Médicos e enfermeiros devem tomar cuidado ao cruzarem com bolsonaristas nas ruas

Eles acham mesmo que com insultos, cuspe na boca e uma arma nas mãos estão seguindo o evangelho de Jesus Cristo. E eu acho que já é hora de chamar a polícia.

JM Cunha Santos

O episódio de um grupo de bolsonaristas atacando enfermeiros que homenageavam colegas que deram as próprias vidas para salvar vítimas do coronavírus, não deve ser encarado pelos profissionais da saúde (nem por ninguém) como um fato isolado à conta de um grupo aleatório de ensandecidos.

A coisa pode ser muito pior. Muitos deles são verdadeiros robots sem alma que, sem nenhuma dúvida, foram submetidos a um virulento processo de lavagem cerebral que os transforma em animais furiosos, induzidos por uma espécie de inteligência artificial a que obedecem sem qualquer vestígio de objeção; os deixam dispostos a tudo, inclusive a ferir e matar. Tanto que cuspiram no rosto de uma jovem ciclista que ousou concordar com os enfermeiros vilmente ultrajados quando homenageavam seus mortos.

Quem os vê em manifestações no noticiário da televisão ou lê o que escrevem nas redes sociais, percebe que estão tomados de uma neurose obsessiva que os obriga a ver inimigos a serem eliminados em qualquer um que se oponha às ideias maniqueístas concebidas por um séquito de extremados intransigentes e consagradas na filosofia do olavismo criminoso. No caso, a visão de que a riqueza seria o bem e a pobreza o mal.

Se duvidam de mim, ou acham que estou exagerando, perguntem-se porque, em meio a uma pandemia que já ceifou as vidas de quase 7 mil pessoas no país e contaminou mais de 96 mil, tantos deles estão pregando uma guerra civil em que brasileiros se matem indiscriminadamente em praça pública. “Comunistas só entendem a linguagem dos fuzis”, estava numa faixa em uma dessas manifestações. Entendendo-se aqui que comunista é qualquer um que não esteja de acordo com suas alucinações, pouco importa se estão morrendo ou não infectados por um vírus em camas de hospitais.

A carga de ódio que vem de dentro deles é algo tão grotesco, visível e desumano que não pode se cingir aos meros aspectos das diferenças políticas. É como se fizessem parte de uma seita sanguinária prestes a explodir em atos intempestivos de carnificina contra todo e qualquer um que julguem contrário às sentenças a que são submetidos no decurso da robotização.

Já entraram em processo de idolatria desvairada e este é o primeiro passo para a reeducação em crenças violentas, homicidas e suicidas. Acham mesmo que com insultos, cuspe na boca e uma arma nas mãos estão seguindo o evangelho de Jesus Cristo. E eu acho que já é hora de chamar a polícia. Um deles escreveu em comentário a uma de minhas postagens: “ainda bem que meu presidente me deu o direito de usar um revolver”.

Em suma, estão despencando em alta velocidade no abismo sem volta do fanatismo sanguinário e da radicalização alucinada.

Por isso escolhem inimigos à revelia: uma hora são os comunistas, outra os políticos e a imprensa, em outra ainda os advogados e juízes e, agora, profissionais da saúde que, muitas vezes em sacrifício de suas próprias vidas, lutam para salvar o povo do Brasil dessa que é uma das mais letais viroses da história da humanidade.

Por é que suspeito que há pessoas financiando com altas somas de recursos esse processo de aniquilamento mental.

E a maioria dos pais de família sequer percebe o que essa meia dúzia de indisfarçáveis sicários do demônio está fazendo com seus filhos.

Depois não digam que não avisei.  

Governador Flávio Dino convoca bombeiros civis para organizar as filas da Caixa Econômica

 

“Em razão da desorganização no atendimento da Caixa, sem que o Governo Federal tome qualquer providência, vamos contratar pessoas para ajudar a orientar o trabalho. Teremos 200 bombeiros civis atuando nas agências da Caixa, visando organizar o atendimento. A coordenação ficará por conta do Corpo de Bombeiros do Maranhão. Depois vamos cobrar da Caixa o ressarcimento ao Governo do Estado, uma vez que a obrigação jurídica é deles”, disse o governador. 

Inicialmente os bombeiros civis atuarão nas cidades que integram a Ilha de São Luís, que são os municípios que apresentam maior número de casos confirmados e óbitos por coronavírus. O decreto assegura que, se houver aumento na demanda, novos bombeiros poderão ser requisitados. O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão é o órgão responsável pela inscrição dos bombeiros civis e organização das filas dos bancos. 

“É muito importante o pagamento da Renda Básica para as famílias maranhenses. O que temos visto é que, infelizmente, a forma, a maneira como esse pagamento vem sendo feito revelou uma sucessão de equívocos. Estamos ajudando ao contratar pessoas para organizar as filas. Espero que isso ajude a Caixa e os bancos a cumprirem as decisões judiciais e os decretos”, assegurou Flávio Dino. 

A requisição administrativa dos bombeiros civis é temporária e pode durar até 60 dias, prazo que poderá ser prorrogado ou antecipadamente encerrado, caso a Caixa adote ou não as medidas necessárias para organizar as filas dos bancos e impedir, dessa maneira, maior disseminação do coronavírus em todo o estado.

Durante protesto em Brasília, enfermeiros são agredidos por apoiadores de Bolsonaro

Um grupo de enfermeiros fez um protesto, nesta sexta-feira, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Além de defender o isolamento social como forma de combater o avanço do novo coronavírus, eles carregaram cruzes em homenagem a colegas que morreram em meio ao trabalho de enfrentamento à pandemia da Covid-19. O protesto silencioso terminou depois que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro agrediram verbalmente os profissionais.

Mantendo distância entre um e outro e usando máscaras, cada enfermeiro segurava uma cruz em homenagem aos colegas mortos. Uma faixa pedia para que as pessoas fiquem em casa.

Minutos depois do início da manifestação, um grupo pequeno, que se apresentou como apoiador de Bolsonaro, chegou ao local e começou a gritar com os profissionais.

Enrolada em uma bandeira do Brasil, uma senhora gritou com uma das manifestantes que estava “lutando pelo país” e que, se os empresários param de trabalhar, as pessoas ficam “sem o seu salariozinho”.

A senhora insinuou que uma das enfermeiras da manifestação não teria tomado banho:

— Vocês querem passagem para Venezuela e para Cuba? (…) Quando a gente sente o cheiro da pessoa, não passa um perfume, a gente entendo o que você é.

Um senhor gritou que os enfermeiros eram “esquerdopatas”, que “sindicatos são gafanhotos” e que a campanha deles é “ridícula”.

— Monte de analfabeto funcional. Vocês vão se envergonhar pelo que estão fazendo com as pessoas. Bando de genocida. Arrogantes — disse.

Em nota, o Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal repudiou as agressões.

“O ato tinha como objetivo chamar a atenção para a enfermagem nacional. O protesto tinha três objetivos centrais: defender o isolamento social com base científica, homenagear os trabalhadores da enfermagem de todo o Brasil que morreram lutando contra a Covid-19 e mostrar a importância da categoria”, disse o sindicato, acrescentando que o ato foi uma iniciativa da categoria.

O sindicato acrescentou que esses profissionais estão na “linha de frente contra o novo coronavírus”. Segundo a organização, há mais de 2,3 milhões de enfermeiros trabalhando no enfrentamento à doença. “As atitudes tomadas pelos apoiadores do governo vão ao encontro de ideologias fascistas e antidemocráticas. Infelizmente, são embasadas pelas atitudes do Presidente da República que diversas vezes debocha das consequências da pandemia, desconsidera todas as recomendações e diretrizes sobre a importância do isolamento social ao combate do novo coronavírus”, afirmou.

O Globo

Legislação prevê sanções administrativas, civis e até prisão para quem desobedecer ao bloqueio total (lockdown) determinado em São Luís pela Justiça

Governador Flávio Dino garante cumprimento da decisão judicial com abertura para atividades essenciais como compra de remédios e alimentos.

JM Cunha Santos

O isolamento social passa a obedecer a um bloqueio total (lockdown) em São Luís, Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa a partir do próximo dia 5 de maio, terça-feira, conforme requerido pelo Ministério Público e determinado pelo juiz Douglas Martins, da Vara dos Interesses Difusos. O governador Flávio Dino, que deve tratar do assunto em entrevista coletiva na manhã de hoje, se manifestou nas redes sociais:

“Sobre a decisão judicial de bloqueio na ilha de São Luís, farei uma entrevista coletiva amanhã, (hoje), às 10 horas. Desde logo informo que evidentemente a decisão do Judiciário será cumprida. Esclareço, contudo, que ATIVIDADES ESSENCIAIS, como alimentação e remédios estarão ABERTAS”.

Para os que ainda não absorveram a diferença entre o isolamento social obedecido até aqui e a decisão judicial a ser cumprida a partir do dia 5, transcrevo abaixo o artigo 330 do Código Penal:

Artigo 330 – Desobedecer a ordem legal de funcionário público:

Pena – Detenção de 15 dias a 6 meses e multa.

Lembrando que para muitos casos a lei prevê, em concurso com o processo criminal, prisão em flagrante delito pelo crime de desobediência, além das imposições cíveis e criminais que derivarem da resistência à ordem judicial. Daí porque é importante observar o que está determinado na decisão da Justiça, a saber:

1 – Suspensão expressa de todas as atividades não essenciais à manutenção da vida e da saúde.

2 – Limitação adequada das reuniões de pessoas em espaços públicos ou abertos ao público.

3 – Regulamentação do funcionamento dos serviços públicos e atividades essenciais, tais como bancos e lotéricas, exclusivamente para pagamento de renda básica emergencial, salários e benefícios sociais.

4 – Vedação de circulação de veículos particulares, salvo para compra de alimentos e medicamentos, transporte de pessoas para atendimento à saúde ou atividades de segurança;

5 – Proibição de entrada e saída de veículos de São Luís por 10 dias, salvo caminhões, ambulâncias, veículos transportando pessoas para atendimento á saúde, veículos no atendimento de atividades de segurança ou itinerário de serviços considerados essenciais.

6 – Adoção de medidas de orientação e de sanção administrativa quando houver infração às medidas de restrição social como o uso de máscaras em locais de acesso ao público.

7 – Extensão da suspensão das aulas da rede privada nos municípios de São Luís, Paço do Lumiar, Ribamar e Raposa.

8 – Responsabilização administrativa, civil e penal dos estabelecimentos que não seguirem as normas sanitárias.

Fica claro, portanto, que com essa decisão o cidadão perde algumas de suas prerrogativas individuais. O iminente colapso na rede hospitalar, a falta de UTIs nas redes pública e privada, o aumento do número de contaminações pelo coronavírus e mortes provocadas pela Covid-19 na ilha de São Luís, fez com que a Justiça optasse pelo bloqueio total de atividades não essenciais, com sanções previstas nas áreas administrativa, civil e penal para os que descumprirem a decisão.

Fique em casa.

Chega para Flávio Dino a hora em que o governante precisa proteger a população dela mesma

JM Cunha Santos

É histórico o que diz o título da matéria, mas me isento de citar exemplos aqui. Digo, no entanto, para começo de assunto, que submeter-se a longos períodos de isolamento pode ser, deveras, muito angustiante. No caso, principalmente para pessoas que não tem renda garantida e sempre foram buscar nas ruas o sustento de suas famílias.

Não é fácil, para essa empolgada população brasileira que, de repente, ficou sem beijos e abraços, sem festas e gritos de gol, sem escolas e o reencontro diário com os amigos, sem missas e sem cultos evangélicos, sem praias e bares abertos. Uma angústia só.

Nossos governantes em geral têm demonstrado essa compreensão, mas resistindo à pressão de grupos que querem forçar o fim do isolamento social. Só que sem este – e o dizem todas as autoridades epidemiológicas, sanitaristas e cientistas do mundo – a situação seria muito pior e o número de mortos alcançaria proporções de holocausto. Trata-se de salvar vidas, evitando principalmente o colapso geral dos sistemas de saúde.

No Maranhão, é inegável o esforço do governo do Estado nesse sentido, abrindo leitos de UTI, alugando hospitais, construindo hospitais de campanha, distribuindo alimentos, comprando respiradores e brigando na Justiça pelos respiradores que o Bolsonaro quer tomar, editando todas as medidas possíveis de contenção da disseminação do coronavírus.

“Salvar vidas é o que importa”, tem dito sempre o governador Flávio Dino.

Mas se percebe aqui, como de resto na maioria dos estados do país, uma tendência de relaxamento do isolamento social. Em muitos casos, pelas razões que já coloquei; em outros, porque há pessoa que priorizam o lucro pessoal acima do valor da vida alheia.

Esse desapego à autoproteção ocorre mesmo tendo o Maranhão confirmado 3.190 casos de Covid-19, contado 184 mortos e alcançado a mesma velocidade de óbitos dos Estados Unidos, segundo o Jornal Nacional; mesmo sendo o Maranhão, proporcionalmente, o estado com maior número de contaminações por 100 mil habitantes. E mesmo diante de exemplos agônicos como o do povo de Manaus, sem vagas nos hospitais, sem equipamentos de proteção, sem cemitérios nem caixões, enterrando seus mortos em covas coletivas e, o que é pior, sem mais a mínima ideia de quantos são os mortos vítimas do coronavírus. Enquanto isso, a Ciência constata que o vírus causador da Covid-19 pode permanecer por tempo indeterminado no ar e até em prédios fechados.

Como todos os estados, o Maranhão submerge também ao terrível obituário das redes sociais que todos os dias traz mortos cada vez mais conhecidos: um amigo que não se vê a muito tempo, um colega de trabalho, um pai, filho, mãe, um parente distante, um amor.

As cenas descritas aqui são as cenas de todo o Brasil, de muito sofrimento, muito distanciamento, muita dor e pânico. Infelizmente, o Governo Federal continua dizendo “E daí”? para nossos entes falecidos. Mas nós, do Brasil, a contrário dos outros países, não temos presidente; o que temos é uma ameaça à saúde pública e à ordem constitucional do país. Deixemos este senhor para lá que, conforme li em algum site, já confunde pandemia com disputa de popularidade.

A pressão em cima dos governadores pela flexibilização das medidas de distanciamento social é muito forte. E tanto vem de milionários preocupados com seus altos lucros, como dessas multidões empobrecidas que hoje se sufocam e se ariscam a transmissões recíprocas às portas das agências da Caixa Econômica Federal. Um espetáculo de dar dó, pelo que esconde de fome, desesperança, incertezas e perplexidade.

Mas temos aí o grave exemplo da Itália onde o primeiro ministro Giuseppe Conte, preocupado com os efeitos da crise pandêmica na economia e no turismo, processou governadores e prefeitos, flexibilizou o isolamento social em muitas regiões e em apenas três dias fez a Itália pagar o mais alto preço cobrado pela Covid-19 no mundo todo. Em vidas humanas. O mesmo se diga de Nova York devastada pelo vírus, do Reino Unido e da Espanha consumidos pela morte.

No Brasil temos, dentre outros, o caso de Blumenau, em Santa Catarina, que em poucos dias de flexibilização intempestiva, aumentou em 28,5 % o número de contaminados pelo coronavírus, o que aconteceu na maioria das cidades que, sempre em nome da salvação econômica, dispensaram o isolamento social na hora errada.

São Luís, talvez que por sua condição de destino turístico, é o epicentro da crise no Estado. Muitos, entretanto, parecem não entender que ainda não há vacinas nem remédios para essa doença e que, portanto, as orientações de médicos, epidemiologistas, infectologistas, sanitaristas e da Organização Mundial de Saúde precisam ser seguidas à risca. É a única arma de que dispomos nessa guerra que ser humano nenhum esperava travar.

É vencer ou vencer, entendendo-se que, acima de todas as pressões e até com o sacrifício da própria popularidade, esta é uma daquelas horas em que o governante precisa proteger a população de si mesma. Para que lá na frente não tenhamos que pagar um preço irreparável em desespero e vidas humanas.

Enfim, se medidas mais rígidas de combate a esse terrível morbo vierem para que esta cidade não se transforme em uma Guayaquil, nem sofra o que Manaus está sofrendo, tenha a certeza, senhor governador, de que o povo maranhense estará a seu lado e de que a História também lhe dará razão.      

Governador Flávio Dino anuncia 27 novos leitos de UTI na Ilha de São Luís

Em entrevista à TV Mirante nesta quarta-feira (29), o governador Flávio Dino anunciou a abertura de 27 leitos novos de UTI para a Ilha de São Luís ainda hoje, além dos novos leitos dos hospitais particulares que foram incorporados à rede pública de saúde e 130 novos leitos que estarão disponíveis na semana que vem.

“É muito importante dizer a todos que estamos atravessando um quadro sanitário gravíssimo nacionalmente. São Luís começou com 80 leitos de UTI e vamos chegar hoje a 132  leitos. Estamos contratando médicos e tomando todas as medidas necessárias para cuidar das famílias maranhenses”, disse o governador.

Na entrevista, o governador relatou o recebimento de ofício dos hospitais particulares de São Luís tratando da super ocupação dos leitos privados na capital. “Observamos o crescimento da taxa de hospitalização na rede pública e na rede privada. Recebi há pouco um ofício dos hospitais privados de São Luís comunicando que estão no limite do número de vagas. Os números de internação ultrapassam a capacidade da rede privada”, disse Flávio Dino.

O governador falou sobre o investimento dos novos prédios hospitalares, novos leitos, equipamentos respiratórios, locação de leitos dos hospitais privados, contratação de mão de obra dos profissionais da saúde mas relembrou que, apesar de todos os esforços, se as pessoas continuarem descumprindo as regras de etiqueta sanitária, haverá uma tendência de endurecimento das medidas preventivas na próxima semana. 

“Faço questão de frisar: não há pânico. Temos tempo. Há muitos boatos circulando em grupos de WhatsApp. Informamos que qualquer nova medida será avisada com antecedência”, complementou o governador.

Fiscalizações 

Diariamente o Governo do Estado amplia a fiscalização, inclusive, com aplicação de multas aos estabelecimentos comerciais não-essenciais que estão descumprindo o decreto emitido pelo governador. 

“Já realizamos centenas de fiscalizações, por meio da Polícia Militar, Procon e Vigilância Sanitária. Estamos aplicando multas aos bancos que concentraram as maiores aglomerações nos últimos dias. Na próxima semana anunciaremos novas medidas preventivas para salvar vidas”, afirmou Flávio Dino.

No início da pandemia do coronavírus, a Ilha de  São Luís possuía 80 leitos de UTI e 80 leitos clínicos vinculados à rede pública estadual, exclusivos para tratamento de Covid-19. Hoje, a rede estadual de saúde conta com 136 leitos de UTI e 350 leitos clínicos na Ilha disponíveis aos pacientes que precisam de internação.

Prefeito Edivaldo destina 12 unidades básicas para atendimento exclusivo de síndromes gripais e respiratórias

O prefeito Edivaldo Holanda Junior segue ampliando a rede municipal de saúde para garantir atendimento durante a pandemia da Covid-19. Por meio de vídeo publicado em suas redes sociais na noite da segunda-feira (27) ele anunciou que 12 unidades básicas de saúde estão atendendo exclusivamente pacientes com síndromes respiratórias e gripais leves e que estão implantados 120 novos leitos clínicos na rede municipal entre outras medidas que reforçam o sistema de saúde da capital durante esta crise sanitária.

“Estamos trabalhando para implantar 120 leitos clínicos na rede municipal. Também preparamos uma ala exclusiva em hospital municipal para atender crianças com a doença. A partir desta segunda-feira, 12 unidades básicas de saúde de São Luís começaram a atender exclusivamente pacientes com síndromes gripais e respiratórias leves”, disse em vídeo.

A assistência aos pacientes será reforçado com a aquisição de uma nova Unidade de Suporte Avançado para o Samu da capital e para garantir a segurança de todos os profissionais de saúde que estão na linha de frente de combate à Covid-19 foi feita a aquisição de EPIs, evitando o risco de desabastecimento da cidade.

Edivaldo destacou que já são mais de 40 dias de esforços e investimentos na preparação da rede municipal de saúde para garantir assistência às pessoas com maior vulnerabilidade à Covid-19 e que este trabalho vai seguir até que a crise sanitária seja superada.

Assembleia aprova projeto que reduz valores de mensalidades de escolas e faculdades em até 30%

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na quarta Sessão Extraordinária com Votação Remota por Videoconferência, realizada nesta segunda-feira (27), presidida pelo chefe do Parlamento Estadual, deputado Othelino Neto (PCdoB), o Projeto de Lei 088/20, de autoria do deputado Rildo Amaral (Solidariedade), que trata da redução proporcional, de até 30%, das mensalidades das instituições privadas de ensino, durante o período de suspensão das aulas presenciais, atendendo ao plano de contingência do novo coronavírus emplementado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). A matéria, que abrange escolas, faculdades e cursinhos prepartórios, recebeu emenda dos deputados Dr. Yglésio (PROS), Neto Evangelista (DEM) e Rafael Leitoa (PDT). O projeto de lei seguirá, agora, à sanção governamental.

Para Othelino Neto, a Assembleia cumpre seu papel constitucional de defender os interesses da sociedade. “Nosso desejo é que seja repassada aos pais de alunos a redução dos custos por conta das aulas suspensas, mas com os devidos cuidados, para não causarmos um mal-estar financeiro maior a essas empresas. Queremos que os empregos sejam mantidos, porém, era necessária a intervenção da Assembleia Legislativa, para garantir os direitos da população”, disse.

De acordo com o PL, o desconto será cancelado automaticamente com o fim do Plano de Contingência do novo coronavírus da SES e a liberação para o retorno das aulas presenciais. No caso de descumprimento, ensejará aplicação de multas nos termos do Código de Defesa do Consumidor, pelos órgãos responsáveis pela fiscalização, em especial a Autarquia de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado do Maranhão (Procon-MA).

“Considerando que as instituições de ensino estão com as despesas reduzidas com itens como manutenção do espaço, água, energia e alimentação de seus funcionários e alunos (que estudavam em período integral), por estarem suspensas as atividades presenciais, é justo que os estudantes ou seus responsáveis financeiros, que também tiveram seus rendimentos afetados, tenham a sua mensalidade reduzida”, justificou Rildo Amaral.

Emendas

Com a emenda do deputado Dr. Yglésio, além das instituições de ensino fundamental e médio, as de nível técnico e superior da rede privada, bem como as de pós-graduação, também serão obrigadas a reduzir suas mensalidades proporcionalmente, durante a pandemia.

Para instituições de ensino com até 200 alunos matriculados, o desconto será de 10%, no mínimo; entre 200 e 400 estudantes, de 20%; e acima de 400 alunos, de 30%, assim como as pós-graduações, independente do quantitativo de pessoas matriculadas.

“A porcentagem de 30% foi a inicial do projeto e nós entramos com a emenda por entender que as escolas menores têm mais dificuldades de conceder esse desconto. Por isso, usamos um parâmetro da quantidade de alunos. Inclusive, excluímos as escolas comunitárias por entendermos a inviabilidade financeira de concederem qualquer um desses descontos”, explicou Yglésio, lamentando, ainda, a dificuldade de negociação com os representantes das escolas.

Também foi acatada a emenda do deputado Neto Evangelista, estendendo os descontos para os cursinhos preparatórios para vestibulares. “Acho que foram dadas muitas oportunidades aos sindicatos das escolas, para que eles pudessem entender o momento que estamos vivenciando. Porém, eles não tiveram essa sensatez de ceder aos pais”, pontuou o parlamentar.

Outra emenda ao PL aprovada, desta vez de autoria do líder do governo, deputado Rafael Leitoa, garante que, no caso do consumidor ter adquirido pacote anual, o prestador de serviço poderá restituir do valor recebido proporcional ao desconto estabelecido; disponibilizar de crédito para uso ou abatimento na compra de outros serviços e formalizar outro acordo com o consumidor. Em caso de restituição, o prestador de serviço terá até 12 meses para sua efetivação, contados da data de encerramento do estado de calamidade pública no Estado.

“Essa foi a nossa contribuição, acatada pelos demais pares, melhorando o projeto apresentado pelo deputado Rildo Amaral. Parabenizo a iniciativa de todos os deputados que deram a sua contribuição para construir esse projeto razoável, assim como a tentativa de acordo com o sindicato das escolas”, acentuou Leitoa.

Flávio Dino convoca novos médicos para atuarem no combate ao coronavírus no MA

O governador Flávio Dino anunciou nesta segunda-feira (27) novo decreto que requisita serviços médicos para as cidades do Maranhão com maior número de casos confirmados de coronavírus. O pedido foi feito às universidades públicas, particulares e Ministério Público para que sejam antecipadas as formaturas dos alunos de Medicina que estão cursando as últimas disciplinas da graduação.

“Há necessidade de recursos humanos. Estamos hoje nos dirigindo às faculdades e universidades maranhenses solicitando que essas instituições apliquem formaturas antecipadas para o quanto antes esses profissionais nos ajudarem no enfrentamento do coronavírus”, disse o governador ao relembrar que essa é uma diretriz do Governo Federal. Esses médicos atuarão no reforço à Atenção Básica, em triagens, nas unidades de saúde. 

O governador anunciou, ainda, que esse reforço na equipe de profissionais também acontecerá por meio da convocação de médicos brasileiros e estrangeiros que participaram do Programa Mais Médicos. Os profissionais poderão se cadastrar em até 48h para concorrer às 40 vagas destinadas para atuação nas UPA’s e unidades básicas de saúde. 

Ação integrada 

Na coletiva, o governador falou também sobre a integração entre municípios e Estado, onde haverá indicação de técnicos municipais que acompanharão mais de perto a atenção básica nas cidades. “ É muito importante que os municípios nos ajudem nesse momento. As unidades básicas de saúde são imprescindíveis na prevenção e tratamento de casos leves de coronavírus. Essa gestão integrada é fundamental para conter o agudo quadro sanitário que estamos atravessando neste momento”, disse o governador Flávio Dino.

Novos leitos e respiradores 

Nesta semana estarão funcionando 40 novos leitos de UTI na Ilha de São Luís: 20 disponíveis no Hospital Real – hospital privado alugado pelo Governo do Estado – e 20 novos leitos no Hospital Universitário da UFMA. Serão entregues ainda leitos clínicos que atenderão a área Itaqui-Bacanga, como apoio à UPA e unidade-mista da região.

Para a próxima semana a previsão é que sejam concluídas as obras que estão em fase final, como os novos leitos do Hospital do Servidor, do anexo do Hospital Nina Rodrigues e do Hospital São José. Além disso, a Secretaria de Saúde dialoga com a direção do Hospital Português para oficialização dos novos leitos que também estarão disponíveis nessa unidade de saúde.

Em decisão do STF, o Maranhão conseguiu adquirir mais respiradores que ajudarão a garantir a expansão de novos leitos de UTI.  Além disso, serão construídos hospitais de campanha nas cidades de São Luís e Açailândia para atender maior número de pacientes atingidos pelo coronavírus nas regiões que têm apresentado maior número de casos confirmados. 

Comércio não-essencial 

Sobre as atividades comerciais que estão suspensas até o dia 5 de maio, o governador Flávio Dino alertou os maranhenses que, com o crescimento no número de casos confirmados e óbitos no Maranhão, é mais provável que haja lockdown do que a liberação das atividades, após o dia 5. 

“Se continuar crescendo o número de casos e óbitos, mesmo com todos os esforços que estamos fazendo de domingo a domingo, se não for possível garantir as vagas necessárias aos pacientes que precisam de leitos, precisaremos intervir com medidas não-farmacológicas mais duras, me refiro ao bloqueio total, com apenas as atividades mínimas, essenciais, para conter o deslocamento das pessoas e garantir que mais vidas sejam salvas”, concluiu o governador.

Poema-notícia de mau agouro no país em que se morre duas vezes

JM Cunha Santos

Brasil tem 4.205 mortes por Covid-19; o Maranhão tem 125

Ou de bala ou de vírus

todos nós vamos morrer

o governo quer matar

e não tem pra onde correr

Ou de bala ou de vírus

todos nós vamos morrer

no Escritório do Crime

ordenou tem que fazer

O Brasil tem mais de 60 mil casos comprovados de Covid-19; o Maranhão tem 2.410

Ou de bala ou de vírus

morreremos todos nós

O Bozo quer beber sangue

de pais, mães, filhos e avós

Todos nós vamos morrer

nesse país que se humilha

se o vírus não nos matar

nos matará a quadrilha

Ministério Público revela ao The Intercept que Flávio Bolsonaro financiou construção de prédios para a Milícia

Morreremos todos nós

de dinamite-banana

porque o porco quer comer

mas quer comer carne humana

Todos nós vamos morrer

até quem é da polícia

quem não for infectado

morre nas mãos da milícia

Policia Federal cada vez mais perto de pegar Carlos Bolsonaro pelos crimes do Gabinete do Ódio

Todos nós vamos morrer

de morbo, bala ou declínio

com valas a escolher

pelos grupos de extermínio

Morreremos sem saber

se foi de bala ou de vírus

o ódio no “Gabinete”

não dispara os mesmos tiros

Bolsonaristas pedem volta do Ato Institucional N 5 em praça pública

Morreremos todos nós

ocultos pela censura

nas câmaras do algoz

que apoiou a tortura

E muito mais morreremos

entre vírus e assassinos

e seremos enterrados

pelos adros clandestinos

Caem o ministro da Justiça e o delegado-geral da Polícia Federal no Brasil

Morreremos todos nós

e as almas ficam na pista

nas mãos de um vírus nojento

ou nas de um porco nazista

“Morrer todo mundo morre

vou lhes dizer o que sei

se não morrerem do vírus

lhes mato com minha lei”

O governo fecha o Congresso, o Supremo Tribunal Federal, a Ordem dos Advogados do Brasil, a União Nacional dos Estudantes e a Federação Nacional de Jornalistas

Senhor de casa fechada

senhora do isolamento

ouçam os tiros na alvorada

e os choques no pensamento

não há mais vida nem nada

só tiroteio e tormento

só há prisões e a pancada

do porco matando o vento

e a liberdade afogada

em sangue, cal e fermento