Guerra ao lixo

JM Cunha Santos

Observa-se o foco de uma administração municipal, pelos percalços que a cidade vence. São Luís está vencendo a guerra do lixo, um dos principais entraves das gestões públicas no Brasil de hoje, muito em virtude da alta densidade demográfica nas capitais do país.

O Comitê Gestor de Limpeza Urbana da Prefeitura de São Luís está nas ruas, às vistas da população, efetuando, diariamente, serviços de coleta domiciliar, capina, varrição, coleta manual, roçagem mecanizada, pintura de meio fio etc, para que a cidade se vista de limpeza, apesar das tribulações que veem com as chuvas do inverno impiedoso que se abate sobre a capital do Maranhão.

Em recente passagem pelo Estado, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, deparou com o que disse ser “um vergonhoso lixão a céu aberto em pleno APA dos Lençóis Maranhenses”, segundo ele um problema recorrente em Prefeituras de todo o Brasil. E aproveitou para eleger como prioridade a Agenda Ambiental Urbana, cuja Fase 2 – Resíduos Sólidos, será lançada em todo o país no próximo dia 30 de abril.

De Santo Amaro, o ministro desembarcou em Paço do Lumiar onde se deparou com outro lixão. Para garantir, depois de um insuspeito Inacreditável!, que o “Programa Lixão Zero”, um de seus projetos, vai acabar com tudo isso aí. Em suas palavras, através da coleta seletiva, reciclagem, incineração, tudo o que a Prefeitura de São Luís já faz e faz muito bem, inclusive com ações de educação ambiental em escolas públicas e privadas e junto às comunidades.

Para que se tenha uma ideia, apenas no quesito reciclagem, a partir da administração do prefeito Edivaldo Jr. São Luís ganhou um Pátio de Compostagem e já tem usinas licenciadas e em fase de licitação com capacidade de reciclar 300 toneladas de resíduos orgânicos e também restos de construção civil.

Ninguém tenha dúvidas, com a explosão populacional nos dias de hoje, o lixo não é responsabilidade exclusiva do poder público; lixo é responsabilidade social.

Contentores de grande dimensão para a coleta seletiva de lixo de toda natureza, em São Luís os ecopontos nasceram e se desenvolveram com o advento da administração do prefeito Edvaldo Júnior. Em geral, se destinam a receber de pequenos volumes de entulhos a grandes objetos. Mas aqui foram concebidos para atender os geradores e transportadores com volumes inferiores a 2 metros cúbicos, principalmente os condutores de veículos de tração animal, no fim, os principais usuários dessas unidades.

Em número de 12, cada ecoponto é dimensionado para receber até 50 toneladas de resíduos por dia e estão na Avenida dos Africanos, Angelim, Turu, Bequimão, Jardim América, Jardim Renascença, Residencial Esperança, Anil, São Raimundo, São Francisco e Cidade Operária.

O primeiro efeito de um ecoponto é descartar a operosidade danosa e viciada dos lixões. São equipamentos urbanos que atendem prontamente à melhoria da qualidade ambiental, uma arma infalível, portanto, para a prevenção da saúde pública. Postos de entrega voluntária de materiais descartáveis, também recebem móveis e eletrodomésticos inúteis que, via de regra, são descartados na via pública.

O que fazer com o lixo humano sem sacrificar o meio ambiente e a saúde pública é, hoje, um dilema de todas as Nações. E é preciso reconhecer o trabalho diuturno e incansável do prefeito Edivaldo Júnior para também enfrentar esta praga irremovível da condição humana.

Governo Bolsonaro oferece R$ 40 milhões a cada deputado para comprar voto pró-reforma

Proposta foi feita por Onyx Lorenzoni em reunião na casa de Rodrigo Maia e confirmada por líderes de cinco partidos, além de deputados do DEM, PP, PSD, PR, PRB e Solidariedade, que não quiseram ser identificados

(Brasília – DF, 20/02/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante entrega da PEC da nova Previdência Social. Foto: Marcos Corrêa/PR

Reportagem na edição desta quarta-feira (24) da Folha de S.Paulo revela que, em reunião na casa do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM/RJ), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM/RS) ofereceu um extra de R$ 40 milhões em emendas parlamentares até 2022 a cada deputado federal que votar a favor da reforma da Previdência no plenário da Câmara.

A informação foi confirmada por líderes de cinco partidos, além de deputados do DEM, PP, PSD, PR, PRB e Solidariedade, que não quiseram ser identificados.

O valor representa um acréscimo de 65% nos R$ 15 milhões em emendas parlamentares a que cada deputado tem direito por ano para obras e investimentos de infraestrutura em seus redutos eleitorais. Com os R$ 10 milhões extras por ano, esse valor pularia para R$ 25 milhões.

O ministro de Bolsonaro, no entanto, não especificou de onde viriam os recursos.

CCJ
Após mais de oito horas de sessão e intenso bate-boca entre parlamentares, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (23), por 48 votos a favor e 18 contra, a admissibilidade da proposta de reforma da Previdência. O texto, agora, seguirá para análise de uma comissão especial que pode ser instalada na quinta-feira próxima.

O acordo entre Governo e Centrão contrariou integrantes da Oposição, que exigiam a liberação de dados que embasaram a Previdência.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) comparou a aprovação na CCJ, sem acesso às informações completas, “como assinar um contrato sem ler”.

Já o líder da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), cobrou a divulgação dos dados. Para ele Paulo Guedes age de má fé ao não apresentar os dados ao parlamento. “Se tudo isso é verdade, porque o governo insiste em esconder as informações?”, questionou.

Lula não comemora decisão do STJ: “Reduziram uma pena que não tinha que existir”

Ex-presidente acompanhou o julgamento do STJ que reduziu sua pena e mandou recado através de um de seus advogados, o deputado estadual Emidio de Souza: “Eu vou ser libertado politicamente pela luta do povo brasileiro”

Lula não comemorou a decisão desta terça-feira (23) da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reduziu sua pena para 8 anos e 10 meses de prisão. De acordo com o deputado estadual Emidio de Souza (PT-SP), que visitou o ex-presidente em sua cela em Curitiba e com ele esteve durante a decisão da Corte, Lula afirmou que “reduziram uma pena que não tinha nem que existir”.

“Ele não esperava nada de positivo desse julgamento (…) Lula quer sair mas quer sua inocência provada”, disse Emídio à militantes que estão em vigília, há mais de um ano, nas proximidades da sede da Polícia Federal onde o ex-presidente está preso.

De acordo com Emidio, Lula teria disparado: “Vou ser libertado politicamente pela luta do povo brasileiro”. O deputado estadual relatou ainda que o petista considera o julgamento de hoje como “mais um capítulo da farsa que foi encenada desde a investigação e seguiu na acusação, na primeira e na segunda instâncias”.

“Não foi uma coincidência os juízes jogarem todos do mesmo jeito. Eles já tinham uma combinação”, afirmou, chamando a atenção ainda, para o fato, de que a redução da pena se torna invalida uma vez que coincide com o julgamento, por parte do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), do caso do “sítio de Atibaia”, que pode culminar em mais uma pena de prisão.

Revista Fórum

A consciência necessária, artigo de Edivaldo Jr.

Fazer a gestão dos resíduos sólidos não é uma tarefa fácil, sobretudo em um momento no qual, além da implantação de políticas públicas profissionais e eficientes, faz-se necessária a urgente mudança no padrão cultural do nosso relacionamento com o lixo que produzimos. Este tem sido um grande desafio no mundo inteiro, pois se de um lado temos o aumento do contingente populacional nas cidades, conjugado com o aumento do consumo de produtos, de outro lado temos a diminuição dos espaços para armazenar todo o lixo produzido. Diante deste problema urbano, desde minha primeira gestão assumi a responsabilidade de superar todos os desafios necessários para fazer de São Luís uma cidade que cumpre as diretrizes estabelecidas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que não acontecia até então, bem como a preservação dos nossos recursos naturais.

Em São Luís, fizemos todos os estudos necessários, elaboramos um planejamento estratégico não somente operacional, mas também no sentido de otimização dos recursos financeiros investidos. Uma dessas ações foi a desativação do Aterro da Ribeira, ainda em 2015, que há muitos anos funcionava como um lixão a céu aberto, trazendo inúmeros problemas para a cidade e era um gargalo antigo para a administração municipal. Após, iniciamos a operação de um dos aterros sanitários mais modernos do país e estabelecemos programas de coleta seletiva e educação ambiental focado na promoção desta mudança cultural em relação ao lixo.

O marco para esta mudança cultural em curso foi a implantação da política dos Ecopontos. Já são 12 equipamentos em operação, e a nossa meta é atingir 30 até o fim da gestão. Com isso, passamos a figurar um grupo pequeno de cidades brasileiras onde a população tem acesso a uma política pública de incentivo à coleta seletiva.

Os Ecopontos foram pensados como um espaço onde cada cidadão pode descartar voluntariamente todos os resíduos recicláveis produzidos em sua residência e, a partir desta entrega, compreender sua responsabilidade na manutenção da limpeza da cidade e aprender a fazer o manejo ambientalmente adequado do resíduo que produz.

Esta política garante diversas melhorias para toda a cidade. A primeira delas é o fim dos pontos de descarte irregular nos bairros, já que o Ecoponto é prioritariamente construído em áreas com esta característica. Com menos lixo descartado irregularmente nas ruas temos menos transtornos como pontos de acúmulo de água causados pelo entupimento de bueiros e galerias pelo lixo. Com isso, reduzimos também problemas de saúde pública. O meio ambiente também sofre menos com os impactos do descarte irregular.

Para que nossa população entenda a importância social, econômica e ambiental do resíduo sólido urbano, estamos todos os dias nas escolas e nas comunidades informando a população sobre a importância do uso dos Ecopontos, sobre o manejo adequado do resíduo doméstico e sobre a importância da coleta seletiva e reciclagem, através do programa de Educação Ambiental da Limpeza Urbana “Cidadão Limpeza, Cidade Beleza”.

O nosso esforço na implantação destes equipamentos aliado à maior consciência da nossa população gera ainda a melhoria das condições de trabalho e de vida dos catadores de materiais recicláveis. Eles recebem direto em suas cooperativas tudo aquilo que antes ia para o lixo e agora é entregue nos Ecopontos. Dessa forma, conseguimos aumentar a renda destes profissionais e ainda gerar mais emprego, pois a cada novo Ecoponto entregue aumenta o volume de resíduos coletados e encaminhados às cooperativas, que precisam agregar novos profissionais. Assim fechamos também um ciclo virtuoso de geração de emprego, renda e fortalecimento da economia circular.

Anunciamos mais investimentos para o fortalecimento da gestão profissional dos resíduos sólidos urbanos em São Luís, como galpões de triagem de resíduos para as cooperativas de reciclagem, a construção de uma usina de beneficiamento dos resíduos da construção civil, Pátio da compostagem para os resíduos orgânicos e em breve mais duas novidades: disponibilizaremos um aplicativo digital para facilitar a comunicação dos munícipes com os serviços de Limpeza Urbana, além de auxiliar o processo de fiscalização daqueles que descumprem as legislações vigentes, e daremos início à coleta seletiva voluntária porta a porta.

Os desafios ainda são muitos, sabemos, mas seguimos enfrentando cada um deles e ampliando nossas políticas de limpeza urbana para a população, pois entendemos que investir em uma gestão profissional e ambientalmente adequada dos resíduos sólidos é, acima de tudo, uma forma de cuidar das pessoas.

Flávio Dino, Jefferson Portela e as vitórias da segurança pública

Enquanto as aves de mau agouro esvaziam montanhas de esferográficas calculando improbabilidades, os investimentos em inclusão social, educação e segurança intuem um futuro ainda menos violento no Maranhão.

JM Cunha Santos

No ano de 2016, em frente ao Palácio dos Leões, quando da entrega de tantas entre as 1.000 novas viaturas hoje à disposição das polícias Civil e Militar, ouvi o governador Flávio Dino afirmar: “este será o ano da segurança pública no Maranhão”. Estava aberto o caminho para a mais drástica redução nos índices de criminalidade da história desse Estado e garantidos investimentos que mudariam a terrível fase de terror vivida nos anos de 2013 e 2014.

A seu lado, o secretário Jefferson Portela, o cérebro responsável e organizador da implantação de inusitadas políticas de segurança pública no Estado, nos âmbitos das Polícias Civil e Militar, já tinha o que comemorar, mas sabia o tamanho do desafio à sua frente: era preciso vencer a inércia policial no combate ao crime, provocada por histórica ausência de investimentos em segurança pública, péssimos salários dos policiais, contingente militar e civil reduzidos, ausência de promoções, terceirizações dirigidas que sucateavam o Sistema de Segurança e premiavam o crime organizado; era preciso combater a ineficiência nas investigações, a modorra tecnológica, a negligência administrativa para com as forças policiais e mudar a cultura de que a segurança pública é apanágio das elites e não dever do estado para com todos os cidadãos.

O terror de 880 assassinatos em 2013 e incríveis 988 em 2014 (Governo Roseana Sarney) já vinha sendo corrigido. Em 2015, esse número caiu para 911 (8%); em 2016 para 743 (23 %); em 2017 para 592 (26 %) e chegamos a 2018 com 362 homicídios, uma redução de 64 % de Crimes Violentos Letais Intencionais em quatro anos. E registre-se que em todo esse período houve um único e solitário caso de latrocínio.

Deu-se, assim, a conquista do improvável. A Grande São Luís, apontada, até o ano de 2014, por organismos internacionais, como a décima quinta cidade mais violenta do mundo, dominada, a partir do Complexo Penitenciário, por facções criminosas, recupera suas tradições de paz e hospitalidade e já não apavora os turistas que fugiam daqui como o diabo da cruz.

Enquanto as aves de mau agouro torcem os dedos, esvaziam montanhas de esferográficas, calculam e recalculam improbabilidades, na tentativa de convencer o leitor do contrário, as políticas de inclusão social do governo do Estado, (Programa Mais IDH) os inéditos investimentos em educação pública (Programa Escola Digna) e mais ainda em segurança, como das vontades do governador Flávio Dino e do secretário Jefferson Portela, intuem um futuro de violência ainda menor e maior eficiência das políticas de segurança pública no Maranhão.

Crimes violentos caem 64% na Grande Ilha em quatro anos

O número de crimes violentos caiu 64% na Grande São Luís entre 2014 e 2018. As estatísticas levam em conta os chamados CVLI (Crimes Violentos Letais Intencionais), que são compostos sobretudo pelos homicídios.

Em 2014, foram 988 registros desse tipo de crime.  A partir de 2015, quando foi implementada uma nova política de segurança e combate à violência, esse número foi caindo ano a ano, até chegar a 362 em 2018.

“Desejamos muito poder continuar os investimentos públicos na área da segurança nos próximos anos”, afirmou o governador Flávio Dino nas redes sociais.

A queda sistemática tem sido possível graças aos investimentos feitos na Segurança Pública. Hoje o Maranhão tem 15 mil policiais, o maior número da história. Mais de mil viaturas novas foram entregues em quatro anos.

Dezenas de prédios para a Segurança Pública foram reformados ou construídos. Cerca de 9 mil policiais receberam promoções.

A Base Espacial de Alcântara e o perigo de transformarem a região metropolitana de São Luís em zona de guerras

De onde se lançam foguetes e satélites, também se podem lançar mísseis, inclusive tripulados por ogivas nucleares.

JM Cunha Santos

Bonachão, inspirado, cordato, o ministro da Ciência e Tecnologia, astronauta Marcos Pontes, assemelha-se a um livro de autoajuda quando se refere ao passado de menino pobre e a coragem e determinação que um dia o levaram ao espaço sideral. No Seminário “Alcântara: primeiros passos”, defendeu com ênfase a liberação do uso comercial da Base Espacial de Alcântara para o

lançamento de satélites e foguetes – o acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos. Só não disse que de onde se lançam foguetes e satélites, também se podem lançar mísseis, inclusive tripulados por ogivas nucleares.

Ainda precisamos lembrar que o mesmo Acordo de Salvaguardas Tecnológicas chegou a ser assinado com os EUA no ano 2000, mas foi rejeitado pelo Congresso brasileiro que à época o considerou agressivo à soberania nacional, em virtude mesmo das tais áreas restritas ora cedidas aos pesquisadores americanos com total sigilo e onde brasileiros não podem entrar. O novo Acordo de Salvaguardas Tecnológicas “para fins pacíficos” estabelece, também que o Brasil não poderá ter acesso a equipamentos com tecnologia americana.

BASE MILITAR: A EVOLUÇÃO

Aos que temem que o acordo de exploração comercial do Centro de Lançamento de Alcântara evolua para a instalação de mais uma base militar dos EUA na América Latina, (13 delas estão bem próximas do Brasil) sobram argumentos, fundados, inclusive, nos espíritos beligerantes de seus dois signatários, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o presidente brasileiro armamentista Jair Bolsonaro.

Áreas territoriais restritas, tecnologias inacessíveis… com que propósito, afinal, os Estados Unidos insistem, desde o ano 2000, na vigência dessas cláusulas contratuais? Três revistas especializadas, Foreign Affairs, International Relations e International Security, informam que os Estados Unidos têm como prioridades o combate ao terrorismo em escala global e o fortalecimento de sua atuação política e militar na Ásia Central, China, Índia, Sudeste do Pacífico, Oriente Médio e Europa Ocidental. Em suma: eles gostam de guerras, sobrevivem de guerras, lucram horrores com as guerras.

Os americanos que vão gerenciar o Centro de Lançamento de Alcântara possuem uma rede de bases militares espalhadas por todos os continentes e forte presença militar na América Latina e parte do Caribe, Guatânamo, (Cuba) Aruba, Coraçao (Ilhas holandesas) Comalapa (El Salvador) Manta (Equador) e mais 17 centros e núcleos de apoio para operações militares na Colômbia e no Peru. Porque só com relação à Base Espacial de Alcântara adotariam uma postura diferente?

IMPERIALISMO

Beligerantes por natureza, sempre se utilizaram dos motivos mais estapafúrdios para se apossarem de riquezas alheias. Imperialistas, nunca respeitaram a soberania de país nenhum, usando as 800 bases militares que possuem em todo o mundo, incluindo 76 na América Latina (12 no Panamá, 12 em Porto Rico, 9 na Colômbia, 8 no Peru) para sustentar a hegemonia política, militar e econômica que faz dos EUA a maior potência mundial.

Em março de 2018, o Comando Sul dos Estados Unidos tornou pública uma informação sobre sua estratégia para essa região nos próximos 10 anos, identificando os principais perigos ou ameaças: em Cuba, Venezuela e Bolívia, a luta contra o narcotráfico; a maior presença da China, da Rússia e Irã na América Latina, aventando a possibilidade de operações militares unilaterais, bilaterais e multilaterais como resposta a qualquer crise.

Por exemplo, segundo relatório militar americano recente, Cuba continua ameaçando os interesses dos EUA na região, por meio de atividades de vigilância e contrainteligência em vários países. E é perniciosa e, certamente proposital, a relação dos EUA com os países onde mantém bases militares. Especialistas identificam que os investimentos destas nações em gastos militares cresceram assustadoramente, paralelamente a cortes substanciais em ciência, tecnologia, saúde e educação.

Um sinal de que operações militares na América Latina podem se tornar realidade: No início de 2018, ocorreu a chegada de militares norte-americanos ao território panamenho, força que permaneceu no Panamá até depois das eleições realizadas em abril na Venezuela. A desculpa para tal ocupação foi a defesa do Canal do Panamá.

GUERRA E POESIA

Usando como fonte DefesaNet, o respeitável site “Notícias Geopolíticas” informou, em 5 de novembro de 2018, que a negociação entre o Brasil e os Estados Unidos envolve BASE MILITAR, venda de armas e narcotráfico:

“A pauta de temas de Defesa em discussão entre o Brasil e os Estados Unidos passa pelo acordo para uso da base de lançamento de foguetes espaciais de Alcântara, no Maranhão, mergulha na segurança das reservas oceânicas de óleo do pré-sal e trata de coisas de caráter muito prático, como a repressão ao tráfico de drogas, armas e seres humanos nas amplas fronteiras nacionais – incluindo aí os acessos marítimos – além de treinamento de pessoal e ações bilaterais antiterrorismo”.

Muita gente no Brasil se mostra empolgada com os R$ 37 bilhões que o país deve lucrar a partir desse acordo com os Estados Unidos. Mas o fato é que eles têm, hoje, 200 mil militares espalhados pelo mundo e pelo menos em 7 países realizam, oficialmente, operações que implicam o uso de força militar, conforme relatório divulgado pelo The New York Times.

Com sua posição privilegiada junto à linha do Equador, Alcântara seria uma das mais estratégicas bases militares para o uso imperialista dos americanos. E aí a região metropolitana de São Luís evoluiria de zona de cantatas e poemas para zona de conflitos e de guerras.

Projeto vai pedir suspensão de Portaria de Moro contra manifestações

O vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA), apresentou, nesta quarta-feira (17), na Câmara dos Deputados, um Projeto de Decreto Legislativo para sustar os efeitos da Portaria 441/2019, do ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, sobre uso da Força Nacional de Segurança na Esplanada dos Ministérios.

De acordo com o autor, a medida imposta pelo atual ministro desvirtua o papel do programa. “É um desses absurdos que precisam ser combatidos e explicados”, afirmou Jerry. “Vou requerer à Comissão de Direitos Humanos e Minorias a convocação do ministro para que ele explique a questão”.

“O ministro exorbita do poder, ao pretender estabelecer um estado de defesa e intervenção federal na Esplanada dos Ministério, quando a Constituição, no art. 49, IV, está dito que essa é uma competência exclusiva do Congresso Nacional”, completou.

A decisão, anunciada hoje, visa conter as manifestações na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios, a fim de “garantir a preservação da integridade física das pessoas, do patrimônio público e dos prédios da União”. O prazo para validade da medida é de 33 dias, a contar a partir desta quarta-feira.

Além de solicitar esclarecimentos à Comissão da Câmara, o deputado também assinará outro requerimento de Convocação para que Moro compareça no Plenário da Casa para se manifestar sobre o assunto.

Os talvez e os quem sabe do governador Jackson Lago

JM Cunha Santos

O reitor do IEMA, Jonathan Almada, organizou e lançou ontem, na livraria AMEI, ao lado da Dra. Clay Lago, um compêndio que trata dos 10 anos da cassação do histórico governador Jackson Lago, primeiro a impor uma derrota eleitoral ao clã Sarney no Maranhão. E ela, a Dra. Clay, reservaria para mim uma grata surpresa ao fazer distribuir entre os leitores o artigo que publiquei na edição de 6 de abril de 2011, no Jornal Pequeno, com o mesmo título acima, rememorando vida e morte do democrata histórico que lutou com a própria vida pela redemocratização do Brasil e engrandecimento do Maranhão.

O título “Os talvez e os quem sabe do governador Jackson Lago remete a mais uma página triste da nossa história quando o general Ernesto Geisel, fundado no Ato Institucional N 5 cassou o mandato do líder do MDB, Alencar Furtado que num programa de televisão havia denunciado o desaparecimento de oposicionistas sabidamente mortos por agentes da repressão. No correr da denúncia, Alencar Furtado soltou a frase que imediatamente se incorporaria ao vocabulário da luta pela anistia: “Órfãos do talvez e do quem sabe, viúvas do quem sabe e do talvez”.

Abaixo transcrevo a íntegra do artigo “Os talvez e os quem sabe do governador Jackson Lago” para, novamente, registrar na memória das lutas daqueles dias:

“Médico de corpos, médico de gente, Jackson Lago cometeu o erro de também querer sarar a sociedade de suas feridas. Feridas profundas, como o analfabetismo, o desemprego, a corrupção, a tortura, a fome e a pobreza absoluta.

Não entendeu que a sociedade não quer ser curada, que a sociedade talvez goste de sua dor, que se alimente para sobreviver dessas crianças enveredando pelo caminho do crime, dessa juventude que se desmancha sem que muito possamos fazer para salvá-la.

Talvez, Dr. Jackson Lago, a sociedade seja filha somente das injustiças e, enquanto o corpo aguarda a morte física – e quem sabe seja essa a única função de um corpo – nossas mentes é que não suportem a vida sem lutar contra o mal.

Quem sabe, senhor governador, a sociedade não tenha cura e, assim como todo e qualquer corpo, tenha um fim decretado pelos deuses. Um fim que não chega enquanto nos esvaímos de amor pelo próximo, um próximo que se distancia da gente cada vez mais.

Era seu destino fazer parte dos movimentos de resistência às ditaduras, a todas as tiranias e encher o coração da gente de esperança rápida (porque também há um tempo para a esperança) e, em breve momento considerado o melhor prefeito do Brasil, ser, no entanto, fulminado pela mídia, pela Justiça do país que amou, pela cidade que fez crescer e pela ignorância de um povo que insiste em vender votos e alugar decisões.

Quem sabe não lhe incomodasse tanto as platinas do corpo como as platinas na alma; quem sabe o câncer na próstata lhe doesse menos que o câncer no corpo social desse Estado e, principalmente, desse imenso país; quem sabe a pneumonia no coração tenha sido a última febre, o último gesto de resistência contra aqueles que são capazes de tudo pelo poder.

Agora há manifestos de dor e respeito por sua morte e eles veem da Presidência da República, do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa, do Senado, furado, onde arquitetaram a desilusão humana e política de um guerreiro a morrer porque não quis cansar.

A notícia, desta vez, quase não pode ser dada. A morte de Jackson Lago representa um pouco a morte do futuro. O futuro sonhado e jamais alcançado pelas oposições maranhenses, pela esquerda que no Maranhão enfrentou a ditadura militar e a mais longa oligarquia da história do país. E Jackson assistiu à morte ideológica de quase todo mundo ao lado de quem lutou.

Foram 76 anos de luta para, no final, assistir ao processo autofágico de dissolução das oposições no Estado. Mas ainda deu tempo de plantar nas estepes um pouquinho de esperança para que aqueles que aqui realmente ficam nunca desistam de lutar.

Praça Gonçalves Dias ganha novo projeto paisagístico executado pela Prefeitura de São Luís

O trabalho, que foi acompanhado neste sábado pelo prefeito Edivaldo, integra o conjunto de ações que vêm sendo implementadas pela Prefeitura para valorização do Centro Histórico de São Luís e tem a parceria da fundação Onlus

A Praça Gonçalves Dias, um dos mais importantes e belos logradouros do Centro Histórico de São Luís, também conhecida como Largos dos Amores, passa por intervenções para a revitalização total do aspecto paisagístico. Neste sábado (13), O prefeito Edivaldo Holanda Junior acompanhou o plantio de mudas de palmeiras reais e imperiais ao longo dos canteiros da praça. A ação é promovida em parceria com a Fundação Italiana Senza Frontiere – Onlus, e vai imprimir mais beleza a um dos principais cartões postais do Centro Histórico da capital maranhense. O projeto contempla o plantio de 60  palmeiras reais, 20 palmeiras Imperiais, além de 800 mudas de flores típicas da região.

“A Praça Gonçalves Dias tem um valor grandioso para a história, a cultura e a memória da nossa cidade. Queremos que os moradores voltem a visitar seus ambientes e a passear por seus jardins que ficarão ainda mais bonitos. Além disso, o bem-estar, a saúde e o lazer da população são os principais aspectos observados quando buscamos melhorar a infraestrutura das nossas praças, então aqui não poderia ser diferente, pois é uma praça bastante visitada por estudantes e moradores do seu entorno”, afirmou o prefeito Edivaldo que estava acompanhado da primeira-dama, Camila Holanda, do superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Maurício Itapary, e do presidente do Instituto Municipal da Paisagem Urbana (Impur), Fábio Henrique Carvalho.

A Praça Gonçalves Dias também está incluída do projeto de recuperação dos espaços históricos da capital, executado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O projeto está sendo elaborado para contemplar a reforma estrutural de todo o logradouro.

Para o superintendente do Iphan, Maurício Itapary, a Praça Gonçalves Dias, que é tombada pelo órgão, vai ganhar mais vida e beleza com o novo projeto paisagístico desenvolvido pela Prefeitura de São Luís no local. “Sem dúvida o novo paisagismo vai acrescentar muito às intervenções que serão projetadas para a melhoria e revitalização estrutural do espaço. A praça passará por uma completa obra de requalificação para devolvermos ao logradouro a beleza e importância que ela sempre teve para a cidade”, observou Maurício Itapary.

Ainda segundo o superintendente do Iphan, a obra planejada para a Praça Gonçalves Dias vai contemplar reformas de todo o piso, das ânforas, dos peitoris e coreto, além de instalação de nova iluminação artística.

O presidente do Instituto Municipal da Paisagem Urbana (Impur), Fábio Henrique Carvalho, explica que todo o processo de revitalização paisagística da Gonçalves Dias será feito por etapas, para o plantio de 60 palmeiras reais, 20 palmeiras Imperiais, além de 800 mudas de flores típicas da região, dentre elas, alfinetes, alamandas e outras. “Precisamos garantir o sucesso da operação e a sobrevivência de todas as mudas plantadas. Vamos acompanhar de perto, inclusive na oferta de equipamentos, e deslocando colaboradores que vão atuar na manutenção da praça”, explicou Fábio Henrique, ressaltando ainda que o Impur fará a recomposição das ânforas (jarros) que foram quebradas, para que neles sejam colocadas flores.

Esta é a segunda parceria firmada com a fundação italiana Senza Frontiere – Onlus. Em 2016, o organismo celebrou parceria com a Prefeitura para a requalificação da Praça do Pescador, no bairro do Desterro. A praça teve o paisagismo totalmente recuperado e hoje é um dos espaços mais ajardinados do Centro Histórico.

PAISAGISMO URBANO

O trabalho de revitalização paisagística, executado pelo Impur, se estende a outros espaços da capital. Neste ano, vias e espaços públicos da cidade ganharam cerca de 500 mudas de ipês, pau-brasil e jacarandá. O trabalho integra um conjunto de ações realizadas pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior na área do paisagismo urbano e, além do plantio, inclui os serviços de manutenção com poda e supressão de árvores mortas.

Já foram plantadas na Lagoa da Jansen 190 mudas de espécies frutíferas como bacuripari, manga, caju, pitanga, geru, açaí, entre outras. Outras 300 mudas de espécies como ipês, pau-brasil e jacarandá foram plantadas nas avenidas Colares Moreira e Marechal Castelo Branco e na Avenida dos Holandes, entre a rotatória da Lagoa da Jansen e o retorno que dá acesso à Avenida Litorânea.