Gilmar Mendes tenta salvar a imprensa de censura econômica imposta pelo governo Bolsonaro

Durante a ditadura militar foi proibido noticiar uma epidemia de meningite, cenas de maus tratos a escravos foram censuradas e um diretor de TV foi demitido por permitir que fosse ao ar uma imagem de D. Paulo Evaristo Arns. Tudo indica que é a esses extremos que o governo quer chegar.

JM Cunha Santos

O ministro Gilmar Mendes deu uma porrada seca e bem merecida naqueles que, hoje no poder, usam artifícios legais de ordem econômica na tentativa de mudar a postura crítica da imprensa em relação ao governo.  

O ministro suspendeu, liminarmente, a eficácia da Medida Provisória 802, editada pelo presidente Jair Bolsonaro, que dispensa prefeituras, governos estaduais e o governo federal de publicar atos administrativos em jornais impressos de grande circulação. A MP não poderá gerar nenhum efeito até que seja analisada pelo Congresso Nacional. Essa MP é um desastre para o jornalismo impresso, principalmente jornais localizados em regiões sem indústrias e grandes empresas, carentes de anunciantes no setor privado. Gilmar Mendes considerou que a medida causará grave e irreparável dano aos jornais, especialmente na esfera municipal. E já se tem notícias de que órgãos de imprensa fecharam e outros reduziram a circulação por conta da malfadada Medida Provisória. Sobre ela, disse Jair Bolsonaro: “Eu espero que o jornal Valor Econômico sobreviva a essa MP”.

É a voz totalitária de um ditador aloprado que não aceita críticas ao seu governo. Bolsonaro sonha com um país sem pensamento crítico nas escolas e universidades, sem produções culturais livres e, se deixarem, com uma imprensa sem informação nem opinião, fadada apenas a noticiar atos governamentais, sem comentários ou qualquer tipo de análise que alcance ou retrate a opinião pública.

A CENSURA NA DITADURA MILITAR

Os critérios mais absurdos foram usados para censurar a imprensa e censurar artes, livros e espetáculos no correr da ditadura militar no Brasil. De um lado, equipes de censores ocuparam jornais e revistas para decidir o que podia e o que não podia ser publicado. De outro, os jornais eram obrigados a enviar antecipadamente o que pretendiam publicar à Divisão de Censura da Polícia Federal.

Leis draconianas foram empurradas goela abaixo da sociedade para censurar a imprensa. Primeiro foi a lei 5.520, de fevereiro de 1967. Depois, a censura que veio com a edição do AI-5 e, em seguida, o Decreto Lei 898, a famigerada Lei de Segurança Nacional, de 1969. Sem contar que os censores atuavam também informalmente, através de telefonemas e comunicados por escrito proibindo os órgãos de imprensa de tratar sobre determinados assuntos. A desobediência quase sempre acabava em demissões. Ou coisa pior.

Um exemplo crasso do poder da censura econômica: o Jornal do Brasil perdeu, à época, 15 % de sua receita e acabou negociando com os militares, ou seja, amenizou sua postura crítica ao regime.

A censura se tornou tão macabra e idiota que proibiu o noticiário sobre uma epidemia de meningite ocorrida no Brasil em 1974. Novelas tiveram capítulos cortados e trechos alterados. Até cenas que retratavam os maus tratos aos escravos na novela “A escrava Isaura”, foram proibidas de ir ao ar. O superintendente de um canal de TV foi demitido porque permitiu a divulgação de uma imagem de Dom Paulo Evaristo Arns.

Em matéria anterior (Com uma SS nazista em gestação, o governo Bolsonaro militariza a democracia brasileira e tenta falir a imprensa nacional) mostramos as táticas adotadas pelo governo para impor censura à imprensa do país: restrição de publicidade, pressões econômicas, intervenções judiciais e até ameaças a jornalistas. Por enquanto, podem apostar. Tudo indica que, em matéria de censura, o governo quer chegar aos mesmos extremos que a ditadura militar chegou.

Lula quer atuar como pacificador nacional após deixar a prisão

Em conversas recentes na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula tem adotado o discurso de que é preciso trabalhar pela unidade nacional e dar um basta ao clima de beligerância que se acentuou no país desde a eleição de 2018

247 – “O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dito a aliados que, na hipótese de deixar a prisão em breve, pretende rodar o Brasil e assumir o papel do que tem chamado de ‘fio condutor da pacificação nacional’”, informa a jornalista Thais Arbex, em reportagem publicada na Folha de S. Paulo. .

“A expectativa pela liberdade ocorre no momento em que o STF (Supremo Tribunal Federal) inicia o julgamento sobre a constitucionalidade da prisão de condenados em segunda instância, e a Segunda Turma da corte se prepara para retomar a discussão sobre a alegada suspeição do ex-juiz Sergio Moro, que pode levar à anulação da condenação do petista no caso do tríplex de Guarujá. Em conversas recentes na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula tem adotado o discurso de que é preciso trabalhar pela unidade nacional e dar um basta ao clima de beligerância que se acentuou no país desde a eleição de 2018”,. aponta ainda a reportagem.

Em um mês, Maranhão cria mais de 1.700 novos empregos com carteira assinada

O Maranhão continua abrindo novos empregos com carteira assinada. Em setembro, foram 1.761 novos postos de trabalho. Os dados são do Ministério do Trabalho, que mensalmente divulga o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

É o quarto mês seguido em que o Estado abre novos empregos formais, ou seja, com carteira assinada. No acumulado do ano, são mais de 9 mil novos postos de trabalho, ainda de acordo com o Caged.

Em setembro, o setor que mais contribuiu para gerar emprego no Maranhão foi a Construção Civil, seguido por Comércio e Agropecuária.

Geração contínua

Este é o terceiro ano seguido em que o Maranhão abre novos empregos com carteira assinada, mesmo com a forte crise econômica que atinge o Brasil.

De acordo com o Caged, o Maranhão teve saldo positivo de 1.221 vagas em 2017. A situação foi diferente da verificada no cenário nacional naquele mesmo ano. Em 2017, o Brasil inteiro perdeu 20.832 vagas.

Em 2018, o Maranhão teve um desempenho oito vezes melhor que no ano anterior: foram criados 9.649 empregos com carteira assinada.

Desdobramento

JM Cunha Santos

Era um dia

qualquer dia

menos noite

do que dia

eu chorava, não sofria

eu sofria, não doía

era sábio e não sabia

que era noite

ou qualquer dia

de cadarço e fantasia

Minha alma, minha alma

em mil túneis imergia

Era um dia

qualquer dia

bem mais noite

do que dia

eu pulava, ela caía

eu chamava, ela não ia

eu rosnava, ela sorria

eu esperava, ela partia

eu ficava, ela saía

eu parava, ela corria

Minha alma, minha alma

nunca estava onde eu queria

Era um dia

qualquer dia

era noite

e era dia

eu falava, ela dizia

eu cantava, ela paria

eu libertava, ela prendia

eu tomava, ela queria

eu achava, ela perdia

eu tentava, ela fazia

Minha alma, minha alma

em mil mundos se escondia

Era um dia

qualquer dia

sempre noite

e sempre dia

eu pecava, ela punia

se quebrava, construía

se somava, abstraía

eu beijava, ela cuspia

toda a gente se pasmava

toda a gente enfurecia

Minha alma, minha alma

sempre estava aonde eu não ia

Artesanato maranhense bate recorde de vendas em feira nacional

Gente criativa que pinta, trança, borda e faz da arte uma oportunidade de geração de emprego e renda. Peças criadas pelos artesãos maranhenses se destacam em exposições e feiras valorizando o potencial do setor. Em outubro, a produção regional esteve no 13° Salão do Artesanato com o apoio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), contabilizando uma receita de R$ 64.418,00.

Em menos de cinco dias de feira, os 10 artesãos selecionados pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur), venderam 1.580 peças, contabilizando uma receita de quase 65 mil reais.  Além da venda in loco, os artesões receberam encomendas de 750 peças de revendedores de diversas cidades do Brasil, que se encantaram com a arte maranhense.

As vendas superaram a estimativa que previa um faturamento em torno de R$ 50.000. Produtos utilitários, acessórios e vestuários foram algumas das peças mais procuradas na feira. Itens de azulejaria, cerâmica vitrificada, pintura à mão livre com porcelana, fibra do buriti e o artesanato indígena ocuparam o topo das tipologias mais comercializadas na feira.

“As feiras são importantes vitrines de exposição para a produção e participar desses eventos é colocar os nossos artesãos no mercado, favorecendo a comercialização e incentivando a melhoria constante na qualidade dos produtos apresentados”, destacou o secretário de estado do Turismo, Catulé Júnior.

Comparativo

A receita obtida com a comercialização das peças na feira paulista superou a da 12° Feira Internacional de Artesanato, realizada em Brasília, em abril desse ano, onde em cinco dias de evento, comercializou 840 peças e 91 encomendas, totalizando faturamento de R$ 49.223,00.

A venda no salão de São Paulo superou também a registrada na Feira Nacional de Negócios e Artesanato (Fenearte) realizada julho desse ano, em Pernambuco, que em 12 dias de feira, registrou a comercialização de 1458 peças e um faturamento de R$ 56.223,70.

Carlos Martins comemorou o sucesso das vendas e destacou o planejamento realizado em parceria com a Setur antes e durante o evento como primordiais para alcançar o feito. “O resultado alcançado foi fruto da organização da participação do Maranhão, desde o lançamento do edital até a curadoria na escolha dos produtos, levando em conta o mercado, o perfil do consumidor e a qualidade da nossa produção”, frisou o superintendente de artesanato do Maranhão.

Apesar dos números positivos das vendas, Carlos Martins destaca que mais esforços serão concentrados em cursos de qualificação e estratégia de mercado para os artesãos, com o objetivo de aumentar ainda mais a comercialização do artesanato. “Os números de vendas foram maravilhosos, mas vamos trabalhar para imprimir um ritmo ainda maior para que nosso artesanato seja um indicador importante no PIB do Maranhão. Esse é um compromisso da superintendência com o secretário de Estado do Turismo”, garantiu Martins.

O sucesso de vendas da produção artesanal maranhense foi presente também nas festividades juninas. Em 2019, no Arraial do IPEM, as vendas ultrapassaram R$100 mil em menos de duas semanas.

Além das feiras nacionais, a Secretaria de Estado do Turismo lançou o Ceprama Itinerante, projeto que tem por objetivo permitir a troca de experiência, o intercâmbio e a comercialização da produção artesanal no Maranhão, percorrendo os principais polos turísticos do estado. Ações do Ceprama Itinerante foram realizadas durante a inauguração do Parque do Rangedor e na cidade de Caxias, onde aconteceu a primeira etapa do projeto.

Em outubro, o Ceprama está presente com feira permanente de artesanato no prédio sede na Madre Deus e também na 13° Feira do Livro (FeliS), no Multicenter Sebrae, e a 50° Festa da Juçara, no Maracanã.

Othelino destaca comemoração dos 30 anos da Constituição Estadual como um resgate importante da história do Maranhão

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), deputado Othelino Neto (PCdoB), destacou a importância de celebrar a Constituição Estadual e do respeito às diferenças, durante a sessão solene realizada em homenagem aos 30 anos da Constituinte, nesta quinta-feira (17), no Plenário Nagib Haickel. Na cerimônia, Othelino também foi condecorado com a Medalha João Evangelista, criada pela Associação dos Ex-Deputados Estaduais do Maranhão (Aedem), presidida pelo ex-deputado e deputado constituinte, Carlos Guterres.

“É um momento histórico. Enquanto alguns ousam insultar a Constituição e o direito de obedecê-la, é essencial que enfatizemos a importância do respeito à Constituição Estadual e à Constituição Federal como o pilar principal do Estado Democrático de Direito”, declarou o presidente da Alema em entrevista coletiva.

Já ao pronunciar-se durante a cerimônia, Othelino chamou a atenção para o fato de algumas pessoas, atualmente, defenderem atitudes antidemocráticas, como o fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, ignorando a história do país, que já amargou a experiência da ditadura militar, e da dificuldade em respeitarem e conviverem com as diferenças.

“Nós, do Poder Legislativo, não temos nem a pretensão da unanimidade, porque a unanimidade é a antítese do que representa o Parlamento. Nós precisamos, no Brasil, nessa quadra histórica saber, sobretudo, respeitar as diferenças. Entender que as diferenças não nos tornam inimigos”, salientou.

Ao ressaltar a importância da homenagem aos 30 anos da Constituição Estadual, o presidente da Alema reforçou a defesa do Estado Democrático de Direito e da relação harmônica entre os poderes constituídos. “Este é um momento de desagravo à nossa Constituição e de defesa do Estado Democrático de Direito, de defesa dessa relação que eu não canso de repetir: o Maranhão é um exemplo para o Brasil de relação harmônica e respeitosa entre os Poderes, incluindo os órgãos autônomos”.

“Nós, como servidores públicos que somos, temos o dever de ter um diálogo com esses Poderes. Quem ganha com esse diálogo é a sociedade. Independentemente de opção religiosa e ideológica, devemos todos estar juntos sob uma bandeira, que é de todos nós: a democracia do nosso Brasil, que muitos perderam a vida para que pudéssemos conquistá-la. Viva o Brasil, viva o Maranhão, viva o Estado Democrático de Direito”, finalizou Othelino.

Cerimônia

O lançamento da Constituição Estadual Anotada, produzida pelo Grupo de Estudo da Constituição do Maranhão, presidido pelo deputado Neto Evangelista (DEM) e composto, ainda, pelos deputados Glalbert Cutrim (PDT), Zé Inácio (PT) e Zé Gentil (PRB), foi um dos momentos que marcaram a cerimônia. Othelino enfatizou que o lançamento da publicação pela Alema resgata uma parte importante da história do Maranhão.

“Estamos resgatando uma parte importante da história do Maranhão. A elaboração dessa Constituição Estadual Anotada é, também, um exemplo dessa relação respeitosa e harmônica entre os Poderes e os órgãos autônomos. Colaboram muito, além da nossa Consultoria Legislativa e da Procuradoria da Alema, a Defensoria Pública do Estado do Maranhão, a Procuradoria do Estado do Maranhão, o Ministério Público, o Tribunal de Contas, o Ministério Público de Contas e o Tribunal de Justiça do Maranhão. Todos ajudaram para que esse documento chegasse a este ponto, que, hoje, foi lançado”, elencou.

Os deputados maranhenses constituintes foram homenageados com uma placa e um exemplar da Constituição Estadual Anotada, que foram entregues pelo presidente Othelino e pelos deputados Neto Evangelista e Zé Gentil.

“Nós estamos homenageando os constituintes, os senhores e senhoras que participaram dessa parte importante da história do Maranhão. Essa Constituição, que deriva da Constituição Cidadã de 1988, tem marcadamente esse viés de trazer garantias sociais, que antes eram negadas e passaram a compor a Constituição Federal do Brasil e, por consequência, as Constituições Estaduais”, assinalou Othelino.

Na ocasião, Othelino Neto também foi homenageado pela Associação dos Ex-Deputados Estaduais do Maranhão com a Medalha João Evangelista, entregue na ocasião pelo deputado Neto Evangelista, filho do deputado João Evangelista (in memoriam), e pelo presidente da Aedem, Carlos Guterres, deputado constituinte.

Agência Assembleia / Andressa Valadares

Maranhão não atrasa pagamento de pessoal, honra suas dívidas e está entre os poucos estados que mantém a meta fiscal

Tesouro Nacional e agências de classificação internacionais mostram que o Estado mantém a confiança em honrar seus compromissos.

Além de manter um ritmo acelerado de investimentos para tocar obras e serviços, o Maranhão tem conseguido deixar as contas públicas em ordem. Ou seja, tem mantido a responsabilidade fiscal.

Uma avaliação recém-concluída pela Secretaria do Tesouro Nacional mostra que o Estado cumpre as metas relativas a endividamento, resultado primário e despesas com pessoal.

“Vamos continuar lutando para aprimorar a concretização da Responsabilidade Fiscal”, afirmou o governador Flávio Dino.

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece que os Estados não podem exceder o limite de 60% do comprometimento de suas receitas com despesas de pessoal.

A avaliação do Tesouro Nacional – que é um órgão do governo federal – mostra o Maranhão abaixo desse limite.

O mesmo acontece com a porcentagem do Orçamento com o endividamento do Estado. Ou seja, com a fatia que vai obrigatoriamente para pagar dívidas feitas no passado. Ela está dentro da meta.

O chamado resultado primário – a diferença entre receitas e despesas não financeiras (ou o que arrecada e o que gasta) – também cumpre o limite estipulado pelo Tesouro.

Tudo isso é importante porque garante que o Maranhão tenha recursos suficientes para honrar suas dívidas, fazer obras e atrair mais investimentos.

“Apesar dessa imensa crise fiscal que a União e os entes subnacionais estão atravessando, estamos fazendo o dever de casa com muita responsabilidade fiscal e austeridade, no contínuo corte de gastos desnecessários e aplicação dos recursos em políticas públicas que trazem verdadeiro resultado social para nossa população”, diz Cynthia Mota Lima, secretária de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan) do Maranhão.

A avaliação do Tesouro Nacional foi feita após a publicação do Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais, em agosto deste ano. A Seplan identificou, na ocasião, algumas inconsistências na análise e alertou o Tesouro. A avaliação recém-concluída já é o resultado das correções feitas pelo Tesouro.

Outras avaliações

Não é apenas o Tesouro Nacional que confirma que o Maranhão tem uma boa saúde fiscal. Em sua última avaliação, a agência de classificação Moody’s manteve a nota B da economia do Maranhão, com perspectiva estável. Isso representa a manutenção da confiança na capacidade de o Estado honrar seus compromissos.

Outra agência de classificação, a Fitch, também manteve a nota B do Maranhão, com perspectiva estável, em sua última análise.

Nota do Blog

Outras informações dão conta de que 12 estados excederam o limite de comprometimento de 60 % de suas receitas com despesas de pessoal. O Rio Grande do Sul, por exemplo comprometeu 82 % de sua receita com a folha de pagamento.

Como eu ia dizendo antes de ser bruscamente interrompido, competência é outra coisa.

O programa São Luís em Obras vence crises e adversidades para o bem maior do povo de São Luís

JM Cunha Santos

O orçamento da Prefeitura de São Luís sempre foi pacato, mixuruco, esgotado. Sempre foi essa a reclamação permanente de todos os prefeitos. E a cidade pagou caro por essa insuficiência de recursos. Pagou com a ausência de obras de infraestrutura, de investimentos potenciais em saúde e educação e algumas vezes até com insuficiência no recolhimento do lixo e falhas na iluminação pública. A maioria de nossos administradores empacava nesta recorrente deficiência orçamentária e esquecia uma das principais lições da administração: era preciso planejar a cidade.

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior teve competência e paciência para lidar com as críticas dos adversários, grande parte delas azedadas pela vilania política consumida por parte da mídia e conseguiu planejar o futuro que a capital vive hoje com o programa São Luís em Obras.

Vimos nossas principais praças serem remodeladas, reconstruídas, a exemplo da Deodoro que ganhou funcionalidade digna das grandes capitais. O prefeito também disparou a construção de Ecopontos em um grande número de bairros, mudando por completo a política de recolhimento de resíduos sólidos, aliando sua administração aos mais efetivos e modernos ideais do desenvolvimento sustentável. Sem contar um instigante trabalho social que mereceu vários prêmios de organismos públicos e privados país afora. 

O que não se sabia até então é que o prefeito apenas preparava a cidade para o roteiro de uma grande conquista: o maior programa de infraestrutura das últimas décadas, o São Luís em Obras, um ambicioso projeto que inclui asfaltamento, reforma de postos de saúde e escolas, construção de creches, construção de Ecopontos, reforma de praças, reforma do Estádio Nhozinho Santos e do Parque do Bom Menino, em 20 frentes de trabalho que transmudam a paisagem político-administrativa e socioeconômica de São Luís.

A imprensa mal tem tempo de acompanhar as ações sequenciais deste minucioso projeto. Que está no Vinhais, na Avenida Guajajaras, no Angelim, no Cohatrac, nas escolas municipais, postos de saúde, em áreas diversas da administração. E que pretende se estender à maioria dos logradouros públicos, à dependência de um alto volume de investimentos que só é possível em vista da habilidade que teve o prefeito Edivaldo Holanda Júnior em driblar a crise financeira e as reduções orçamentárias que atingem a grande maioria dos municípios do país.

Têm-se, assim, um exemplo de como é possível ao gestor público, com planejamento, determinação e vontade política, vencer as adversidades, preservar-se dos efeitos danosos de uma crise econômica nacional e evitar o declínio dos serviços públicos, o que, evidentemente, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior está conseguindo em vista de tantas realizações. Para o bem maior do povo de São Luís.

Com uma SS nazista em gestação, o governo Bolsonaro militariza a democracia brasileira e tenta falir a imprensa nacional

JM Cunha Santos

Eu já havia mostrado aqui as semelhanças das ideias que sustentam o bolsonarismo com os primórdios do nazismo na Alemanha. A censura, a perseguição nazista a intelectuais como Thomas Mann, Sigmund Freud, Albert Einstein, a proliferação de colégios militares e até o slogan de campanha de Jair Bolsonaro, uma cópia do slogan nazista “Deutschland uber alles” (Alemanha acima de tudo), reforçavam essa afirmação.

O governo quer agora que sejam policiais militares os clientes preferenciais de um curso on line ministrado pelo ultradireitista e nazista escancarado Olavo de Carvalho, guru e conselheiro mor da família Bolsonaro.

Há poucos dias, Florestan Fernandes, (Jornalistas pela Democracia) escreveu que uma perigosa identificação dos policiais militares pelo bolsonarismo pode desembocar na formação de uma tropa de elite nacional nos moldes da SS nazista.

A SS ou Schutzstaffel, (em português Tropa de Proteção) tinha por lema “Minha honra é minha lealdade” e era, inicialmente, uma pequena unidade paramilitar. Posteriormente, agregou 1 milhão de homens, sob comando do famigerado Heinrich Himmler. Essa tropa, que foi responsável por muitos crimes contra a humanidade durante a Segunda Guerra Mundial, era formada por homens racialmente selecionados e disciplinados. Acabou absorvendo a Gestapo, polícia secreta nazista criada com a única intenção de exterminar grupos étnicos minoritários, comunistas e socialistas. E é bom não esquecer que os aliados nazifascistas de Jair Bolsonaro também defendem os grupos de extermínio que atuam no Brasil.

O jornal Folha de São Paulo, alçado, hoje, à condição de inimigo público número 1 do governo Bolsonaro, informou que já passam de 2.500 os militares que detém cargos de chefia e assessoria, em mais de 100 órgãos do governo. No Gabinete de Segurança Institucional, os postos passaram de 943 para 1.061, na Vice-Presidência da República, passaram de 3 para 65 e no Meio Ambiente, de 1 para 12, segundo a Folha de São Paulo.

Enquanto lidamos com a volta da censura prévia às produções culturais, avocando, inclusive, o posicionamento político e o comportamento dos artistas nas redes sociais, o governo eleva exasperadamente o tom contra a imprensa, num prenúncio de censura prévia também aos meios de comunicação. O Secretário de Comunicação do Governo, senhor Fábio Wajnarten sugeriu “Que empresas repensem em quais veículos anunciam suas marcas. Esse ministério é responsável por gerir recursos de publicidade. E o presidente Jair Bolsonaro disse que “Parte da mídia ecoa fake news, ecoa manchetes escandalosas, perdeu o respeito, a credibilidade e a ética jornalística”. Em seguida, exortou os anunciantes a terem consciência de analisar cada veículo de comunicação, para não se associarem a eles. Uma clara demonstração de que, direcionando os anunciantes, pretendem promover a falência da imprensa livre do país.

Cultor do ódio antidemocrático que turbinou sua campanha, Bolsonaro disse sobre a Folha de São Paulo: “A Folha avançou todos os limites. Transformou-se num panfleto ordinário à causa dos canalhas”. E acrescentou: o que mais me surpreende são os patrocinadores que anunciam nesse jornaleco.E sabemos nós que a censura à imprensa e aos meios culturais e a formação de tropas de elite leais ao governo são ordens primeiras de todo ditador. Neste e em qualquer outro país.

Em entrevista ao Jornal Pequeno, Edivaldo reafirma compromisso com a cidade por meio do programa São Luís em Obras

O momento atual da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) segue sendo destaque na imprensa local. Ontem, o Jornal Pequeno publicou ampla reportagem destacando não apenas as ações do programa São Luís em Obras, novo pacote de investimentos da gestão do pedetista, lançado em agosto deste ano, mas também ressaltando a habilidade política e administrativa do gestor de superar as adversidades financeiras e promover o maior programa de infraestrutura que a cidade recebe em décadas.

“Quando assumi a Prefeitura de São Luís, em 2013, tínhamos uma situação fiscal muito difícil. No meu primeiro mandato tive o desafio de reequilibrar as contas públicas sem diminuir os investimentos em nenhuma área. Foi necessário muito planejamento e criatividade na aplicação dos recursos à nossa disposição para que a cidade pudesse voltar a crescer”, disse Edivaldo em entrevista ao Pequeno.

O São Luís em Obras já soma mais de vinte frentes de serviços por toda a cidade. “Este volume de investimentos que o pedetista está realizando em São Luís segue na contramão de algumas das principais cidades do país, que frearam seus investimentos ou viram os serviços públicos entrar em colapso”, salienta a reportagem do Pequeno.

As obras em execução atualmente ampliam os avanços já obtidos nestes sete anos de gestão Edivaldo, que contabiliza mais de duas mil ruas asfaltadas, a modernização do serviço de transporte urbano, que já chega ao percentual de quase 90% de renovação da frota, sendo metade com ar-condicionado, mais de 180 unidades de ensino reformadas e mais de mil salas de aula com ar-condicionado, a reestruturação da Cemarc e de hospitais como Dr. Clementino Moura (Socorrão II) e Hospital da Mulher, ambos hoje referência em atendimento entre outros avanços.

Por fim, o impresso avalia que com a popularidade em alta, alicerçada pelo carisma popular e o volume de obras que não para de crescer, Edivaldo terá peso decisivo na definição da sua sucessão em 2020, embora o gestor não trate do assunto e frise que “este momento requer concentração na execução do cronograma do São Luís em Obras”, destacando seu compromisso com a cidade.