Em discurso na ONU, Bolsonaro diz que pagou auxilio de U$ 1000 para brasileiros

Na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que seu governo tomou várias medidas econômicas que “evitaram o mal maior” durante a crise do coronavírus. Entre elas, segundo ele, sua equipe concedeu auxílio emergencial de aproximadamente U$ 1000.

“Nosso governo, de forma arrojada, implementou várias medidas econômicas que evitaram o mal maior: concedeu auxílio emergencial em parcelas que somam aproximadamente 1000 dólares para 65 milhões de pessoas, o maior programa de assistência aos mais pobres no Brasil e talvez um dos maiores do mundo”, disse.

Pela cotação atual, o valor de R$ 600 pago no auxílio nos primeiros meses da pandemia equivale a cerca de U$ 110. Se comparados às parcelas que serão pagas até o final do ano, de R$ 300, o valor equivale a U$ 55. Ou seja, mesmo somando todas as parcelas, o valor não chega aos U$ 1000 anunciados pelo presidente.

Não é a primeira vez que Bolsonaro se apoia no discurso do auxílio emergencial para falar bem de sua própria gestão durante a crise sanitária. No entanto, sua própria equipe previa um benefício muito menor do que as parcelas pagas pelo governo.

Em março deste ano, o debate no Congresso sobre o valor que seria disponibilizado aos trabalhadores informais e de baixa-renda que deixaram de trabalhar por conta da pandemia foi marcado por discordâncias.

De um lado, a equipe econômica bolsonarista previa o benefício de R$ 200 mensais para inscritos no CadÚnico (Cadastro Único) e ainda excluía os beneficiários do Bolsa Família. De outro, parlamentares da oposição pressionavam o presidente para que o auxílio fosse de, no mínimo, R$ 600.

Hoje (22), no mesmo discurso gravado, Bolsonaro ainda disse que defende a democracia e os direitos humanos, atacou e acusou a imprensa de disseminar “medo”, culpou “o caboclo e o índio”, como ele mesmo disse, pelo recorde queimadas no país, que chamou de “cristão e conservador”.

Yahoo Notícias

Governador Flávio Dino nomeia mais de 140 novos profissionais para a polícia

O governador Flávio Dino anunciou nesta segunda-feira (21) a nomeação de 142 novos profissionais para a polícia do Maranhão. Eles vão ajudar a combater os crimes e as investigações no estado. 

“Observando os limites da Lei Complementar Federal 173 e da Lei de Responsabilidade Fiscal, efetuei agora nomeações nas polícias do Maranhão: 12 delegados; 20 escrivães; 60 investigadores; 9 peritos; 1 odontolegista e 40 policiais militares”, afirmou o governador. 

As duas normas citadas tratam da questão fiscal e da contratação de agentes públicos. 

Os policiais militares foram aprovados no concurso público feito em 2017. 

Com as contratações feitas desde 2015, o Maranhão chegou à marca de mais de 15 mil policiais. Além disso, cerca de 9 mil policiais receberam promoções. 

Resultados

Com os investimentos, o Maranhão tem reduzindo ano a ano a criminalidade. A taxa de homicídios provocados por armas de fogo, por exemplo, caiu 13,8% entre 2017 e 2018. É o que revela o mais recente Atlas da Violência, produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

O número leva em consideração a taxa de homicídios a cada 100 mil pessoas. Os dados de 2018 sãos os mais recentes tabulados pelo Atlas. Os números de 2019 ainda não foram compilados. 

Levando em conta todos os tipos de homicídios, também há diminuição consistente. Segundo o Atlas da Violência, a queda foi de 9,5% entre 2017 e 2018. 

Qualidade dos dados

Outro aspecto relevante apontado pelo Atlas da Violência é que o número de mortes violentas por causa indeterminada vem caindo no Maranhão. É um indicador importante na hora de analisar a confiabilidade dos dados. Quanto maior o número de mortes violentas por causa indeterminada, pior. 

Esse número vem caindo desde 2015 no Maranhão. Entre 2017 e 2018, a queda foi de 13,5%, considerando a taxa para cada 100 mil habitantes. Isso destoa do cenário nacional, em que houve aumento de 25,1%. 

“O óbito fica classificado como uma morte violenta com causa indeterminada (MVCI), e a sociedade e o Estado ficam sem saber por que o cidadão morreu. Com isso, muitos casos de homicídio ficam ocultados, fazendo com que o principal termômetro da violência letal nos estados deixe de funcionar adequadamente”, diz o relatório do Ipea.

TV Assembleia estreia nesta quinta programa Parlatório para discutir temas eleitorais

A TV Assembleia (canal aberto digital 9.2) estreia, nesta quinta-feira (24), às 21h, o Parlatório, novo programa semanal de entrevistas criado pela emissora para debater temas eleitorais.

Participam como convidados do programa de estreia o procurador regional eleitoral, Juraci Guimarães Júnior, e o procurador-geral da Assembleia Legislativa do Maranhão,
Tarcísio Almeida Araújo.

O programa, que será conduzido pelo jornalista Juracy Filho, receberá especialistas para discutir temas técnicos referentes às eleições municipais de 2020. O Parlatório irá ao ar todas as quintas-feiras, com reprise às sextas, às 13h30.

O diretor de Comunicação da Alema, Jornalista Edwin Jinkings,  destacou que o programa contribuirá para esclarecer as dúvidas dos telespectadores sobre todo o processo eleitoral vigente.

“É um programa informativo em um formato leve e dinâmico. Com certeza, nossos telespectadores ficarão bem informados sobre as mudanças na legislação eleitoral e tudo o mais a respeito das regras impostas aos candidatos, partidos e campanhas. Enfim, muitas dúvidas nesse sentido serão esclarecidas com os especialistas convidados”, frisou.

No primeiro programa da série de entrevistas, estarão em debate as novas regras eleitorais em vigor nas eleições 2020, os impactos da Covid-19 no processo eleitoral e a estrutura das eleições.

TEMAS

Datas, prazos, regras para candidaturas, mudanças na legislação, campanhas digitais e as novidades da votação em tempos de pandemia também estarão entre os assuntos debatidos no programa.

NOVO CANAL

Desde o dia 29 de agosto, a TV Assembleia está sendo transmitida pelo canal 9.2. A mudança de sintonia, que abrangeu toda a rede legislativa de TV, permite que os canais da TV Senado, TV Câmara e TV Assembleia estejam mais próximos da TVs comerciais, facilitando ainda mais o acesso à programação.

Andressa Valadares / Agência Assembleia

Artigo do governador Flávio Dino: Meu pai

Conheço o luto. Todos nós conhecemos ou somos destinados a conhecer. Eu conheci do pior modo para um pai: a perda de um filho tão amado, brutalmente arrancado de mim por graves imperícias profissionais em um hospital. Dor que rasga a alma e que não tem passado, só presente, traduzida em lágrimas diárias na face e no coração. Este último agosto me trouxe mais um motivo de luto. O coronavírus, esse causador de terrível doença, levou meu pai, aos 88 anos.

Sálvio Dino teve uma longa vida, cheia de sonhos, marcada por vitórias e frustrações, como é o destino humano. Muito jovem se fez político e escritor. E assim foi até os momentos finais. Como político, muitas passagens poderiam ser lembradas. Escolho três. A primeira, a violenta cassação do seu mandato parlamentar em abril de 1964, logo nos atos iniciais das trevas ditatoriais que caíram sobre a nossa Pátria por mais de 20 anos. Como registro da história, Sálvio Dino deixa o seu corajoso discurso no dia da sua degola política, denominado “Oração da Despedida”. Nela, confirma sua crença na reforma agrária e na justiça social. Da tribuna da Assembleia foi levado para o arbitrário cárcere, sem ter cometido qualquer crime, apenas por suas ideias.

Na minha memória, tenho também a sua preocupação em ser um eficiente legislador, empenhado em propor boas leis. Muitas se tornaram realidade, como o projeto que pioneiramente determinava a criação de uma Universidade Estadual sediada em Imperatriz, proposta que tive a alegria de concretizar com a criação da UEMASUL, já no nosso mandato governamental. Mas, sobretudo, sublinho o caráter inovador dos projetos que Sálvio Dino propôs sobre a temática ambiental ainda nos anos 80, como a lei que protege as nossas palmeiras de babaçu.

Quanto à atuação política do meu pai, há outro ensinamento que muito me marcou. Ele foi prefeito da cidade de João Lisboa, por duas vezes. Não fez fortuna, sequer deixou bens materiais em herança. Morava na mesma casa, em João Lisboa, sempre mantendo-a de portões abertos até sua derradeira saída para o hospital, de onde não voltou.

O Sálvio Dino escritor amava a literatura. Nos últimos anos, dedicou-se a semear e apoiar Academias de Letras. Lembro a sua alegria quando inauguramos uma biblioteca pública em João Lisboa e a sede da Academia Grajauense de Letras. Meu pai escreveu contos, artigos jornalísticos, poesias, estudos históricos. Escreveu muito e tinha muito orgulho de pertencer à Academia Maranhense de Letras, guardiã maior da cultura do nosso Estado. Mas, acima de tudo, Sálvio Dino amava a oratória. Foi um dos maiores oradores que conheci. Voz firme, belas imagens, variedade de técnicas, largueza de gestos. Quando eu discursava na sua presença, ao finalizar sempre buscava seu olhar para ler a sua avaliação silenciosa, fruto de uma intimidade que não pode ser traduzida em palavras, só alcançável pelo amor que une pais e filhos. E como eu me empenhava para impressioná-lo e para ele ter a certeza de que eu tinha sido um atento e dedicado aluno.

Meu pai me apresentou o mar. O mar que tanto amo e onde nada eternamente o meu Marcelo, chamado carinhosamente pelos seus amigos de “peixinho”. Naquele recinto onde guardamos as recordações mais longínquas, está um passeio dominical com meu pai e meu avô Nicolau para ver o mar. E foram muitas idas à praia, quando meu pai fazia longas caminhadas. Mas Sálvio Dino me apresentou um oceano maior do que o Atlântico: os livros. “Leia os clássicos” – certamente foi o que mais ouvi dele quando criança e adolescente. Ele aconselhava e dava o exemplo, pois não me lembro de um único dia em que ele não tivesse um livro nas mãos. Foi assim até no hospital, já doente.

A doença que o levou permitiu que ele me desse a sua derradeira lição neste plano existencial: o profundo amor pela vida. Dela não desistiu em nenhum momento e lutou contra o coronavírus, com coragem e humildade. Na nossa última conversa, ele já no leito hospitalar, falamos sobre literatura, política e futebol. E ele me disse que tinha um livro para terminar de escrever. Pode haver melhor síntese e maior lição?

Deus sabe o quanto tem sido difícil esse período em que me cabe liderar a prevenção e o combate ao coronavírus no Maranhão. O que já era difícil ficou ainda pior, com tantas lembranças. A aliviar este peso, de quando em quando ouço a voz do meu pai declamando Gonçalves Dias para mim, horas antes de morrer: “Não chores, meu filho; Não chores, que a vida
É luta renhida: Viver é lutar.”

A covid-19 explode novamente na Europa e uma segunda onda de infecções ameaça todo o planeta. Até quando, senhor Deus?

JM Cunha Santos

Os mais antigos dirão que a pandemia pode ser um castigo pelos crimes contra a vontade divina, a humanidade transformando o planeta em imensas Sodoma e Gomorra, cidades destruídas por Deus segundo o Livro de Gênesis. Eu prefiro achar que, para além dos pecados da carne, Deus esteja punindo as presenças inesperadas de seres irremediavelmente perversos na Terra, pessoas monstruosas como Jair Bolsonaro que, investidas de autoridade, fazem pouco caso e até se alegram com o sofrimento, tortura e morte de seus semelhantes.

Mas o fato é que a pandemia já se demora demais no planeta sem que tenhamos sinais concretos de alguma cura imediata para esse mal que já matou quase um milhão de pessoas e infectou mais de 22 milhões em todo o mundo.

Uma doença que nos impede de abraçar, de beijar, de estar juntos, necessidades de amor tão inadiáveis quanto respirar, principalmente num mundo que, de repente, passou a ser governado por milícias assassinas e seitas diabólicas.

Os sinais não são de cura, são de uma segunda onda de infecções na Europa, da qual nenhum outro continente, país, cidade ou estado pode se dizer imune. Depois do pico das infecções em março, o número de contaminados pelo coronavírus dobra ou aumenta consideravelmente no Reino Unido, na Espanha, França, Holanda, Bélgica, Andorra, Bahamas, Itália, Alemanha, enquanto Brasil, Estados Unidos e Índia acumulam metade dos infectados pelo coronavírus sem vislumbrar qualquer possibilidade real de deter a proliferação do patógeno maldito.

A Organização Mundial de Saúde emitiu alerta depois de registrar 300 mil novas infecções somente na semana passada na metade dos países do bloco Europeu, o que pode se espalhar por outros países, mesmo os que conseguiram reduzir o nível de contágio.

Deus, se não detém esse mal, está zangado (se é que Deus se zanga) e com razão. Os céus não esperavam por um Donald Trump governando o mais poderoso país do mundo e um Jair Bolsonaro governando o mais poderoso país da América do Sul. É demais para a saúde de qualquer ser divino.

Enquanto o coronavírus reassume seu poder letal na Europa, em outros continentes e países aumenta a fadiga pelo distanciamento social, as quarentenas, o uso de máscaras e todos os cuidados para se proteger da doença. O ser humano parece não suportar mais ficar distante do ser humano. As autoridades decretam o distanciamento e o isolamento social, o fim das festas, encontros e reuniões públicas, mas a verdade é que já não se sentem capazes de impedir aglomerações. Oito meses depois e a doença ainda não acabou, o mal do século ainda persiste letal e incurável entre nós.

Até quando, senhor Deus?

PCdoB indica Fredson para vice de Igor Diniz em Bequimão

O vereador e vice-presidente presidente da Câmara, Fredson (PCdoB) será o candidato a vice-prefeito na chapa liderada por Igor Diniz (PSD), na disputa pela prefeitura de Bequimão.

A aliança entre os partidos foi homologada na convenção do PCdoB, realizada nesta quarta-feira, 16, na escola Nizael Costa, no povoado Jacioca.

Com o apoio do partido do governador Flávio Dino, a candidatura do PSD reúne três legendas de oposição no município. O PDT, liderado pelo ex-prefeito Antônio Diniz também integra a coligação majoritária.

A aliança teve a articulação decisiva do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Othelino Neto, o presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, e o secretário adjunto de Radiodifusão, jornalista Robson Paz.

As pobrezas inexplicáveis que marcaram o Maranhão e o resgate do desenvolvimento humano pelo governo Flávio Dino

JM Cunha Santos

Trata-se de um resgate histórico. Quando leio que o Maranhão recebe prêmio em política pública pelo programa Mais IDH e que mantém uma trajetória de crescimento constante na qualidade da educação básica desde 2015, lembro que o Maranhão era o Maranhão de todas as pobrezas.

Nem tínhamos escolas de tempo integral e durante muito tempo apenas uma escola de ensino médio no interior do Estado. Fatos simplesmente inexplicáveis no universo de qualquer administração pública desse Nordeste empobrecido. E em apenas quatro anos em primeiro mandato do governador Flávio Dino, o Maranhão saltou de zero para 51 escolas de tempo integral.

Não existia também o ensino técnico e profissionalizante, o que igualmente não se explica nessa era em que todo progresso individual está vinculado à educação. O governo Flávio Dino construiu, inaugurou e acionou os IEMAs, escolas técnicas cujos alunos constantemente recebem premiações nacionais e internacionais, inclusive em competições de robótica.

O Programa Escola Digna revolucionou a administração pública e se consolidou como maior programa educacional da história do Brasil, exemplo e referência para todo o país. Foi por esse caminho que alcançamos agora a nota 3,7 no Índice da Educação Básica, um feito surpreendente num estado que passou décadas como detentor do pior Índice de Desenvolvimento Humano do país.

O Maranhão de todas as pobrezas era também o Maranhão de todas as violências. A partir de 2016, todos os índices de criminalidade desabaram no Estado, de assaltos a bancos a latrocínios e, principalmente, crimes de homicídios, os chamados Crimes Violentos Letais Intencionais. Esses homicídios, em grande parte aconteciam sob a tutela do crime organizado que o secretário de Segurança Pública Jefferson Portela e sua equipe, com rara eficiência, trataram de desorganizar, desbaratando quadrilhas, mandando chefões para a cadeia e livrando o Maranhão de uma mancha que já transpunha até as fronteiras do Brasil. Resultado dos investimentos do governador Flávio Dino na Segurança Pública, inclusive quadruplicando o número de policiais do Estado.

O nó da saúde pública, revestido por uma carapaça de má gestão e corrupção que parecia irremovível, foi desatado a partir da completa reorganização de todo o sistema estadual de saúde e implantação de uma rede hospitalar que cobriu o Maranhão inteiro. Em apenas dois anos, de 2015 a 2017, seis grandes hospitais regionais foram inaugurados, impulsionando, a níveis jamais vistos, a assistência hospitalar no Maranhão.

O Hospital do Câncer, o Hospital de Traumatologia e Ortopedia e a Casa Ninar, construídos em São Luís, elevaram a um estágio positivo extraordinário o histórico do tratamento médico no Estado. E aguarda-se, para meados do ano que vem, a inauguração do Hospital da Ilha, na Avenida São Luís Rei de França, Turu, que promete revolucionar os tratamentos de urgência e emergência. É uma obra cara, com 32 mil metros de área construída ao custo de R$ 132 milhões e que terá 212 leitos em uma primeira etapa e mais 400 leitos na segunda. Só para se ter uma ideia, serão 9 centros cirúrgicos, além de UTIs para atender à demanda que sufoca os Socorrões nesta São Luís hoje com mais de 1 milhão de habitantes. Assim, as pobrezas da educação, da segurança e da saúde pública foram superadas no governo Flávio Dino, que elegeu como prioridades da administração o cuidar das pessoas e o desenvolvimento humano.

Programa de combate à pobreza do Governo do Maranhão é premiado nacionalmente

O Plano Mais IDH, programa de combate à extrema pobreza do Governo do Maranhão, foi premiado como Destaque de Boas Práticas, no Prêmio Excelência em Competitividade, organizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). A iniciativa analisou mais de 150 políticas públicas em todo o país. Desde 2015, quando foi criado, o plano já executou mais de R$ 1 bilhão em ações nos 30 municípios mais pobres do estado. 

Ao receber o Prêmio Excelência em Competitividade, de forma virtual, o governador Flávio Dino fez referência aos entes públicos e privados que ajudam na execução do Plano. “Homenageio todos aqueles que fizeram este momento de reconhecimento. Nossos parceiros públicos e privados, desde agentes municipais até empresas, entidades dos movimentos sociais que nos ajudam no Mais IDH, assim como também a nossa equipe de Governo”, disse. 

O Maranhão foi o estado que mais inscreveu boas práticas de gestão no Prêmio. Outros dois programas do Governo estavam entre os finalistas: Cheque Cesta Básica e Trabalho com Dignidade. O desempenho maranhense também foi destaque no Ranking de Competitividade dos Estados, sendo reconhecido como um dos dois estados que teve maior evolução, subindo três posições nacionalmente, em comparação à edição 2019 do ranking. Este ano o Maranhão ficou com a 23ª posição, com destaque para os desempenhos em Inovação, Educação e Potencial de Mercado. 

Para o governador Flávio Dino, a promoção do ranking é de grande importância, uma vez que ele é utilizado como instrumento de planejamento para as ações no estado. “Temos obviamente o controle institucional, interno e externo, mas acreditamos que empresas, entidades, sociedade civil e mundo acadêmico podem e devem controlar a ação governamental, para que haja o aprimoramento no emprego dos recursos públicos, que devem ser manuseados com as marcas da probidade e da transparência”, defendeu. 

Mais IDH 

O Plano Mais IDH é um programa do Governo do Maranhão para redução da extrema pobreza, com promoção de justiça social e cidadania para as populações mais vulneráveis nos 30 municípios de menor Índice de Desenvolvimento do Humano do estado. O plano possui seis eixos temáticos (Educação; Trabalho e Renda; Saúde e Saneamento; Infraestrutura; Gestão, Cidadania e Participação Popular; e Gênero, Raça e Juventude) e executa ações de 27 secretarias, órgãos e autarquias estaduais.

Fogo e desmatamento na Amazônia: o mundo ameaça não mais negociar com produtos do Brasil

De janeiro a julho de 2019, o desmatamento na Amazônia foi 62,7 % maior que no mesmo período de 2018 e os focos de incêndios aumentaram 70 %.

JM Cunha Santos

Com sua política ambiental de destruição da flora brasileira, o governo Bolsonaro pilota o Brasil na direção de um abismo econômico sem fundo. A carta do grupo “Parceria das Declarações de Amsterdã”, que reúne 8 países da Europa liderados pela Alemanha, ao vice-presidente da República, ameaçando não mais comprar nem vender produtos brasileiros, é apenas o reforço a um boicote que já vem acontecendo desde junho. O motivo é o astronômico desmatamento da Amazônia que cresceu 34 % entre agosto de 2019 e julho de 2020, incentivado pela política ambiental criminosa adotada pelo governo.

O governo incentivou a exploração de áreas ambientalmente protegidas, desmontou o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e reduziu o valor das multas por crimes ambientais. Enquanto o governo contestava os dados do INPE sobre o desmatamento na Amazônia e recriminava os fiscais do Ibama por destruir equipamentos madeireiros de ataque à floresta, de janeiro a julho de 2019 o desflorestamento na Amazônia foi 62,7 % maior que no mesmo período do ano de 2018 e os incêndios aumentaram 70 % no mesmo período. Ontem, ainda com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) o Jornal Nacional, da Rede Globo, noticiou que o incêndio no Pantanal atinge uma área que corresponde a 10 vezes os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro juntos.

As ameaças internacionais de boicote a produtos brasileiros não surgiram agora com a carta ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Em junho, grupos de ativistas e varejistas e a União Europeia defenderam a retirada de produtos brasileiros das prateleiras dos supermercados em resposta à política ambiental do governo Bolsonaro. Uma das razões para o boicote foi o Projeto de Lei 2633, o chamado PL da grilagem, através do qual o governo prevê a regularização fundiária de terras ocupadas da União e que, segundo especialistas, acarretaria o desmatamento imediato de 11 a 16 mil quilômetros da floresta amazônica.

O boicote ao Brasil é gigantesco. Em 19 de maio deste ano, nada menos que 47 empresas e grupos empresariais com atuação no Reino Unido propuseram a retirada de produtos agroalimentares nacionais dos supermercados da Europa. E manifestação idêntica aconteceu também nos Estados Unidos. O próprio parlamento europeu se uniu a varejistas britânicos para propor a mesma reação contra o Brasil.

Na carta recente ao presidente da República, os investidores estrangeiros revelam a impossibilidade de atender a seus próprios critérios ambientais, sociais e de segurança se continuarem negociando com o Brasil.

A irresponsabilidade do governo brasileiro não tem limites. O Ministério do Meio Ambiente, do passador de boiada Ricardo Salles, investiu tão somente R$ 105 mil para conservação da floresta amazônica neste ano de 2020. E o Pantanal e a Amazônia queimam em proporções jamais vistas.

Mas este é o governo em que o presidente da República propôs a redução das terras indígenas e considera os índios “quase humanos”, o governo que edita um projeto de lei oficializando a grilagem de terras públicas.

Parece que houve um acordo pré-eleitoral em favor de Jair Bolsonaro que incluiu o apoio ao desmatamento na Amazônia para beneficiar madeireiros, a não punição de produtores rurais que reagirem com armas nos conflitos pela terra, a redução e até o desaparecimento de reservas indígenas e terras remanescentes de quilombos.

A tragédia ambiental a que nos referimos no artigo anterior não se resume ao fogo gigantesco e ao desmatamento monstruoso na floresta. Está se transformando na maior tragédia econômica da história do Brasil.E Bolsonaro voltou a afirmar que são o índio e o caboclo que “tacam” fogo na Amazônia. A declaração é de uma irresponsabilidade sem tamanho. Índios e caboclos nem sequer dispõem de equipamentos e recursos para devastar e incendiar tanta floresta. O governo Bolsonaro, porém, está mostrando que dispõe de todos os recursos e equipamentos para destruir as florestas e a economia do Brasil.

Covid, Amazônia, Pantanal, INSS: o governo Bolsonaro é um governo de tragédias ambientais e tragédias humanas, o pior da história do Brasil

JM Cunha Santos

A Amazônia guarda um quinto de toda a água doce do mundo, 40 mil espécies de plantas, 400 espécies de mamíferos, 1300 espécies de pássaros, 3 mil espécies de peixes. É também o lar de 1.800 etnias de povos indígenas e 14 milhões de famílias urbanas e rurais.

E, no entanto, 20 % dessa floresta já desapareceu. Sob a fúria do desmatamento, do agronegócio, dos incêndios criminosos que destroem o mais fantástico bioma do planeta. Somente no Estado do Amazonas 26.972 KM2 de floresta foram desmatados desde 1988.

O fogo já consumiu 10 % de todo o Pantanal. 17.500 km2 de mata nativa.  E só agora, depois da tragédia consumada e da péssima repercussão internacional, o governo resolve liberar recursos para combate aos incêndios.

Há uma conexão direta entre o desmatamento e os incêndios, ou seja, os madeireiros derrubam a mata e o agronegócio toca fogo no que sobra para conseguir pastagens.

São 7 milhões de Km de floresta em 9 países, a maior parte no Brasil. Os focos de incêndio na Amazônia cresceram 33 % em 2020 em relação a 2019. Jair Bolsonaro e Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, estão “passando a boiada”, conforme prometido na histórica e histriônica reunião ministerial de abril. Nas mãos deles, o Ibama perde recursos e poder de fiscalização e madeireiros e incendiários lucram horrores com a desgraça do país.

É o mesmo governo que não gastou nem 10 % dos recursos que estavam destinados para combate à pandemia do coronavírus e hoje lamentamos mais de 130 mil mortes pela covid-19 no Brasil.

O mesmo governo que submete os beneficiários do INSS a um vexame e estado de miséria também históricos, exibindo em filas para o mundo multidões intermináveis de aposentados, pensionistas e doentes que não recebem seus benefícios e, provavelmente, estão tendo dificuldades até para comer. Sem contar 1,6 milhão de pedidos de benefícios em atraso.É um governo de tragédias. Tragédias humanas e ambientais que cada vez mais isolam o país de comunidades internacionais que, em protesto contra tanta maldade e incompetência, já se negam até a manter relações comerciais com o Brasil.