Flávio Dino defende retomada do Fundo Amazônia e ações conjuntas para diminuir queimadas

Em reunião com o vice-presidente Hamilton Mourão, o governador Flávio Dino voltou a defender a retomada do Fundo Amazônia. Na visão do governador, os recursos do fundo podem auxiliar os estados a atravessar a crise econômica e fiscal, ampliada pela pandemia de coronavírus (Covid-19). 

“É uma importante ação de alocação de recursos, no momento que se ganha ainda mais primazia, tendo em vista a escassez. Estamos vivendo tempos complexos do ponto de vista fiscal, temos uma inevitável retração da atividade econômica”, pontuou o governador Flávio Dino.  

A declaração foi dada durante reunião do Conselho da Amazônia, presidido por Mourão, com o Fórum de Governadores da Amazônia Legal. Participou ainda do encontro virtual o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. 
De acordo com o vice-presidente Mourão, a Alemanha, que aporta 20% dos recursos do Fundo Amazônia, está disposta a descongelar o subsídio em novembro. Ele pediu que os estados trabalhem desde já em propostas de utilização do Fundo. 

“Se temos uma perspectiva positiva quanto a retomada, que nós antecipemos os projetos. Nós já temos alguns em execução, temos projetos já protocolados desde o ano passado no âmbito do BNDES e vamos preparar novos projetos”, sinalizou o governador Flávio Dino.

Campanhas educativas

O governador Flávio Dino também enfatizou a necessidade de ações educativas e preventivas para conter o desmatamento e queimadas na região amazônica, que historicamente acontecem em maior número no segundo semestre, período de estiagem. 

“Temos desmatamento e queimadas muito fortes no segundo semestre. Embora tenhamos colhido resultados positivos no ano pretérito, no que se refere a redução desses patamares no Maranhão, creio que pode ser ainda melhor, mediante a criação de ações conjuntas no terreno da educação ambiental”, defendeu o governador.

Para o governador, teria mais efeito se a ação fosse feita conjuntamente pelo Conselho da Amazônia, Ministério do Meio Ambiente, Fórum de Governadores da Amazônia Legal e entidades municipalistas, para evitar visões dissonantes e desinformação. 

“Mensagens confusas se prestam a que haja ação de oportunistas. Quando há a dissonância política, quem se aproveita é exatamente o criminoso. Produzir uma convergência estratégica é muito importante, porque isso dá eficiência à mensagem”, assegurou.

50 mil mortos

JM Cunha Santos

50 mil                                                                         

50 mil do Brasil

meia centena de mil

50 mil pais de abril

50 mil mães de anil

filhos feitos de fuzil

a terra inteira pariu

desceram por um funil

Somente a fera é quem riu

(50 mil sozinhos dentro de 50 mil estrelas, arrastando meteoros e a vontade viver; são os mortos de uma guerra entre a dor e o poder)

50 mil

50 mil do Brasil

com sede, mas sem cantil

com março, mas sem abril

sem água, só com o barril

meio milênio em cem mil

da dor que à dor aduziu

mil vezes cinquenta mil

Somente a fera é que riu

(50 mil mortos – e daí? – não há remorsos – mas são gentes não são troços, são humanos, não são bagres – e daí? – não há milagres nessa terra sem pulmões).

50 mil

50 mil do Brasil

tanta dor já se expeliu

meia metade de mil

oculta sem ter covil

presas de um mesmo ardil

da carne grande e infantil

de ser jovem e estar senil

Somente a fera é quem riu

(Num país sem analgésicos, meu coração antitérmico, procura por anestésicos feitos de solidão; 50 mil que abraçaram, 50 mil que beijaram, não abraçam nem beijam mais; sem corpo e passando mal, ficou a alma imortal tentando morrer em paz).

50 mil

50 mil do Brasil

é mais de 40 mil

muito mais que 30 mil

dois dobros de 20 mil

mais que três vezes 10 mil

quem chora um chora mil

ou chora os cinquenta mil

Somente a fera é que riu

(E enquanto se escondem na aurora, não sabem, Deus também chora, alagando o horizonte e pergunta, limpando a fronte, onde aprendeu a chorar)

50 mil

50 mil do Brasil

não minta, que você sabenão finja, que você viu

O governo Bolsonaro e a guerra dos pobres contra os pobres no Brasil

JM Cunha Santos

Mas estou aqui para dizer que adoro ler livros que dizem o que eu já sabia, mas não sabia que sabia. E, lendo A guerra contra o Brasil – como os EUA se uniram a uma organização criminosa para destruir o sonho brasileiro, do sociólogo Jessé Sousa, percebo que colocaram em curso no país uma guerra contra os pobres que se alimenta de uma guerra entre os pobres.

Acontece quando as redes sociais disparam ódio político e social para todos os lados, quando pregam uma dominação militar no país, quando alimentam a ideia de uma guerra civil sediada no populismo fascista, quando empresários financiam a escavação ética dos adversários do governo, com apoio, inclusive, de figuras abjetas como o pastor Silas Malafaia, a ponto de fazer Jesus Cristo “pegar em armas”, a partir de uma singular e alucinada interpretação dos Velho e Novo Testamentos.

O livro me leva a refletir que um povo que ainda depende de merenda escolar e bolsa família para comer, não tem razões para se considerar um povo livre. Ainda mais que esse povo, historicamente forçado ao analfabetismo, está na despensa intelectual de uma classe média ineficiente que, por sua vez, sobrevive de sobras de recursos públicos. Chega a doer quando Jessé Souza cifra que “trabalhar era coisa de gentinha, de servos e escravos; bonito e honroso era não precisar trabalhar”.

Acho que ainda é assim e que o imperialismo histórico anglo-americano mais uma vez apontou suas armas na direção do Brasil, usando velhas táticas com novas fórmulas. Precisava aqui, o maior e mais rico país da América Latina, de um tiranete sem nenhuma sofisticação ideológica, sem nenhum escrúpulo humanitário, para estender seus tentáculos sobre todo o continente, já que se sente ameaçado pela hegemonia comercial asiática que vem principalmente da China. E viu esse homem em Jair Bolsonaro, um político com origem nas milícias, um atordoado militar que pensou em explodir a Academia de Agulhas Negras e o sistema de Águas do Rio de Janeiro em troca de alguns trocados a mais em seu salário de tenente.

Os imperadores associados à campanha bolsonarista usaram para tanto as novas tecnologias da internet, contaminando, inicialmente, os ideários evangélico e policial. Por via da robotização das redes sociais, gerenciada pelo pensamento extremista moderno de direita, criou no Brasil o que ouso chamar a “Nova Ordem do Ódio”. De repente estavam aqui, mais escancarados e pulsantes, o racismo, a xenofobia, a misoginia, o horror às nações indígenas e às políticas públicas de proteção ao meio ambiente, à Ciência e à liberdade de expressão e o armamentismo, fazendo surgir de cantões ignorados do país, grupos antidemocráticos (como madeireiros e empresários corruptos) convencidos de que somente um regime ditatorial pode garantir seus privilégios.

A base para tornar essa guerra inevitável, diria Jessé Souza, é uma ideologia que, ao penetrar na mente do oprimido, retira e enfraquece suas defesas. As pregações utilitaristas nas redes sociais, sofisticadas com a movimentação de milhares de canais no Youtube, jogaram a classe média contra os pobres, os pobres contra a classe média, os pobres contra os pobres e isolaram as elites de toda essa confusão, num patamar dos deuses. O governo emprega trilhões no socorro a bancos e grandes empresas em nome da pandemia, mas sonega o socorro real que as classes oprimidas precisam nessa hora.

A guerra dos pobres contra os pobres está, portanto, lançada. E isso pode ser percebido no ódio com que a polícia de São Paulo (pobres) investe contra o cidadão comum, (pobres); está no asco arrepiante de alguns pastores evangélicas pela democracia, na violência e no ódio pornô que se tornaram o alimento imprescindível das redes sociais no Brasil. Registrando-se que, num primeiro momento, as forças democráticas não tiveram nem sequer condições de reagir a esse plano  virtual diabólico; primeiro pela surpresa, em seguida pela presença do vírus letal que impôs isolamento a todos os brasileiros. Quanto às forças do nazisatanismo (estou lembrando de Wassef) já deixaram bem claro que não estão nem aí para os 50 mil mortos do coronavírus no pais. Exigem o poder absoluto, total, às custas de quantas mortes e quanto sangue for necessário. A “Nova Ordem do Ódio” ainda não desistiu de assistir, de cátedra e em segurança nos seus guetos milionários, à guerra dos pobres contra os pobres que sedimentaram no Brasil.

Nem sei se cabe aqui um “Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem”; sei, todavia, que o Brasil precisa reencontrar a sua paz.   

Pioneirismo e competência do governo Flávio Dino também no combate ao coronavírus: São Luís a caminho da normalidade

JM Cunha Santos

Quando o país se libertar dessa terrível pandemia e forem aferir as gestões estaduais, incluindo aí os esforços e a competência no combate ao coronavírus, certamente o governador Flávio Dino surgirá, mais uma vez, entre os que melhor administraram seus estados em tempos de crise e os que melhor administraram à própria crise desde que o vírus se tornou uma realidade no Brasil.

As capitais, é claro, serão os pontos de convergência dessas comparações e, a julgar pelo que acontece hoje, estaremos entre as primeiras a vencer a pandemia, o que já cuidei de afirmar aqui diversas vezes. Conforme informações do secretário de Estado da Saúde, Carlos Eduardo Lula, tivemos uma redução de 69,1 % nos atendimentos dos casos de coronavírus nas upas de São Luís. Segundo ele, “Mudança positiva, mas que não permite baixar a guarda em relação à doença”. A taxa de ocupação nas UTIs da capital por covid-19 caiu ao ponto de o governo estar devolvendo à iniciativa privada os prédios e hospitais alugados para combater a doença e disponibilizando UTIs que foram exclusivas para o combate à pandemia. Seiscentas UTIs direcionadas à covid-19 estavam desocupadas até a última quinta-feira. Houve queda também na taxa de letalidade e somente 26 novos casos foram registrados em São Luís no dia 21. E pensar que houve dias em que ultrapassamos 700.

O governador já anuncia o retorno às aulas, com a cidade a caminho do “Novo Normal”. Mas não é somente São Luís. Enquanto os testes revelam uma proporção cada vez menor de casos positivos, em relação aos negativos, em todo o Estado, as aferições mostram que o Maranhão está com a terceira menor taxa de transmissão da covid-19 do país. E a Secretaria da Saúde assegura o retorno das cirurgias eletivas e atividades ambulatoriais.

Para além de sua irrefutável competência, aferida pela imprensa nacional e internacional e cotejada por institutos diversos, o governo Flávio Dino tem um dom de pioneirismo que “contamina” os demais estados. No caso da presente pandemia, o Maranhão foi o primeiro estado a inaugurar um hospital exclusivo para o combate ao coronavírus – o Hospital das Clínicas Integradas, iniciativa que mereceu repercussão nacional. Foi também o primeiro Estado a decretar o lockdown na capital, no que foi seguido por tantas outras unidades da Federação.

Incansável, o governador Flávio Dino inaugurou, nesta última semana, dois hospitais: o Hospital de Campanha Dr. Kleber Carvalho Branco, em Pedreiras, exclusivo para tratamento da covid-19 e o Hospital Regional de Viana, também referência no combate ao coronavírus. E, confirmando o pioneirismo de sua gestão, já anunciou que, assim que for vencida a pandemia, o Hospital Dr. Genésio Rego será transformado numa unidade de doenças tropicais, com leitos de internação, ambulatórios e centro de pesquisa que atuará em parceria com os institutos Butatan e Evandro Chagas. Aposto que, também nesse caso, o Maranhão será seguido por outros estados.

Para completar, além de seu governo ser referência no combate ao coronavírus, o governador Flávio Dino é, pessoalmente, referência no combate ao governo Jair Bolsonaro, que continua fazendo pouco caso das lamentáveis 50 mil mortes por covid-19 no Brasil. Este número, certamente, seria bem menor se tivéssemos um presidente da República realmente preocupado em governar e liderar o país, pelo menos no que tange às crises sanitária e econômica que nós e o mundo todo enfrentamos.

De qualquer modo, é muito bom perceber que São Luís está a caminho da normalidade. Como não cansam de repetir os meus milhares de leitores, “Graças a Deus”.

Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro que escondeu Fabrício Queiroz, foi membro de uma seita satânica acusada de matar crianças no Paraná e no Pará

JM Cunha Santos

Sempre vi coisas muito estranhas no governo Jair Bolsonaro, nas pessoas em torno do governo Jair Bolsonaro, desde o começo, dos primeiros atos, das primeiras intenções.

A primeira delas foi o slogan da própria campanha, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” – uma cópia abonada da campanha de Hitler. Depois, o ódio pela Ciência e pela imprensa, o terraplanismo escarrado de seitas medievais, a estrepitosa proposta de “Escola sem Partido”, o ódio brutal nas redes sociais, a campanha armamentista e aqueles grupos nazifascistas, ainda muito mais estranhos, às portas da residência oficial do presidente.

Quando vi fotos de evangélicos guiados por pastores endiabrados fazendo “arminha” nos cultos e vi seguidores usando textos bíblicos, inclusive manifestações do próprio Jesus Cristo, para erigir Jair Bolsonaro à condição de “Novo Messias”, não tive mais dúvidas: o Diabo chegou, está tomando conta de tudo e não avisou pra ninguém.

Fui pesquisar a eleição de Donald Trump e lá encontrei “Os Homens da Bíblia”, bilionários norte-americanos financiando seitas e heresias em defesa da eleição do novo “apóstolo” da extrema direita nos Estados Unidos. Trump, o ídolo máximo de Jair Bolsonaro.

Alertei sobre a presença de seitas satânicas copiadas dos EUA no Brasil, alinhadas a esse mesmo projeto de poder e riram de mim. Riram cedo demais. Uma advogada do Rio Grande do Sul tinha proposto o estupro e assassinato das filhas dos ministros do STF. E isso não tem nada a ver com política; isso só pode ser coisa do Satanás.

Deparo agora com uma velha história dos anos 90. Registra o envolvimento de Frederick Wassef com a seita satânica LUS (Lineamento Universal Superior) acusada de emascular e matar duas crianças no município de Guaratuba, no Paraná – o rumoroso caso das “Bruxas de Guaratuba”. Conforme relatou a revista “Manchete” na época, a “sacerdotisa” da seita, Valentina de Andrade é autora do livro “Deus, a grande farsa” e Wassef era seguidor de Valentina por compartilhar as mesmas ideias e, segundo a polícia, além de integrante, responsável por propagar a seita no estado de São Paulo.

A história das “Bruxas de Guaratuba” é longa e, com a prisão de Fabrício Queiroz na casa de Frederick Wassef, está em vários sites e publicações na internet. As esposa e filha do prefeito local, Celina e Beatriz Abagge faziam parte da seita. Beatriz foi condenada a 21 anos de prisão, a “sacerdotisa” Valentina de Andrade foi absolvida por falta de provas e Frederick Wassef nunca foi nem sequer indiciado.

Frederick Wassesf aparece envolvido com a mesma seita em Altamira, no Pará, conforme noticiou no último dia 16 o jornal “O Liberal”. Desta feita, na condição de advogado de defesa de Valentina de Andrade, mais uma vez acusada de mentora intelectual de assassinatos de crianças entre 8 e 14 anos de idade. Desses, 5 corpos nunca foram encontrados, 3 crianças sobreviveram e 11 foram assassinadas e castradas.

Dois médicos, Anísio Ferreira de Sousa e Césio Caldas Brandão foram os responsáveis por emascular as crianças. No caso de Altamira, Valentina de Andrade também foi absolvida por falta de provas, o médico Anísio Ferreira de Sousa foi condenado a 77 anos de prisão e Césio Brandão Caldas a 56 anos.

Como se vê, tem muita gente estranha no entorno do governo Bolsonaro. Wassef, além de tudo, é dono de um apelido também esquisito, “O Anjo”, que até agora ninguém disse de onde veio. No escritório dele, onde Fabrício Queiroz foi preso, tinha uma faixa do AI-5 e a placa na entrada do escritório indica “Wassef & Sonneburg”. Sonneburg foi um dos primeiros campos de concentração da Alemanha nazista, mas é um sobrenome que se refere a uma outra advogada da família Bolsonaro.

Fica a pergunta: porque a família do presidente da República teria um sujeito com essa suspeita por advogado? Ou vão dizer que não tinham conhecimento do envolvimento de Wassef com a seita?

O AI-5 no esconderijo de Fabrício Queiroz

JM Cunha Santos

Desde que as imagens da prisão de Fabrício Queiroz circularam na TV, a pergunta não me sai da cabeça: porque ele estava ali, o AI-5? E somente na companhia da representação de um dos maiores mafiosos do mundo. Estaria se escondendo também ou a procura de amigos? Sobrou-lhe algum amigo?

Já não o víamos há muito tempo. Mas parecia cansado e pálido, precisando tomar sol o que, aliás, não permitiu a muita gente quando era o rei da cocada preta. Com ele, ver o sol nascer, só quadrado. Se visse.

Não sei porque, mas acho que envelheceu tanto que está com cara de suástica. Está velho o AI-5, e continua pesado, assombroso, aterrorizante. Pelo menos foi essa a impressão que eu tive ao vê-lo desfraldado como se quisesse impor uma nova ordem. Não percebi também nenhum sinal de arrependimento em suas faces. E a presença dele ali, solto, tremulando como bandeira de guerra, me deixou com um mal-estar compreensível. Afinal, sei o que ele fez. Toda a minha geração sabe. Abriu as portas para a censura, para a tortura, para as polícias políticas, para os desaparecimentos. Proibiu gente de cantar, prendeu poetas, matou dissidentes, ofuscou universidades, anulou a Justiça, fechou o Congresso, proibiu eleições e depois, assim como Fabrício Queiroz, sumiu. Sumiu como se fosse um bandido correndo da lei, ele próprio a lei durante muito tempo, acima de todas as faculdades humanas e aspirações nacionais.

Será que estava ali como símbolo ideológico de reuniões secretas desses que ainda conspiram por regimes totalitários? Será que foi lá para ser batizado pelo pastor Silas Malafaia, no caso, é claro, de ter se convertido ao evangelho do ódio que hoje pregam por aqui? Imaginem só o AI-5 na pele de um protestante ascético com o privilégio de decidir o que é certo e o que é errado, o que é justo e o que é injusto no Brasil, conforme a descoberta do sociólogo Jessé Sousa.

Pensei em mil razões para que o AI-5 fosse fazer companhia a Fabrício Queiroz em sua fuga solitária do Ministério Público, mas o fato é que nenhuma delas me convenceu. O mais provável é que não tenha mais onde morar. Por isso não posso deixar de pensar que esteja apenas retornando ao Brasil e que, por enquanto, preferiu ficar “na encolha” até que se confirme, de fato, o fim do regime democrático no país. Afinal, foi tratado aqui como dragão, aberração jurídica, monstro institucional que é e sabe muito bem aonde está pisando.

As investigações devem elucidar quem chegou primeiro ao consultório jurídico do advogado de Flávio Bolsonaro, se foi Fabrício Queiroz ou se foi o AI-5. Não chegaram juntos, é certo. O AI-5 está mais rasgado, menos confiante, mais atolado em dívidas com a Justiça e, principalmente, me pareceu emotivo e passional demais para sustentar uma nova ditadura.

Pode ser que um tenha convidado o outro para dividir a solidão ilegal de suas vidas. As milícias oficiais, a essas alturas do campeonato, estão precisando de leis draconianas para se protegerem da Justiça. E o AI-5, é certo, não suportaria conviver com esse incômodo cheiro de amor e liberdade.

Que volte, pois, para o inferno de onde veio!

Flávio Dino pede a militares que se afastem da facção bolsonarista

 

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), fez um alerta às Forças Armadas para que a instituição não deixe ferir a própria imagem com o avanço de investigações sobre eventuais crimes cometidos pela família Bolsonaro. No Twitter, o chefe do Executivo maranhense fez uma postagem nesta quinta-feira (18), quando Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, foi preso em Atibaia (SP) após a Justiça do Rio expedir mandado contra ele no âmbito do inquérito que investiga um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa do Rio, onde o parlamentar cumpria mandato de deputado estadual.  

“Com mais integrantes da facção de Bolsonaro presos, é provável que ele insista na intimidação sobre o Judiciário, usando a imagem das Forças Armadas. Espero que os comandos destas desautorizem o uso indevido. Queiroz, rachadinhas e fake news são assuntos judiciais, não militares”, escreveu o chefe do Executivo maranhense no Twitter.

Flávio Dino 

✔@FlavioDino

Com mais integrantes da facção de Bolsonaro presos, é provável que ele insista na intimidação sobre o Judiciário, usando a imagem das Forças Armadas. Espero que os comandos destas desautorizem o uso indevido. Queiroz, rachadinhas e fake news são assuntos judiciais, não militares

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08:00 – 18 de jun. de 2020

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Brasil 247

São Luís é 4ª capital com menor ritmo de contágio de coronavírus em todo o Brasil

O ritmo de contágio do coronavírus na capital maranhense está caindo e entrou na faixa abaixo de 1. Quanto menor o número, menos a doença se espalha. Os dados são da plataforma Farol Covid, que analisa a situação de cidades e estados.

De acordo com o estudo, São Luís teve na segunda-feira (15) um ritmo de contágio de 0,88, o quarto menor entre todas as capitais dos 26 estados e do Distrito Federal. 

Quando a taxa é superior a 1, cada contaminado transmite a doença para mais de uma pessoa, logo o vírus ainda avança. Quando é abaixo de um, a tendência é que os novos casos comecem a cair. Afinal, uma pessoa passa a contaminar cada vez menos outras pessoas. 

Na prática, isso significa que algumas pessoas passam a não mais contaminar outras. Por isso, a quantidade de casos novos vai se reduzindo. 

Em outras palavras, o número de casos ativos (de pessoas com a doença) passa a crescer bem menos e o número de pessoas recuperadas passa a crescer bem mais. 

O cenário perfeito é quando a taxa chega a zero, ou seja, não há contaminações. Mas esse é um cenário ainda distante para todas as capitais brasileiras.

Capacidade hospitalar

O estudo do Farol Covid mostra que a tendência de contágio na capital maranhense está na classificação “melhorando” e o ritmo está em “bom”. 

Outro dado contido no levantamento é a capacidade hospitalar da cidade, classificada como “boa”. 

Isso quer dizer que os leitos não estarão todos ocupados por pelo menos dois meses, “indicando que o poder público terá tempo para organizar uma resposta caso o número de casos venha a crescer de modo inesperado”.

Farol Covid

A plataforma Farol Covid foi desenvolvida pela Impulso em parceria com o Instituto Arapyaú e InLoco. A ferramenta calcula o ritmo de contágio a partir dos dados oficiais divulgados pelas secretarias estaduais de saúde.

O Farol Covid pode ser visto aqui: https://farolcovid.coronacidades.org/

Capitais

Veja a lista das capitais e seus respectivos riscos de contágio, do menor para o maior, no dia 15 de junho, segundo o Farol Covid:

1 Manaus 0,63
2 Recife 0,79
3 Rio de Janeiro 0,84
4 São Luís 0,88
5 Fortaleza 0,88
6 Belém 0,92
7 Rio Branco 0,95
8 São Paulo 1,01
9 Macapá 1,06
10 Florianópolis 1,12
11 Maceió 1,13
12 Salvador 1,15
13 João Pessoa 1,17
14 Natal 1,2
15 Boa Vista 1,21
16 Goiânia 1,23
17 Palmas 1,24
18 Belo Horizonte 1,28
19 Vitória 1,29
20 Brasília 1,33
21 Curitiba 1,35
22 Porto Alegre 1,35
23 Porto Velho 1,36
24 Aracaju 1,38
25 Teresina 1,4
26 Campo Grande 1,45
27 Cuiabá 1,62

O assassinato de Diogo Sarney e a Nova Ordem do Ódio

JM Cunha Santos

O ódio cobra seu preço. Cobra também dos inocentes, cobra também dos que o lamentam, dos que não o cultuam em nenhuma hipótese. O ódio, hoje, é uma metástase na carne, na opinião, no comportamento, nas opções políticas de muitos brasileiros que, atendendo aos rituais espartanos que explodem nas redes sociais a partir de concepções sediadas na Presidência da República, foram convencidos de que a bala deve substituir a palavra, de que a Justiça deve ser substituída pela arma de fogo.

Diogo Sarney foi vítima desse ódio. Não por questões políticas, mas porque ele (o ódio) foi inoculado em doses cavalares na alma brasileira. Há mais gente armada em nossas ruas do que em muitas guerras pelo mundo afora. E sentindo-se autorizadas pelo poder público.

Já chamei a atenção das autoridades aqui neste blog, para o número de pessoas armadas no trânsito de São Luís. E, é certo, da grande maioria das capitais brasileiras. Mas de que adianta? É a vontade do presidente da República, é a manifestação mais corrente do poder constituído.

Armar a população, flexibilizar o porte de armas, dar ao estado poder de vida e morte sobre o cidadão, através da excludente de ilicitude para policiais que matarem em serviço. Não são pregações de grupos terroristas, são determinações do presidente, são orientações do poder público.

Esse ódio pula e dança nas redes sociais, converte corações, mas também encontra lugar no trânsito, nos conflitos de vizinhos, no trabalho, nas discussões domésticas, nas filas, nos balcões, nas manifestações políticas e vai, aos poucos, se tornado dono e senhor da alma brasileira.

É terrível ver um jovem como Diogo Sarney ser morto por nada, por conta de uma batida de trânsito, um conflito que poderia ser resolvido com alguma boa vontade e alguns trocados. Mas é terrível também ver a polícia matando crianças nas favelas brasileiras a três por dois, com uma frequência que só se explica porque também eles, os policiais, se renderam a esse ódio que está infectando a Nação como um vírus.

Mas é a Nova Ordem. A Ordem do Ódio, da licença para matar. Todos os brasileiros, independentes de seu desnível de organização mental, armados até os dentes. Contra vizinhos, contra irmãos, contra outros brasileiros, contra alguém com quem apenas se discutiu no trânsito.

Vimos, na última campanha política, panfletos e santinhos serem substituídos por fuzis apontados contra inimigos imaginários; vimos que milícias assassinas foram engalanadas com troféus legislativos e comendas de honra da República; assistimos um discurso que exaltava a violência como argumento de fé e escambo social vencer as eleições.E agora o ódio está aqui. O que vamos fazer com ele?  

Número de pessoas recuperadas do coronavírus ultrapassa o de casos ativos no Maranhão

O número de casos de pessoas recuperadas do coronavírus segue em alta no Maranhão e ultrapassou a quantidade de casos ativos – ou seja, de pessoas que ainda não se curaram. 

Os recuperados passaram os casos ativos no dia 10 de junho, há quase uma semana. Desde então, a distância entre ambos vem aumentando. 

No dia 10, eram 25.391 casos ativos e 26.795 pessoas recuperadas. Uma diferença, portanto, de 1.404 casos a mais de recuperados. 

No boletim mais recente, de domingo à noite (14), havia 24.173 casos ativos e 34.210 recuperados. Uma diferença de 10.037. 

“Essa tem sido a nossa luta diária contra o coronavírus: garantir que o número de casos ativos caia e o número de recuperados seja ampliado. Temos hoje essa tendência, mas estamos muito longe de vencer essa terrível doença”, afirmou o governador Flávio Dino.

O boletim de domingo mostra também que já foram feitos mais de 111 mil testes no Estado, o que tem sido fundamental para identificar casos ativos e recuperados.