Médicos cubanos chegam a Balsas para reforçar o combate à Covid-19 na região

Nesta segunda-feira (27), oito médicos cubanos chegaram à Regional de Saúde de Balsas para reforçar o combate ao novo coronavírus na região Sul do Maranhão. A medida já havia sido anunciada pelo secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, durante visita à região na última semana. 

“Na última semana, estive na cidade de Balsas e nos comprometemos a levar medicamentos, que já chegaram, e os médicos, que chegaram hoje e irão prestar assistência à população. Também anunciamos a ampliação do número de UTIs em mais seis leitos, totalizando 18 leitos de Unidade de Terapia Intensiva e a disponibilização de leitos para casos graves da doença também na Regional de Imperatriz”, explicou Carlos Lula.  

Os médicos enviados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) foram recepcionados por uma equipe composta por representantes da Regional de Saúde, do Hospital Regional e da Secretaria Municipal de Saúde de Balsas. Sete profissionais trabalharão nas Unidades Básicas de Saúde da cidade de Balsas e um atenderá no município de Nova Colinas. 

O gestor da Regional de Saúde de Balsas, Giltarlã Araújo, destacou a experiência desses profissionais e a importância deste auxílio no atual momento. “Esses profissionais, que têm uma experiência extraordinária no enfrentamento de pandemias e no cuidado das pessoas, estarão reforçando, auxiliando e apoiando as iniciativas locais. Na Regional de Balsas, já realizamos um trabalho de excelência, mas com certeza a comunidade será ainda mais atendida, reduzindo o número de pessoas que venham a ser internadas tanto na forma moderada nos leitos de enfermaria, como na forma mais agravada da doença, ocupando os leitos de UTI”, afirmou o gestor Giltarlã Araújo. 

O secretário Carlos Lula ressaltou ainda que o atual panorama da região é um exemplo de sucesso da estratégia adotada pela Regional de Saúde de Balsas. “Nos últimos anos, os 13 municípios que compõe a Regional de Balsas têm fortalecido a atenção primária, de modo que esta foi a última região do estado a ter um número grande de casos da Covid-19. Ainda assim, é uma das menores em número de casos considerando dados populacionais”, pontuou.

Artigo do governador Flávio Dino: O novo FUNDEB

Ao longo desse 5 anos e 7 meses à frente do Governo do Maranhão, mantive uma bandeira sempre hasteada com muita firmeza: a educação. Fundamento para qualquer sociedade que objetiva verdadeiro desenvolvimento, a educação é também a principal ferramenta para enfrentarmos a desigualdade social que assola tão fortemente o Brasil.

Esta semana, o Brasil deu um importante passo rumo à garantia de mais direitos no que concerne à educação. A aprovação do novo Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação) na Câmara dos Deputados foi uma vitória histórica para estudantes, educadores e toda a sociedade brasileira.

O novo Fundeb será permanente na Constituição Federal, não mais transitório. E determina que a União incremente os repasses a Estados e municípios a partir do ano que vem. Com isso, a participação da União no financiamento da educação básica, que é somente de 10%, passará em 2021 para 12%, e de forma progressiva chegará a 23% até 2026. Esses valores são destinados a diversos investimentos educacionais, desde estrutura de escolas até salários de professores.

Participei diretamente dessa conquista aprovada na Câmara dos Deputados, mediante a articulação e assinatura de carta de 20 governadores que, na hora de maior resistência do Governo Federal contra o FUNDEB, uniram-se para apoiar o esforço dos deputados federais.

O Governo Federal tentou obstruir a proposta aprovada, apresentando proposições alheias às reais necessidades do país e contra a igualdade de oportunidades. Não é de causar qualquer tipo de estranheza, haja vista a má vontade do atual presidente da República com a educação, como se revelou com a situação objetivamente de vacância que o Ministério da Educação experimentou por mais de 18 meses.

Com mais recursos, Estados e municípios que atualmente financiam quase integralmente a educação básica, passarão a ter melhores condições de elevar a qualidade de suas redes de educação. No Maranhão, isso significa a sustentação dos maiores salários da rede estadual do Brasil, além da continuidade da revolução educacional que o programa Escola Digna está produzindo.

Mesmo com essa terrível pandemia do coronavírus, mantivemos obras e inaugurações de Escolas Dignas. E consolidamos conquistas que, tenho a certeza, nenhum governo futuro terá condições de eliminar. Escolas de tempo integral, IEMA, uniformes escolares gratuitos, crescimento do IDEB são inovações da nossa gestão e que agora, com o novo FUNDEB, estão mais reforçadas.

Não tenho medido esforços para manter a Educação como prioridade para avançarmos na transformação do Maranhão. Acredito que esse é um farol de esperança para um futuro melhor e mais digno para nossas crianças e jovens. Contra obscurantismos, a favor da Educação. Assim seguiremos!

Escolas estaduais começam a receber termômetros para a retomada segura das aulas presenciais

Como parte das medidas sanitárias adotadas para garantir a retomada segura à sala de aula, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) já iniciou a entrega de 770 termômetros digitais infravermelhos nas diversas regiões do Maranhão. Já foram adquiridos 1.500 deles para serem usados nas escolas.

De acordo com a portaria que regulamenta as diretrizes para a retomada das aulas presenciais na rede estadual de ensino, a previsão é que as escolas públicas devem reabrir as portas para professores e equipes pedagógicas a partir do dia 31 de julho. Já estudantes que cursam a 3ª série do Ensino Médio devem regressar no dia 10 de agosto. 

Na primeira rota de entregas, receberão equipamentos para aferição da temperatura as Unidades Regionais de Educação (UREs) dos municípios de Viana, Pinheiro, Santa Inês, Açailândia, Imperatriz, Balsas, São João dos Patos, Presidente Dutra e Barra do Corda. 

A segunda leva de equipamentos do tipo será entregue nas UREs de Rosário, Itapecuru-Mirim, Chapadinha, Codó, Caxias, Timon, Pedreiras e Bacabal. 

“As entregas estão acontecendo nas UREs. Destes pontos focais, será feita a distribuição para todas as unidades de ensino”, explica a superintendente de Suprimentos (Supri) da Seduc, Polyana Lindoso Cajueiro. 

Os termômetros digitais infravermelhos vêm sendo usados em vários países do mundo desde o início da pandemia de Covid-19. Adotados em aeroportos e em locais de maior aglomeração, como shopping centers, o equipamento virou um dos ícones globais no combate ao contágio do novo coronavírus. 

O equipamento é utilizado para rastreio de possíveis casos de infecção, já que a febre é um dos sintomas mais frequentes da Covid-19. Caso algum aluno ou professor apresente quadro febril, será recomendado que ele retorne para casa imediatamente, a fim de evitar a proliferação do vírus nas unidades de ensino. 

Somente em São Luís, a Seduc está disponibilizando 129 termômetros digitais para monitoramento da temperatura de docentes e discentes nas escolas da capital maranhense.  

Máscaras e álcool gel

Além dos termômetros digitais, nesse momento de retomada a Seduc também está entregando para as escolas da rede pública estadual, 646.174 máscaras de tecido (para serem distribuídas entre os alunos e o corpo administrativo das escolas) e 1.157 vasilhames de álcool gel 500 ml, para reduzir ainda mais os riscos de contaminação no ambiente escolar.

O coronavírus é de esquerda ou de direita?

JM Cunha Santos

Não creio que o coronavírus em algum momento tenha sido favorável a uma guerra civil no Brasil ou, sendo menos catastrófico, à intervenção militar pedida às portas do governo pelo fundo de reserva da extrema direita. Pelo contrário, acho até que, de certa forma, contribuiu para evitar a proposta de sangue que o bolsonarismo vem cuspindo desde que se assentou no poder. Fez isso, por exemplo, quando obrigou todo mundo a se manter em casa, durante meses seguidos, levando à autofagia o ódio que trouxeram embrulhado dos EUA para o nosso país.

O vírus adoeceu gente, matou, fez sofrer tanto que obrigou todo mundo a se amar cada vez mais. Mesmo à distância, mesmo sem a presença da pele, mesmo com temor nos olhos, aprendemos a importância de também sentir a dor do outro.

Por decreto, soltaram um número jamais visto de armas de fogo nas ruas, nas casas, nos clubes de tiro, como que a prestar uma espécie de consultoria de eliminação física ao já letal coromavírus. Mas a maioria não quis comprar armas (somos brasileiros e sabemos que a casa de assassinos não é lugar para filhos de Deus) e os muitos que compraram descobririam que não havia a quem ferir, nem matar. Porque estavam todos em casa, chorando por seus queridos, escondendo-se do vírus e orando pelo Brasil tumultuado pela indecência política e a disposição autoritária que ainda querem nos impor.

Acredito também que o coronavírus seja acintosamente contra a reeleição de Donald Trump nos Estados Unidos, embora tenha esse senhor chefe da extrema direita, por diversas vezes, proposto ao patógeno maldito uma aliança política contra a democracia e os povos todos asiáticos e da sul-américa. Ao que parece, entretanto, o vírus corona não aceitou bem o enlace matrimonial de Trump e seus seguidores com o vírus do fascismo. Não que o coronavírus tenha algo de pessoal contra o vermífugo fascista, mas provavelmente por não querer concorrência em sua nefasta obra de letalidade.

Dir-se-ia, pois, haver nesse morbo pandêmico algo de progressista, alguma tendência de ação pela emancipação dos povos, um gosto qualquer pela liberdade de expressão contida, inclusive no distanciamento social. Mas é um engano. O vírus se negou a contaminar Donald Trump e, certamente, demorou muito para contaminar Jair Bolsonaro e, de qualquer modo, deixou-se envolver pelo uso político de sua catástrofe quando confinou o planeta economicamente, motivou uma espécie de caça federal aos governadores em defesa da saúde do povo no Brasil e permitiu que uma nata de militares de linha dura constrangesse os serviços públicos no país com ameaças de retorno ao obscurantismo depravado.

E estamos hoje com quase 2 milhões e 300 mil contaminados, 85 mil mortos no país, uma conta arrepiante, um cálculo terrificante que poderia ser bem menor e que talvez seja bem maior, porque o Governo Federal sequer se dispôs a gastar os recursos à disposição no Ministério da Saúde para combate à pandemia.

A ideia de armar a população para defender o governo, além de estúpida, criminosa e antidemocrática, porque pressupõe a perpetuação no poder, esconde a inépcia de quem sabe que não sabe governar e, sabendo disso, busca montar no país um estado policial que os reeleja na lei ou na marra, como na canção do nosso João do Vale. Ideia que ainda não foi de todo descartada nos porões e submundos ultraliberais.

O governo, aqui, é a própria cloroquina; só tem efeito sobre quem, em fase terminal de percepção política, vai engolindo todas as pílulas do fascismo escancarado, como a defesa do desmatamento da Amazônia, o desmonte do Sistema de Educação e o sucateamento da universidade pública que são, no final, alongamentos naturais das liberdades democráticas.

Brucutus como Sérgio Camargo, Ernesto Araújo, Damares Alves, Regina Duarte, Abraham Weintraub, Ricardo Sales estão e estiveram de clava em punho nesses dias todos, batendo com força na cabeça da população e desejando bons dias ao aliado coronavírus que muito pouco permitiu que a insatisfação popular explodisse nas ruas. Todos os dias. Sem dó nem piedade.

Mas o gosto do coronavírus pelo genocídio já expões sua natureza nazifacista, dirão alguns. Serve como argumento, mas apenas isso. De qualquer modo, a pergunta foi feita: O coronavírus é de esquerda ou de direita?

Não serei eu a arriscar uma resposta. Deixo isso com os leitores, com os políticos, com os economistas, embora não sobrem dúvidas de que se trata de um soldado extremamente sutil e radical.        

Estudo Sorológico será iniciado para avaliar o cenário atual da pandemia no Maranhão

O Governo do Maranhão lançou, nesta terça-feira (21), o Inquérito Sorológico de Infecção por COVID-19. Durante a coletiva de imprensa, na Secretaria de Estado da Saúde (SES), foi apresentada a logística da pesquisa domiciliar com aplicação de teste sorológico para estimar as prevalências de anticorpos contra a Covid-19 no Maranhão e avaliar o cenário atual da pandemia no estado.  

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, falou sobre a particularidade do Estudo Sorológico realizado no Maranhão. “É importante destacar que este Estudo Sorológico não será feito por teste rápido, assim como foi feito em São Paulo e no Espírito Santo. Nosso teste será sorológico e vai exigir a coleta de sangue das pessoas, pois tem melhor precisão, o que permitirá uma assertividade maior acerca da existência ou não da imunidade da população ao novo coronavírus”, disse.  

O gestor destacou ainda a importância dessa projeção para saber quais serão os próximos passos em relação à doença. “Hoje nós vemos apenas a ponta do iceberg. Olhamos o número de casos confirmados no Boletim, temos o número de óbitos, mas abaixo dessa ponta do iceberg tem a maior parte, que são as outras pessoas que foram infectadas e não foram catalogadas e, por isso, precisamos ter a real dimensão”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.  

Nesta quinta-feira (23), será realizado um Projeto Piloto no bairro Vila Esperança, zona rural de São Luís, e no dia 27 de julho a pesquisa amostral começará na Região Metropolitana de São Luís e nas demais regiões do Maranhão, com previsão de término da coleta no dia 7 de agosto, contemplando todas as 19 Regionais de Saúde.  

Um dos coordenadores do Inquérito Sorológico e chefe do Setor da Biologia Molecular do Laboratório Central do Estado (LACEN/MA), Lídio Gonçalves, destacou a realização do piloto. “O objetivo deste piloto é avaliar se a logística que planejamos está de acordo. Como 69 municípios foram contemplados, através de sorteio, essa logística de vinda de material até o LACEN/MA e a realização do exame tem que estar muito bem organizada. São mais de 200 pessoas envolvidas nesse processo que utilizará a técnica de eletroquimioluminescência, que oferece bem mais sensibilidade que os outros métodos e, consequentemente, maior credibilidade ao estudo”, disse Lídio Gonçalves.  

Metodologia

A pesquisa de campo será realizada essencialmente por profissionais da Secretaria de Estado da Saúde, tanto da Vigilância Sanitária quanto da Atenção Básica, com suporte dos municípios. As equipes serão compostas por um entrevistador e um técnico de coleta, além de motoristas e supervisores regionais e estaduais, que estarão devidamente identificados com coletes e crachás. 

Além da coleta, também será aplicado questionário em entrevista face a face, com a finalidade de estudar as estratégias de enfrentamento da pandemia, como o uso de máscara de proteção, estratégias de higiene das mãos e grau de distanciamento social. 

Representando a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a coordenadora de campo do inquérito, Maylla Bragança, explicou a logística da pesquisa. “Essa pesquisa foi desenhada para ser realizada em municípios de pequeno, médio e grande porte. Dessa forma, foram contemplados 120 setores censitários, que segundo o IBGE abrange as 19 Regionais de Saúde do Maranhão. O levantamento trará dados e informações para termos um panorama de como vírus está se comportando no estado”, ressaltou.  

O mapeamento de base populacional, que contribuirá para conhecer o estágio da infecção dos maranhenses pela Covid-19, é resultado de uma cooperação entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA). 

Entre os demais objetivos do mapeamento estão: estimar o percentual de indivíduos com teste positivo que apresentam ou apresentaram infecções assintomáticas ou subclínicas; identificar os sintomas mais comumente relatados pelos indivíduos com anticorpos e estabelecer a extensão de acometimento nos municípios maranhenses segundo porte populacional.

Obras no Hospital da Ilha chegam a 40% de execução

O Hospital da Ilha, a maior obra da saúde já feita no Maranhão, continua com a construção a todo vapor. Coordenada pela Secretaria de Estado da Infraestrutura, as obras de construção do novo Hospital da Ilha, localizado na Av. São Luís Rei de França, na capital, avançam e já passam dos 40% de execução do projeto. 

“Esse é o maior programa de expansão na área da saúde na história do Maranhão. Neste caso, essa é maior obra do estado com mais de 200 leitos nessa fase inicial, expansão para chegar a 400 leitos. Com uma estrutura moderna, será totalmente equipado, para funcionar como Hospital de Urgência e Emergência, atendendo ao desejo antigo de toda a região metropolitana da Ilha. Estamos empenhados e determinados para que em breve seja entregue mais esse equipamento público de altíssima qualidade à população do nosso estado”, afirmou o secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto.

Como uma obra de grande porte, a construção é feita por blocos e etapas. Nesta etapa, os serviços atualmente estão concentrados no término de execução de alvenaria dos blocos A e E, já avançando para a impermeabilização do piso da cobertura e a abertura da calha. Alguns blocos como o D e o E, já estão mais avançados, com a execução das instalações elétricas e hidráulicas juntamente com o reboco e o revestimento cerâmico.

Segundo o gerente de contrato do Hospital da Ilha, Lauro Campos, a obra está em ritmo avançado. “As instalações internas já estão em andamento, estamos começando a parte de cabeamento e os equipamentos pesados como ar condicionado e transformador estão chegando na obra” disse. Isso mostra o ritmo progressivo dos trabalhos.

Ao todo, 255 pessoas estão trabalhando para o mais rápido possível, dentro de todas as normas de segurança vigentes por causa do novo coronavírus, entregarem mais esse equipamento a saúde pública maranhense.

Os investimentos na construção deste hospital já chegam a R$ 195 milhões, o que garantirá aos maranhenses um equipamento de ponta com tratamentos especializados, inclusive de queimados, o primeiro do estado.

Sobre o hospital

Ao todo, mais de 400 leitos serão disponibilizados ao final das obras (Foto: Leandro Sousa)

O Hospital da Ilha vai contar com atendimento de urgência e emergência adulto e pediátrico, nove centros cirúrgicos, UTIs, Unidade de Tratamento de Queimados, laboratórios, setor de hemodiálise, tomografia, oito elevadores (sendo cinco exclusivos para maca e pacientes), além de auditório, amplo estacionamento e um heliponto.

Na primeira etapa, serão entregues 212 leitos, distribuídos em sete blocos de atendimentos; na segunda etapa, serão totalizados aproximados 400 leitos de internação e Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Mais saúde

Somente durante este período de pandemia, o Governo do Maranhão já realizou dezenas de entregas de obras da saúde. Foram mais de um novo hospital a cada dez dias. Cidades polo como Viana, Santa Luzia do Paruá, Lago da Pedra e Chapadinha, receberam unidades de saúde macrorregionais que ficarão como legado após o período pandêmico.

Governo do Estado amplia benefícios fiscais para débitos de ICMS e IPVA

 

“A nossa luta diária é por empregos. Estamos investindo em obras públicas, apoiando as empresas para incentivar criação de mais empregos. O que é possível fazer, respeitando as leis e as regras nacionais, estamos fazendo”, disse o governador Flávio Dino em coletiva virtual nesta sexta-feira (17), ao anunciar novos benefícios fiscais para débitos de ICMS e IPVA no estado do Maranhão. 

Como funcionará e quem será beneficiado? 

ICMS 

As empresas e pessoas que estão com ICMS atrasado do ano passado – débitos atrasados gerados até 30 de junho de 2019 – terão redução de 90% da multa e 50% dos juros para os pagamentos à vista. Há a possibilidade também do parcelamento em até 5 anos, com redução de 90% da multa. 

“Nosso objetivo é estimular as empresas, garantindo emprego de milhares de maranhenses, assegurando regularidade fiscal para os empresários do nosso estado”, disse o governador Flávio Dino. 

Para os valores que foram vencidos durante a pandemia – entre 19 de março e 30 de junho de 2020- o pagamento à vista garante desconto de 100% nas multas moratórias. Em caso de parcelamento, o empresário poderá parcelar em até 12 meses, com multas moratórias e juros. Existe um prazo de adesão nacional, por isso cada pessoa ou empresa deverá consultar o site da Secretaria da Fazenda (Sefaz), para verificar o prazo máximo de adesão para ter direito a esses benefícios. 

IPVA 

Quem está com o IPVA do ano de 2019 e dos anos anteriores atrasado, poderá pagar à vista com desconto de 100% em multas e juros ou parcelar em até 12 meses com desconto de 60% em multas e juros. O prazo de adesão a esses benefícios é até o dia 30 de setembro. 

Para quem está com o IPVA de 2020 atrasado, o Governo do Estado reabriu o prazo para pagamento à vista com redução de 10% no valor total, sem juros e sem multas. O Executivo Estadual também amplia o parcelamento em até 5 vezes, com pagamento até 30 de dezembro de 2020. Para veículos novos, há ampliação do prazo de 30 dias para 60 dias após nota fiscal. Todos os benefícios citados acima têm prazo de adesão até o dia 30 de setembro de 2020. 

“Desde o início da pandemia temos adotado várias medidas, como o adiamento do pagamento das parcelas do Simples para micro e pequenas empresas; mudamos o calendário do IPVA; fizemos isenções tributárias do ICMS nos produtos relativos ao combate à pandemia; fizemos a desoneração por alguns meses do ICMS sobre contas de energia elétrica; prorrogamos a validade das certidões negativas de débitos tudo isso para aliviar as dificuldades econômicas das empresas. Adotamos mais de uma dezena de medidas por intermédio de leis e decretos, para ajudar o tanto quanto possível a economia maranhense”, assegurou o governador Flávio Dino. 

O Maranhão é um dos estados da federação que mantém, em dias, o pagamento do salário dos servidores, sendo um dos poucos estados brasileiros que paga antecipadamente o salário dos servidores. Manter as contas públicas organizadas é uma das principais metas e desafios do Governo do Estado diante do atual contexto de falta de recursos e crise econômica nacional. 

“Apesar dos grandes desafios e dificuldades, trabalhamos diariamente para manter compromissos sanitários e fiscais. Toda vida importa e continuaremos trabalhando para salvar vidas, garantir empregos e fazer o máximo quanto possível para garantir estabilidade econômica em nosso estado”, finalizou o governador.

Porto do Itaqui cresce 7% no 1º semestre

O Porto do Itaqui segue em rota de crescimento, apesar da crise mundial provocada pela pandemia de Covid-19, e fecha o primeiro semestre do ano com 11,7 milhões de toneladas de cargas movimentadas, o que é 7% superior ao mesmo período de 2019. Entre os destaques estão a soja, que teve alta de 21% no acumulado do ano, com 5,7 milhões de toneladas; e o fertilizante, carga que atingiu a marca de 1,1 milhão de toneladas e cresceu 51%.

As operações de contêineres, cuja linha regular foi retomada em fevereiro, vêm se consolidando e crescendo a cada mês, com operações semanais. Essa movimentação tem garantido o abastecimento de alimentos, medicamentos, produtos de limpeza e outros, fundamentais para a manutenção de serviços essenciais em todo o estado, como postos de saúde, hospitais e supermercados, dentre outros.

“Esses resultados são fruto do trabalho de um conjunto de cadeias logísticas integradas ao Porto do Itaqui, que se mantiveram ativas para abastecer os mercados externo e interno. Enfrentamos os desafios desse momento com atenção à saúde e segurança dos trabalhadores e foco em produtividade para manter as atividades do Porto do Itaqui, que são essenciais para o desenvolvimento do Maranhão e de toda a região sob sua influência”, avalia o presidente do Porto do Itaqui, Ted Lago.

No primeiro semestre foi registrada alta também nas movimentações de celulose e de carga geral. A celulose exportada pelo Itaqui, com origem em fábrica instalada em Imperatriz, sul do estado, obteve variação positiva de 24% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O aumento da carga geral, de mais de 600%, foi alavancado pela importação de peças e equipamentos para as obras de expansão da termelétrica da Eneva em Santo Antônio dos Lopes, além de trilhos para obras nas ferrovias Carajás e Norte Sul; e pela exportação de 25 mil toneladas de tarugos de aço (barras utilizadas em usinas para laminação), carga 100%  maranhense, produzida em Açailândia.

“São projetos estruturantes que estão em expansão no estado, o que consolida a importância do Porto do Itaqui para o desenvolvimento do Maranhão”, afirma o diretor de Operações e Planejamento do Itaqui, Jailson Luz.

Para o segundo semestre a expectativa é de mais crescimento, com a entrada em operação da segunda fase do Tegram em agosto, o que vai elevar a capacidade de movimentação de grãos no Itaqui para 19 milhões de toneladas/ano. O volume de fertilizante também deve crescer a partir da inauguração do novo terminal destinado a essa carga, da Companhia Operadora Portuária do Itaqui (COPI), ainda neste ano. A previsão é saltar de uma capacidade de 2 milhões para 3,5 milhões de toneladas de importação de fertilizante por ano. “O importante é que esses projetos no Porto do Itaqui alavancam outros investimentos em nossa hinterlândia”, completa Luz.

A infraestrutura para granéis líquidos também está em fase de ampliação no Porto do Itaqui, com os projetos da Ultracargo, Granel Química e Raízen, além da perspectiva de licitação para arrendamento de mais quatro áreas para novos terminais, prevista para este segundo semestre. Esse investimento, de R$ 478,1 milhões da iniciativa privada no porto público do Maranhão, demonstra a confiança dos investidores privados no trabalho que vem sendo feito pela EMAP.

Maranhão chega à marca de 200 mil testes para coronavírus

O Maranhão chegou à marca de 200 mil testes feitos para identificar a presença do coronavírus desde o início da pandemia. É o sexto Estado que mais faz esse tipo de procedimento no Brasil, em termos absolutos. 

Cerca de 90% dos testes foram feitos pela rede pública, e 10% pela rede privada. 

O número de testes vem crescendo semana a semana no Maranhão. Até a 16ª semana epidemiológica, o Maranhão tinha realizado 4.214 testes. Já na 27ª semana, foram quase 26 mil testes. 

Quanto mais testes, menor é a subnotificação e maior é a transparência. É a partir dos testes que é possível medir informações como casos confirmados, pessoas recuperadas e taxa de mortalidade.

A taxa de letalidade do Maranhão, de 2,47%, segue abaixo da média nacional, de 3,94%. 

“Agradeço aos profissionais de saúde o empenho para que a melhor assistência à saúde seja prestada para a nossa população”, afirmou o governador Flávio Dino.

PSB abre as portas para Flávio Dino, que pretende ser candidato à Presidência: ‘É um diálogo provável que se estreite’

Presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira convidou o governador do Maranhão, Flávio Dino, para se filiar ao partido. Hoje no PCdoB, Dino pretende disputar a presidência da República em 2022 e teria, na nova legenda, mais possibilidade de atrair alianças de centro e centro-direita, além de um fundo eleitoral mais robusto e mais tempo de televisão.

— Abri as portas do PSB para o Flávio Dino, que é um ótimo nome. Mas se ele aceitar e vier, tem que ser porque se reconhece alinhado com as propostas do partido. E não por um projeto presidencial. O nome do partido para 2022 ainda será discutido internamente — frisou Siqueira.

Procurado, Dino afirmou que um “rearranjo” nos partidos políticos é esperado após as eleições municipais, previstas para novembro deste ano. Segundo ele, a aglutinação é uma tendência que acompanhará não só a esquerda, pois, com as mudanças nas regras eleitorais, como o fim da coligação proporcional, candidatos de partidos menores terão muita dificuldade de se eleger para a Câmara dos Deputados.

— Minha relação com o PSB vem de antes do Eduardo Campos. Fui vice-líder do bloco PSB-PCdoB na Câmara. Temos uma trajetória em comum e, por isso mesmo, te diria que, nesse processo de reaglutinação da esquerda, o PSB é um parceiro preferencial do PCdoB. Tenho uma ótima relação com o PSB, que integra o nosso governo aqui no Maranhão. É um diálogo muito provável que se estreite. No que isso vai resultar, é como o próprio Siqueira disse: “Temos que ver mais para frente”. Eu jamais colocaria sobre a mesa a candidatura de 2022 para ir para o PSB. Seria desrespeitoso.

Dino minimizou a necessidade de deixar o PCdoB (Partido Comunista do Brasil) para conseguir atrair aliados e eleitorado de centro e centro-direita.

— No Maranhão, fui eleito pelo PCdoB duas vezes no primeiro turno. Em 2014, meu vice era do PSDB. Em 2018, 16 partidos me apoiaram. Eu te diria que a questão partidária não é a que decide o tamanho da aliança. O que decide o tamanho da aliança é a sua atitude.

Dino, que tem participado de conversas públicas na internet com Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT) — o petista e o pedetista não conversam entre si —, defende uma candidatura única da esquerda para 2022, mas, ao mesmo tempo, afirma não ver viabilidade em um nome do PT para encabeçar a chapa, como defende Lula.

— Olhando o Lula que governou o Brasil, não consigo imaginar que ele só veja esse caminho do isolacionismo. Falar em candidatura própria do PT em 2022 é só um movimento inicial, feito para resgatar a imagem do PT hoje. Mas isso não se sustenta até 2022. Seja pelo amor, seja pela dor. Contudo, o principal é compreender que, num país como o Brasil, só é possível a esquerda ganhar e governar fazendo alianças para além da esquerda.

Do O Globo