O deputado federal
Márcio Jerry (PCdoB) comentou neste sábado (26) o impasse que está atrasando a
aplicação dos recursos referentes às emendas parlamentares do Maranhão. O
congressista pediu que os parlamentares do estado tenham bom senso e respeitem
a opinião da maioria da bancada.
“Para a emenda ser acolhida, precisamos da assinatura de 14 deputados federais
e de, pelo menos, dois senadores. No senado, houve consenso entre Roberto
Rocha, Eliziane Gama e Weverton Rocha. Na Câmara, 10 já assinaram. Estamos
buscando construir uma saída para esse impasse, dialogando para termos a
assinatura de mais quatro deputados, evitando assim que o Maranhão perca R$ 247
milhões. O apelo é ao bom senso, à responsabilidade com o povo do nosso estado
e ao respeito democrático à maioria da bancada”, disse Márcio Jerry.
A proposta da maioria da bancada é de que os recursos sejam investidos nas
rodovias (DNIT), projetos (DNIT e Codevasf), saúde (Estado do Maranhão) e
internet em 400 escolas (Telebrás).
Além dos três senadores do Maranhão e do próprio Márcio Jerry, já assinaram o
documento os deputados federais André Fufuca (PP), Bira do Pindaré (PSB), Gil
Cutrim (PDT), Pedro Lucas Fernandes (PTB), Cleber Verde (PRB), Gastão Vieira
(Pros), Juscelino Filho (DEM), Zé Carlos (PT) e João Marcelo (MDB).
Os que ainda não assinaram o documento são os deputados Aluísio Mendes (PSC),
Eduardo Braide (PMN), Edilázio Júnior (PV), Hildo Rocha (MDB), Josimar de
Maranhãozinho (PL), Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (Patriota) e Pastor
Gildenemyr (PL).
Antes de
2015, elas não existiam. De lá para cá, foram abertas 49. E no próximo ano,
serão 60 no total. Essa é a trajetória das escolas em tempo integral no
Maranhão.
São dois
tipos de escolas em tempo integral mantidas pelo Governo do Estado: o Centro
Educa Mais e o IEMA.
O
primeiro são escolas regulares de ensino médio, mas com um currículo mais
completo e diversificado que as de meio turno. O segundo oferece ensino
profissionalizante no ensino médio. Ou seja, o aluno sai formado também em uma
profissão.
Hoje,
existem 36 Educa Mais. Em 2020, serão abertas mais dez unidades, chegando a 46.
Mas duas vão se tornar unidades do IEMA. Logo, são 44.
As
unidades plenas do IEMA – que são de tempo integral – atualmente são 13. No ano
que vem, serão mais três, chegando a 16, contando com a conversão dos dois
Centros Educa Mais.
Ou seja,
44 Centros Educa Mais e 16 IEMAs. No total, 60 escolas de tempo integral.
IEMA
As
inscrições para o IEMA estão abertas até o dia 23 de novembro.
As três
novas unidades plenas estão em São Luís (Anil, Bacelar Portela e Gonçalves
Dias). A única unidade que não terá disputa pelas vagas é a do Anil. A escola
foi incorporada ao IEMA, e seus alunos automaticamente garantiram a matrícula.
As
inscrições são exclusivamente online. Para a seleção, serão analisadas as notas
de português e matemática do 8º período apresentadas pelo estudante no ato da
inscrição.
Além das
notas, outro critério levado em consideração é a distância da residência do
candidato até a unidade plena em que tem interesse de estudar. A divulgação dos
selecionados será no dia 20 de dezembro, no site do Instituto.
Mas
saímos do espetáculo de pornochanchada no partido do governo, o PSL,
protagonizado pela ex-líder do governo, Joice Halsseman e o atual líder da
Câmara, Eduardo Bolsonaro, abre-se ainda mais a caixa de ressonância de debilidades
mentais do governo, com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles,
responsabilizando o Greenpeace pelo derramamento de óleo no Nordeste.
Usando
uma foto do navio Esperanza, do Greenpeace, mas tirada em 2017, durante uma
missão no litoral da Espanha, o carbonário ministro escreveu: “Tem umas
coincidências na vida, né”? Segundo ele, a embarcação estava navegando “em
frente ao litoral brasileiro bem na época do derramamento de óleo”. Chamou
também os ativistas do Greenpeace de “ecoterroristas”.
Não
custa lembrar que o próprio presidente Bolsonaro acusou ONGS que atuam em
defesa da Amazônia de serem responsáveis pelas queimadas na floresta. E ainda
acrescentou que fizeram isso porque estavam sem dinheiro, já que ele
(Bolsonaro) havia cortado verbas federais a elas destinadas. Outros membros do
governo acusaram os índios pelos incêndios na Amazônia.
OUTRO
EXEMPLO DE DEFICIÊNCIA DE MASSA ENCEFÁLICA
Citaremos
aqui mais um exemplo de desarranjo mental no governo. O ministro da Educação,
Abraham Weintraub, decidiu priorizar no ensino superior “áreas que geram
retorno de fato e eliminar das universidades os cursos de filosofia e sociologia”.
E citou como exemplos de retorno os cursos de veterinária, engenharia e
medicina. Com tantos animais irracionais no governo, é normal que ele quisesse
priorizar o curso de veterinária. E, na medicina, é lógico que a prioridade
maior seria a psiquiatria.
Weintraub
ainda disse que para estudar filosofia só com recurso próprio, que estudantes
pobres têm que aprender matemática. Talvez porque Flávio Bolsonaro é bom de “rachadinha”.
Acrescentou que iria cortar recursos de universidades que não tivessem
desempenho satisfatório e promovessem balbúrdia nos campi, citando a
Universidade de Brasília, a Universidade Fluminense e a Universidade Federal da
Bahia, segundo ele responsáveis por bagunças e eventos ridículos. As
alucinações de Weintraub fizeram também com que ele visse “gente pelada nas
universidades”.
Não
é preciso citar outros exemplos – e são muitos – para que se perceba que tem
doido de todo tipo no governo Bolsonaro. Lembra até o romance “O Idiota”, de
Fiodor M. Dostoievski. (Ih, citei um escritor russo. Vão já me acusar
de comunismo).
Em entrevista no programa Esperança em Destaque, na Rádio Esperança
FM, o especialista em meio ambiente e desenvolvimento sustentável e consultor
da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), Antônio Fernandes Junior,
trouxe esclarecimentos e explicações sobre o Plano Diretor (PD) de São Luís. A
conversa foi com a apresentadora Marina Sousa.
Importante ressaltar a relevância de um documento como o Plano Diretor.
Como disse Fernandes Junior em entrevista, após sancionado, o Plano
possibilitará a alteração imediata de leis antigas que precisam ser
atualizadas, como a Lei de Uso e Ocupação do Solo, que vai definir as
atividades que podem ser exercidas e empreendimentos que podem ser instalados
na cidade de São Luís, além de definir novas regras urbanísticas que
tornarão São Luís uma cidade moderna e atualizada. “O Plano Diretor é um
documento extremamente importante para definir as diretrizes de uma cidade.
Mobilidade, uso e ocupação do solo, implantação de fábricas e empreendimentos, todas
essas questões que têm a ver com o progresso da cidade, passam pelo Plano
Diretor”, apontou Fernandes Junior.
Também foi comentado sobre a força conjunta que membros de entidades
ligadas à construção civil e meio ambiente vêm fazendo para dar celeridade à
aprovação do Plano. Um exemplo disso é o presidente do Sindicato das Indústrias
da Construção Civil do Estado do Maranhão, Fábio Nahuz, que tem buscado
agilizar esse processo junto aos órgãos responsáveis.
“Entidades como o Sinduscon, na pessoa do presidente Fábio Nahuz,
têm sido importantes nesse momento em que o Plano precisa andar. Entendemos que
o PD SL precisa da participação popular, mas até a sociedade civil já
entende a importância disso para o município”, afirmou.
Fernandes Junior faz alusão ao fato de que está ferramenta já deveria
ter sido discutida e aprovada há três anos. A última atualização data de 2006,
ou seja, desde 2016, esse documento está à espera de ser oficializado, já que o
prazo geral para renovação do Plano é de 10 anos. “E quem perde é a cidade,
que vê investimentos irem embora em decorrência da ineficiência do Plano
atual. A primeira coisa a ser feita é a Elaboração e Proposição. Isso é feito
pelo Poder Executivo Municipal, e o prefeito já deu início em agosto. Falta
agora o processo legislativo, com os parlamentares, para que se dê
andamento”, explicou Fernandes.
Ter um plano atualizado é sinônimo de geração de empregos, uma vez que
ele promove segurança jurídica necessária para atrair investimentos de vários
setores. “Aguardamos as audiências públicas com participação popular e a
análise das comissões técnicas, de Meio Ambiente, de Justiça e de Desenvolvimento
Urbano para que, após isso, possa passar pela aprovação dos vereadores
ainda este ano”, sinalizou o especialista.
Conforme disse no programa, com o novo Plano Diretor, os instrumentos
urbanísticos poderão ser finalmente implantados após o atraso de quase 13 anos.
“Precisamos dotar São Luís de sustentabilidade, modernidade e segurança
jurídica capazes de habilita-la e prepara-la para a era digital”,
finalizou.
Governador foi palestrante no 65º Fórum Nacional de Reitores (Foto: Gilson Teixeira)
São Luís
está sediando, até o próximo sábado (26), 65º Fórum Nacional de Reitores de
universidades estaduais e municipais. O governador Flávio Dino ministrou
palestra, de tema “Educação pública, desenvolvimento e soberania”, na abertura
do evento, na noite de quarta-feira (23).
O Fórum,
organizado pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e pela Associação
Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM),
debate nesta edição sobre “Universidade pública, desenvolvimento e soberania:
desafios do presente e caminhos para o futuro”. Convidado para a solenidade de
abertura, o governador do Maranhão ressaltou a importância de São Luís receber
o Fórum, que debate temas atuais, de importância coletiva e marca posição na
defesa da educação pública superior.
“Nós
valorizamos o trabalho que a ABRUEM faz, de representação dessas universidades
do país. É muito importante que nesse momento haja essa união em torno da
defesa da educação, dessa política pública que é imprescindível para que haja
desenvolvimento, soberania e oportunidades iguais. Lamentavelmente, por vezes,
há setores da política brasileira que acham que as universidades públicas são
obstáculos. Eu, ao contrário, acho que elas são essenciais, são
plataformas de realização de sonhos e direitos para a maioria das
pessoas. Por isso estou aqui, para dar boas vindas a todos que nos visitam e
estimular o trabalho de organização dos dirigentes dessas universidades”,
destocou o governador Flávio Dino.
Ao longo
de quatro dias, reitores e reitoras e representantes de 46 universidades de 22
estados debaterão temas pertinentes para a educação superior, que tratem
questões e soluções para o prosseguimento da pesquisa, extensão, inovação e
internacionalização. O reitor da UEMA, Gustavo Costa, ressaltou a relevância do
encontro, que reúne tantos dirigentes, para a defesa do direto de todos à universidade
pública.
Nessa
edição, faremos uma discussão sobre os os desafios do presente e os caminhos
para o futuro. Vamos tratar, aqui, de uma agenda de interesse das
universidades, mas, sobretudo, uma agenda de interesse da sociedade. São temas
que ocupam o nosso cotidiano acadêmico, com soluções a partir da integração dos
dirigentes, reitores e reitoras que representam a ABRUEM, aqui são 46
instituições. E para termos uma dimensão do significado deste evento, as
instituições que aqui comparecem representam 40% da produção científica do
Brasil. Então é muito relevante”, pontuou o reitor da Uema.
Esta é a
quarta vez que o Maranhão recebe o Fórum, mas segundo o reitor da Universidade
Estadual da Paraíba e presidente da ABRUEM, Antônio Guedes Rangel Júnior, desta
vez há assuntos urgentes e práticos a serem debatidos. “Na conjuntura que
vivemos no país é uma situação de extrema dificuldade para todos os estados e
todas as universidades. É isso que se espalha por toda a união, na questão
econômica e política, termina repercutindo nas universidades, no sentido de
planejamento e financiamento. É preciso debater saídas”, defendeu o presidente.
Por iniciativa do presidente da Assembleia Legislativa
do Maranhão (Alema), deputado Othelino Neto (PCdoB), a Alema destinou R$ 4,2
milhões em emendas parlamentares à Fundação Antônio Dino, instituição
mantenedora do Hospital Aldenora Bello, referência no tratamento oncológico no
estado. A carta compromisso foi entregue, nesta quarta-feira (23), ao
vice-presidente da Fundação, Antônio Dino Tavares.
O documento entregue solicita a destinação de recursos
do orçamento do Estado à Fundação Antônio Dino, com a indicação de emendas, no
valor de R$ 100 mil, de cada um dos 42 deputados da Casa, para ajudar o
Hospital Aldenora Bello a superar a crise por falta de recursos financeiros,
que ocasionou a suspensão de alguns serviços aos pacientes em tratamento de
câncer.
“Nós percebemos a crise por qual passa o Hospital
Aldenora Bello que, embora seja um hospital gerido por uma fundação privada,
tem um aspecto social muito forte. Então, o Poder Legislativo ajuda, como
agente político, a mediar essa situação com relação, principalmente, à
utilização de recursos do Fundo de Combate ao Câncer, que é um fundo cujas
decisões de utilização não são exclusivamente do Governo do Estado, por
meio da Secretaria de Saúde, mas ele tem uma composição e a sua
utilização precisa passar pela aprovação dessa composição, que inclui o
Ministério Público e outros representantes”, explicou Othelino.
O presidente da Alema ressaltou que a destinação das
emendas é uma forma objetiva de colaborar com a situação e fruto de uma decisão
unânime de todos os 42 parlamentares, que se dispuseram a ajudar com suas
emendas. “Serão R$ 4,2 milhões, que nós combinamos com o secretário de Saúde,
Carlos Lula, que disponibilizasse em seis parcelas, tendo em vista a limitação
financeira do Governo do Estado, e ficamos felizes em poder ajudar. Esperamos
encontrar soluções definitivas para que não haja a suspensão dos serviços do
Aldenora Bello”, afirmou.
Othelino informou, ainda, que alguns serviços que
haviam sido suspensos já foram retomados, a exemplo das quimioterapias. “Os
serviços de quimioterapia, por exemplo, já foram retomados, onde o Governo do
Estado já mandou para o Aldenora Bello uma quantidade razoável de medicamentos
que estavam em falta. Na semana que vem, os serviços de cirurgia também devem
voltar a funcionar”, assegurou.
Serviço relevante
O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, pontuou
que o Hospital Aldenora Bello é uma instituição privada e filantrópica, que
presta um serviço relevante, que tem contado, ao longo dos anos, com a ajuda do
Governo do Estado com emendas de custeio, equipamentos, com o Fundo Estadual de
Combate ao Câncer e, agora, com as emendas parlamentares.
“Foi uma ideia de todos os deputados, tanto da
oposição quanto da situação, com a destinação de R$ 100 mil, da emenda de cada
um, que a Secretaria de Estado da Saúde vai repassar integralmente ao Hospital
Aldenora Bello, para que ele tenha condições de se manter e continue provendo
serviços públicos como tem feito ao longo dos anos”, assinalou.
O vice-presidente da Fundação Antônio Dino, Antônio
Dino Tavares, destacou que a união de todos os parlamentares mostra a
importância que o Hospital Aldenora Bello tem para o estado. “O reconhecimento
da classe política é sempre muito importante. Vale ressaltar que todas as vezes
em que a classe política fez convênios ou obteve algum tipo de repasse para o
hospital houve saltos qualitativos no atendimento dos pacientes”, disse.
Participaram também da entrega os deputados Wellington
do Curso (PSDB), Carlinhos Florêncio (PCdoB), Helena Duailibe (Solidariedade),
Hélio Soares (PL), Fernando Pessoa (Solidariedade), Daniella Tema (DEM), Dr.
Yglésio (PDT), Roberto Costa (MDB), Rafael Leitoa (PDT), Rildo Amaral
(Solidariedade), Mical Damasceno (PTB), Rigo Teles (PV), Glalbert Cutrim (PDT),
Duarte Jr. (PCdoB), Andreia Martins Rezende (DEM), Cleide Coutinho (PDT), César
Pires (PV) e Dr. Leonardo Sá (PL).
Ativistas do Greenpeace foram presos, na manhã desta quarta-feira (23), durante protesto que realizavam na frente do Palácio do Planalto, em Brasília. A informação veio de um tuíte da própria organização, que fez uma transmissão ao vivo de dentro da delegacia.
A
demora em combater e mitigar desastres ambientais mostra que o governo federal
não está preparado para responder a eventos como esses, deixando nossos oceanos
e florestas ainda mais vulneráveis. Participe do abaixo-assinado: https://act.gp/2PdZlMC #InimigoDoMeioAmbiente
“URGENTE: Nossos ativistas foram DETIDOS enquanto realizavam protesto
pacífico em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, na manhã desta
quarta-feira.”
Suja das cinzas dos
incêndios na Amazônia, suja do óleo bruto espraiado no Nordeste, suja das
línguas viperinas do Congresso e do Palácio do Planalto, suja de censura e
intervenções, suja, suja, suja…
JM
Cunha Santos
Quando
imputou a organizações não governamentais a responsabilidade pelo incêndio
generalizado na Amazônia, inocentando, antes de qualquer investigação, os
madeireiros criminosos que destroem a floresta, não estaria o Senhor presidente
da República protegendo correligionários e financiadores de sua campanha?
Quando
acusaram a Venezuela de ser responsável pelo ainda inexplicável derramamento de
milhares de toneladas de óleo nas praias do Nordeste, não estaria o governo
protegendo os que sabe serem os verdadeiros culpados? Como é possível que até o
momento o governo, no envolvimento de todos os organismos dedicados à
investigação, ainda não tenha ideia de onde veio esse mar de petróleo que
invadiu o mar nordestino?
Pois
desconfio que os dedos da chamada “Nova Direita”, estejam todos enfiados nesses
sinistros, tragédias ambientais sem referência na História, com o objetivo de
encontrar desculpas para o fechamento do regime, a tão sonhada ditadura que não
sai de suas cabeças.
Bastam
poucos episódios para se ter ideia do tipo de gente que está governando o
Brasil. Na disputa desidratada pelo comando do PSL, o filho do presidente
compara a ex-líder do governo, Joice Hasselman, a uma porca gorda; ela, por sua
vez, compara o filho do presidente a um veado e diz que quem nasceu para Lassie
nunca chegará a Pit Bull. Um mar de baixarias que ofusca até mesmo o mar de petróleo
que suja as praias nordestinas.
O
próprio Bolsonaro, no calor da campanha, disse que a deputada Maria do Rosário
não servia nem para ser estuprada porque é muito feia. E chamou uma jornalista
de vagabunda sucessivas vezes, para espanto do público, no saguão de um
aeroporto internacional.
São
coisas inimagináveis até para republiquetas tribais onde o poder é conquistado
a fios de navalhas e facões.
Mas
é essa hoje a linguagem da República, o comportamento das pessoas escolhidas
para gerenciar a economia, a política e o desenvolvimento do Brasil. E nem vou
lembrar aqui o ultradireitista Olavo de Carvalho, guru da família Bolsonaro, tratando
os militares brasileiros de cagões e outros que, ultimamente, desandaram a invocar
a volta do AI-5, documento-terror da ditadura militar.
Para
coroar toda essa sujeira, a censura está de volta. Fica na dependência de
alinhamento com o governo, o apoio de órgãos públicos como a CEF, Petrobrás e
Banco do Brasil, a produções culturais. Depende do posicionamento político e do
comportamento dos produtores de cultura nas redes sociais.
Por
outro lado, o governo editou a Medida Provisória 802 que dispensa prefeituras,
governos estaduais e o governo federal de publicar atos administrativos em
jornais impressos. É pedir a falência de toda a imprensa alternativa, de todos
os pequenos jornais que circulam em cidades do interior. E quanto às empresas
privadas estão sendo “convocadas” a não anunciar nos principais jornais do país.Truculência, obscurantismo, perseguição à
imprensa e a cultura, linguagem de bordel de quinta categoria nos corredores do
Congresso e do Palácio do Planalto… E eis aí a República suja de Jair
Bolsonaro que humilha e envergonha o Brasil.
O
governador Flávio Dino e prefeito de São Luís, Edivaldo, estiveram reunidos na
tarde desta segunda-feira (21), no Palácio dos Leões. No centro do debate,
obras, investimentos e ações na área de infraestrutura realizadas tanto pela
gestão estadual, quanto pela municipal, e que estão repaginando a capital
maranhense.
“Trocamos
informações sobre as obras que estão sendo realizadas em São Luís pelo Governo
do Estado e pela Prefeitura e que vão dar mais qualidade de vida aos
ludovicenses. Há muito o que comemorar e novos passos a serem dados”, destacou
Flávio Dino.
Entre os
investimento executados pela gestão estadual, a construção do Hospital da Ilha
foi apresentado pelo governador como uma solução definitiva para o problema de
urgência e emergência da região metropolitana de São Luís. Com as obras em
ritmo acelerado, quando finalizado, o novo hospital desafogará os dois
hospitais de urgência e emergência que atendem a população ludovincense, os
Socorrões.
Flávio
Dino lembrou, também, da obra do Governo do Estado de prolongamento em 1.800
metros da Avenida Litorânea, que deverá melhorar o trânsito, a mobilidade e a
circulação entre os municípios de São Luís, Raposa, Paço do Lumiar e São José
de Ribamar. O prolongamento da Avenida Litorânea contempla, ainda, a construção
de calçadão, bares, ciclovias, estacionamentos e áreas para caminhada.
O
prefeito Edivaldo levou ao governador a boa notícia de que o programa “São Luís
em Obras” será ampliado, aumentando o número de vias a receberem nova
pavimentação asfáltica. O programa que já está realizando melhorias na área da
infraestrutura urbana em bairros da capital, com serviços como macrodrenagem,
pavimentação e construção de pontes, reforma e construção de mercados, além de
requalificação de espaços públicos, será incrementado.
“Nos
encontramos para tratar sobre o que a Prefeitura tem feito através do São Luís
em Obras e o que o Governo do Estado tem executado em São Luís. Trabalhando
sempre próximo, quem ganha é a população”, pontuou o prefeito, ao destacar a
importância de encontros de trabalho para alinhar ações e estipular novas
metas.
Encontro Nacional discutiu a liberdade de expressão (Foto: Gilson Teixeira)
A leitura e aprovação da Carta de São Luís,
documento em defesa pela liberdade de expressão e democracia no Brasil, marcou
a programação de encerramento do 4° Encontro Nacional pelo Direito à
Comunicação (ENDC), evento realizado deste a última sexta-feira (18) até a
manhã do domingo (20) na Faculdade Estádio de Sá, no Centro da capital
maranhense.
Na Carta, os participantes do 4° ENDC elencam uma série
de posicionamentos em defesa da liberdade de expressão como direito fundamental
do cidadão. É o que explica a secretária geral do Fórum Nacional pela
Democratização da Comunicação (FNDC), Ana Claudia Mielke.
“Essa Carta de São Luís marca uma posição. Não
vamos aceitar qualquer tipo de censura e de cerceamento à liberdade de
expressão. Nós vamos defender intransigentemente o direito à liberdade de
expressão no Brasil, direito fundamental e necessário em qualquer democracia no
mundo”, pontua Mielke.
Segundo Mielke, a ideia da Carta é alertar a
sociedade brasileira. “Sem liberdade de expressão, não há democracia. Muitas
práticas de censura vêm sendo proliferadas em estados e municípios. A Carta
traz as reivindicações das entidades da sociedade civil, no que diz respeito à
democratização da comunicação e à liberdade de expressão”, esclarece.
No documento, jornalistas, estudantes, ativistas e
pesquisadores do campo da comunicação de todas as regiões do Brasil se opõem a
“toda e qualquer forma de censura”, defendem que “democracia e liberdade de
expressão se constroem com transparência das ações do Estado e com a garantia
da privacidade do cidadão”, entre outros pontos.
Roda de conversa
Líder do Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do
Maranhão (MMTR-MA), a agricultora Maria Margareth tem 55 anos e trabalhou a
vida inteira em lavouras do município de Esperantinópolis, na mesorregião do
Centro Maranhense. Ela é uma das personagens do documentário “Mulheres Rurais
em Movimento”, exibido durante roda de conversa com mulheres de comunidades e
povos tradicionais do Maranhão, também como parte da programação de
encerramento do 4° ENDC.
Com direção coletiva do Movimento da Mulher
Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR-NE) e Héloïse Prévost, o filme retrata o
cotidiano de mulheres ativistas de vários estados do Nordeste brasileiro, que
lutam contra o patriarcado, a homofobia e a agricultura intensiva e poluidora.
“A partir dos relatos das próprias mulheres que
integram povos e comunidades tradicionais, a gente faz uma relação de como
essas lutas, essas histórias, se conectam ao direito humano à comunicação,
direito fundamental para consolidação da democracia no país”, detalha a
jornalista curitibana Lizely Borges, integrante do Intervozes – Coletivo Brasil
de Comunicação Social, organização que atua pela efetivação do direito humano à
comunicação no país.
Maria Margareth falou aos participantes do 4° ENDC
como vem atuando em busca de direitos e de “voz” para a mulher camponesa. De
acordo com Margareth, um levantamento nacional verificou que 80% das
trabalhadoras rurais brasileiras não têm documentos de identificação, e
reverter esse quadro é o foco de trabalho do MMTR-MA.
“O que mais preocupou no grupo [de trabalhadoras
rurais] foi a falta de conhecimento das mulheres. As mulheres [do campo]
achavam que era só parir, criar e ficar em casa. Nosso trabalho mais forte foi
em cima da documentação da trabalhadora rural”, afirma a agricultora.
4° ENCT
Realizado pela primeira vez no Maranhão, o 4°
Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENCT) debateu temas essenciais da
área de comunicações, com ênfase em assuntos relacionados à liberdade de
expressão, defesa de uma internet livre e aberta e de um sistema de mídia
plural e diverso.
Organizado pelo Fórum Nacional pela Democratização
da Comunicação (FNDC), o evento contou com apoio do Governo do Maranhão e da
Faculdade Estácio de Sá.
A coordenadora geral do FNDC, Renata Mielli,
acredita que o encontro é uma oportunidade de abertura do debate sobre
liberdade de expressão e entre diferentes atores da sociedade.
“O Brasil vive um período muito difícil. Assistimos
a uma escalada autoritária muito grande, perseguição a comunicadores e a
jornalistas. A resistência do campo democrático popular na defesa da liberdade
de expressão é essencial para que a gente impeça que esse avanço autoritário se
aprofunde e para que a gente possa dialogar com a sociedade os problemas reais
do Brasil”, conclui Mielli.