Márcio Jerry faz balanço do mandato e explica oposição ao governo Bolsonaro

Em entrevista à Rádio Timbira, na manhã desta quarta-feira (31), o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) fez um balanço de sua atuação durante os primeiros seis meses como parlamentar.

“Estou buscando atuar na área da educação, ciência e tecnologia, na defesa dos trabalhadores rurais e das políticas públicas. Tenho alguns projetos de lei importantes tramitando na Casa, entre eles um que proíbe o cancelamento de bolsas de pesquisa de pós-graduação em todo o país, e outro que transforma o imposto sob operações financeiras em uma contribuição que garante a aposentadoria rural. Também tenho um projeto que transforma crime a apologia à ditadura e tantas outras preposições durante a reforma da previdência”, afirmou o deputado.

Márcio Jerry também enumerou diversos motivos que justificam sua oposição ao governo de Jair Bolsonaro (PSL). “O ensaio do governo Bolsonaro, em sete meses, é péssimo, reprovável, ruim para o povo e para a democracia, além de ser desonroso à instituição Presidência da República. O ser humano Jair Bolsonaro está se mostrando incapaz do cargo que ocupa, infelizmente esta é a grande verdade. Eu gostaria que não fosse assim, mas ele é uma pessoa que tem se marcado pela estupidez, arrogância e verborragia inútil contra as instituições brasileiras”, disse o parlamentar do Maranhão, que também lamentou os ataques do governo Bolsonaro à educação.

O deputado disse que votará contra a reforma da previdência na volta do recesso parlamentar. “A proposta do Paulo Guedes é péssima para os mais pobres, por isso eu anuncio aos meus eleitores que votarei contra. Reconheço que a Previdência precisa de ajustes, mas o que o governo federal esta propondo é destruir a Previdência e isto nós não podemos aceitar”, completou Márcio Jerry.

Dallagnol planejou ataque ao presidente do STF

Novas revelações do site The Intercept Brasil publicadas na manhã desta quinta-feira (1º/8) mostram que o procurador Deltan Dallagnol estimulou ataque ao presidente do STF – Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. 

Em 2016, Dallagnol incentivou colegas em Brasília e Curitiba a investigar o ministro; Naquela, época – diz o jornal Folha de S.Paulo, Toffoli era visto pela Operação Lava Jato como um adversário disposto a frear seu avanço. 

Deltan, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, buscou informações sobre as finanças pessoais de Toffoli e sua mulher e evidências que os ligassem a empreiteiras envolvidas com a corrupção na Petrobras.  

No dia 13 de julho de 2016, Deltan fez uma consulta aos procuradores que negociavam com a empresa.  “Caros, a OAS touxe a questão do apto do Toffoli?”, perguntou no grupo que eles usavam no Telegram. “Que eu saiba não”, respondeu o promotor Sérgio Bruno Cabral Fernandes, de Brasília. “Temos que ver como abordar esse assunto. Com cautela.”  

É mais uma ilegalidade do procurador, que vem à tona pela Vaza Jato, pois ministros do STF não podem ser investigados por procuradores da primeira instância, como Deltan e os demais integrantes da força-tarefa.

Informações 247

Bolsonaro e filho são intimados a darem explicações sobre nomeação à embaixada

O presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), foram intimados pelo juiz André Jackson Maurício Júnior, da 1ª Vara Federal Cível da Bahia, a prestarem esclarecimentos sobre a indicação do parlamentar à embaixada brasileira nos Estados Unidos.

Diante de uma ação popular ajuizada pelo deputado federal Jorge Solla (PT-BA) para averiguar se houve crime de nepotismo na prática do presidente, o despacho foi assinado na segunda-feira (29).

Informações do Valor.

“Não me importo com ameaças e não vou deixar o país dos meus filhos regredir para ditadura”, diz Glenn em ato da ABI

O jornalista Glenn Greenwald afirmou nesta terça-feira, 30, durante ato na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, que não irá deixar o Brasil por conta das ameaças sofridas por Jair Bolsonaro, pelo fato dele estar revelando as ilegalidades da operação Lava Jato. 

“Esse é meu passaporte norte-americano. Esse passaporte me permite ir para o aeroporto a qualquer minuto e sair do país”, disse Glenn diante de um auditório lotado na ABI. “Eu não me importo com as ameaças que Bolsonaro fez contra mim. Eu não vou fugir desse país. Eu não vou deixar o país dos meus filhos regredir para a ditadura”, disse Greenwald.

O ato em defesa de Greenwald e dos demais jornalistas do The Intercept Brasil que estão sendo alvos de ataques do bolsonarismo contou com a participação de centenas de pessoas, entre jornalistas, políticos, advogados, artistas, representantes de movimentos sociais. 

Em entrevista, Glenn que tem medo de ser preso. “Quando o presidente está te ameaçando por três dias consecutivos, usando seu nome como Jair Bolsonaro está fazendo contra mim, obviamente o risco é grande de eu ser preso. Nós sabemos isso todo o tempo”, afirmou.

O artigo 5º da Constituição Federal, que trata dos direitos e deveres do cidadão, estabelece que “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”.

Haddad, Flávio Dino e Boulos pedem afastamento de Moro

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSOL-SP), assinam uma nota defendendo a liberdade de imprensa e pedindo o afastamento do ministro Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol de suas funções.

O documento também é subscrito pelo ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, o ex-senador Roberto Requião e a ex-candidata à vice-presidência da República Sônia Guajajara. 

A nota se baseia em atos e falas de representantes do governo federal decorrentes da publicação de mensagens, pelo site The Intercept Brasil, trocadas entre o Moro e procuradores da Lava Jato. 

“São absurdas as ameaças contra o jornalista Glenn Greenwald [americano, fundador do The Intercept Brasil], seja por palavras do presidente da República ou por atos ilegais, a exemplo da portaria 666, do Ministério da Justiça”, diz o texto. 

Na sexta (26), o ministro da Justiça publicou uma portaria que estabelece um rito sumário de deportação de estrangeiros considerados “perigosos” ou que tenham praticado ato “contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal”. 

No sábado (27), o presidente Jair Bolsonaro disse em entrevista que Greenwald “talvez pegue uma cana aqui no Brasil”

O manifesto também se diz solidário à ex-deputada Manuela D’Ávila, “que não praticou nenhum ato ilegal”. Walter Delgatti Neto, suspeito de ter hackeado celulares de autoridades, disse à Polícia Federal que conseguiu o contato de Greenwald por intermédio de D’Ávila. Ela confirma.

A autoridades, Moro chegou a dizer que as mensagens apreendidas com os hackers detidos pela PF serão destruídas

“Em qualquer outro país democrático do mundo isso [o afastamento de Moro do cargo] já teria ocorrido, pois está evidente que Moro não se comporta de acordo com a legalidade, insistindo em espantosos abusos de poder”, afirma o texto assinado por líderes da esquerda.

Leia a íntegra do documento abaixo:

“Nota em defesa da liberdade de imprensa e pelo afastamento de Moro e Dallagnol

Em face dos graves acontecimentos que marcaram os últimos dias no Brasil, vimos a público para: 

1. Manifestar a nossa defesa firme e enfática das liberdades de imprensa e de expressão, das quais é consectário o direito ao sigilo da fonte, conforme dispõe a nossa Constituição Federal. Assim sendo, são absurdas as ameaças contra o jornalista Glenn Greenwald, seja por palavras do presidente da República ou por atos ilegais, a exemplo da Portaria 666, do Ministério da Justiça. Do mesmo modo, estamos solidários à jornalista Manuela D’Avila, que não praticou nenhum ato ilegal, tanto é que colocou seu telefone à disposição para perícia, pois nada tem a esconder. 

2. Registrar que apoiamos todas as investigações contra atos de invasão à privacidade. Contudo, desejamos que todo esse estranho episódio seja elucidado tecnicamente e nos termos da lei, sem interferências indevidas, como a praticada pelo ministro Sérgio Moro. Este agente público insiste em acumular funções que não lhe pertencem. Em Curitiba, comandava acusações que ele próprio julgaria em seguida. Agora, no ministério, embora seja parte diretamente interessada e suspeita, demonstra ter o comando das investigações, inclusive revelando atos sigilosos em telefonemas a autoridades da República. 

3. Postular que haja o imediato afastamento do ministro Sérgio Moro, pelos motivos já indicados. Em qualquer outro país democrático do mundo isso já teria ocorrido, pois está evidente que Moro não se comporta de acordo com a legalidade, insistindo em espantosos abusos de poder. Do mesmo modo, a Lava Jato em Curitiba não pode prosseguir com a atuação do procurador Deltan Dallagnol, à vista do escandaloso acervo de atos ilícitos, a exemplo do comércio de palestras secretas e do conluio ilegal com o então juiz Moro.

4. Sustentar que é descabida qualquer “queima de arquivo” neste momento. Estamos diante de fatos gravíssimos, que merecem apuração até mesmo junto ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional, neste último caso por intermédio de Comissão Parlamentar de Inquérito. A República exige transparência e igualdade de todos perante a lei. Altas autoridades que estão defendendo a “queima de arquivo” parecem ter algo a temer. Por isso mesmo, nada podem opinar ou decidir sobre isso. A lei tem que ser para todos, de verdade.

5. Sublinhar que somos a favor da continuidade de todos os processos contra atos de corrupção ou contra atuação de hackers, e que todos os culpados sejam punidos. Mas que tudo seja feito em estrita obediência à Constituição e às leis. Neste sentido, reiteramos a defesa da liberdade imediata do ex-presidente Lula, que não teve direito a um julgamento justo, sendo vítima de um processo nulo. A nulidade decorre da parcialidade do então juiz Moro, já que os diálogos revelados pela imprensa mostram que ele comandava a acusação e hostilizava os advogados de defesa, o que se configura uma grave ilegalidade. 

6. Por fim, lembramos que quando os governantes dão mostras de autoritarismo, esse exemplo contamina toda a sociedade e estimula violências, como a praticada contra os indígenas wajãpis, no Amapá, com o assassinato de uma liderança após a invasão do seu território. Cobramos do Governo Federal, especialmente do Ministério da Justiça, providências imediatas para garantia da terra dos wajãpis e punição dos assassinos. 

Chega de “vale-tudo”, ilegalidades e abusos. Não queremos mais justiça seletiva e parcial. Queremos justiça para todos.”

Da coluna de Monica Bergamo

Jornalista Míriam Leitão diz que Bolsonaro é repulsivo

A jornalista Míriam Leitão, em artigo publicado nesta terça-feira (30), repudia as declarações de Jair Bolsonaro em relação ao assassinato do pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, durante a ditadura militar. Para Miriam, o comportamento do presidente ao tratar sobre o assunto foi repulsivo.

“Durante mais de três décadas os militares disseram ao país que não tinham documentos, não sabiam dizer onde estavam os desaparecidos políticos, não souberam como morreram os que foram assassinados nos quartéis durante a ditadura militar. Hoje, o presidente Jair Bolsonaro disse o oposto. Primeiro, decidiu brincar com mais um drama humano e dizer ao presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, que sabia como o pai do advogado havia morrido. Depois, criou a sua versão que culpa a esquerda”.

Para Miriam Leitão “o que o presidente fez é repulsivo”. Ela enfatiza que a fala de Bolsonaro “mostra, como definiu Felipe Santa Cruz, crueldade e a falta completa de empatia que os seres humanos têm uns em relação aos outros. O presidente brinca com o sentimento de um filho que nunca conviveu com o pai porque ele foi morto aos 26 anos”.

A jornalista diz ainda que Bolsonaro se coloca “como o conhecedor dos segredos da ditadura” e de “informações sonegadas”: “O Brasil não teve o conforto das informações. Em nome da paz e da construção do futuro foi dito que aceitássemos essa perda de memória dos militares. Só que ontem, pela fala do presidente, caiu a máscara. O presidente se sente no direito de manipular as informações que foram sonegadas ao país e às famílias e jogar a culpa sobre as vítimas. Quem está com a palavra agora é o Exército, a Marinha, a Aeronáutica. O que houve com Felipe Santa Cruz, o pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil? Como foram as circunstâncias dessa morte e de tantas outras ocorridas no período em que os militares governaram o Brasil? Onde estão os restos dos desaparecidos políticos?”

Míriam finaliza fazendo a seguinte observação: “A Constituição anda sendo desrespeitada diariamente pelo presidente da República. É hora de lembrar o que disse o grande Ulysses Guimarães ao promulgar a nossa Carta Magna: ‘Temos ódio à ditadura, ódio e nojo’. Ontem foi o dia de sentir nojo”.

Moro julgava fraca delação de Palocci, mas a divulgou pouco antes da eleição

O ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça do governo Bolsonaro, considerava fraca a delação de Palocci, mas decidiu divulgá-la antes da eleição para apoiar aquele que uma vez eleito presidente se tornaria seu chefe

247 – O ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça do governo Bilsonaro considerava fraca a delação de Palocci, mas decidiu divulgá-la antes da eleição para apoiar aquele que uma vez eleito presidente se tornaria seu chefe. Reportagem dos jornalistas Ricardo Balthazar, da Folha, e Rafael Moro Martins, do The Intercept Brasil aponta que foi política a decisão de Sergio Moro de divulgar a delação do ex-ministro Antonio Palocci seis dias antes do primeiro turno da eleição presidencial do ano passado. 

É o que mostram as  mensagens trocadas na época por procuradores da Operação Lava Jato.  

Os diálogos, obtidos pelo The Intercept Brasil, indicam que Moro tinha dúvidas sobre as provas apresentadas por Palocci, mas decidiu divulgá-las porque considerava que isto dividiria os seguidores do PT.   

“Russo comentou que embora seja difícil provar ele é o único que quebrou a omerta petista”, disse o procurador Paulo Roberto Galvão a seus colegas num grupo de mensagens do Telegram em 25 de setembro. 

Russo era o apelido que eles usavam para designar Moro e associavam  os petistas à Omertà, o código de honra dos mafiosos italianos.  

A procuradora Laura Tessler, segundo a reportagem, considerava que era difícil provar a delação de Palocci: “Não só é difícil provar, como é impossível extrair algo da delação dele”, afirmou.   

As informações constituem mais uma demonstração de que Moro agiu não como juiz, mas politicamente para prejudicar o PT e favorecer Bolsonaro nas eleições presidenciais.

Artigo do governador Flávio Dino: Mais Turismo

Os meses de junho e julho confirmaram uma forte tendência: o Maranhão está na moda e atrai atenções nacionais. O reconhecimento de nossas belezas é realidade para além de quem mora aqui. Pelas ruas do Centro Histórico de São Luís, nas praias, na capital e fora dela são incontáveis os visitantes que tem testemunhado a qualidade de nossos destinos e produtos turísticos. Percebemos um orgulho renovado quanto ao Maranhão, que comemora os impactos positivos de ações governamentais e do setor privado. Recentemente, em vídeo divulgado na internet, a cantora Alcione bem expressou esse sentimento de defesa do Maranhão, que nos deve unir a todos.

O maior São João do Maranhão, com 1.500 apresentações culturais em mais de 100 arraiais espalhados pelo estado, contribuiu para que o número de passageiros em aviões crescesse 12% com relação ao mesmo período do ano passado. O mês de férias consolidou ainda mais esse crescimento. Uma conquista fundamental para a rede hoteleira e toda a cadeia produtiva de alimentação, comércio e turismo. Em Barreirinhas, por exemplo, porta de entrada para os Lençóis Maranhenses, a ocupação já está completa na maior parte dos hotéis e pousadas até o final da temporada.

Para estimular a ocupação dos nossos espaços de lazer, promovendo a geração de emprego e renda nesse período, desenvolvemos diversas atividades. Por meio do programa Mais Cultura e Turismo, milhares de pessoas lotaram diversos pontos do Centro Histórico de São Luís e a Beira Rio de Barreirinhas, que receberam shows e espetáculos teatrais, aos finais de semana. Uma alternativa gratuita de diversão para a população e turistas, prestigiando a rica cultura maranhense. Na Avenida Litorânea, oferecemos a combinação de cultura, cuidados com a saúde, esportes e lazer por meio do “Mais Viver Praia”, sempre aos sábados de julho.

Temos mantido os investimentos em infraestrutura e logística, como construção e melhoria de estradas, de praças e da orla marítima, preservação e revitalização do patrimônio histórico e natural, melhorias nos principais atrativos de todas as regiões do estado e capacitação de mão de obra para o trade turístico. Garanto a todos que temos forte e clara tendência de crescimento do turismo no destino Maranhão, pois teremos muitas novas entregas nos próximos anos, mediante a ação do Governo do Estado e de outros organismos, a exemplo da prefeitura de São Luís e do IPHAN, bem como de empresas privadas, com destaque neste momento para a Vale. Sublinho que, ainda neste ano, o governo do Estado vai entregar o Parque Rangedor, a extensão da Litorânea, o edifício da Reffsa, o Edifício João Goulart, entre outras obras.

Junto ao povo maranhense, que é nossa maior riqueza, continuaremos trabalhando todos os dias pela valorização e reconhecimento desse novo Maranhão, que orgulhosamente integra o Nordeste e o Brasil.

Banco genético usado para desvendar crimes no Maranhão é um dos maiores do país

Relatório divulgado em junho deste ano pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública mostra que o Maranhão é o segundo estado do Brasil que mais insere perfis genéticos de condenados na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), sistema que mantém, compartilha e compara DNAs obtidos em laboratórios de genética forense de todo o país.

Os perfis genéticos armazenados na RIBPG são confrontados em busca de coincidências que permitam identificar criminosos, relacionando suspeitos a locais de crimes, ou diferentes locais de crimes entre si.

Esse número é resultado do trabalho desenvolvido pelo Instituto de Genética Forense do Maranhão (IGF-MA), equipamento que integra a Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC), órgão da Polícia Civil do Maranhão, que atua nas resoluções de crimes com o auxílio da genética e da biologia molecular.

Criado em 2017, o IGF-MA também aparece no relatório do Ministério da Justiça e Segurança Pública como o quinto estado brasileiro que mais insere DNAs em relação ao número total de perfis genéticos identificados no Brasil.

O IGF do Maranhão é referência no Brasil por ser equipado com alta tecnologia de aplicação mundial, possuir a maior estrutura física entre os Institutos de Genética Forense do Brasil e utilizar o mesmo sistema de confronto e identificação da polícia dos Estados Unidos – o Combined DNA Index System (CODIS), software adotado pelo FBI.

Graças a esse trabalho de análise genética, a Polícia Civil já conseguiu desvendar a autoria de crimes que estavam havia 10 anos engavetados. De acordo com o biólogo especialista em genética Geyson Souza, gerente técnico do IGF-MA, por ano, o instituto vem ajudando a solucionar cerca de 350 crimes envolvendo a análise de DNA extraído de vestígios deixados em cenas de crimes, como sangue, sêmen, unha, fio de cabelo, saliva, suor, pele, entre outros.

Atualmente, o banco de perfis genéticos do Instituto maranhense conta com 2.281 amostras de DNAs de condenados pela Justiça e mais 1.700 amostras à espera da análise. A meta é que até o final de 2019 esse número suba para 4.300.

“Nós seremos um instituto ainda mais forte quando tivermos materiais sendo coletados na cena de crime, sendo analisados e formando esse banco. Isso vai dar força para gente ajudar nas investigações criminais, ajudar o Ministério Público, propondo denúncias e ajudar o judiciário, não somente a condenar, mas também a absolver”, destaca.

Ampliação dos dados genéticos

No Instituto de Genética Forense do Maranhão, são realizados quatro tipos de exames: confronto de vestígios deixados nas cenas de crimes, identificação humana (quando não há outro meio para identificação de corpos), paternidade criminal (quando da chamada violência presumida em crimes sexuais contra menores de 14 anos) e o exame de violência sexual.

Segundo o diretor do IGF-MA, Américo Azevedo, a meta para os próximos anos é ampliar o banco genético usando outros parâmetros, como vestígios de crimes, desaparecidos, restos mortais não identificados, suspeitos, entre outros.

“Hoje a gente tem um banco basicamente só de condenados. Esse trabalho vem do serviço que é feito pelos peritos da área externa, outra sessão da perícia técnica, onde são coletados os vestígios em locais de crimes relacionados. Os peritos repassam para o Instituto de Genética Forense e a gente processa essas amostras e insere no banco”, explica.

Com apenas dois anos de atuação, a contribuição do banco de perfis genéticos do Instituto de Genética Forense do Maranhão está bem acima de estados como o Rio de Janeiro, que atua com esse tipo de serviço há mais de cinco anos.

Haddad defende Manuela e diz que ambos derrotarão o fascismo

Cabeça da chapa presidencial que teve Manuela D´Ávilla (PCdoB-RS) como vice, em 2018, Fernando Haddad (PT-SP) escreveu neste sábado mensagem de apoio à ex-deputada, dizendo que ela “tem sido vítima dos golpes mais baixos desde a campanha” e que seguirão “firmes até derrotar o fascismo”.

Já Pablo Capilé, da Casa Fora do Eixo, lembrou que, diferentemente da “corja que governa o país”, Manuela “se prontificou na hora a entregar todas as mensagens de seu celular para a justiça”. 

Citada no depoimento do “hacker” Walter Delgatti à Polícia Federal, em nota, Manuela D’Ávila confimou que repassou o contato do jornalista Glenn Greenwald, mas que a pessoa não era necessariamente Walter. “Sem se identificar, mas dizendo morar no exterior, afirmou que queria divulgar o material por ele coletado para o bem do país, sem falar ou insinuar que pretendia receber pagamento ou vantagem de qualquer natureza”, explicou.

Com Manuela sob ataque da direita, apoiadores da ex-deputada colocaram a hashtag #EuApoioManu entre as mais comentadas no Twitter. Veja algumas manifestações:

Fernando Haddad

✔@Haddad_Fernando

@ManuelaDavila tem sido vítima dos golpes mais baixos desde a campanha. Não se curvou. Tenho muito orgulho de ter enfrentado as práticas eleitorais mais repugnantes lado a lado com ela. Seguiremos firmes até derrotar o fascismo. #EuApoioManu

11.7K

6:19 AM – Jul 27, 2019

PabloCapile@PabloCapile

A @ManuelaDavila se prontificou na hora a entregar todas as mensagens de seu celular para a justiça! Essa é a diferença entre uma pessoa honesta e a corja que governa o país! Estou com Manu hoje e sempre! Ela representa o que há de melhor na política brasileira! #EuApoioManu

4,646

10:24 PM – Jul 26, 2019