Moro onde não mora ninguém

JM Cunha Santos

“Anunciar um candidato a ministro do Supremo com 18 meses de antecedência, serve para três coisas: 1) evitar um barulhento pedido de exoneração, em face de derrotas; 2) mobilizar outros postulantes e adversários do candidato; 3) enfraquecer ainda mais o ministro da Justiça”.

Disse-o, muito bem, o governador Flávio Dino.

E agora? Onde vai morar o Dr, Moro? Não pode morar no Supremo Tribunal Federal. Todas as dependências estão ocupadas. Não pode morar no Ministério da Justiça e Segurança Pública que está pegando fogo sem o COAF e cheio de índios furibundos com um governo que quer tomar suas terras.

Se voltar para Curitiba, vai descobrir que as forças tarefas que criou com tanta diligência para impedir a candidatura de Lula estão mais atarefadas em cuidar que recursos vindos dos Estados Unidos, por conta da Lava Jato, caiam na conta de suas “investigações”.

Assim, queimado, frito, cruelmente empalado em virtude de sua derrota no Congresso e despachado pelo próprio presidente da República, onde é que vai morar o Dr. Moro?

O presidente disse que Moro condicionou assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública a uma futura nomeação para o STF. Se não condicionou, o presidente da República está mentindo; se o fez, assume a carapaça de fisiologista e perde a moral de paladino do combate às improbidades dos políticos no Brasil.

Mas Sérgio Moro já disse que a ideia inicial era juntar os dois ministérios para combater a corrupção. A corrupção mais evidente no momento envolve Flávio Bolsonaro, o filho do presidente da República, caçado pela PGR do Rio de Janeiro. Será que Sérgio Moro tem tutano para avalizar a prisão do filho de Jair Bolsonaro, seu incorrigível chefe político? Não tem. Da mesma forma que não tem onde morar neste momento.

Está cantando, ainda e por enquanto na sala de um Ministério vazio e sem função: “Moro, onde não mora ninguém, onde não passa ninguém, onde não vive ninguém…

O avanço da moradia em São Luís

*Edivaldo Holanda Junior

Ter um local digno para morar é a segurança de mais estabilidade social para as famílias. Em todo o país, o déficit habitacional – histórico, diga-se – mantém-se elevado na medida em que se agravam problemas como o desemprego e a perda de renda da população, só para citar algumas causas. E a fatia da população mais atingida pela falta de moradia é a de menor poder aquisitivo, apesar dos avanços com os programas de habitação de interesse social.

Em São Luís, desde 2013, quando assumi o primeiro mandato como prefeito da nossa cidade, venho trabalhando incansavelmente para reduzir o déficit habitacional por meio do fortalecimento de duas ações: construção de habitação de interesse social por meio do programa Minha Casa, Minha Vida e a regularização imobiliária de famílias que há décadas moram em imóveis ocupados. Nessa semana demos mais uns passos para seguir avançando nesse compromisso com a população.

Na sexta-feira (10) realizamos mais um sorteio de endereços para 1.414 famílias sorteadas com casas do Residencial Morada do Sol I, localizado no bairro Maracanã. As unidades têm sala, dois quartos, banheiro, cozinha e área de serviço, além de área de lazer, guarita e quadra esportiva. A nossa gestão chega a um número de mais de 16 mil imóveis entregues, beneficiando cerca de 60 mil pessoas. Com a entrega de mais esse lote de imóveis, o que deve ocorrer em breve, continuamos realizando o sonho da casa própria e transformando a vida de milhares de famílias que antes não tinham um lar, pagavam aluguel, moravam de favor em casa de parentes ou viviam em locais que não ofereciam condições dignas de moradia.

Em minha gestão, São Luís está presenciando o desenvolvimento do maior programa habitacional da cidade, e os avanços vão continuar. Desde o ano passado, quando lancei o novo Cadastro Habitacional de Interesse Social, modernizamos o sistema, atualizamos o banco de dados e facilitamos o acesso das pessoas ao benefício. Ao todo, a expectativa é de ainda na minha gestão entregar as chaves de cerca de 6 mil moradias, sendo estas de residenciais que estão em fase de construção ou já aguardando para serem entregues.

Durante a semana também assinamos com o Governo do Estado termo de cooperação para a regularização fundiária em áreas urbanas de São Luís. É uma ação que atende outra demanda de moradia na capital, a de pessoas que residem em áreas que ainda não têm o direito legal sob a propriedade. Somente nessa etapa, mais 3 mil famílias do Santa Cruz serão contempladas com o título de posse, documento que lhes garantirá o direito social e reduzirá as desigualdades em diversos âmbitos.

Somente com o nosso programa municipal Minha Casa Legal, mais de 8 mil títulos de terra foram entregues no meu primeiro mandato para famílias de áreas como Coroadinho, Vila Mauro Fecury I e II, Vila Nova, entre outros bairros.  Títulos de propriedade também deverão ser entregues para milhares de famílias da área de sesmaria – trecho que compreende do Centro até o Anil, alcançado cerca de 50 bairros de São Luís, em uma ação conjunta da Prefeitura de São Luís e o poder Judiciário, por meio da Corregedoria Geral de Justiça.

A entrega de imóveis para famílias de baixa renda, a regularização imobiliária e fundiária e todas as demais ações da Prefeitura de São Luís que contribuem para a redução do déficit de moradias são importantes instrumentos para garantir a cidadania e os direitos dos habitantes da cidade. Eu e minha equipe seguiremos empenhados para que mais e mais ludovicenses possam ter a tranquilidade de viverem com as suas famílias em uma moradia com as condições adequadas ao desenvolvimento de todos.

*Prefeito de São Luís

Mulher é encontrada morta na UFMA

O corpo de uma mulher, ainda sem identificação, foi encontrado próximo ao prédio da TV UFMA

O Imparcial

Na manhã desta segunda-feira (13), um corpo de uma mulher foi encontrada morta dentro do campus do Bacanga, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís.

Segundo informações, uma funcionária do setor de limpeza da UFMA achou o corpo, próximo ao prédio da TV UFMA e do Centro de Ciências Sociais (CCSO).

Ao lado do cadáver havia um vestido rasgado e um short. As equipes da polícia que se dirigiram ao local informaram que sinais de agressão foram encontrados no corpo da vítima.

Uma equipe do Instituto de Criminalística (Icrim) está no local para realizar perícia e encaminhar o corpo ao Instituto Médico Legal (IML). A identidade da mulher ainda não foi divulgada.

Artigo de Flávio Dino: A busca da Inovação

Todos os dias temos sido ainda mais desafiados a executar políticas públicas de forma inovadora, primando pela eficiência na gestão dos recursos e na qualificação da oferta dos serviços públicos. Seja no apoio à educação, na melhoria dos sistemas de saúde, na logística e mobilidade, ou ainda no setor produtivo, é evidente a necessidade de prospecção de soluções para que a administração pública evolua e garanta benefícios à população. E entendemos que esse caminho pode ser facilitado por meio de investimentos em inovação e novas tecnologias. Nesse sentido, é difícil compreender a lógica do desmonte derivado dos cortes do Governo Federal no orçamento das Universidades e Institutos Federais.

Em caminho diverso do que se assiste em âmbito nacional, no Maranhão fortalecemos nossas ações em favor da educação, da inovação e da geração de oportunidades. Criamos os Institutos de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) e mais uma universidade estadual – a UEMASul -, ampliamos em mais de 40% as vagas em universidades estaduais, fortalecemos a UEMA, e mais que dobramos o número de bolsas de pós-graduação. Na última sexta-feira, além de termos inaugurado mais 3 Escolas Dignas, recebemos da prefeitura o prédio onde será instalado o Campus da UEMASUL no município de Estreito, abrindo centenas de novas chances de ingresso no ensino superior, em uma região antes não atendida adequadamente.

Em nossa gestão, o Maranhão passou a contar com um Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e os investimentos têm gerado resultados expressivos. De forma inédita no estado, ainda no primeiro mandato lançamos o programa Inova Maranhão, executado por meio de um conjunto de ações que fomentam a criação de empresas de base tecnológica e estimulam a inovação nas empresas maranhenses. Na primeira etapa do Inova, investimos R$ 800 mil em startups, que são empresas ou grupo de empreendedores que atuam com base em modelos de negócios inovadores.

O Casarão Tech Renato Acher, primeiro hub tecnológico do Maranhão, também criado em nossa gestão, serviu de base para o desenvolvimento dessas empresas especializadas na geração de conhecimento e inovação em áreas como empreendedorismo digital, economia criativa e sustentabilidade. Agora lançamos o 2º edital para startups e mais que dobramos os investimentos. As inscrições foram prorrogadas até o dia 22 de maio para o novo edital, que vai ofertar R$ 1,65 milhão para startups que atuem em linhas estratégicas como Saúde e bem-estar do cidadão; Educação e inovação na administração pública; Logística e indústria; Mobilidade e cidades inteligentes; Agroindústria e desenvolvimento de cadeias produtivas; e Tecnologias emergentes.

Temos a certeza de que é fundamental criar soluções viáveis para promover justiça social e ofertar serviços públicos dignos, principalmente nesse momento em que precisamos enfrentar as duras condições da atual crise econômica nacional, fortemente refletida nas esferas estadual e municipal. O nosso Programa Inova Maranhão ajuda-nos nesse caminho.

Dança macabra

JM Cunha Santos

A poesia precisa de veneno:

é natural, é o formol dos vencidos

e assim que os rios começam

e as águas acabam

A poesia precisa de veneno

como os palcos precisam dos mortos

é assim que a luz se defende do olhar

e o pavor humano vira alma

A poesia precisa de veneno

antes durante e depois do parto

para estar onde Deus começa

e o diabo termina

A poesia precisa de veneno

quando nada mais há para comer

além do crepúsculo

neste país sem vitórias

A poesia precisa de veneno

não do som abafado da penicilina

mas do tormento ds réprobos

nas masmorras do poder

não da sopa dos mendigos

cortados a faca em praça pública

A poesia precisa de suicídios

A poesia precisa de mim

para culpa-la de ternura

de amor e de perdão

Conspiração brasileira: Bolsonaro, Olavo de Carvalho, Weintraub e um projeto de nazificação do Brasil

São gritantes as semelhanças entre o modelo de educação nazista e o modelo de educação que o governo brasileiro pretende adotar no país.

JM Cunha Santos

Começo a desconfiar de que há algo ainda muito mais sério, terrível e perigoso por trás da figura do presidente Jair Bolsonaro: uma trama internacional forjada em sociedades extremistas secretas visando à nazificação do Brasil e à criação de um gigantesco estado policial intervencionista na América Latina. Como, aliás, porejam nas ideias radicais do senhor Olavo de Carvalho, o guru filosófico do presidente que considera fracos e acovardados os militares do país.  

De um lado, o governo promove o desmonte do ensino público, cortando recursos, provocando o desmonte das universidades e não dando qualquer sinal de que o principal mecanismo de financiamento da educação básica (Fundeb) será restaurado ou substituído por outra forma de financiamento a partir de 2020, quando acaba; de outro, o presidente Jair Bolsonaro decide que 20 milhões de brasileiros poderão trafegar com armas carregadas em via pública. Além disso, anuncia a criação de colégios militares do exército em todas as capitais do país.     

Armando a população, está criando um ambiente de caserna entre os civis, longe do pensamento humanista que a filosofia e a sociologia estimulam e onde uma disciplina espartana supera o direito à liberdade de expressão. Isto sem explicar quais são as reais intenções por trás dessa intentona armamentista que coloca em perigo de morte toda a sociedade civil. 

Assim, no âmbito educacional, as semelhanças da política que pretende adotar o atual governo brasileiro com os anos de gestação do nazismo, mais que visíveis, são gritantes. Na Alemanha nazista, além de receber conhecimentos teóricos em escolas militares, os alunos entre 6 e 10 anos de idade, também eram treinados política e militarmente. A partir dos 14 anos passavam a integrar a Juventude Hitlerista. Ali, todas as escolas foram nazificadas e os professores eram todos membros do Partido Nazista, treinados para transmitir essa ideologia. O ministro da Educação e Cultura indicava os reitores das universidades e designava os dirigentes das uniões estudantis universitárias. No Brasil de hoje, os reitores são acusados de “esquerdismo” pelos novos capitães da educação brasileira.

Se hoje, no Brasil, o governo ataca impiedosamente as ciências humanas, a ponto de pretender alija-las do calendário escolar, na Alemanha nazista o ataque foi contra as ciências naturais. A Física foi substituída pela Física Alemã, a Química pela Química Alemã e a Matemática pela Matemática Alemã. De tal forma que 2.800 professores foram demitidos pelo regime e outros fugiram do país.

Os paquidermes e jumentos humanos do tipo de Velez e Abraham Weintraub ganharam força na escolarização nazista. Wilhelm Miller, professor de um colégio técnico ganhou renome ao afirmar que “A Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, faz parte de uma conspiração judaica para destruir a civilização”.

Da mesma forma que pode acontecer aqui com o boicote governamental às ciências humanas, o número de estudantes universitários caiu 50 % na Alemanha àquela época e também nos Institutos de Tecnologia. E estão aí os IFMAS, institutos de ensino brasileiros conhecidos pela excelência, ameaçados pelo tal “contingenciamento” em voga no Ministério da Educação e com os estudantes anunciando uma greve monumental cujo primeiro passo será dado no próximo dia 15 de maio.

Com o aprendizado para servir à Juventude Hitlerista se iniciando entre os 6 e os 10 anos de idade, os nazistas promoveram um criminoso processo de lavagem cerebral que se encerrou em 1939 com Hitler convocando todos os jovens para servir à Juventude Hitlerista. Os pais que se negavam a ceder a essa convocação eram submetidos a severas sentenças de prisão ou os filhos eram mandados para orfanatos.

São, portanto, repetimos, indiscutíveis as semelhanças entre o modelo de educação que o governo Bolsonaro pretende adotar no Brasil e o adotado pelo nazismo então em gestação na Alemanha, que culminou na Segunda Guerra Mundial que, segundo alguns cálculos, deixou um rastro de 85 milhões de cadáveres, dos quais 50 milhões eram civis.

E se, como quase sempre, pretende a direita me acusar de exageros teóricos, deixo aqui algumas indagações oportunas:

Qual pode ser o real interesse do governo ao armar 20 milhões de pessoas nas ruas no Brasil?

Porque substituir os investimentos no atual sistema de educação por investimentos em escolas militares?

O que alimenta essa ojeriza às Ciências Humanas que privilegiam a liberdade de manifestação do pensamento?

Porque Jair Bolsonaro obedece tão cegamente às orientações de Olavo de Carvalho, um extremista tão radical que considera “cagões” os militares brasileiros?

Lula é homenageado com o título de “Personalidade do Ano” em Nova Iorque

O ex-presidente foi premiado na cidade que não aceitou receber o evento que deveria homenagear Jair Bolsonaro 

Respeitado no mundo inteiro, o ex-presidente Lula foi homenageado com o título de “Personalidade do Ano/Brado”, em cerimônia realizada em Nova Iorque (EUA), nesta quinta-feira (9). Lurian Lula da Silva, filha do ex-presidente, recebeu o prêmio em nome do pai.

Lula foi premiado na cidade que não aceitou receber o evento que deveria homenagear Jair Bolsonaro.

A iniciativa foi do coletivo Brazilian Resistance Against Democracy Overthrow (Resistência Brasileira contra a Derrubada da Democracia).

De acordo com os organizadores, “Lula não apenas transformou o Brasil em um poderoso agente global, mas também avançou em políticas importantes que visam aumentar a diversidade e a inclusão, e proteger o meio ambiente e os direitos humanos. Ele colocou o Brasil na direção certa: o caminho do amor, do respeito, da justiça social e da paz”.

Mensagem

Marcaram presença na cerimônia os jornalistas Breno Altman e Juca Kfouri e as ativistas Lucy Quesada e Claudia de La Cruz. O ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, escreveu uma mensagem, lida por Quesada no evento.

“Lula do Brasil estendeu a mão para os povos pequenos e esquecidos pelo mundo, como Honduras, na América Central. E quando aqui o império do mal rompeu os laços da fraternidade, Lula abriu as portas do seu coração e da embaixada brasileira como um refúgio da paz e do amor. Isso o povo hondurenho nunca vai esquecer”, escreveu.

Revista Fórum

“No Maranhão, bandido não faz carreira”, diz o coronel Ismael Fonseca, comandante da Polícia Militar do Maranhão

É temerário colocar armas de fogo nas mãos de pessoas não habilitadas. (Ismael Fonseca)

JM Cunha Santos

Em entrevista ao programa “A Voz do Parlamento”, apresentado por Josélia Fonseca na rádio web da Assembleia Legislativa, o novo Comandante da Polícia Militar do Maranhão, Ismael Fonseca, registrou que seu maior desafio nesta nova função, (até então ele comandava o Centro Tático Aéreo – CTA), é trabalhar no sentido de reduzir ainda mais os índices de criminalidade no Estado, conforme são as metas traçadas pelo governador Flávio Dino e pelo secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela.

O comandante Ismael Fonseca lembrou que há anos o efetivo policial do Maranhão estava defasado sendo, proporcionalmente, o menor do país e que os investimentos em segurança pública dobraram no governo Flávio Dino, saindo de R$ 600 mil e chegando 1 bilhão e 200 mil reais no ano de 2018.

Mas tudo não se resume ao aumento do efetivo. “Ao contrário de outras profissões, em se tratando de polícia é preciso investir também em capacitação e qualificação do policial e o Flávio Dino tem a vantagem de ser um governador que ouve os técnicos em cada área antes de tomar decisões” afirmou.

CRIMINALIDADE MUTANTE

Para o coronel Ismael Fonseca, o desafio de reduzir a criminalidade vem do fato de que ela é mutante e faz de tudo para burlar o sistema penal e o sistema de segurança, inclusive através de migrações de um crime para outro. E um primeiro projeto do novo comandante da PM é informatizar o poder de polícia nos 217 municípios do Estado, inclusive em povoados distantes dos centros de decisões, de formas a facilitar o combate ao crime e ao crime organizado.

Ao registrar que faz anos não temos notícias de rebeliões em Pedrinhas, o comandante Ismael Fonseca lembrou que foi ele o primeiro interventor naquele Complexo Penitenciário nos anos terríveis de 2013 e 2014, quando o Maranhão assustou o mundo com a ocorrência de decapitações, esquartejamentos, fugas e rebeliões constantes nas cadeias públicas do Estado.

Um dos destaques feitos pelo comandante da PMMA foi o exaustivo combate a assaltantes de bancos e caixas eletrônicos. Segundo ele, 9 quadrilhas tombaram em confronto com as forças policiais, mais de 300 assaltantes de bancos estão presos e um enorme montante de dinheiro foi recuperado. “No Maranhão, bandido não faz carreira”, orgulha-se o comandante.

ARMAS E MUNIÇÕES EM PODER DE CIVIS

Sobre o projeto do Governo Federal que flexibiliza o porte de armas e garante até o uso de armas de fogo carregadas em via pública a determinadas categorias profissionais, o coronel Ismael Fonseca disse que a primeira pergunta que se faz é: “Será que essa sociedade está preparada para isso? E exemplificou que na própria PM o profissional de polícia não chega pronto, ele vai precisar ser instruído para o uso de armamento e tiro, o que depende de treinamento, prática constante e muita orientação. “Colocar uma arma nas mãos de uma pessoa não habilitada, é uma temeridade”, disse mostrando que para reduzir em 72 % o número de homicídios entre 2014 e 2018, as polícias, bem orientadas, não precisaram fazer uso exagerado de armamentos no Maranhão.

Assembleias podem derrubar prisão de deputados estaduais, decide STF

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (8), por 6 votos a 5, que as assembleias legislativas dos estados têm o poder para revogar a prisão de deputados estaduais, expandindo a estes as imunidades previstas para parlamentares federais no artigo 53 da Constituição.

Os ministros negaram uma liminar (decisão provisória) pedida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) para suspender normas aprovadas pelas assembleias de Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Mato Grosso que permitem a revogação de prisões de seus membros, salvo em casos de flagrante de crimes inafiançáveis.

Também ficou permitido às assembleias sustar ações penais abertas contra deputados estaduais.

O julgamento sobre o assunto foi retomado nesta quarta-feira após ter sido suspenso, em dezembro de 2017, devido à ausência dos ministros Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. Na ocasião, o placar ficou em 5 a 4 contra a possibilidade de revogação da prisão de deputados estaduais pelas assembleias.

Uma reviravolta nesta quarta levou ao resultado que estendeu aos deputados estaduais as imunidades de parlamentares federais. O presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, último a votar, decidiu mudar seu voto anterior, proferido em 2017.

Antes, Toffoli havia sido o único a votar a favor de uma diferenciação, permitindo às Assembleias suspender ações penais contra seus membros, mas impedindo a revogação de prisões. Hoje, ele votou no sentido de permitir aos legislativos locais também a prerrogativa de soltar deputados estaduais presos por ordem judicial.

“Esse [meu] voto restou isolado. Eu não vou insistir na minha posição. Na medida em que há 10 colegas que não entendem diferenciação, eu me curvo àquilo que entendo estar na Constituição que é a imunidade da prisão, a não ser em flagrante”, disse Toffoli, nesta quarta, ao mudar seu voto.

Além de Toffoli, votaram por autorizar as assembleias a suspender prisões os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello.

Ficaram vencidos o relator, ministro Edson Fachin, e os ministros Luiz Fux, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso, que votou contra dar a autorização às assembleias.

Para Barroso, permitir às assembleias revogar prisões pode transformar “o Poder Legislativo em um reduto de marginais, o que evidentemente ninguém deseja, nem os parlamentares honestos e de bem que ali estão”.

Felipe Pontes Teixeira
Repórter da Agência Brasil

Em Brasília, Flávio Dino defende “gestos concretos em favor das finanças públicas”

O governador Flávio Dino participou, na manhã de quarta-feira (8), de reunião de governadores com o presidente Jair Bolsonaro, para tratar de assuntos federativos e apoio financeiro aos Estados. O encontro, convocado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também teve a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Entre os assuntos abordados, estiveram a Lei Kandir, Plano Mansueto, Fundeb, Securitização, Cessão Onerosa e aumento da parcela de distribuição de arrecadação da União para estados e municípios. A discussão gerou uma carta, que foi entregue aos presidentes dos Poderes Executivo e Legislativo.

A carta tratou dos seguintes pontos: a necessidade de um plano que reestabeleça o equilíbrio fiscal dos Estados e do Distrito Federal; a compensação de perdas na arrecadação tributária; a instituição de um Fundeb (Fundo de Manutenção da Educação Básica) permanente e eficiente; a adequada securitização dos créditos dos Estados e do DF; a garantia de repasses federais provenientes da cessão onerosa; e o avanço da proposta que altera o artigo 159 da Constituição, que trata do tributo sobre renda e proventos.

“Houve uma abordagem acerca da preocupação com a agenda federativa. É importante entender que a União deve dinheiro aos Estados, portanto não é uma agenda em que os Estados estão pedindo dinheiro novo, e sim o que a União efetivamente deve”, afirmou Flávio Dino.

Ele deu como exemplo o caso do Maranhão, em que as dívidas da União com o Estado chegam a R$ 15 bilhões somando as obrigações da Lei Kandir e uma dívida judicial.

Distribuição de recursos

De acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, “o ponto principal da nossa reunião é compreender qual será o papel que os governadores, governadoras e o Parlamento brasileiro cumprirão nessa longa travessia de reconstruir a sociedade brasileira e a legislação, priorizando a redistribuição de recursos para as cidades e os Estados do nosso país”.

O senador acrescentou que é necessário rediscutir a distribuição do bolo tributário no Brasil.

“Hoje, 70% da arrecadação de impostos fica concentrada na mão do governo federal. A gente quer inverter essa pirâmide, a gente quer que 70% dos recursos estejam na ponta, onde a vida das pessoas acontece. Inverter essa pirâmide vai dar tranquilidade aos Estados e municípios terem capacidade de investimento”, disse o presidente do Congresso.

Alcolumbre também defendeu a votação da reforma previdenciária e ressaltou a importância do apoio dos governadores.

O governador Flávio Dino afirmou que a agenda federativa e a reforma da Previdência são duas pautas independentes e não podem estar condicionadas uma à outra. “São pautas autônomas’, frisou.

Dino pediu “gestos concretos em favor das finanças públicas” por parte do governo federal. “A nossa prioridade é acreditar que a Câmara e Senado irão pautar esses projetos e com isso viabilizar algum tipo de encaminhamento que desobstrua objetivamente o diálogo com o governo federal”.

Reforma previdenciária

Flávio voltou a dizer que é preciso retirar da reforma previdenciária medidas que impactam negativamente os mais pobres, como a capitalização. “Hoje, nos termos em que a proposta se encontra, é rigorosamente impossível haver um amplo entendimento sem retirar esses excessos antissociais.”

A senadora Eliziane Gama e o senador Roberto Rocha, ambos do Maranhão, também participaram da reunião.