O jornalismo buraqueira da TV Mirante em São Luís e algumas cidades do interior do Maranhão

JM Cunha Santos

Estão ficando cansativos, chatos, insuportáveis, os informativos da TV Mirante. O assunto praticamente não muda. É buraco de manhã, buraco de tarde, buraco de noite. Têm-se a impressão de que faltam pautas na capital e no interior a merecer a cobertura jornalística dos repórteres.

Os repórteres estão ficando sem argumentos redacionais, sem textos novos para cumprir a determinação da direção da emissora em atacar o prefeito Edivaldo Holanda Júnior que somente espera o fim do rigoroso inverno que se abate sobre a cidade para iniciar a recuperação asfáltica de São Luís. E o mesmo fazem com outros prefeitos maranhenses nas cidades em que pretendem disputar a próxima eleição.

Os pobres dos repórteres estão sendo obrigados a medir a espessura, a fundura e a estatura dos buracos comprando-os com as próprias pernas. Alguns fazem até exames de ancestralidade genética dos buracos, num bombardeio cultural que cansa a grande e principal vítima desse péssimo e recorrente jornalismo: o telespectador. A paternidade dos buracos eles sempre imputam ao prefeito Edivaldo Júnior, como se não fosse histórico em São Luís o desmantelo das vias públicas no inverno, desde sempre, desde todas as administrações.

Experts já nessa espionagem voçoroca, a verdade é que, enquanto repetem dia e noite essa insuportável semiótica da escavação, os repórteres da Mirante bem que gostariam de ter uma abertura para tratar de outros assuntos, cobrir outras pautas e crescer profissionalmente.

Mas naquele covil de fake news, onde os últimos refugos do grupo Sarney ainda mantêm a esperança de ressuscitar politicamente através da eleição de 2022, ninguém tem piedade de ninguém. E os repórteres, revelando uma rara competência jornalística, produzem todos os dias textos diferenciados sobre um assunto que é sempre o mesmo: o jornalismo buraqueira da TV mirante em São Luís e cidades do interior do Maranhão.

Othelino Neto é reeleito por unanimidade para presidir a Assembleia Legislativa no biênio 2021/2022

Em sessão extraordinária realizada na manhã desta segunda-feira (6), o presidente Othelino Neto (PC do B) foi reeleito, por unanimidade, para presidir a Assembleia Legislativa no biênio 2021-2022, da 19ª Legislatura, que se inicia em 1º de fevereiro de 2021.

A nova Mesa Diretora, inscrita em chapa única, intitulada “Igualdade e Democracia”, foi eleita com o voto de 41 dos 42 deputados. Houve apenas uma ausência: a do deputado Hélio Soares (PR). A sessão de eleição da nova Mesa Diretora foi presidida pelo deputado Roberto Costa (MDB).

Todos os 41 deputados presentes no Plenário participaram da votação, em chapa única. A sessão extraordinária contou, também, com a presença dos deputados federais Juscelino Filho (DEM) e Gil Cutrim (PDT), dos secretários de Estado Marcelo Tavares (Casa Civil) e Rodrigo Lago (Comunicação Social e Assuntos Políticos) e do conselheiro Edmar Cutrim, do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A Mesa Diretora para o biênio 2021/2022, encabeçada pelo deputado Othelino Neto (PCdoB), foi anunciada com a seguinte composição: 

 Presidente Othelino Neto (PCdoB)

 1°Vice-presidente  Glalbert Cutrim (PDT);

  2º vice-presidente Detinha (PR)

  3º vice-presidente Rildo Amaral (Solidariedade)

  4º vice-presidente – César Pires (PV)

 1ª Secretaria – Andréia Rezende (DEM)

 2ª Secretaria – Dra. Cleide Coutinho (PDT)

 3º Secretaria – Pará Figueiredo (PSL)

 4ª Secretária – Paulo Neto (DEM)

Após a proclamação do resultado, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), ocupou a tribuna e reafirmou o compromisso de manter a autonomia e a independência do Poder Legislativo, em harmonia com os demais Poderes. Ele salientou que a eleição da nova Mesa Diretora foi fruto de conversas, de debates e de entendimento.

“Foi opinião predominante nesta Casa de que este era o melhor momento de fazer a eleição. E, assim, fizemos, e o  resultado da eleição, que acabamos de ter, demonstra este espírito de unidade, respeitando as diferenças, a diversidade. Esse é, sem dúvida, o maior segredo para que a Assembleia continue dando uma grande contribuição para o Maranhão”, ressaltou Othelino Neto. 

O deputado Glalbert Cutrim (PDT) fez uso da palavra, para manifestar agradecimentos ao Plenário, depois de parabenizar o deputado Othelino Neto por sua recondução à Presidência, na chapa da nova Mesa Diretora. Emocionado, anifestou sua alegria por poder participar da sessão ao lado do pai, do irmão Gil Cutrim e da esposa, com a filha prestes a nascer: “Não foi possível estar aqui, na primeira eleição ao lado do meu pai e ao lado do meu irmão eleito deputado federal que não estiveram comigo no dia da minha posse. Daí porque hoje, sem dúvida, é um dia muito emocionante para mim. E vou guardar para o resta da vida”, declarou.

A deputada Cleide Coutinho (PDT) parabenizou todos os parlamentares que participaram da eleição e agradeceu à bancada do PDT a indicação de seu nome para compor a nova Mesa Diretora. “Estou muito grata não só a vocês e ao presidente, estou grata ao nosso governador Flávio Dino, mas estou grata muito mais àquele que me pediu para ser deputada, que pediu que continuasse o trabalho dele e, graças a Deus, estou aqui e prometo a você, Humberto (Coutinho), e a vocês que me reelegeram aqui nesta Mesa ter um trabalho sério, honesto e comprometido com o futuro do nosso estado”, afirmou Cleide Coutinho.

Entendimento

O deputado Antônio Pereira (DEM), que foi relator do projeto de antecipação da eleição da Mesa Diretora, na Comissão de Constituição e Justiça, disse que a eleição desta segunda-feira foi fruto de um entendimento surgido a partir de muita discussão e de uma maturidade política que buscou dar tranquilidade ao Poder Legislativo.

O deputado Wellington do Curso (PSDB) salientou o trabalho do deputado Othelino na legislatura passada e no início dessa legislatura: “Cabe louvar o trabalho do deputado Othelino na ausência do saudoso presidente deputado Humberto Coutinho, todas as vezes que tão bem presidiu esta Casa e que foi conduzido à Presidência já na atual legislatura e agora já para o biênio 2021 e 2022. Sou testemunha do trabalho que Othelino, à frente desta Casa, faz sempre respeitando a oposição e sempre no sentido de preservar esta Casa com o espírito da harmonia e da independência”, enfatizou.

O governador Flávio Dino, os ferimentos sociais do Brasil e o messias sanguinário de Belzebu

“O Senhor pode vir governar Alagoas. Por favor”. “Flávio, vem ser governador de Minas Gerias, eu imploro”.

JM Cunha Santos

Com 13 milhões de desempregados, 28 milhões de trabalhadores subutilizados, o Brasil continua tendo que suportar os arrotos homicidas do Senhor Jair Messias Bolsonaro, uma espécie de messias do demônio que só pensa em distribuição de armas de fogo e, ao invés de cuidar do crescimento econômico do país, cuida de aumentar o número de vagas nos cemitérios.

Em sua última investida, o senhor presidente decidiu permitir que atiradores de clubes de tiro andem com armas carregadas nas ruas. Para que o governador Flávio Dino perguntasse quantos empregos poderão ser gerados com essa medida.

Enquanto trata das feridas sociais que no Maranhão herdou da dinastia Sarney, com programas como Mais IDH, Escola Digna, Bolsa Escola, Bolsa Gestante, Apoio à Agricultura Familiar, com o Cartão Cidadania Flávio Dino beneficia famílias de presos que trabalham, o Estado economiza R$ 2 milhões, mas é atacado pela cretinice e mitomania de loucos desvairados nas redes sociais. Não se conformam com o fato de que, com a política de segurança irrepreensível do Maranhão ante os demais estados do país, o governo Flávio Dino tenha reduzido em 72 % o número de homicídios, se comparado ao governo Roseana Sarney.

Bozosarneisistas dolosamente organizados nas redes sociais, via Fake News e outros crimes cibernéticos, manipulam mídias para injuriar e caluniar o governador, mas são obrigados a ler os mesmos apelos que lemos na internet: “O Senhor pode vir governar Alagoas. Por favor”. “Flávio, vem ser governador de Minas Gerais, eu imploro”.

Estão desmontando o Sistema Nacional de Educação, saqueando recursos do ensino superior para resolver problemas circunstanciais, cortes de até mais de 40 % vão sucatear, se não inviabilizar, nossas universidades, não há qualquer olhar no sentido da geração de emprego e renda. Tudo é sangue. Só pensam em aumentar o número tiroteios, genocídios, assassinatos.

Os ferimentos sociais do Brasil não interessam. Que morram todos os desempregados e subempregados, que se danem aposentados e pensionistas, que explodam os pacientes nas macas dos hospitais públicos. É assim que eles entendem. Segundo um internauta, tudo o que importa é pagar a indústria armamentista que sustentou ou ajudou a sustentar a campanha sanguinária do presidente da República.

E, para fechar o cerco da geração de violência e miséria, cálculos da Unafisco indicam que a tal Reforma da Previdência vai retirar R$ 800 bilhões em circulação da economia brasileira. É o caos!

“O Maranhão hoje é visto nacionalmente como exemplo de boa gestão”, declara Flávio Dino

Na manhã deste sábado (4), o governador Flávio Dino concedeu entrevista ao programa Resenha, da TV Difusora. Essa foi a primeira declaração ao vivo e exclusiva do governador sobre as ações do seu segundo mandato.

Aos jornalistas John Cutrim, Adalberto Melo e Robson Júnior, o governador falou, entre outros temas, sobre a situação das estradas, a base de Alcântara, o crescimento do Porto do Itaqui, combate à extrema pobreza, mudanças no governo maranhense, além de desmentir notícia falsa que circulou na internet sobre suposto aumento salarial para presos no Maranhão.

Flávio Dino enfatizou que o Maranhão consegue ser visto hoje como exemplo de boa gestão, apesar da “situação econômica do país piorando ano a ano” devido à crise econômica.

“O Maranhão consegue ser visto hoje como exemplo de boa gestão, isso todos dizem nacionalmente, porque conseguimos manter as coisas de um modo geral funcionando, as políticas públicas, direitos e programas. Estamos lutando muito para manter esse caminho”, disse.

Ele assegura que os maranhenses podem “ter a certeza que continuam a contar com um governador que trabalha muito, um governador honrado e honesto, que se dedica obstinadamente todos os minutos para obter bons resultados para a população”, completou.

Estradas

Logo no início da entrevista, o governador foi perguntado sobre quais medidas serão adotadas após o período chuvoso para restaurar estradas que se deterioraram no primeiro semestre de 2019 devido às fortes chuvas.

O governador explicou que não tem competência legal para intervir, por exemplo, na manutenção de estradas federais, como é o caso da BR-316, que liga a região central do Maranhão ao Pará, mas que mantém junto com a bancada maranhense, no Parlamento Federal, cobranças contínuas ao Ministério da Infraestrutura e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que se comprometeram em recuperar “os trechos mais sofridos”.

Entretanto, o governador ressaltou que as estradas estaduais, como é o caso da rodovia que liga Barreirinhas a Paulino Neves, serão reconstruídas “sem nenhum ônus para o Estado” por ainda estarem na chamada “garantia contratual”. Ele destacou que apesar da prioridade ser as estradas maranhenses, posteriormente o Governo do Estado ajudará os municípios a recuperar ruas e avenidas, por meio do programa Mais Asfalto.

Base de Alcântara

Sobre o acordo firmado entre o Brasil e os Estados Unidos que vai permitir que o governo americano faça uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), Flávio Dino avalia que não adianta que a medida traga benefícios econômicos ao país sem que antes atenda aos interesses da população local, em especial às comunidades quilombolas da região.

“A questão sobre a base de Alcântara é: ela será utilizada em favor da população ou ficará inutilizada? A palavra chave que tenho buscado é equilíbrio entre interesses da população e da economia. A base de Alcântara pode ser boa para a economia, mas tem um passivo social para ser resolvido. Para o foguete subir precisamos antes ver os compromissos firmados com a população quilombola”, defende o governador.

Porto do Itaqui, Mais IDH, Cheque Cesta Básica Gestante e mudanças no governo

Durante a entrevista, Flávio Dino rechaçou a possibilidade de privatização do Porto do Itaqui. Ele citou os números positivos que o Porto vem acumulando nos últimos anos e classificou o terminal como patrimônio maranhense.

“A gestão do Porto do Itaqui é respeitada nacional e internacionalmente. Isso faz com que operadores queiram investir no Maranhão. Existem 16 mil empregos diretos e indiretos em torno da movimentação econômica. O porto é um patrimônio do povo do Maranhão”, frisou.

Sobre o aumento do índice de extrema pobreza apontado no Maranhão pelo IBGE, o governador disse que não descredibiliza os números do instituto, no entanto, ele pondera que a extrema pobreza cresceu no Brasil inteiro e que existe uma série de ações realizadas desde 2015 para combater esse problema.

“É falsa a ideia que a extrema pobreza cresceu no Maranhão, a extrema pobreza cresceu no Brasil. Basta pegar os dados do mesmo IBGE e ver que a extrema pobreza cresceu no país inteiro, porque nós saímos de 5% de desemprego, para 13% [no país]. E por isso eu tenho lutado tanto para voltar a ter crescimento econômico”, declara.

O governador ressaltou que, em meio ao caos econômico nacional, por meio de programas como o Mais IDH e o Cheque Minha Básica – Gestante, o Maranhão conseguiu avançar em três pilares atinentes ao desenvolvimento humano: crescimento em renda, longevidade e educação. “Cinco ou seis estados andaram para trás, nos conseguimos andar para frente”, ressalta o governador, destacando como exemplo a redução da mortalidade materno-infantil, foco do programa Cheque Cesta Básica – Gestante.

Ele também falou sobre o fechamento do ciclo de mudanças na gestão estadual iniciado em janeiro, com alterações na direção da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), da Fundação da Criança e do Adolescente do Maranhão (Funac), da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) e do Viva/Procon. Além do coronel Ismael de Sousa, que no mês passado assumiu o comando da PMMA, durante a entrevista deste sábado, Flávio Dino anunciou o advogado Carlos Sérgio para a presidência do VIVA/Procon; o professor André Santos na Fapema; e a assistente social Sorimar Sabóia para a chefia da Funac.

Notícia falsa sobre ‘salário’ para presidiários

O governador derrubou uma notícia falsa que circulou nas redes sociais, sobre suposto aumento salarial para presos no Maranhão. Para Flávio Dino, a divulgação desse tipo de ‘fake news’ é “criminosa” e tem “interesses políticos” em sua origem.

“Infelizmente a internet é uma invenção que tem coisas positivas e têm pessoas que a usam para o mal, para o crime. Isso nunca existiu. Essa extrema direita que está aí me critica por cumprir a Lei de Execuções Penais. O preso tem direito a 2/3 do valor do salário mínimo e esse dinheiro é repassado para as famílias. Naquela foto [que circulou com a notícia falsa], os presos estão recebendo pelo trabalho na produção de blocos de cimento. O evento era alusivo ao fato das penitenciárias terem saído do cenário onde se cortavam cabeças. É isso que eles querem? Antes do nosso governo tinha toque de recolher. Era esse o clima no Maranhão. Enquanto eu for governador, Pedrinhas não voltará ao passado”, afirma.

Projeto do deputado Edivaldo Holanda institui Semana de Conscientização sobre o Desperdício de Alimentos

1 bilhão e 300 milhões de toneladas de alimentos vão para o lixo todo ano em todo o mundo; 25 % disso alimentaria 870 milhões de pessoas famintas.

JM Cunha Santos

Tramita na Assembleia Legislativa o projeto de lei 143-2019, de autoria do deputado Edivaldo Holanda, que institui a Semana Estadual de Conscientização sobre o Desperdício de Alimentos a ser realizada anualmente na segunda semana do mês de outubro. Dentre outros objetivos, o projeto pretende divulgar políticas públicas e medidas que conscientizem a população sobre o desperdício, aproveitamento integral dos alimentos, nutrição e temas relacionados.

Conforme o projeto, o Poder Executivo poderá firmar convênios e parcerias com entidades sem fins lucrativos e instituições que tratem do tema, com vistas à implementação de atividades, palestras e afins que deem efetividade ao evento instituído pela lei.

Em entrevista ao Programa “Voz do Parlamento”, da Rádio Assembleia, apresentado por Josélia Fonseca, na última quinta-feira, o deputado Edivaldo Holanda apresentou dados impressionantes sobre o desperdício de alimentos em todo o mundo. Conforme o parlamentar, de acordo com números da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a cada ano cerca de 1 bilhão e 300 milhões de toneladas de alimentos são descartados, ou seja, vão para o lixo. E somente a recuperação de 25 % desse descarte poderia alimentar 870 milhões de pessoas famintas.

Segundo Edivaldo Holanda, o vice-presidente sênior de alimentos e mercados no World Wildlife Fund, Jason Clay, destaca a urgência do problema do desperdício de alimentos no mundo e nos Estados Unidos, enfatizando a necessidade de medidas legislativas e políticas visando a diminuição do desperdício. Revela também a produção recente de legislações visando conscientizar a população a reduzir e proibir o desperdício de alimentos, aprovadas na França e na Grã Bretanha, representando grande avanço no combate à fome no mundo.

O parlamentar espera a aprovação de seus pares ao projeto e a consequente sanção do governador Flávio Dino. O projeto enfrenta, inclusive, uma legislação que no Brasil obriga restaurantes e afins a mandarem as sobras de alimentos para o lixo, impedindo sua distribuição entre pessoas carentes. Edivaldo promete verificar se, de fato, existe essa legislação e em que ela se sustenta.

Campanha institucional da Assembleia Legislativa do Maranhão contra feminicídio ganha repercussão nacional

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), destacou em suas redes sociais a repercussão nacional da campanha institucional contra o assédio e o feminicídio, produzida pela Alema, por meio da Diretoria de Comunicação. 

A campanha passou a ser veiculada em rede para todo o Brasil pelas TVs Senado e Câmara. Veja o vídeo no link https://www.youtube.com/watch?v=J1qQib56ROE

No Maranhão, o vídeo da campanha foi exibido em todas as emissoras de televisão e rádio, durante os meses de março e abril. “Satisfeito com o alcance nacional da campanha institucional/publicitária contra o assédio e o feminicídio, idealizada pela Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa do Maranhão. É muito gratificante poder contribuir, de maneira mais ampla, para alertar a sociedade brasileira sobre as diversas formas de violência contra a mulher, incentivando-as a denunciar os agressores”, declarou Othelino Neto.

O projeto, que contou com o apoio do Grupo de Esposas de Deputados do Maranhão (Gedema) e da Procuradoria da Mulher, tem como objetivo alertar a sociedade sobre as diversas formas de violência contra a mulher, incentivando as vítimas a denunciar os agressores, destacando o número 180. 

As frases de efeito “Chega de abuso!”, “Chega de assédio” e “Chega de feminicídio!” foram usadas para empoderar a campanha. 

O vídeo aborda ainda o espaço conquistado pelas mulheres que, além de cumprirem o papel de mães e desempenharem outras funções no lar, também estudam, lideram equipes e assumem diversos postos importantes de trabalho.

“A Assembleia Legislativa do Maranhão levantou essa bandeira ao lançar esta campanha sensível de combate à crescente onda de violência que tem vitimado, a cada dia, mais mulheres no Brasil. Conseguimos mostrar, em um minuto, também o empoderamento das mulheres ao ocuparem posições de destaque na sociedade, quer seja nos seus ambientes ou no seio familiar, mostrando que elas são fortes e não se intimidam”, destacou o diretor de Comunicação da Assembleia, jornalista Edwin Jinkings.

Reforma da Previdência do Chile, copiada no Brasil, paga aposentadorias miseráveis

Em entrevista, o economista chileno Manuel Riesco, que já foi consultor da ONU, conta como o sistema de capitalização encampado em seu país, aos moldes do que o governo brasileiro propõe com a reforma da Previdência, acabou com as aposentadorias  

Por Felipe Bianchi (Barão de Itararé) e Leonardo Wexell Severo (Hora do Povo)*

Economista, engenheiro, professor universitário, escritor, fundador e vice-presidente do Centro de Estudos Nacionais de Desenvolvimento Alternativo (Cenda) do Chile, Manuel Riesco abriu sua residência em Santiago para nos receber. Consultor do programa da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em 2002, e pesquisador das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento Social (UNRISD), entre 2003 e 2007, Riesco mantém a energia de destacado líder estudantil dos tempos de Salvador Allende e de dirigente do Partido Comunista durante a ditadura de Pinochet. O “jovem há mais tempo” é atualmente uma das principais referências no que diz respeito à Seguridade Social, sendo autor, entre outros livros, do prestigiado “Nova Previdência – Para restituir o direito a pensões dignas no Chile”.

Nesta entrevista, Manuel Riesco destaca a “falência do modelo de capitalização, em que as aposentadorias pagas são cada vez mais miseráveis, enquanto multiplicam os lucros do sistema financeiro”.

“Contra este roubo e esta canalhice das Administradoras de Fundos de Pensão (AFP) e Companhias Seguradoras”, “com forte presença do capital norte-americano”, Riesco propõe que seu país ponha fim ao flagrante parasitismo.

Destaca ainda que o Chile deve servir de alerta como descaminho, “porque todos os países que adotaram um sistema parecido, o fizeram por pressão do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI)”. “Imaginem a irracionalidade fiscal, imaginem o tamanho a confusão em que o Brasil está se metendo”.

Confira.

O senhor esteve reunido recentemente com uma Comissão da Câmara dos Deputados do Chile para expor a necessidade do fim do regime de capitalização, o mesmo que o ministro Paulo Guedes aponta como referência. Qual é a situação atual?

Defendemos que é preciso acabar com a chamada “capitalização individual”, que consiste no abuso de desviar, para todo o sempre, parte dos salários aos mercados financeiros. É uma lógica inaceitável. Não há razão para perpetuar esse regime em que um punhado de grandes grupos econômicos se deleita, enquanto mantém os aposentados com pensões miseráveis, violando o dever de cada geração de sustentar os mais velhos com dignidade. Estão agindo para que voltemos aos tempos em que os esquimós, ao envelhecerem, abandonavam a família, por se acharem um peso, e iam morrer a sós. Acabar com isso é uma condição essencial para que o nosso povo recupere a confiança nas instituições democráticas, em tempos perigosos. [Nos últimos anos houve uma multiplicação significativa de casos de suicídio de idosos no Chile, com casais deixando cartas em que denunciam o agravamento da situação econômica, à qual responsabilizam pela drástica decisão].

Para que os brasileiros tenham uma ideia do montante que estamos falando, quanto embolsam os donos deste esquema montado pelos “Chicago boys” e imposto, em 1981, pela ditadura de Pinochet?

Em moeda corrente de dezembro do ano passado, o sistema das Administradoras dos Fundos de Pensão (AFP) arrecadou uma média mensal de 598 bilhões de pesos (881,4 milhões de dólares), dos quais destinou apenas 32% ou 190 bilhões de pesos (280 milhões de dólares) para o pagamento das pensões autofinanciadas através de poupança.

Este sistema embolsou 27%, equivalente a 159 bilhões de pesos (234,3 milhões de dólares) por meio de comissões cobradas pelas AFP e prêmios líquidos das Companhias de Seguros. Além disso, transferiu 42%, ou seja, 259 bilhões de pesos (381,7 milhões de dólares) para um Fundo de Pensões; que está sendo guardado pelos especuladores para, hipoteticamente, pagar as aposentadorias futuras.

Isso quer dizer que o que vai para o aposentado acaba sendo menos de um terço do total cobrado dos trabalhadores, mês a mês.

O fato é que esse dinheiro, há quase quatro décadas, vem sendo expropriado, tomado pelo mercado financeiro. Na realidade, não vai para o mercado financeiro em geral, mas para um punhado de seis grandes grupos econômicos que ficam com 80% do dinheiro arrecadado com as contribuições.

Um grupo realmente seleto…

Entre eles está o proprietário de um dos dois jornais de circulação nacional no Chile, o La Tercera. O dono deste diário é proprietário de um dos seis grupos que mais levaram dinheiro ao longo de quase 40 anos de capitalização. Outro é de um grupo de delinquentes, que teve um dos seus chefes preso durante todo o ano passado e agora está cumprindo uma “sanção exemplar”, cursando aulas de ética numa universidade privada, financiada por eles mesmos. Este grupo foi para a cadeia porque financiava ilegalmente a todos os partidos de direita. Há o grupo Matte, tradicional no Chile e que tem investimentos no Brasil, dono de bosques e, principalmente, de fábricas de papel. Há dois grupos norte-americanos que compraram AFP nestes últimos tempos, Metlife e Principal, grandes companhias de seguro. São eles que ficam com o dinheiro dos trabalhadores.

Um abuso…

Imaginem vocês o que isso significa para a democracia: um dos grupos econômicos que mais levou dinheiro é precisamente o dono de uma das principais redes de jornais do Chile; outros financiam ilegalmente a todos os partidos de direita e outros, com expressiva participação estrangeira, gastam uma fortuna em propaganda para manter tudo como está. Não é à toa que os principais mecenas da publicidade são as AFP.

Uma rede de desinformação que age para manter a capitalização…

Evidentemente. Os principais anunciantes das emissoras de televisão no Chile são as AFP. Então a influência que exercem corrompendo o sistema político, corrompendo os meios de comunicação, é gigantesca. Para quê? Para ocultar o fato de que estão ficando com o dinheiro do imposto que deveria servir para pagar boas aposentadorias. Destinam uma miséria, apenas um terço do que arrecadam todos os meses para devolver a poupança que fizeram estes trabalhadores ao longo de 30 anos. Devolvem tão somente um terço do que arrecadam, o resto embolsam para não devolver jamais.

No Brasil estamos passando por uma situação em que, alinhada ao sistema financeiro, há uma campanha midiática em favor da chamada “reforma” da Previdência. Vocês já viram este filme…

Obviamente. Mentem descaradamente. Lembro de uma campanha pró-capitalização em que apareciam os trabalhadores chilenos no Brasil, em praias maravilhosas, rodeados de garotas belíssimas, comendo do bom e do melhor, bebendo, degustando dos anos dourados que deveriam vir. Agora, passados os anos, temos a realidade. Quanto somam as contribuições chilenas? 146 mil pesos por pessoa, algo como 215 dólares mensais. Esta é a média das contribuições pagas pelo sistema de aposentadorias.

O que isso significa em termos de poder de compra?

O salário mínimo no Chile, que se considera o que possa satisfazer as necessidades básicas como comprar pão, remédios, energia, é de 300 mil pesos (442 dólares) mensais e a aposentadoria média – porque existem as de sete mil (dez dólares ou 40 reais!) e as de um milhão de pesos (1.474 dólares) – é de 146 mil (215 dólares), menos da metade. Quanto é 146 mil pesos diante de 800 mil pesos (1.180 dólares), que é o salário médio nacional? 18,5%.

O que pode nos dizer como grito de alerta sobre as AFP?

Não há nenhum país democrático que tenha aceitado um abuso desta natureza e estou seguro que os brasileiros vão rechaçar enfaticamente. Os banqueiros, que são os que ganham com isso, tentaram aplicar esse modelo em todas as partes, inclusive nos Estados Unidos, porém os trabalhadores rechaçaram terminantemente esta ideia de “poupança forçada”, porque é um roubo. Consiste em que sugam do Estado o imposto com o qual os trabalhadores ativos financiam as aposentadorias de seus passivos. Esse imposto é expropriado pelos banqueiros que ficam com o grosso desse imposto. Enquanto isso, os idosos são mantidos com aposentadorias de fome. Então é um roubo e uma canalhice muito grande porque o dinheiro do imposto está sendo repassado aos banqueiros.

Se o mercado financeiro é quem está fazendo a festa, os argumentos de que há necessidade de uma “reforma” da Previdência para que o Estado possa economizar são falsos.

Todos os argumentos que utilizam são absolutamente falsos. A poupança forçada nunca, em nenhuma parte, e tampouco no Chile, pode garantir pensões dignas. No Chile, 80% das aposentadorias são financiadas pelos impostos, o que faz o Estado endividar-se, enquanto o governo diz que está supostamente economizando.

Algo que joga contra o Estado e penaliza o conjunto da sociedade.

É uma irracionalidade fiscal muito grande, pois prejudica as pessoas, prejudica a economia, prejudica o Chile, e por isso os países que haviam estabelecido este sistema de capitalização estão todos acabando com esta lógica. Há inclusive um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que comprova o que estou dizendo. E é importante frisar que os mais determinados na Europa a dar um basta foram os ministros da Fazenda, porque não é possível que um Estado seja tão irracional a ponto de endividar-se para pagar pensões e economizar na mão de banqueiros, que somente vão multiplicar seus ganhos e seu poder político a partir dele.

O fato é que as aposentadorias são bancadas pelos impostos…

No Chile, como em todo planeta, as pensões são pagas principalmente com impostos correntes e não com poupança. A diferença é que o imposto cobrado do trabalhador e supostamente destinado a aposentadorias é desviado em grande parte e perpetuamente aos mercados financeiros. E o pior é que há um projeto do atual governo que vai agravar a irracionalidade de contrair empréstimos do Tesouro para pagar as aposentadorias, enquanto “economiza” a maior parte das contribuições previdenciárias em mercados financeiros incertos, supostamente para resolver futuras aposentadorias.

Esta é a verdadeira causa das baixas aposentadorias pagas atualmente – com a única exceção daquelas que são fraudulentamente recebidas por um punhado de ex-oficiais das Forças Armadas e da “ordem”, financiadas quase inteiramente pelo orçamento. A causa não é a demografia, como se argumenta, nem o aumento da expectativa de vida, como se apresenta nas propagandas das AFP. O aumento da expectativa de vida é a maior conquista da humanidade. Graças ao aumento contínuo da produtividade, os trabalhadores ativos nos países desenvolvidos podem manter dignamente proporções de idosos muito maiores do que as nossas, com jornadas de trabalho cada vez mais curtas.

Há uma estimativa de quanto gastaria o Estado num processo mais justo de distribuição dos benefícios previdenciários?

Economizaria dinheiro. Este argumento é extremamente importante para o Brasil. Porque no Chile o gasto com as aposentadorias é feito pelo Estado, mas o imposto que se cobra – e que seria suficiente para duplicar o montante dos valores pagos atualmente – fica há 38 anos com o sistema financeiro. É uma expropriação de um imposto, mas não de qualquer imposto. E o imposto da Seguridade Social, assim como sobre o Valor Agregado, é o que mais rende, um ingresso de caixa gigantesco. Mas o Estado, como continua pagando as aposentadorias, por mais baixas que sejam, gasta uma enorme quantidade de dinheiro nisso. Porém como lhe falta dinheiro, tem que se endividar e pega empréstimos internacionais a uma taxa elevadíssima, que é a cobrada pelos bancos, e paralelamente “economiza”, entre aspas, para pagar aposentadorias no futuro. Por que coloco este argumento para que vocês o destaquem? Porque todos os países que adotaram um sistema parecido com o chileno o fizeram por pressão do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Imaginem a irracionalidade fiscal, imaginem o tamanho, a confusão em que o Brasil está se metendo. Porque resulta que toda a arrecadação dos novos trabalhadores, novos contribuintes, já não irá para o Estado, mas para o mercado financeiro.

E no Chile, qual a saída?

Para melhorar as aposentadorias, o Estado deve acabar com o sistema das AFP e recuperar o imposto sobre o trabalho que são as contribuições, isso hoje permite dobrar todas as aposentadorias; reduzir a idade efetiva de aposentadoria, dos 70 anos na atualidade, para a idade legal de 60/65 anos para mulheres e homens, que pode ser mantido até o final do século, e reajustá-las ao ritmo dos salários, sem aumentar as contribuições até a próxima década. A regra de sustentabilidade do sistema de repartição é simples e elegante, o suficiente para que, a longo prazo, o produto interno bruto (PIB) cresça um pouco mais rapidamente que o número de adultos mais velhos, e o Chile a satisfaz com folga.

Associação Americana de Juristas reconhece Lula como preso político

A entidade, que tem estatuto consultivo no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ONU) e é reconhecida internacionalmente, divulgou um documento em que aponta a violação do processo legal brasileiro e explica os motivos pelos quais o encarceramento de Lula tem caráter político

Revista Fórum  

A Associação Americana de Juristas (AAJ), entidade fundada em 1975 no Panamá que reúne dezenas de juristas do continente, divulgou nesta quinta-feira (2) um comunicado em que reconhece o ex-presidente Lula como um preso político. Reconhecida internacionalmente, a AAJ tem estatuto consultivo no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ONU).

“A condenação de Lula se deu como consequência de uma acusação que violou o devido processo legal, com prejuízos ao direito de defesa, sem provas, em um processo coordenado pelo juiz Sérgio Moro. Moro é hoje o ministro da Justiça designado pelo governo ultradireitista de Jair Bolsonaro, beneficiado nas eleições pelo impedimento da candidatura de Lula, que tinha a preferência do eleitorado”, diz um trecho do documento.

No texto, os juristas destacam que Lula deixou seu governo com mais de 80% de popularidade e, no ano passado, foi não apenas impedido de concorrer à Presidência como também proibido de dar entrevistas ou de se manifestar publicamente.

“É importante assinalar que a Constituição brasileira garante a presunção de inocência até o julgamento final do devido processo, o que até agora não aconteceu”, completa a associação, que conclui: “Esses fatos enquadram o caso naquilo que o Conselho da Europa define juridicamente como uma prisão política, e a Anistia Internacional como uma prisão de consciência”.

Márcio Jerry reitera compromisso com quilombolas em reunião sobre Alcântara

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) participou de mais um debate sobre o Centro de Lançamentos, desta vez com o tema “Alcântara, Quilombos e Base Espacial”.

“É importante destacar a iniciativa do Governo do Estado do Maranhão em se colocar como mediador do debate entre a comunidade e o Governo Federal. Essa é a segunda reunião de muitas que estão por vir, que tem como objetivo o bem para o Brasil e para Alcântara. De nossa parte, é importante frisar que continuamos na luta em respeito aos quilombolas, seus direitos, e para que não haja mais nenhum remanejamento das comunidades”, afirmou o deputado.

O debate girou em torno do território quilombola, do projeto aeroespacial e dos impactos sociais que o eventual funcionamento da base pode causar à cidade de Alcântara.

Além de Jerry, participaram o governador Flávio Dino, a procuradora federal Deborah Duprat, o professor UEMA Alfredo Wagner, o sindicalista Antônio Marco Diniz e o coordenador geral do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (Mabe), Leonardo dos Anjos.

A incontrolável sede de sangue do presidente Jair Bolsonaro

Ninguém mais está seguro neste país. Pelo amor de Deus, senhores deputados e senadores, tirem esse louco daí antes que seja tarde demais.

JM Cunha Santos

Primeiro foi o projeto de quatro armas de fogo em cada residência do país. Em seguida, Jair Bolsonaro propõe a excludente de ilicitude para policiais que matarem no exercício de suas funções. Junta-se ao ministro da educação e propõe matar a Ciência nas universidades brasileiras. E, agora, ainda mais ensandecido, propõe a inimputabilidade de fazendeiros que matarem ou mandarem matar lavradores acusados de invasão de terras.

O que se pode dizer? Temos um homicida em potencial na Presidência da República Federativa do Brasil.

O presidente parece agir movido por um ódio inesgotável cuja origem não explica a ninguém. Ódio contra pobres, contra mulheres, contra índios, contra nações quilombolas, contra sem terras e todas as vítimas da exclusão social que atormenta esta Nação. E esse ódio está em seus discursos, projetos, propostas e declarações.

A sede de sangue do Senhor Presidente da República ainda pode levar este país a uma guerra civil ou desgraça semelhante. Corremos o risco de que, dentro em pouco, estejam organizadas no Brasil milícias mercenárias punindo com a morte crimes de opinião.  

Nem podemos mais afirmar que Bolsonaro seja movido por algum tipo de ideologia política extremista A impressão que se tem é de que ele sente uma estranha necessidade de conferir cadáveres para aplacar sua incontrolável sede de sangue humano, como um vampiro sugando veias na Transilvânia.

De um lado, quer dar ao Estado, através da polícia, poder de vida e morte sobre o cidadão; de outro, quer retirar do Estado o poder de mediar conflitos originados na luta pela terra e entregar nas mãos de pistoleiros e jagunços contratados por fazendeiros. E, assim, a propriedade privada passa a ter mais valor que a vida humana.

O Congresso, a Justiça, a maioria dos governadores dos Estados, estão brincando com fogo. Ninguém mais está seguro neste país. Pelo amor de Deus, senhores deputados e senadores, tirem esse louco daí antes que seja tarde demais.