“Não sei o que falta para o Ministério Público e o Poder Judiciário conterem esses criminosos”. (Flávio Dino, governador do Maranhão).
JM Cunha Santos
Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, dois chefões do crime organizado, o primeiro na milícia dos extermínios físicos e o outro nas milícias digitais do extermínio moral, (um poderoso e doentio esquema de fake news sustentado com dinheiro público)) pagam e atiçam nazistas e milicianos em manifestações contra a democracia em todo o país, como sempre pedindo o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal
Houve, hoje, mais carreatas e concentrações de grupelhos fascistas no Brasil. Tudo pago com o dinheiro do povo e organizado por gente que devia estar na cadeia.
Sobre essas manifestações disse o governador Flávio Dino: “O limite da liberdade de expressão é que não se pode usa-la para praticar crime ou destruir a própria liberdade de expressão. Na Alemanha não se admite propaganda do nazismo. Não sei o que falta para o Ministério Público e o Poder Judiciário conterem esses criminosos”.
A meu modo de ver, o Congresso Nacional, nas pessoas dos senhores Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre precisam deixar de ser covardes e colocar em pauta de votação os mais de 25 pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Ele não pode continuar governando apenas para defender seus filhos criminosos, como em sua manifesta vontade de aparelhar a Polícia Federal. Se não tirarem esse nazista da Presidência da República, ele vai destruir esse país. E aqui falo de destruição da saúde, educação, economia, justiça, cidadania e liberdade.
E não precisam os senhores Maia e Alcolumbre ter medo de nada. Os únicos exércitos à disposição de Jair Bolsonaro são um exército de psicopatas e outro de milicianos dementes acostumados a matar em troca de dinheiro. O Brasil não pode ficar refém desse tipo de gente, principalmente num momento em que uma pandemia arrasta cadáveres de brasileiros para todos os lados. E tenho certeza que as Forças Armadas brasileiras nunca vão estar ao lado de bandidos consagrados no Código Penal.
Como há cerca de 4 ou 5 meses atrás, repito: Tirem esse nazista da Presidência da República ou ele destrói o Brasil.
Ei-lo que, sobrinho de toda a gente na Terra, mal podia adivinhar o encantamento que seus olhos azul-z-verdes, seu sorriso quase caindo e seus gestos extremamente curtos, podiam provocar nas pessoas. Só estava há muito tempo ali, confinado, correndo apenas o tamanho da vida, longe dos colegas de escola, padecendo a falta de horizonte, vivendo os limites de um encarcerado, mesmo que cercado dos carinhos dos pais e da irmã mais velha, dos carões ternos dos avós, consumindo os iogurtes mais caros, os picolés mais cremosos, os bolos mais brilhantes de morango e sacudindo brinquedos nas distâncias que o espaço permitia.
Pablito não compreendia porque não mais o deixavam sair, não o levavam aos lugares, ao shopping, aos cinemas ver os filmes dos macacões de ferro, dos androides sub-humanos, nem fugir das mãos, como sempre fazia, provocando terror nos que o acompanhavam. Seu mundo ficara muito pequeno sem a praia “a água do papai” e aquelas pessoas todas que o paravam para dizer “menino lindo”.
Cansava-o habitar o dia inteiro o cheiro da cozinha, não ter bolas para correr atrás, canelas para chutar com seus sapatos novos, pombos para imitar no meio do caminho, estradas para entortar, presa permanente da televisão e do videogame, entre sinais, letras, desenhos deformados e a bicicleta azul pedindo pedaladas inutilmente num canto da casa.
Era um mundo horrível, limitado por celulares e vozes alteradas, insultos de pai e mãe e a ingestão incontrolável de álcool e solidão pelos adultos, além da fumaça dos cigarros engolida por uma gente mascarada que ia e vinha de lugar nenhum porque tudo o que queria era não estar ali.
Que droga é ser criança e ter que obedecer a esses velhos que a toda hora passam álcool em suas mãos, verificam sua temperatura, obrigam a não sair nas janelas e, quando não bebem, rezam ajoelhados diante de imagens paralíticas que não respondem nada. Eles não dormem, nunca dormem, mas roncam como porcos, têm pesadelos e gritam e sofrem e choram sem ter se ferido em lugar nenhum. Pablito não compreendia.
Se a vida estava difícil, mais difícil ficou ainda quando o avô teve um acesso de tosse e todos ficaram loucos esgravatando as gavetas à procura de remédios, todos correram para a farmácia e o deixaram sozinho. E veio a febre e a falta de ar e o caminhão do SAMU e os homens de branco, vestidos de extraterrestres, levando seu avô e os vizinhos se escondendo e os gritos das sirenes e as velas acesas, as promessas a todas as Nossas Senhoras, enquanto ele sonhava em brincar com a cadela poodle que há alguns dias tinham deixado no veterinário e não trazido mais. E o avô, como a cadela, também não voltou. Disseram que tinha morrido, mas não houve enterro, nem caixão e ele ouviu os adultos apavorados falarem que não tinha mais vaga nos cemitérios.
Pablito viu também a irmã espirrar constantemente, reclamar de dor na garganta, de febre alta, de falta de ar e também sair carregada pelo caminhão dos médicos para nunca mais voltar.
Passou a pular na cama até rebentar as molas, a quebrar as louças descuidado, a dizer os nomes feios que aprendera na escola, a se enfurnar dentro do quarto com a cabeça enfiada no travesseiro, ouvindo lágrimas, (ele tinha o poder de ouvir as lágrimas), enquanto todos se descuidavam dele, enquanto ninguém mais perguntava o que ele queria, nem tentava lhe explicar sobre uma doença que fora daquelas paredes estava matando as pessoas.
Depois da irmã foi a avó, o pai e ele ficou sozinho com a mãe esmaecida de dor que o abraçava como se quisesse enfia-lo dentro dela, peito adentro, com tanto amor que doía, tanto medo que era duro e ele também sentia nos ossos dizendo:
– Não chora mais, mamãe.
A casa ficou tão grande e tão trancada que ele nem se lembrava mais da existência do sol, e do vento só sabia o barulho do ventilador velho morando na sua cabeça. Perdeu o interesse pelos brinquedos, pela TV, pelos heróis e vilões no videogame, pela hora do lanche e quase não sentia mais saudades da cadela “Bambina”, embora vez por outra ouvisse seus latidos como se tivesse acabado de chegar.
Até o dia fatídico em que sua mãe saiu tossindo rouco e seco pela porta que deixou entreaberta e não voltou mais.
Pablito se tornou rei; rei num deserto em que só ele existia, dono da geladeira, dono da sala, da cozinha, da cama larga de seus pais, de todos os sorvetes, roupas, lanches fora de hora, com direito a rasgar tudo, quebrar o que lhe desse na telha, banhar no meio da sala, brincar de casinha com ninguém, ouvindo agora suas próprias lágrimas e o barulho lá fora de panelas políticas que transmitiam raiva e decepção no ar, sem que ele entendesse e nem soubesse o porquê. Só aproveitou para também bater numa panela até amassar.
Não chamou pelos vizinhos, não perguntou pela mãe, apenas se vestiu de Homem Aranha e saiu a voar pelas paredes enfrentando cientistas loucos, os extraterrestres de branco e, montando o seu cavalo parado, a bicicleta, que comparava ao Batmóvel, saiu porta afora usando a máscara abandonada pela mãe e atropelando as ruas porque era só o que havia para atropelar.
Não havia quase ninguém naquelas avenidas e vielas. Só nas portas das farmácias, dos bancos, nas feiras, nos supermercados e nos hospitais. A escola estava fechada, o shopping estava fechado, as casas estavam fechadas, o mundo inteiro o condenava a ser sozinho e durante muitos dias ele pedalou faminto o Batmóvel, pediu comida nas feiras a pessoas desinteressadas que já não o chamavam de menino lindo, nem admiravam a intrigante cor de seus olhos. Tinha pedalado tanto que não sabia mais voltar para casa e, mesmo que soubesse, sentia que se voltasse também morreria sem ar.
Um dia parou curioso na frente de um hospital fechado, observando a fila de gente mascarada que berrava e chutava as portas querendo entrar e outros que queriam saber onde estavam seus pais, mães e filhos e só aí percebeu que não se tratava apenas dele, que o mundo já não era o mesmo, que só havia dor, muita dor, nenhuma escola, nenhum playground, nenhum shopping, nenhum campo de futebol, ninguém beijando, ninguém abraçando nem gritando gol.
Um senhor muito grande e muito forte, com uma máscara negra que o fazia lembrar “O retorno de Jedi”, acercou-se dele, olhou através da máscara que pertencera à sua mãe, levantou seu rosto para ver bem dentro de seus olhos azul-z-verdes e disparou:
– Você é o filho de Dona Matilde, não é? Você é o menino transmissor. Pega, pega!
A lua nova lá em cima era o elo perdido entre aquele coração pequeno, aquele cérebro sem muitas informações e a realidade de quem estava sendo perseguido por nada. Afinal, o que ele fizera? Nem sabia o que era transmissor, mas sentiu que era uma coisa muito ruim. Ele, talvez porque quebrou as molas da cama, talvez porque tomou banho na sala e disse nomes feios, era aquela coisa terrível que todos gritavam no seu encalço.
– É o menino transmissor! Pega! Pega!
Nos poucos segundos entre tudo o que estava acontecendo e o todo que não ia acontecer mais, imaginou que podia chegar até a lua com seu cavalo de ferro, ou nem pensou nisso, mas partiu no rumo de lá.
– Pega! Pega!
Nesse mundo de gente sem rosto, todos o odiavam, não havia lugar para meninos lindos de olhos inexplicáveis, tudo estava virando monstro, tudo tinha cheiro de álcool com morte, ninguém ria, ninguém pulava nem podia ir com a mãe ao Centro Espírita, ninguém podia brincar de Deus e Jesus.
– Pega! Pega!
Nos mínimos instantes entre ser menino sem pai nem mãe, entre aqueles gritos furiosos e o pedal da bicicleta que não acelerou Pablito, que nem sabia que estava sendo procurado desde muitos dias, descolou os pulsos, usou as teias de aço do Homem Aranha pela primeira vez e fugiu como um foguete rumo à lua nova, onde, tinha certeza, moravam agora seus avós, sua irmã e seus pais.
O governador Flávio Dino reuniu virtualmente, na manhã deste sábado (25), gestores de 21 unidades estaduais de saúde que são referência para o combate ao novo coronavírus (Covid-19) em todo o estado. Na oportunidade, foram discutidas novas estratégias, principalmente para as unidades que se encontram nas cidades do interior do estado.
Durante a reunião, os gestores das unidades e da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apresentaram um panorama dos casos em cada região, bem como a oferta de leitos e profissionais para atender os possíveis novos casos da doença.
“Neste sábado, na reunião com os dirigentes dos hospitais e UPAs estaduais de referência para coronavírus, fizemos uma avaliação do crescimento de casos; da gravidade de muitos pacientes; da luta para ampliar mais leitos e para conseguir contratar mais profissionais”, informou o governador Flávio Dino.
O governador mostrou preocupação com o espalhamento da doença no estado e reforçou a necessidade da atuação conjunta da rede estadual com as redes municipais, principalmente no que diz respeito à atenção básica e à porta de entrada do paciente no sistema de saúde.
“Vivemos um momento de muitas dificuldades, temos que ouvir os gestores, principalmente os de São Luís, porque nesse momento têm uma experiência que acho útil de ser narrada para todos, uma experiência concreta de grande valia e que traz aprendizados”, declarou o governador. Atualmente, a ilha de São Luís possui 90% dos casos diagnosticados da doença.
Dividindo experiências
A reunião também serviu para que os gestores dividissem as ações excepcionais que montaram de acordo com a necessidade de suas unidades. Em Timon, por exemplo, os gestores do Hospital Regional criaram o Espaço Acalme-se, onde psicólogos atendem os profissionais da unidade que se encontram na linha de frente do atendimento aos pacientes de coronavírus.
Os nomes de Adriano de Nóbrega, chefe da milícia “Escritório do Crime”, morto pela polícia em fevereiro e de Fabrício Queiroz surgem também nesta investigação, segundo dados do Ministério Público a que o The Intercept teve acesso.
Flávio Bolsonaro financiou e lucrou com a construção ilegal de prédios erguidos pelas milícias usando dinheiro público. É o que mostram documentos sigilosos e dados levantados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro aos quais o Intercept teve acesso. A investigação preocupa a família Bolsonaro – os advogados do senador já pediram por nove vezes que o procedimento seja suspenso.
O investimento para as edificações levantadas por três construtoras foi feito com dinheiro de “rachadinha”, coletado no antigo gabinete de Flavio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, como afirmam promotores e investigadores sob a condição de anonimato. O andamento das investigações que fecham o cerco contra o filho de Jair Bolsonaro é um dos motivos para que o presidente tenha pressionado o ex-ministro Sergio Moro pela troca do comando da Polícia Federal no Rio, que também investiga o caso, e em Brasília.
O inquérito do Ministério Público do Rio, que apura fatos de organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato (desvio de dinheiro público) pelo filho de Bolsonaro segue em sigilo. O Intercept teve acesso à íntegra da investigação. Os investigadores dizem que chegaram à conclusão com o cruzamento de informações bancárias de 86 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema ilegal, que serviu para irrigar o ramo imobiliário da milícia.
Os dados mostrariam que o hoje senador receberia o lucro do investimento dos prédios, de acordo com os investigadores, através de repasses feitos pelo ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega – executado em fevereiro – e pelo ex-assessor Fabrício Queiroz.
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), convocou nova Sessão Extraordinária com Votação Remota por Videoconferência, que será realizada na próxima segunda-feira (27), às 11h, para apreciação de matérias urgentes e que dizem respeito às estratégias de enfrentamento à Covid-19 no estado. A sessão será transmitida ao vivo pela TV Assembleia, no canal aberto digital 51.2, canal 17 na TVN, site http://www.al.ma.leg.br/tv, rádio web, http://www.radioalema.com, e página oficial da TV no Facebook.
Entre as proposições em pauta está o Projeto de Lei 088/20, de autoria do deputado Rildo Amaral (Solidariedade), dispondo sobre a redução proporcional das mensalidades da rede privada de ensino, durante o plano de contingência do novo coronavírus, implementado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). E a emenda ao PL, proposta pelo deputado Dr. Yglésio (PROS), incluindo descontos a serem concedidos pelas faculdades privadas, também entrará na Ordem do Dia.
Outras proposições de autoria do Governo do Estado também estarão em pauta. Uma delas trata da Medida Provisória 310/20, que isenta de pagamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), até 31 de julho de 2020, as operações internas realizadas com mercadorias, equipamentos e insumos destinados ao combate, prevenção, enfrentamento e contingenciamento da Covid-19. A MP abrange ainda as correspondentes operações de serviços de transportes, praticadas por pessoas físicas e jurídicas, contribuintes ou não do imposto, com essa mesma finalidade.
Crédito Especial
Será submetido à votação, ainda, o Projeto de Lei 109/20, que autoriza o Poder Executivo a abrir crédito especial no valor de R$ 22.045.217,00 ao Fundo Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (FES).
Também entrará na Ordem do Dia o Projeto de Lei Complementar 004/20, que prorroga, em caráter excepcional, os prazos para o envio da avaliação do Plano Plurianual 2016-2019, do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2021, do Projeto de Lei Orçamentária para o exercício de 2021 e da Revisão Plurianual 2020-2023, bem como o prazo da publicação da Metodologia para o Monitoramento e a Avaliação do Plano Plurianual 2020-2023.
Os Projetos de Decreto Legislativo 005 e 006/20, pedindo reconhecimento de estado de calamidade pública nos municípios de Vitória do Mearim e São José de Ribamar, serão apreciados, em seguida.
Votação remota
A nova modalidade de votação remota por sistema de videoconferência teve início no dia 24 de março, de maneira inédita na Assembleia Legislativa do Maranhão, com a participação expressiva e online dos parlamentares. Nas três sessões extraordinárias com votação remota, realizadas anteriormente, os parlamentares aprovaram diversas medidas também de enfrentamento à pandemia da Covid-10, entre elas a isenção do pagamento do ICMS de produtos como álcool gel, luvas e máscaras médicas, além de hipoclorito de sódio 5% e álcool 70%.
O vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA) classificou como ‘gravíssimas’ as acusações feitas pelo agora ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro contra o presidente do país, Jair Bolsonaro (sem partido). Em sinais claros do começo do fim do Governo, o ex-juiz confirmou nesta sexta-feira (24) que sua demissão ocorre em razão das fortes interferências que o presidente do país tentou fazer na Polícia Federal.
“Na demissão, Moro fez uma imensa delação apontando vários e gravíssimos crimes cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro. Importante lembrar que ele foi peça fundamental na armação político-jurídico que possibilitou a eleição de Bolsonaro , que rapidamente o descartou para proteger os esquemas criminosos dos filhos. Dá bem a dimensão do que é o governo Bolsonaro, o breve”, declarou o parlamentar.
Crimes
Para juristas, Bolsonaro incorreu ao menos em três crimes: falsidade ideológica, (tipo de fraude que consiste em adulterar um documento, público ou privado) quando disse que não assinou o decreto e exoneração de Marcelo Valeixo, agora ex-diretor da PF. Apontam, também, que o presidente teria cometido improbidade e tentativa de obstrução de justiça, ao pressionar que o diretor da PF interferisse em inquéritos que correm em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Moro, as tentativas de troca de comando começaram a partir do segundo semestre de 2019, quando passou a haver insistência por parte do presidente para realizar a troca do diretor-geral da Polícia Federal e do superintendente da PF no Rio de Janeiro. Ele disse, ainda, que pediu uma causa para a substituição e que chegou a ouvir que a razão era, de fato, “política”.
Governo Lula Lamentando a realização da coletiva um dia após o Brasil registrar o recorde de 407 novos óbitos pelo coronavírus em 24 horas, Moro também fez referência, por mais de três vezes, à autonomia garantida às organizações de controle durante o Governo de Luís Inácio Lula da Silva (PT). “A despeito dos problemas nos governos anteriores, nunca houve interferência política. Isso é ilustrativo da importância de garantir o estado de direito, a autonomia das instituições”.
Capítulo Valeixo A oficialização da exoneração do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, foi publicada na madrugada de hoje, agravando o desgaste político entre presidente e o ex-juiz. A crise se tornou ainda mais grave após o ministério de Moro negar que a exoneração de Valeixo tenha acontecido a pedido do diretor, como afirmou o Governo.
A demissão do diretor-geral da PF e a saída de Moro acontecem em meio a rumores de que a investigação sobre fake news contra o Supremo Tribunal Federal (STF) rastreou e confirmou como autor dos crimes o vereador Carlos Bolsonaro.
O que Bolsonaro quer é transformar a Polícia Federal em polícia política, sem nenhuma autonomia e dedicada apenas à perseguição dos adversários do governo.
JM Cunha Santos
Suprema humilhação! O ex-juiz Sergio Moro, agora também ex-ministro da Justiça, herói consignado da extrema direita, acaba de tornar-se coisa nenhuma depois do solene pontapé que lhe foi aplicado pelo presidente Jair Bolsonaro. O ex entregou o cargo após a demissão do delegado geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, homem que, no posto, representava de qualquer forma os defensores da autonomia da PF, o que Jair Bolsonaro, certamente para proteger os filhos, nunca aceitou.
Sérgio Moro discursou esta manhã lembrando que acertou com o presidente uma pensão para não deixar sua família desamparada. Quanta humilhação para quem se sonhou ministro do Supremo Tribunal Federal e até mesmo candidato imbatível em uma eleição para presidente da República!
A pressa de Bolsonaro em demitir Valeixo tem duas razões: a investigação quanto às atividades da milícia digital que inferniza as redes sociais e seria comandada por Eduardo Bolsonaro e a abertura de inquérito permitida pelo Supremo Tribunal Federal, a pedido do Procurador Geral da República, Augusto Aras sobre quem seriam os financiadores dos movimentos que pedem em praça pública uma intervenção militar no país e, também, a volta do famigerado Ato Institucional N 5 – o documento que legalizava a censura, a tortura, o exílio, desaparecimentos e execuções sumárias durante a ditadura militar. Só cegos não veem que por trás desses ataques à democracia e ao estado de Direito, como o ocorrido no último domingo em frente ao Quartel General do Exército e do qual Jair Bolsonaro participou, estão pessoas muito próximas ao presidente. É sempre bom lembrar que foi um filho do presidente o primeiro a pregar a volta do AI-5.
Sergio Moro foi o juiz que comandou a Lava Jato e através dela condenou à prisão, sem provas segundo a maioria dos juristas brasileiros, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Com isso, abriu caminho para a vitória de Jair Bolsonaro na última eleição presidencial e para sua própria nomeação para o cargo de ministro. Sai sem lenço, sem documento e…sem pensão.
Moro, no entanto, sai fazendo revelações complicadas para o presidente nazifascista. Como a de que ele queria ter acesso a relatórios da Polícia Federal e alguém que dentro da instituição lhe passasse informações sigilosas sobre as investigações. Mais um crime de responsabilidade!
Mas é quase certo que Bolsonaro quer mais do que isso. Ele quer transformar a Polícia Federal em polícia política, sem autonomia, sujeita à sua vontade suprema e dedicada tão-somente à perseguição de seus adversários políticos. Os que existem e os que cria em sua indubitável demência e paixão por regimes ditatoriais.
Atendendo a pedido do governador Flávio Dino, o STF, através do ministro Celso de Melo acaba de dar 48 horas para que uma empresa de Santa Catarina devolva 68 respiradores comprados pelo governo do Maranhão para atender ao crescente número de vítimas do coronavírus no Estado e bloqueados pelo governo Jair Bolsonaro.
A compra dos equipamentos foi feita em 19 de março, mas o governo federal impediu o acesso do Maranhão aos aparelhos, em decisão infame que pode ter sido responsável por muitas mortes e agravamentos da moléstia aqui no Estado.
Como se sabe, o primeiro e mais grave sintoma dessa doença é deixar as vítimas sem ar, portanto na dependência desses respiradores para sobreviver. E o governo Bolsonaro interditou os 68 do Maranhão que a Justiça devolve agora, sem dó nem piedade.
E isso aconteceu quando em sua luta para salvar pacientes da Covid-19, o governador Flávio Dino já havia tentado por duas vezes comprar respiradores. Uma das cargas desses equipamentos foi “recomprada” a peso de ouro pelo porco do Donald Trump que quer, por toda força, justificar o fato de não ter determinado imediatamente o isolamento social nos EUA. O resultado é que mais de 40 ml pessoas já morreram de Covid-19 naquele país, 2 mil somente nas últimas 24 horas e o número de infectados pelo coronavírus chega ao absurdo de quase 800 mil casos positivos. Parceiro e súdito de Donald Trump na extrema direita, o presidente Jair Bolsonaro copiou do americano a ideia de que o distanciamento social é inútil e segue criando todo tipo de dificuldades para os estados que tentam conter o avanço da doença.
Uma terceira compra de respiradores feita pelo Maranhão ficou retida na Alemanha pelo governo de Ângela Merkel.
Ação na Justiça
Como o Maranhão, finalmente, em uma quarta tentativa, conseguiu trazer respiradores da China para salvar nossos doentes, o governo Bolsonaro ingressou com ação na Justiça acusando a operação de ilegalidade.
Observem, no entanto, que no comunicado sobre o processo contra o governador Flávio Dino a Receita Federal diz que “Os equipamentos não serão retirados do governo do Maranhão para que as pessoas que os estão utilizando não sejam prejudicadas”.
Com essa declaração, o governo Bolsonaro confessa que prejudicou doentes aqui no Estado quando bloqueou o acesso do Maranhão aos 68 respiradores que, por decisão da Justiça, terão que devolver agora. Confessam ainda mais que se os 107 respiradores comprados mais recentemente tivessem passado por São Paulo seriam retidos novamente e mais pessoas poderiam morrer no Maranhão. E confessam, finalmente, que não estão nem aí para quem vier a morrer neste país desde que Jair Bolsonaro possa continuar jogando seu monstruoso jogo político às custas de vidas alheias.
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), anunciou, na segunda-feira (20), em sua conta pessoal no twitter, que incluirá, na Ordem do Dia da próxima Sessão Extraordinária com Votação Remota por Videoconferência, cuja data ainda será definida, o Projeto de Lei 088/20, de autoria do deputado Rildo Amaral (Solidariedade), que visa garantir redução de 30% das mensalidades de escolas particulares (ensino fundamental e médio), assim como a emenda ao PL, de autoria do deputado Dr. Yglésio (PROS), incluindo o nível superior.
O chefe do Parlamento Estadual comentou que não percebeu boa vontade por parte da maioria das escolas particulares em discutir, de forma clara e transparente, a possível redução nos valores das mensalidades escolares, nesse período de suspensão das aulas presencias, por conta da pandemia do novo coronavírus.
“Achei que o bom senso iria prosperar e chegaríamos a um entendimento que beneficiasse a todos os envolvidos: empresários, estudantes, professores e funcionários administrativos dos estabelecimentos de ensino. Diante disso, informo que incluirei na Ordem Do Dia da próxima sessão da Assembleia o Projeto de Lei, assim como a respectiva emenda”, afirmou Othelino Neto.