A ativista Sara Winter foi presa pela Polícia Federal, em Brasília, na manhã desta segunda-feira (15). A prisão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Winter é líder do grupo 300 do Brasil, de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
A prisão ocorre dentro do inquérito que investiga o financiamento de protestos antidemocráticos e não tem relação com a investigação sobre a produção fake news. O mandado atende a um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). O G1 tenta contato com a defesa.
Ao todo, seis pessoas foram presas. As identidades dos outros cinco detidos não haviam sido divulgadas até a publicação desta reportagem.
Ao autorizar a abertura do inquérito, em maio, Moraes disse que “é imprescindível a verificação da existência de organizações e esquemas de financiamento de manifestações contra a Democracia e a divulgação em massa de mensagens atentatórias ao regime republicano, bem como as suas formas de gerenciamento, liderança, organização e propagação que visam lesar ou expor a perigo de lesão os Direitos Fundamentais, a independência dos Poderes instituídos e ao Estado Democrático de Direito, trazendo como consequência o nefasto manto do arbítrio e da ditadura”.
O deputado federal licenciado, ex-secretário da Secretaria de Cidades e pré-candidato a prefeito de São Luís, Rubens Jr (PCdoB), lança, nesta segunda-feira (15), o movimento Diálogos por São Luís. A transmissão do evento acontecerá através das redes sociais do parlamentar.
“Nós estamos criando o Diálogos por São Luís para debater diversos temas importantes e encontrar novas soluções para velhos problemas. Este movimento só pode acontecer de forma participativa”. Por conta da pandemia da Covid-19, os encontros serão virtuais e terão dinâmicas que garantam a participação coletiva.
Conforme explicou Rubens, o movimento Diálogos pelo Maranhão foi criado pelo governador Flavio Dino (PCdoB) no período da pré-campanha de 2014. Objetivo era debater o estado, montar um plano de governo, e depois, executá-lo com excelência. “É exatamente isso que queremos fazer por São Luís”, finalizou.
O evento acontece a partir das 19h, com transmissão nas redes sociais do pré-candidato. Nas duas vezes que o governador Flávio Dino,lançou mão deste recurso para conversar com a população, os resultados foram positivos. Se elegeu em 2014, reelegeu em 2018 e ainda ajudou a eleger os três senadores, sem um em 2014.
Rubens Júnior, que deixou a secretária de Cidades e renovou sua licença na Câmara Federal para ser candidato do PCdoB com a anuência Dino, dispõe de pesquisas internas com resultados animadores quando associado sua imagem o do governador e do ex-presidente Lula.
Tem um monte de perguntas pulando dentro da minha boca e, seja o que Deus quiser, eu vou fazer: será que existe entre os Bolsonaros algum tipo de plano de extermínio generalizado de médicos e enfermeiros no Brasil? Alguma espécie de “Noite dos Jalecos Brancos”, a seguimento da “Noite dos Cristais” dos nazistas que deu início ao extermínio de 6 milhões de judeus?
E pergunto porque estou chorando. De raiva, de vergonha e horror de viver num país em que o seu presidente, depois de deixar evidente reiteradas vezes que pouco se lhe dá a morte de brasileiros, incita a invasão de hospitais por uma horda de seus seguidores alucinados que, sentindo-se autorizados pela República, a cada dia se mostram mais violentos, inconsequentes e loucos.
Isso pode acontecer? Isso é no Brasil? Houve um primeiro ataque contra enfermeiros, um segundo e, agora, isso? O terror. Uma turba de dementes dentro de um hospital cheio de enfermos, chutando mesas e cadeiras, portas de leitos, atirando computadores contra as paredes, ameaçando profissionais da saúde que, ao próprio risco de suas vidas, enfrentam uma pandemia que já matou mais de 40 mil brasileiros?
E isso para fazer valer a tese do Senhor presidente de que não existe essa história de covid-19 coisa nenhuma, que os diagnósticos são falsos e fazem parte de uma grande conspiração internacional, comandada pela Organização Mundial de Saúde em aliança com países asiáticos como a China?
Um outro, em Ceilândia (DF) com máscara da bandeira brasileira (que já sujaram de ódio e querem sujar de sangue) exige que devolvam um hospital ao povo, ataca uma médica aos gritos de “louca” “doente” e repete o argumento amplamente divulgado na internet das fake news de que no Brasil agora só se morre de covid.
No dia seguinte a esse festival de ameaças e insanidades, são vereadores (imaginem só, VEREADORES) bolsonaristas que tentam invadir um hospital em Fortaleza para dar início ao longa metragem incentivado pelo presidente.
Vão fazer isso em quantos outros hospitais ainda? A Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Federal, vão permitir?
Outras vítimas constantes desses ataques são jornalistas, (um desses loucos já invadiu a TV Globo e fez uma jornalista de refém), congressistas, governadores e membros do Supremo Tribunal Federal. O autoritarismo projetado por Jair Bolsonaro não permite a existência de outras autoridades que não ele mesmo ou escolhidas por ele.
E, ainda por cima, o Senhor presidente coloca as Forças Armadas como espada de Dâmocles sobre nossas cabeças, uma ameaça constante parida das bocas de seus filhos e seguidores, como se os exércitos aí constituídos fossem de invasores e não de brasileiros.
E fazem gestões para armar uma população que, à luz de suas demências, sairá por aí matando todo mundo que não apoiar o presidente.
E tudo isso é impune? Um presidente pode mesmo incitar a invasão de hospitais por uma horda de malucos?
E os oficiais da ativa nas Forças Armadas? Porque não deixam claro, de uma vez por todas, que não fazem parte do projeto de carnificina nacional que está na cabeça de Jair Bolsonaro e de seus filhos?
Médicos e enfermeiros ainda vão poder andar em segurança nas ruas do país, sem o temor de a qualquer hora serem assassinados por esses dementes? Eles ainda estão seguros trabalhando nos hospitais?
Até quando jornalistas vão poder se identificar como tal em lugares públicos sem correr riscos?
Nessa iminência de terrorismo de Estado, o que leva algumas pessoas a ainda permanecerem ou a querer fazer parte desse governo? É tudo por um cargo? Pelo amor de Deus!
Pois o melhor é que nos matem logo a todos nós; ninguém consegue viver sob constante ameaça e medo o tempo todo. Jair Bolsonaro, na verdade, está a exigir das Forças Armadas e das polícias os 30 mil cadáveres a que de certa feita aludiu em entrevista, em suas palavras “para fazer o trabalho que a revolução (ditadura militar de 64) não fez.
Pobre povo brasileiro. Aqui, quem não morrer de vírus, vai morrer de bala apenas porque um único homem quer se manter no poder.
Não foram poucas as vezes, nestes quase três meses de quarentena apavorada, em que eu (e não poucos, tenho certeza) fui dormir assediado pelo temor de que soldados amanhecessem na minha porta. Imaginei até minha mulher interrompendo meus sonhos juvenis, de posse do inevitável litro de álcool em gel e pílulas milagrosas que reforçam a imunidade, anunciando: as Forças Armadas estão aí e como te tens por poeta, essa raça de gente realmente muito perigosa, trouxeram os tanques, fuzis, caças Mig 17 e uma bandeira que destaca o artigo 142 da Constituição Federal; e minha cadela, Bambina, avançando nos coturnos da Força Aérea e da Infantaria a demonstrar suas convicções democráticas e natural ojeriza por ditaduras e ditadores.
Meus temores não faziam parte de minhas habituais sinistroses. Afinal, por cima da pandemia, os domingos e sábados brasileiros, antes que os corintianos chegassem, estavam servindo a cruzadas pela ruptura do regime democrático, pedidos de intervenção militar sabe lá Deus porque riscos que o Brasil corria, ataques às instituições consagradas na Carta Magna, ameaças de retorno aos atos institucionais, além de cagadas ministeriais como as de Damares e Weintraub invocando a prisão de juízes da suprema corte e dos governadores do país. Teses imediatamente conjuradas pelas declarações do general institucional Augusto Heleno, como alerta às autoridades constituídas, segundo as quais a apreensão de um celular do presidente da República seria uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderia ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional.
Lá fora, quer dizer, às portas do Palácio do Governo, beócios do Leviatã, brucutus do neonazismo, trapezistas, oportunistas e até herdeiros da Ku Klux Klan, defendiam o despotismo, a tirania, o autoritarismo, o absolutismo e pregavam uma guerra civil, celerados e dementes por um patriotismo lamentável que a tantos povos levou ao inferno da opressão.
E, ontem, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, general Mark Milley, sem se aperceber, é claro, desabotoou a camisa de força dos debates em torno de uma intervenção militar no Brasil, ao se desculpar publicamente com o povo de seu país, por simplesmente ter participado de uma caminhada da Besta (o presidente Donald Trump) para posar para uma foto em frente à igreja de St. Jonh, próxima à Casa Branca. Estava dizendo a seu presidente que não lhe é dado o direito de ameaçar jogar as Forças Armadas contra o povo americano, o que Trump havia feito dias antes; estava lamentando sua participação (dele mesmo general) numa caminhada que foi garantida pelas bombas de gás e balas de borracha contra uma multidão pacífica que protestava contra o racismo e a violência policial. – Eu não devia ter estado lá; minha presença naquele momento e naquele ambiente criou uma percepção de envolvimento dos militares na política interna, disse Mark Milley. — Devemos defender o princípio de um Exército apolítico que está tão profundamente enraizado na própria essência de nossa República, acrescentou.
No Brasil do momento em que vivemos, como se aqui fosse a República de Bananas de Sidney Porter, a Anchúria das demolições constitucionais, há uma insistência cada vez mais descabida para que as Forças Armadas brasileiras sigam uma porção de doidos e pornógrafos olavistas instalados na República e joguem suas tropas contra as instituições democráticas, contra a Constituição Federal, contra o estado de Direito e o povo brasileiro. Manifestações das quais participam o próprio presidente da República, em flagrante estado de ameaça contra tudo e contra todos e ao lado de um projeto de terrorista como Sara Winter, dentre outros.
Lamentável, mas disse aqui várias vezes que não acredito na possibilidade de intervenção das Forças Armadas para referendar o poder de capitães do mato como Sérgio Camargo, nazistas como Fábio Wangjarten, destrambelhadas como Damares Alves e doidos de pedra como Abraham Weintraub.
Que se mirem “o cabo e o soldado” dos Bolsonaros no general americano, a saber que a missão dos exércitos é defender o país, não fazer política, não atacar as instituições, nem se deixar levar para missões pretendidas que somente envergonham e isolam da comunidade internacional o nosso amado Brasil.
A Assembleia Legislativa do Maranhão suspenderá, pelo prazo de 90 dias, a partir deste mês de junho, os descontos referentes aos empréstimos consignados em folha dos seus servidores, conforme está previsto na Lei 11.274/2020, promulgada pelo presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), no dia 4 deste mês.
Os servidores que desejarem manter os descontos de seus empréstimos consignados em folha deverão encaminhar a solicitação à Diretoria de Recursos Humanos da Alema, através do email consignados@al.ma.leg.br, impreterivelmente até o dia 15 de junho, manifestando interesse na manutenção do desconto, conforme assegura o art.5º, parágrafo único, da Lei 11.274/2020. Também deverão ser encaminhadas, em anexo, fotocópias do RG e do CPF.
O diretor de Recursos Humanos da Assembleia, Eduardo Pinheiro, esclareceu que se o servidor perder o prazo de se manifestar, que se encerra no próximo dia 15, o desconto em folha da parcela do empréstimo consignado será suspenso por 90 dias.
A Lei 11.274/2020, referente ao Projeto de Lei Ordinária n° 100/2020, de autoria da deputada Helena Duailibe (Solidariedade), coautoria do deputado Adriano Sarney (PV) e emenda do deputado César Pires, autoriza a suspensão, por 90 dias, do desconto salarial das parcelas de empréstimos consignados em folha de pagamento de aposentados, servidores públicos e empregados da iniciativa privada.
A iniciativa integra as ações da Assembleia Legislativa do Maranhão, que usa da prerrogativa de legislar para ajudar a população maranhense a superar as dificuldades da crise sanitária causada pelo novo coronavírus.
Uma redução de quase 50% na taxa de ocupação de leitos clínicos exclusivos para pacientes do Covid-19 separa o dia 29 de maio do dia 8 de junho, na rede pública estadual da grande Ilha de São Luís. No prazo de uma semana, o número de pacientes ocupando este tipo leito caiu de 396 para 191. Em coletiva virtual realizada na manhã de segunda-feira (8), o governador Flávio Dino apontou que essa diminuição representa uma queda no número de casos da doença no Maranhão.
Para efeito de visualização, no dia 29 de maio, chegou-se a ter 52,66% dos 752 leitos clínicos exclusivo para pacientes com Covid-19 ocupados. Já no dia 8 do mês seguinte, esta taxa já representava 25,40% do total.
Referindo-se aos dados de ocupação divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde no dia anterior à coletiva (7), o governador Flávio Dino fez uma comparação com o momento em que a curva de contágio alcançou números elevados na Ilha. “De leitos clínicos nós tínhamos (no dia 7) 563 leitos vagos na rede estadual em São Luís. E esse é um indicador objetivo, incontrastável, indiscutível, de que nós temos declínio dos casos de coronavírus, porque nós chegamos a ter ocupação aqui de 70%”, comparou.
Uma soma de esforços resulta nessa redução expressiva, dentre as quais a estratégia lançada pelo Maranhão em primeira mão no Brasil, do lockdown. Com a restrição mais firme da política de isolamento, foi possível reduzir os casos de contágio e, por conseguinte, a ocupação hospitalar.
O aumento considerável do número de testagem também tem impacto direto. Quanto mais cedo o diagnóstico no paciente, mais rápido se iniciam os tratamentos e menos chance de evolução grave da doença.
Imperatriz
Imperatriz, segunda maior cidade do estado – que, como a capital, chegou a ter números preocupantes de contágio -, também registrou queda na ocupação de leitos clínicos nesse mesmo período. No dia 29/05, 100% dos leitos clínicos estavam ocupados, já no dia 08/06, eram 81,48%.
Leitos de UTI
Nesse mesmo período, com uma redução na demanda hospitalar estadual na capital maranhense, passou-se a receber pacientes em estado grave das mais diversas regiões do Maranhão.
Ao que confirmou Flávio Dino, durante coletiva: “São 240 leitos de UTI na Ilha de São Luís, dos quais no dia 7 estavam ocupados 219, e 21 leitos estavam livres na rede estadual. Grande parte desses pacientes já não são oriundos da ilha de São Luís e, sim, oriundos de outras cidades do Maranhão”.
Para assegurar a transferência segura e rápida desses pacientes, além da aquisição e repasse de novas ambulâncias equipadas com UTI a municípios maranhenses, o Governo do Estado alugou avião, para UTI aérea.
Em coletiva nesta segunda-feira (8), o governador Flávio Dino divulgou nova previsão para retomada das aulas presenciais nas escolas. “Isso não significa dizer que as aulas começarão necessariamente no dia 1º de julho. Essa é apenas uma previsão já que depende da pactuação de calendários de cada rede de ensino e dos dados epidemiológicos semanais”, disse o governador Flávio Dino.
A ideia é que as aulas presenciais sejam retomadas aos poucos, de acordo com os índices epidemiológicos, visando a segurança e bem-estar de toda a comunidade escolar. O comércio retoma suas atividades gradativamente nas cidades que integram a Ilha de São Luís. Os estabelecimentos comerciais autorizados para reabrir devem continuar seguindo os protocolos sanitários para proteção e saúde da população maranhense.
Testagem
Na coletiva, o governador Flávio Dino anunciou que serão adquiridos 100 mil novos testes para o coronavírus. Além desses, 70 mil testes começarão a ser utilizados essa semana nas unidades de saúde. Até agora foram realizados mais de 80 mil testes no Maranhão, segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde.
Além da ampla testagem, o Executivo Estadual ampliou de 232 para 1710 os leitos destinados exclusivamente ao coronavírus na rede estadual de saúde. “É a primeira vez que o Maranhão conta com uma ampla rede de saúde descentralizada. Esses investimentos já estavam em curso nos últimos anos e foi agora ainda mais intensificado nesse período. Essa ampliação fica como um legado após o fim da pandemia”, assegurou o governador.
Rede ambulatorial
Com o objetivo de apoiar os municípios, o Governo do Estado entregou ambulatórios exclusivos em algumas regiões do Maranhão para ampliar, além das unidades básicas de saúde municipais, a estrutura de consultas, distribuição de medicamentos e assistência à população. Levando em conta critérios epidemiológicos, foram entregues ambulatórios em Santa Inês, São Luís, Imperatriz, Barreirinhas, Pinheiro, Chapadinha, Presidente Dutra, Carutapera e Lago dos Rodrigues.
“A ideia é manter a presença do Governo em todos os quadrantes do Maranhão, a partir de um planejamento eficiente, garantindo que as regiões onde há menor demanda apoiem as regiões com maior demanda”, disse o governador. Como suporte aos municípios, o Governo do Estado conta ainda com 1 UTI aérea e com mais 2 que podem ser contratadas de acordo a demanda do dia. Além das UTIs aéreas, o Executivo Estadual possui 17 ambulâncias com UTI móveis que deslocam pacientes entre as cidades no Maranhão.
Em reunião virtual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Maranhão (CTB-MA) na sexta-feira (6), o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) analisou o cenário político atual e comentou o descaso do bolsonarismo com a crise sanitária.
Para o parlamentar, a dimensão do coronavírus não foi compreendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que insiste em seguir com sua “pregação ideológica da extrema direita”, ao invés de liderar uma união para combater a doença.
“Nós somos o único país do planeta que atravessa a pandemia sem ter ministro da saúde. O presidente foi em uma solenidade em Goiás, levou de tiracolo um senador do Maranhão, fazendo questão de mostrar que não respeita as regras sanitárias, viaja sem máscara, promove aglomerações. Ele tomou um tombo, e esse é um prenúncio do que vai acontecer com o governo dele”, disse.
Jerry afirmou que seu partido defende o Fora Bolsonaro não só pela questão política, mas também pela questão sanitária. “Não podemos subestimar as tentações golpistas de Bolsonaro e seu clã miliciano, ele é antidemocrata e não cuida do povo. O PCdoB tem como prioridade a defesa da vida, e o pedido de impeachment é uma forma de enfrentar o mensageiro da morte. E também estamos lutando na Câmara, investigando nas comissões”.
Por fim, o deputado lembrou que é preciso estar em alerta, para que o governo federal não se aproveite da pandemia para “passar a boiada” também nos direitos trabalhistas. “Precisamos estar preparados para o embate. Teremos um caos econômico no pós-pandemia. Eles querem precarizar o trabalho, não apresentam nenhuma política de geração de emprego e renda e protegem o setor financeiro. Vamos nos mobilizar nas redes para quando chegar a hora, com os cuidados sanitários, voltar a ocupar as ruas”, completou.
Dados oficiais na última quinta-feira (4) apontam a taxa de letalidade do Maranhão em 2,5%, um pouco mais da metade da taxa brasileira, que gira em torno de 5,5%.
“Temos isso como meta permanente e atribuo ao fato de termos feito muitos investimentos em pouco tempo”, disse o governador Flávio Dino ao citar que inicialmente havia 232 leitos da rede estadual exclusivos para o coronavírus.
Atualmente, são 1.680 leitos estaduais exclusivos, número que deverá chegar a 2 mil leitos nas próximas semanas. O Governo do Estado completará 12 hospitais, inaugurados em 80 dias, com centenas de novos leitos.
Para o governador, o incremento largo, o significativo acesso à assistência à saúde e o esforço dos profissionais de saúde asseguram que a média maranhense permaneça abaixo da média nacional. “Desejo que consigamos manter esse controle e reduzir o máximo quanto possível a taxa de letalidade no nosso estado, no nosso país”, disse o governador do Maranhão.
Na última quinta-feira (4) a taxa de ocupação de leitos clínicos, exclusivos para o coronavírus, da rede estadual, ficou em torno de 26% em São Luís.