O deputado Edivaldo Holanda (PTC)
apresentou o Projeto de Lei nº 304 / 2019 que dispõe sobre a
concessão do pagamento da meia-entrada em eventos às doadoras de leite materno
no estado do Maranhão. A matéria está em tramitação na Casa, aguardando parecer
das comissões técnicas.
Em justificativa encaminhando o
projeto, o deputado Edivaldo Holanda esclarece que “o aleitamento materno
previne infecções gastrointestinais e respiratórias em bebês e protege
contra alergias. A amamentação é um ato que contribui para o bom
desenvolvimento da criança e traz uma série de benefícios para a saúde das
mães. O Ministério da Saúde incentiva o leite materno como alimento exclusivo
nos seis primeiros meses de vida e que seja complementado com alimentos
adequados até os dois anos de idade ou mais”.
Ainda segundo o autor, “a doação de
leite materno é considerada um gesto de solidariedade e amor e é a forma
de proteção mais econômica e eficaz para redução da mortalidade
infantil”. O parlamentar conta que o mês de agosto ganhou a
simbologia de “Agosto Dourado”, para divulgar a luta pelo incentivo à
amamentação; e que a cor dourada foi escolhida para evidenciar o padrão ouro de
qualidade da alimentação proporcionada pela amamentação.
Edivaldo Holanda afirmou também que
“a proposta visa estimular a promoção e o incentivo às doações de leite
materno, tendo em vista que os bancos de leite no Maranhão enfrentam
constantemente problemas no estoque. “O nosso objetivo é ampliar o processo de
doação de leite para que mais vidas sejam salvas”.
O artigo primeiro do projeto define
como se dará a concessão do benefício: “Art. 1°: Fica concedida a
concessão do pagamento da meia-entrada em todos os locais de espetáculos
teatrais e musicais, shows, exposições de arte, exibições cinematográficas, circenses,
eventos esportivos, de lazer, cinema, entretenimento e demais manifestações
culturais no Estado do Maranhão às doadoras de leite materno”.
No artigo 2º, o projeto estabelece
que “a meia-entrada deverá corresponder a 50% (cinquenta por cento) do valor
do ingresso cobrado”.
Já o artigo 3º estabelece que
“o Poder Executivo poderá regulamentar a presente lei, estabelecendo as
formalidades do documento (carteira ou declaração emitida pelo Banco de Leite)
que comprove a condição de doadora e as penalidades”.
O Atlas
da Violência 2019 divulgado, nesta semana, pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) mostra que São Luís é a capital brasileira que mais reduziu
homicídios desde 2014. O estudo confirma outras pesquisas e levantamentos
mostrando que o Maranhão se destaca na queda generalizada da criminalidade.
O estudo
do Ipea, vinculado ao governo federal, traz dados atualizados até 2017. O
início da série histórica é em 2007. De 2007 a 2014, a taxa de homicídios
cresceu ano a ano em São Luís, sem parar. Em 2007, eram 34,8 homicídios a cada
100 mil habitantes. Em 2014, tinha subido para 82,9, mais do que o
dobro. A partir de 2015, com a nova política de Segurança Pública no Maranhão,
a taxa começa a cair ano a ano.
Em 2017 –
o período com dados mais recentes -, a taxa caiu para 46,9 homicídios a cada
100 mil habitantes. Isso significa uma redução de 43,42% em apenas três
anos. Nenhuma outra capital brasileira conseguiu tal queda, de acordo com o
Atlas da Violência. A capital que mais chega perto de São Luís é Cuiabá,
com queda de 41,46% entre 2014 e 2017. Em seguida, vêm João Pessoa (-34,29%),
Brasília (-33,22%) e Vitória (-32,15%).
Entre os
26 Estados e Distrito Federal, 13 tiveram queda nos homicídios, 13 tiveram
aumento e um continuou igual entre 2014 e 2017. Em 2018 e ao longo de
2019, São Luís também teve queda nos homicídios, de acordo com as estatísticas
que ainda não foram tabeladas pelo Ipea, mas que são divulgadas mês a mês pela
Secretaria de Segurança Pública do Estado.
O prefeito Edivaldo Holanda Junior
anunciou nesta segunda-feira (5), em suas redes sociais, o programa “São Luís
em Obras”, que será iniciado ainda este mês. O pacote de obras contempla
serviços na área de infraestrutura com macrodrenagem e pavimentação, construção
de pontes, de mercados, requalificação de praças, intervenções viárias, entre
outras.
As obras são anunciadas logo após o
período de fortes chuvas, como já havia sido dito pelo prefeito Edivaldo. Este
ano São Luís registrou o maior volume de chuvas das últimas décadas, o que
trouxe grandes transtornos para a população.
“Apesar das condições adversas, por
ocasião do rigoroso inverno, mantivemos nossas equipes nas ruas atendendo as
demandas mais urgentes de infraestrutura. O nosso compromisso é recuperar todos
os danos. Agora que as chuvas deram uma trégua vamos iniciar um novo programa
que contempla obras em diferentes áreas e chegam a várias regiões da cidade com
serviços de macrodrenagem, pavimentação, construção de pontes e outros que vão
garantir mais mobilidade e qualidade de vida para a população”, disse o
prefeito Edivaldo acrescentando que os recursos para os serviços já estão
assegurados.
Algumas obras previstas já haviam
sido anunciadas, como a reforma e construção dos mercados do São Francisco,
Cohab e Coradinho. O Mercado das Tulhas, na Praia Grande, no Centro Histórico
da capital, passará por reforma em toda a sua estrutura física, para melhorar
os serviços prestados ao público no espaço e resgatá-lo como ponto turístico da
cidade.
O pacote de serviços do São Luís em
Obras inclui ainda a requalificação da Praça da Saudade, Praça da Misericórdia
e entorno; requalificação do Parque do Bom Menino, Praça da Bíblia e entorno,
intervenções viárias em diferentes pontos da cidade, entre outros.
Com o novo programa, a Prefeitura de
São Luís segue ampliando os investimentos na melhoria da infraestrutura da
cidade. As obras somam-se às diversas já executadas pela gestão do prefeito
Edivaldo Holanda Junior, visando transformar os espaços públicos e devolver à
população uma cidade muito mais estruturada e bonita.
Além das obras que integram o
programa já anunciadas pelo prefeito Edivaldo Holanda Junior, outras serão
detalhadas ainda este mês, a partir do início da execução do São Luís em Obras.
Em entrevista à Revista Carta Capital,
o governador Flávio Dino fez uma análise da atual situação da política do país
sob o comando do presidente Jair Bolsonaro. Para ele, trata-se de um governo
extremista e sectário, que busca o conflito.
“Vivemos uma escalada autoritária,
não há dúvida. E isso normalmente ocorre quando segmentos políticos e jurídicos
acham que os fins justificam os meios, pregam o vale-tudo”, disparou Dino.
De acordo com o governador do
Maranhão, esse cenário não começou ontem.
“Essa estratégia teve início com a
defesa do impeachment sem motivos de Dilma Rousseff e desembocou na condenação
sem provas do ex-presidente Lula. É claramente uma escalada autoritária, degrau
por degrau, que pode levar a uma ruptura violenta do que resta de ordem
democrática”, enfatizou.
Dino afirmou não achar provável neste
momento, “mas é possível”.
O Estádio Municipal Nhozinho Santos
recebe a maior obra estrutural dos últimos 60 anos. A reforma, que promoverá a
modernização e revitalização completa do espaço, foi vistoriada neste sábado
(3) pelo prefeito Edivaldo Holanda Junior. O estádio está sendo amplamente
reformado e modernizado para tornar-se de fato uma grande arena de futebol,
apto a receber jogos de todas as divisões futebolísticas brasileiras. O
trabalho integra o conjunto de ações desenvolvidas pela gestão do prefeito
Edivaldo Holanda Junior na área do Esporte.
Ao percorrer o estádio, o prefeito
Edivaldo Holanda Junior destacou a magnitude da obra que vai transformar uma
das mais importantes praças esportivas da capital, com um simbolismo
imensurável para o futebol e o esporte maranhense. “Esta é a primeira grande
reforma verdadeiramente estrutural realizada no Nhozinho Santos, em 69 anos de
história. Ter a oportunidade de concretizar esse grande projeto em nossa gestão
é algo que nos deixa muito felizes porque o “Gigante da Vila Passos” é um
patrimônio de São Luís e de imenso valor para o esporte maranhense. De forma
que, com esta obra que executamos, vamos entregar um estádio totalmente novo
para a população e os desportistas”, afirmou o prefeito.
Os serviços são executados pela
Prefeitura de São Luís por meio das secretarias municipais de Obras e Serviços
Públicos (Semosp) e Esporte e Lazer (Semdel) com parcerias do Governo do Estado
e, ainda, com recurso de emenda parlamentar do deputado federal Cléber Verde.
Na vistoria às intervenções, o prefeito esteve acompanhado pela primeira-dama
Camila Holanda, o vice-prefeito Júlio Pinheiro e secretários municipais.
O trabalho de modernização do Estádio
Nhozinho Santos contempla reformas em todos os setores do espaço. A nova arena
terá como principal diferencial a colocação de placas de vidros temperados
laminado no alambrado, substituindo o antigo que era de ferro e considerado
ultrapassado para os atuais padrões das arenas modernas. As bases de alumínio
para sustentação dos vidros já estão sendo colocadas.
“Além de um simbolismo emblemático
para os ludovicenses, a obra de restauração do Nhozinho Santos era uma demanda
antiga população e dos esportistas maranhenses. E a gestão, ciente dessa
importância, empreende todos os esforços para devolver à comunidade esse espaço
tão fundamental para o futebol local”, afirmou o vice-prefeito Júlio Pinheiro.
Todo o gramado foi trocado por novas
placas de gramas e já recebeu 72 novos pontos de irrigação com sistema de
funcionamento automatizado a com modelos de aspersão pop-up, que submergem ao
término do trabalho e ficam subterrâneos. “Com a reforma pela qual passa o
Nhozinho, o estádio vai atender a todas a normas previstas pelas confederações
futebolísticas para uma arena de futebol de fato”, destacou o secretário
municipal de Desporto e Lazer, Rommeo Amim.
Segundo o secretário municipal de
Obras e Serviços Públicos (Semosp), Antônio Araújo, a reforma estrutural
realizada no estádio abrangeu amplamente os dois vestiários para atletas, que
já estão finalizados e prontos para uso. Nos vestiários foram colocados novos
pisos, revestimentos de paredes e as separações dos boxes dos chuveiros, que
antes eram de alvenaria, passaram a ser de granito; instalações de chuveiros e
vasos sanitários novos, além de substituída toda a parte hidráulica, elétrica e
de iluminação nesses espaços.
“Estamos realizando obras realmente
estruturantes no Nhozinho Santos. Não era mais cabível que um estádio de quase
70 anos ainda mantivesse as antigas instalações hidráulicas e
elétricas,comprometendo o funcionamento e ocasionando problemas de toda a
natureza como infiltrações, entupimentos, perda de energia, rachaduras entre
outros. Tudo isto está sendo sanado agora”, observou o secretário.
Outro ponto muito reclamado no espaço
e que teve os problemas sanados foram os banheiros masculinos e femininos
destinados aos espectadores. As tubulações finais que comprometiam a vazão e
ocasionavam entupimentos e infiltrações, foram substituídas por novas e na
dimensão correta. Os banheiros, inclusive o com acessibilidade para pessoas com
deficiência, já estão amplamente restaurados, com instalação de novo piso
antiderrapante, novas pias, vasos e mictórios. Também os bares do estádio foram
amplamente reformados e ganharam novos elementos para funcionalidade do espaço,
assim como também os setores administrativos.
As obras também incluem restauração
do sistema de iluminação do estádio, com reparação total da subestação central,
que é responsável por distribuir a energia no local (transformadores, pontos de
isolamento, entre outros), troca de refletores, revisão de reatores e reparo
das torres, entre outros serviços. “Estamos com 50% das obras executas e em
breve os atletas e a população terá uma nova praça esportiva, totalmente
moderna e bonita”, observou o secretário municipal de Esporte e Lazer, Rommeo
Amim.
Novos diálogos entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador-chefe da Lava
Jato, Deltan Dallagnol, mostram que a dupla não prestava contas das palestras
que ministrava Brasil afora. Reportagem assinada pelos repórteres Paula Sperb e Ricardo Balhazar, da Folha
de São Paulo, e Amanda Audi, do The Intercept Brasil, mostram
que o atual ministro da Justiça omitiu uma palestra remunerada proferida em
setembro de 2016, período em que ainda era o juiz responsável pelas ações
da Operação lava Jato.
A palestra não consta da prestação de contas de Moro ao Tribunal
Regional Federal da 4ª Região, que relatou ao jornal que Moro declarou
participação em 16 eventos externos em 2016, incluindo nove palestras, três
homenagens e duas audiências no Congresso.
De acordo com a Folha e o Intercept, em 22
de maio de 2017, Moro informou a Dallagnoll do interesse de um executivo do
grupo de comunicação Sinos em uma palestra sua. “Ano passado dei uma palestra
lá para eles, bem organizada e bem paga”, escreveu o juiz. “Passa sim!”,
concordou Deltan, animado.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determina que juízes de todas as
instâncias são obrigados a prestar informações de todas as palestras e eventos.
Os juízes têm 30 dias para informar as atividades, devendo registrar data,
assunto, local e entidade responsável pela organização. A resolução do CNJ, no
entanto, faculta os juízes a declarar eventuais remunerações.
Moto, segundo uma fonte da organização do evento, recebeu um cachê entre
R$ 10 mil e R$ 15 mil. Em 2016, seu salário como juiz era de R$ 28,4 mil
líquidos. A palestra em Novo Hamburgo (RS) reuniu um público pagante de 2 mil
pessoas, lotando um teatro local. Questionado sobre não ter prestado contas de
sua participação no evento para atender as exigências do CNJ, Moro alegou um
“lapso”.
Os diálogos:
22.mai.2017
Sergio Moro
19:25:02 […] do Grupo Sinos, lá de Novo Hamburgo, pediu seu
contato. Ano passado dei uma palestra lá para eles, bem organizada e bem paga.
Deltan Dallagnol
22:58:10 Passa sim! Abraços
Em 2018, Deltan foi a Novo Hamburgo fazer uma palestra no mesmo teatro
em que Moro esteve em 2016 e contou à sua mulher que reduzira o cachê.
15.mar.2018
Deltan
19:59:10 […], baixei meu valor aqui pra 10k espontaneamente
porque, embora ele não tenha comentado nada, perguntei se estava sendo
deficitário e estava. Embora ele tenha dito que risco era deles, rádio ganha em
imagem etc, preferi fazer essa concessão, até porque nosso objetivo não é
financeiro.
[…]
22:39:40 Tudo bem […]. Lotação “baixa” de umas 400 ou 500
pessoas acho, mas no tamanho do teatro somem… de qq modo, foi ótimo. Ficaram
vidrados, aplaudiram no meio e de pé ao fim. Engajados.
Informações de natureza pessoal e mensagens sobre outros assuntos foram
suprimidas nos pontos indicados com o sinal […]
A transcrição das
mensagens manteve a grafia original dos arquivos obtidos pelo The Intercept
Brasil
Eles
condenam o que qualificam de ‘campanha de intimidação’ do veículo, que
denunciou irregularidades na operação Lava Jato
O site francês de jornalismo
investigativo Mediapart se uniu a 26
organizações internacionais e brasileiras de defesa da liberdade de expressão,
em apoio ao site de notícias The Intercept Brasil.
Eles condenam o que qualificam de “campanha de intimidação” do veículo, que
denunciou irregularidades na operação Lava Jato.
Em um comunicado coletivo divulgado
no dia 31 de julho, o grupo afirma que o site brasileiro é alvo de uma onda de
ataques e tentativas de desestabilização contra seus representantes. No texto,
encabeçado pela ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), os participantes afirmam
que desde 9 de junho, quando as informações sobre as possíveis falhas da Lava
Jato foram publicadas pelo The Intercept Brasil, seus
integrantes, principalmente seu fundador, Glenn Greenwald, são vítimas de
insultos e ameaças de morte.
“Nós, que assinamos esse chamado,
consideramos que as tentativas de desestabilizar e atingir a credibilidade
do The Intercept Brasil e dos veículos parceiros
nessas publicações, independentemente de sua origem, constituem uma grave
ameaça para a liberdade de informação. Estas têm por efeito não somente desviar
a atenção da opinião pública sobre o conteúdo das revelações, mas reforçam
sobretudo o grau de hostilidade do ambiente em que atua a imprensa, em especial
os jornalistas investigativos”, escrevem os signatários. Eles lembram que “o
Estado brasileiro tem a obrigação de garantir a proteção dos comunicadores”.
O site Mediapart,
que faz parte da ação, é conhecido por realizar um trabalho de jornalismo
investigativo bastante ativo e respeitado na França. Eles foram responsáveis
por várias denúncias envolvendo políticos do país. A mais recente delas foi o
escândalo de gastos abusivos de dinheiro público visando o então ministro
francês do Meio Ambiente, François de Rugy, que acabou renunciando.
Mediapart também foi responsável pela queda de François Fillon, um dos
candidatos favoritos da direita para a eleição presidencial francesa,que teve
que abandonar a campanha após a revelação de que sua mulher beneficiava de um
emprego fantasma.
Confira abaixo a lista de signatários
do documento em apoio ao site Intercept:
Agência Pública de Jornalismo Investigativo
Amnesty International Brazil Article 19 Brasil Asociación de la Prensa de Madrid (APM) Associação Brasileira de Imprensa (ABI) Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) Associação dos Correspondentes Estrangeiros (ACE) de São Paulo Committee to Protect Journalists (CPJ) Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) Federación de las Asociaciones de Periodistas de España (FAPE) Freedom House Freedom of the Press Foundation Global Editors Network (GEN) Human Rights Watch IFEX Index on Censorship Instituto Vladimir Herzog Interamerican Press Association (IAPA/SIP) International Press Institute– Intervozes Mediapart Observatório da Imprensa PEN International Reporters sans frontières (RSF) The Guardian Witness Brasil
O
governador Flávio Dino marcou presença nas discussões da 18ª edição do Fórum de
Governadores da Amazônia Legal, na manhã desta sexta-feira (2), em Palmas,
Tocantins. O encontro reuniu nove representantes de Estados das regiões Norte,
Nordeste e Centro-Oeste do país para debater estratégias de desenvolvimento
sustentável da região. Entre os assuntos, foram pontuados o destino do Fundo
Amazônia, ações de licenciamento ambiental, política nacional e direcionamentos
do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Flávio
Dino reforçou o cenário em que a temática ambiental é foco de debates nacional
e até internacional, sobre as novas políticas que se anunciam. Dino enfatizou a
clara posição dos Estados que compõem a Amazônia Legal no que se refere à
execução de um modelo de desenvolvimento sustentável, aliado ao desenvolvimento
econômico.
“Esse
posicionamento será anunciado em documentos firmados no evento. Um momento de
reafirmação dos governadores de que não há contradição entre a preservação da
nossa biodiversidade e a meta necessária da ampliação da economia na região
amazônica”, pontou o governador do Maranhão. Compõem a Amazônia Legal os
estados do Maranhão, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Tocantins, Mato Grosso,
Roraima e Rondônia.
Durante o
debate de governadores, Flávio Dino defendeu a manutenção do Fundo Amazônia com
suas condições de origem; avaliou os impactos do desmatamento acelerado da
floresta amazônica; sugeriu o Banco da Amazônia S/A (BASA) como órgão
financiador do Consórcio de Governadores do Nordeste, medida que recebeu apoio
de todos os gestores presentes, entre outras deliberações.
“Claro
que queremos investimentos públicos e privados, firmar mais parcerias, a
manutenção do Fundo Amazônia como existia antes. Por isso mesmo, defendemos uma
compatibilização entre o crescimento da economia, porém, com a preservação
ambiental, que é um ativo estratégico da Amazônia do Brasil”, reiterou Dino em
seu discurso.
Nesta
sexta, a programação do fórum contou com reuniões para tratamento de assuntos
internos do Consórcio Amazônia Legal; deliberações da pauta do Conselho de
Administração e Câmaras Setoriais; encontro de governadores com representantes
da Cooperação Internacional; e entrevista coletiva a veículos de imprensa. Ao
final do evento, os governadores elaboraram a Carta de Palmas, com as
principais reivindicações comuns a todos os estados, para conhecimento da
sociedade civil e poderes constituídos.
O fórum
iniciou na quinta-feira (1º), com reuniões das Câmaras Setoriais dos temas
Comunicação Pública, Consórcio Interestadual, Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável, e Segurança Pública; e reunião do Conselho de Administração.
Participaram do evento representantes do Maranhão, Acre, Amazonas, Pará, Amapá,
Tocantins, Mato Grosso, Roraima e Rondônia. O Fórum de Governadores da Amazônia
Legal foi criado em 2008, tendo o Pará sediado o primeiro evento. O próximo
evento, ainda sem data definida, será no Maranhão.
Entrevista
O
governador Flávio Dino esteve ainda no estúdio da CBN Tocantins para reiterar
as proposições discutidas no evento. “Estamos buscando um ponto de equilíbrio,
que às vezes falta no cenário de debate nacional e acredito que o documento de
Palmas vai expressar esse meio termo que os nove governadores da região
amazônica estão pactuando”, enfatizou Flávio Dino durante a entrevista.
Na
ocasião, Dino reforçou por mais adequação no sistema tributário; estratégias
para crescimento da economia nacional, pontuando a redução das taxas de juros;
defendeu a legitimidade das críticas ao cenário político e destacou as boas
decisões da bancada federal; defendeu com ressalvas as reformas tributária e da
previdência; e fez relato sobre a polêmica fala do presidente da República que
se referiu aos governadores do Nordeste.
Em sua coluna desta sexta-feira (2), na Folha de S.Paulo,
Reinaldo Azevedo disse que Deltan Dallagnol tem de dividir cela com o hacker
Walter Delgatti.
O procurador pode ser afastado da Operação Lava Jato a qualquer momento pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ou pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O jornalista acredita que as revelações do site The Intercept Brasil a
respeito da conduta de Dallagnol e Sérgio Moro demonstram que a “Lava Jato se
transformou naquilo que estava destinada a ser desde o começo: aparelho
policial de um Estado paralelo”.
“Deltan Dallagnol tem de dividir cela com Walter Delgatti. Ambos são
hackers – o segundo, em sentido estrito; o primeiro, em sentido derivado. Um
recorre a seus conhecimentos técnicos para roubar dados de celulares; o outro
se aproveita de sua condição para cometer abuso de autoridade e roubar
institucionalidade”, escreveu Azevedo.
Estado de Direito
“Polícia Federal,
Ministério Público e Justiça Federal, cada um por seu turno e, às vezes, em ações
conjugadas, têm ignorado princípios básicos do Estado de Direito. Não é difícil
evidenciar que prisões preventivas têm servido como antecipação de pena”,
acrescentou.
Mês de
férias, julho registra considerável aumento no fluxo de pessoas que visitam a
capital e outras áreas turísticas do Maranhão. No período, são intensificadas
as ações de segurança, com um policiamento mais ostensivo e efetivo presente em
pontos estratégicos. O resultado é a diminuição da criminalidade e garantia de
segurança à população. Batendo recorde do mesmo mês do ano passado, julho
contabilizou o menor número de homicídios dos últimos 14 anos no Estado.
O mês
manteve ainda a queda consecutiva dos registros nos últimos três anos. Em 2016,
os homicídios somaram 67 casos, reduzindo para 30 em 2017. A redução permanece
no ano seguinte, quando foram registrados 14 casos e se manteve em 2019, com 11
ocorrências. Ao longo destes anos, a diminuição das mortes violentas foi de
84%.
“É um
resultado muito expressivo, que tem sido gradativo e comprova o trabalho sério,
compromissado e bem planejado da Segurança Pública, que tem total apoio do
Governo do Estado em investimentos e recursos. Estamos mantendo uma linha de
atuação com foco no controle e prevenção dos homicídios, e, assim, reduzindo
também a criminalidade”, explica o secretário de Estado de Segurança Pública
(SSP-MA), Jefferson Portela.
“O
Governo do Maranhão tem sido firme nos investimentos em Segurança Pública, o
que contribui para o sucesso da atividade investigativa e mais segurança à
população”, frisa o delegado geral de Polícia Civil, Leonardo Diniz.
O
superintendente de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), delegado Lúcio Reis,
pontua a “promoção de um trabalho contínuo, permanente, em parceria com outros
setores da Segurança e com foco na redução de índices históricos de criminalidade,
pois, reduzindo o número de mortes violentas, reduz-se também a criminalidade”.
Julho
apresentou também redução nos índices de homicídios, no comparativo com o mesmo
mês do ano passado, segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública
(SSP-MA), a partir de levantamento nas cidades que compõem a Região
Metropolitana de São Luís. Foram registradas 11 ocorrências este ano, contra 14
no mesmo período de 2019, representando queda em 21% nos casos.
Os
homicídios estão no grupo de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que
incluem ainda o latrocínio (roubo seguido de morte) e a lesão corporal com
morte. Estes registros também apresentaram queda no período. Totalizaram 12
casos em julho deste ano, contra 15 no mesmo mês do ano passado, representando
queda de 14% nestas ocorrências. Os CVLIs são critério da Secretaria Nacional
de Segurança Pública (Senasp) para medir o nível de violência no país, seguindo
convenção da Organização das Nações Unidas (ONU).
Os
investimentos do Governo do Estado influem positivamente no controle dos casos
de mortes violentas e da criminalidade em geral, avalia o superintendente da
SHPP. Na lista está a criação da própria SHPP, que tornou mais qualificada a
investigação destes casos; a implantação da Delegacia Móvel que tornou mais
ágil a solução das ocorrências; e medidas para melhor estrutura, aumento de
efetivo e aquisição de equipamentos.
A mudança
do atendimento nas delegacias, com descentralização de alguns serviços para as
novas superintendências criadas é outra medida de reflexo positivo para a queda
nos registros de mortes violentas. Com a descentralização, foram priorizadas
demandas como autuações, registro de ocorrências e apuração de casos, deixando
os distritos mais próximos do cidadão. A atuação parceira Polícia Civil e
Polícia Militar somam no plano de atuação da Segurança Pública para prevenir e
conter este e outros crimes.
Redução
nos Interiores
O Governo
do Estado avança, também, nos municípios do interior com a execução de medidas
de combate às mortes violentas. O trabalho vem resultando na diminuição destes
casos. Enquanto os cinco primeiros meses de 2018 somaram 710 ocorrências
destas, em 2019 os números reduziram para 595, representando queda de 16% nos
casos. Os dados são os mais recentes disponíveis no Monitor da Violência,
pesquisa elaborada pelo site G1, que fez levantamento do período de janeiro a
maio deste ano.
“A
Segurança Pública desenvolve operações a partir de um macro planejamento e
executa um trabalho integrado com as demais estruturas do sistema, interligando
informações, e, assim, tornando possível a ação com mais eficiência e
resultados. Os investimentos somam ao ponto que modernizam, equipam e melhoram
a atividade policial. É um conjunto de fatores que vêm favorecendo o bom andamento
do nosso trabalho e promovendo segurança à sociedade”, avalia o superintendente
de Polícia Civil do Interior (SPCI), delegado Armando Pacheco.