma quantidade de cheques que o Governo do Estado entregar.

Outra proposta de Rubens Jr é revolucionar a saúde da capital, como fez Flávio Dino no Estado, dando exemplo nacional no combate à pandemia do coronavírus. A primeira ideia de Rubens é transformar o Hospital da Ilha- obra do Governo do Estado em andamento- em um novo Socorrão da capital, desafogando a demanda nas outras duas unidades já existentes.

Por fim, outro programa que inspira Rubens Jr é o Força Estadual de Saúde, que a nível de São Luís será a Força Municipal de Saúde, focado em oferecer e ampliar a atenção primária da capital.

A parceria entre Governo do Estado e Prefeitura, com Rubens sendo prefeito, seguirá os moldes do que Edivaldo Holanda Jr tem feito. Quem ganha é a população de São Luís com os dois entes unidos em desenvolver ainda mais a Jamaica Brasileira.

150 mil mortos depois, governadores agora temem que Bolsonaro empaque a vacinação contra a covid-19 no Brasil; Apoia ele, Braide!

Robôs e bots do Gabinete do Ódio que atuam nas redes sociais espalham que a vacina chinesa contratada pelo governo de São Paulo produz efeitos colaterais, pode matar e não funciona.

JM Cunha Santos

Jair Bolsonaro fez de tudo a seu alcance para que o Brasil não chegasse ao estágio de estabilidade em que se encontra hoje em relação ao combate ao coronavírus. Tratou a doença mortal como gripezinha, mentiu sobre a eficácia da cloroquina no combate ao vírus, estimulou aglomerações na condição de presidente e delas participou e investiu com violência verbal contra o isolamento social e contra o uso de máscaras, medidas de combate ao coronavírus defendidas por toda a comunidade médico-científica mundial. Além disso, na condição de presidente, se negou a liderar o país no combate à pandemia.

O que acontece, agora, porém, é muito mais grave. O senhor presidente está querendo politizar a vacinação contra a covid-19 no Brasil. Tanto que o governador de São Paulo, João Dória e outros avaliam formar um consórcio de estados para garantir a distribuição da vacina CoronaVac, caso o Governo Federal resista a fornecer o imunizante através do SUS, conforme publicou a coluna Radar, da revista Veja.

A lentidão do Ministério da Saúde em formalizar acordos de distribuição dessa vacina, que é a primeira a chegar nessa etapa e cuja fase de testes termina no próximo dia 15, levanta nos governadores a suspeita de que o senhor ministro Eduardo Pazuello estaria atuando em nome de Bolsonaro para estimular entre os estados uma luta política pela vacina.

Segundo ainda a revista Veja, um governador disse: “Se Bolsonaro acha que transformará a vacina em uma guerra política está enganado. Se o governo não fornecer a vacina pelo SUS aos estados, nós o faremos. Não vamos deixar a população sem vacina por questões políticas”.

O governo de São Paulo lidera estudos com a potencial vacina produzida pela empresa chinesa Sinovac Biotech, parceria que já recebeu críticas de Jair Bolsonaro. Por outro lado, o Ministério da Saúde firmou parceria para compra e posterior produção local da vacina desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca. O presidente diz que essa vacina é diferente “daquela outra” que não vem tecnologia. Mas é mentira. A parceria para aquisição da vacina chinesa prevê sim a transferência de tecnologia. Sem contar que os acordos assinados pelo Brasil com a britânica AstraZeneca são, no mínimo estranhos. Para começo de assunto, se a vacina não der resultado, não haverá reembolso dos R$ 300 milhões pagos pelo governo. Além disso, ficou a cargo da empresa determinar quando acaba a pandemia no Brasil, conforme requerimento do deputado Alexandre Padilha (PT) que exige acesso a todos os acordos entre o governo e a multinacional.

Ataque nas redes sociais

Para além da lentidão do Ministério da Saúde no trato de uma questão que é crucial para a salvação das vidas de muitos brasileiros, a tentativa de provocar uma guerra política que pode atrasar a vacinação contra a covid-19 em muitos estados do país, se faz sentir em mais uma atuação criminosa dos robôs do Gabinete do Ódio nas redes sociais.

O governador de São Paulo, João Dória, já sentiu essa atuação na pele e reclamou. “Lamento profundamente ações de extremistas que utilizam as redes sociais e difundem informações falsas, mentirosas, agressivas e temerosas à população do Brasil, dizendo que a vacina (chinesa) produz efeitos colaterais, pode matar ou que não funciona”, disse o governador.

Assim é o governo de Jair Bolsonaro. Apoia ele, Braide.

Governo Bolsonaro ameaça tirar dinheiro dos salários de aposentados e pensionistas para pagar o programa Renda Cidadã; Apoia ele, Braide!

JM Cunha Santos

Guardaram o debate em torno do programa Renda Cidadã, propositadamente, para depois das eleições municipais; e a intenção não é outra senão impedir que aposentados e pensionistas votem em massa contra candidatos ligados a Jair Bolsonaro.

O portal G1 divulgou, ontem, que a fonte de financiamento mais certa para esse programa eleitoreiro, que visa a reeleição de Bolsonaro em 2022, é a desindexação das aposentadorias e pensões superiores a um salário mínimo. Isto significa por fim, paulatinamente, aos mecanismos de reajustes dos aposentados e pensionistas. Em linguagem de pobre, deixar toda essa gente na mais absoluta miséria.

Há outras propostas, como a de acabar com as deduções de despesas médicas e de educação no Imposto de Renda, o que é, igualmente, uma sacanagem sem tamanho.

Pensaram também em por fim aos chamados supersalários dos funcionários públicos, mas descobriram que o impacto orçamentário não daria conta de pagar o Renda Cidadã.

Falam, ainda, em se apropriar dos recursos das emendas parlamentares, que somam R$ 9,7 bilhões em emendas individuais e R$ 6,7 bilhões em emendas de bancada. Mas só falaram, sabem que tal proposta jamais passaria pelo Centrão, o maior bloco parlamentar no Congresso Nacional e que hoje, em troca de cargos e outras sinecuras, apoia Jair Bolsonaro.

Outra sacanagem em vista do governo é a redução proporcional da jornada de trabalho e da REMUNERAÇÃO dos servidores públicos para fazer frente aos pagamentos do programa Renda Cidadã.

Em outras palavras, assim que passar a eleição e candidatos apoiados por Bolsonaro estiverem eleitos, o Governo Federal vai promover um ataque mortal contra as finanças de aposentados, pensionistas e servidores públicos em geral.

Apoia ele, Braide!

Maranhão em primeiro lugar no ranking de combate à covid-19 entre os 27 estados brasileiros

“Esses seguidos resultados positivos são fruto de um esforço diário de gestão e do trabalho de nossos profissionais da saúde” (Flávio Dino, governador do Maranhão)

“O primeiro lugar nesse ranking testifica que nossas medidas foram baseadas em evidências científicas e gestão estratégica”. (Carlos Lula, secretário de Estado da Saúde)

JM Cunha Santos

Só podemos dizer que desde o início foi um trabalho fabuloso o desenvolvido pelo governo do Maranhão no combate à pandemia de covid-19. O estado foi o primeiro a dispor de um hospital exclusivo para tratamento de vítimas do coronavírus, um dos primeiros a multiplicar o número de leitos de UTI destinados a pacientes com o vírus e talvez o único que logrou inaugurar 3 hospitais em apenas 2 semanas para enfrentar a doença.

Foi o Maranhão também o primeiro estado do país a decretar lockdown, num momento em que a maioria dos estados temia aplicar essa medida extrema.

Agora temos a notícia de que o Centro de Liderança Pública, organização com sede principal em São Paulo, dedicada ao desenvolvimento de líderes e que mede a eficácia da gestão e da melhoria da qualidade das políticas públicas, usando como ferramenta o Ranking de Competitividade dos Estados, coloca o Maranhão como o mais eficaz e transparente no combate à covid-19.

Abaixo a notícia ontem divulgada pela Agência de Notícias do governo do Maranhão:   

As ações desenvolvidas pelo Governo do Maranhão garantiram ao estado o primeiro lugar no ‘Ranking Covid-19 dos Estados’, desenvolvido pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O objetivo da análise é comparar a implementação de políticas públicas de enfrentamento à pandemia nas 27 unidades federativas.

Para o governador Flávio Dino, o bom desempenho do Maranhão se deve à soma de atitudes de diversos atores. “Esses seguidos resultados positivos são fruto de um esforço diário de gestão e do trabalho dos nossos profissionais da saúde. Continuamos o enfrentamento dos casos e já estamos preparando um novo planejamento para 2021, considerando a hipótese de a pandemia prosseguir e até eventualmente piorar, como lamentavelmente estamos vendo em alguns países da Europa”, disse em nota.

Atualmente, o Maranhão é o único estado com taxa de contágio menor do que 1 há mais de 110 dias, segundo Covid-19 Analytics. O cenário estável garantiu o retorno de diversos Programas como o Mais Cirurgias e a reabertura das atividades comerciais, além da retomada das obras e inaugurações de novos serviços de saúde.

“Estamos colhendo os frutos de muitos meses de luta. A experiência exitosa do Maranhão também é reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde, que recentemente esteve conosco para conhecer de perto todos os investimentos realizados pela gestão estadual. O primeiro lugar neste ranking testifica que nossas medidas e investimentos foram baseados em evidência científica e gestão estratégica”, contou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

O Ranking Covid-19 dos Estados avalia nove critérios: proporção de casos confirmados, evolução logarítmica de casos e porcentual de mortalidade da Covid-19 e de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG); as notas de transparência do combate ao coronavírus elaboradas pela Open Knowledge Brasil e dados de isolamento social do Google. Quanto maior a nota final, pior é o desempenho dos Estados no enfrentamento à pandemia. A nota do Maranhão neste último levantamento é 8,59.

Senadores americanos investem contra o que chamam de ataques racistas do governo Bolsonaro no Maranhão

JM Cunha Santos

A BBC News Brasil noticiou, no último dia 7 de outubro, que segundo o senador e ex-pré-candidato a Presidência dos EUA, Bernie Sanders, o governo de Jair Bolsonaro é responsável por ataques implacáveis contra comunidades indígenas e quilombolas. “Meus colegas e eu pedimos que o Congresso se levante e insista que os dólares dos contribuintes dos EUA não sejam usados para apoiar os esforços do governo Bolsonaro para deslocar, reprimir e ameaçar ainda mais o modo de vida dessas comunidades”, disse Sanders à BBC News.

Uma carta assinada por quatro senadores, incluindo Bernie, pede que o governo americano não participe de projetos que coloquem comunidades quilombolas brasileiras sob o risco de ataques racistas e desapropriações. Os senadores contestam a intenção de Donald Trump de investir em pesquisas e lançamentos de satélites do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.

Os políticos americanos entendem que o dinheiro de impostos do país não deve ser usado para desapropriar forçadamente comunidades indígenas e quilombolas centenárias. O governo Bolsonaro afirma que o Acordo de Alcântara estimulará o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro e poderá gerar investimentos de até R$ 1,5 bilhão na economia nacional.

Em Alcântara existem mais de 200 comunidades quilombolas agrupadas em três territórios e uma resolução federal publicada em março de 2020 ordenou a execução, por meio do Comando da Aeronáutica, das mudanças das famílias realocadas. Uma decisão da Justiça Federal de maio de 2020, entretanto, proibiu a remoção de famílias quilombolas da região até que sejam feitas consultas abertas às comunidades afetadas. Mas é lógico que o racista Jair Bolsonaro que, conforme matéria aqui no Blog, comparou negros a porcos e outros animais durante palestra no Rio de Janeiro, não está interessado no que os remanescentes de quilombos têm a dizer, mas apenas nos R$ 1,5 bilhão que espera faturar em Alcântara.

Por mais de 300 anos, africanos que foram escravizados e seus descendentes vivem em comunidades quilombolas em Alcântara. E são muitas as comunidades quilombolas no Estado, 22 delas no município de Anajatuba onde o candidato a prefeito Eduardo Braide, que apoia Bolsonaro, foi muito bem votado em 2018.