Márcio Jerry (PCdoB-MA) quer ‘vacina’ contra interpretação do procurador-geral da República sobre intervenção das Forças Armadas
Carta Capital
O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) protocolou, nesta terça-feira 2, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para tornar “explícita” a proibição da participação das Forças Armadas em quaisquer tentativas de limitar um poder sobre o outro. O parlamentar apelidou o texto de “PEC antigolpe” e afirmou que a matéria é uma espécie de “vacina” contra avaliações golpistas do artigo 142 da Constituição Federal.
A proposta ocorre após o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmar que, com base no artigo 142, as Forças Armadas têm direito a “uma ação efetiva de qualquer natureza”, caso algum dos três poderes constitucionais invadisse “a competência de outro poder”. A declaração ocorreu em entrevista à emissora Globo.
Em reação, Jerry argumenta que não há interpretação do artigo 142 autoriza seu emprego para justificar uma intervenção militar contra a independência dos demais poderes constitucionais. O artigo 142 da Constituição Federal de 1988 dedica às Forças Armadas a “garantia da lei e da ordem”.
O deputado sugere acrescentar um termo que assegure que a requisição do artigo 142 não possa ferir as cláusulas previstas no artigo 60, que define que “não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: a forma federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais”.
“É vedada qualquer requisição de missão de garantia dos poderes constitucionais ou de Operação de Garantia da Lei e da Ordem, por iniciativa de quaisquer dos poderes constitucionais, que possa de algum modo suprimir ou mesmo limitar as cláusulas previstas no art. 60, § 4º”, diz o trecho que o deputado quer acrescentar ao artigo 142 da Constituição Federal.
Na proposta, Jerry sustenta que a intervenção militar “representaria grave e antidemocrática traição à Constituição” e que “a mera ordenação às Forças Armadas de missão de garantia de exercício de Poder Constitucional ou de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ou outra medida contra outro Poder da República, quando decretada pelo presidente da República já representaria flagrante crime de responsabilidade”.
Jerry condena a participação do presidente Jair Bolsonaro em protestos antidemocráticos realizados em praça pública, em que se pede o retorno da ditadura militar e a volta do Ato Constitucional nº 5 (AI-5).
“Apesar da solidez dos compromissos democráticos firmados no Pacto de 1988, ainda há vozes que, inescusavelmente, teimam em admitir a possibilidade dessa famigerada intervenção militar. Até mesmo o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou equivocada e perigosamente que as Forças Armadas poderiam ser constitucionalmente acionadas para limitar atuação de outro poder em casos de ‘invadir a competência’ dos demais poderes”, escreveu.
Contra tudo e contra todos, contra fotos e imagens de aglomerações e textos pessimistas, antes mesmo de decretado o lockdown este Blog afirmou, em matéria que recebeu mais de 90 mil compartilhamentos, que São Luís seria a primeira capital a se livrar do coronavírus no Brasil. Recebi críticas nos comentários, me chamaram de puxa-saco, disseram que a pandemia estava era se agravando em São Luís e no interior.
Mas recebi igualmente milhares de “améns”, “graças a Deus”, orações, manifestações de fé de um povo que, apesar das aparências provocadas pelos tumultos nas feiras e filas da Caixa Econômica Federal, estava em sua grande maioria se mantendo em casa, lavando as mãos com álcool e gel, usando máscaras, longe das praias e das festas, cuidando dos que ama, se submetendo a um confinamento completamente infenso à sua natural alegria e expansividade.
Parece que só eu queria perceber este esforço e o trabalho irrefutável do governo do Estado, na distribuição de alimentos, na busca cada vez mais disputada de respiradores, no cuidado de disponibilizar bombeiros para garantir o distanciamento social, no aluguel de hospitais para combater a covid-19, na abertura de novas UTIs que eram 232 no início da pandemia e que hoje já são 1680.
Parabéns, governador Flávio Dino, digo sem medo de errar.
E aí está o resultado. O jornal “O Globo” vem mostrar que ao lado de outras capitais onde se reduzem ou estabilizam os índices de letalidade (São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Fortaleza, Maceió), São Luís aparece com o menor número de mortes no Brasil.
E isso me orgulha pela evidência de que é possível fazer jornalismo com o olhar nos fatos, na realidade e não na dependência de ingerências políticas que distorcem tudo.
Assim que foi decretado o lockdown, primeiro em São Luís, sob rugidos de raiva de Jair Bolsonaro e ataques apopléticos de figuras dispensáveis como Augusto Nunes, da Rádio Jovem Pan, que nos chamou de “miseráveis”, observei a reação do povo de São Luís: Mais uma vez seguia, de fato, todas as regras e recomendações e repeti nesse mesmo Blog que, com a ajuda de Deus, estávamos vencendo esse vírus maldito.
Ainda não vencemos. Mas estamos chegando lá, vamos vencer, porque o povo de São Luís, a despeito das aves de mau agouro é, sempre foi e sempre será uma gente muito especial em qualquer luta, graças a Deus.
Tudo o que o demônio gosta: nazistas, racistas, xenófobos, fundamentalistas, supremacistas que bebem ódio com leite, se juntou para eleger Donald Trump nos Estados Unidos. São, mais ou menos, os mesmos tipos de pessoas que se encontram todos os dias com Jair Bolsonaro na porta do Palácio da Alvorada e que ninguém tem ideia de como conseguiram nascer no nosso Brasil livre, alegre e crente no amor de Deus. As pessoas do ódio, os filhos do Mal.
Disse-me um evangélico, desses que no Brasil ainda não misturam Jesus Cristo com armas de fogo, comentando os acontecimentos do país norte-americano, que “quem se mistura com o Diabo, recebe a resposta certa de Deus”.
Trump, agora, ameaça lançar seus exércitos contra um povo que viveu séculos da mais cruel escravidão e vive outros séculos do mais violento racismo entre todos os países do mundo. E que todos os dias assiste cenas como essa do policial esganando um negro até a morte, quase sempre sob os auspícios de organizações racistas como a Ku Klux Klan, a que muitos policiais norte-americanos brancos são afiliados. Eu mal consigo crer que essa organização apareceu entre nós, nos rituais macabros de um grupo (300 do Brasil) que mistura a Bíblia (300 de Gideão) com ameaças de banhos de sangue.
Quase tudo que acontece com Trump nos Estados Unidos, se repete aqui com Jair Bolsonaro: Trump zombou do isolamento social no combate à pandemia e seu país se tornou o mais infectado e onde mais morre gente de covid-19; Bolsonaro fez igual e o Brasil parece estar no mesmo caminho; a economia norte-americana afunda em recessão e desemprego e o mesmo acontece no Brasil; Trump ficou com raiva da Venezuela e da China, Bolsonaro criou o mesmo ódio; Trump tem a maioria dos governadores de seu país contra ele e Bolsonaro nem se fala; Trump encheu os americanos de cloroquina e os EUA ultrapassou 100 mil mortos e quase chega a 2 milhões de doentes; é a mesma a proposta de Jair Bolsonaro.
Para completar, o mesmo esquema de robôs da internet usados para eleger Donald Trump nos Estados Unidos, foi usado para eleger Jair Bolsonaro e, segundo a Justiça, continua atuando no Brasil através de uma organização criminosa.
Trump e Bolsonaro são iguais a irmãos gêmeos siameses, gerados nas catacumbas do inferno para trazer o Mal de volta à Terra. E Donald Trump tanto se abraçou com o Diabo que o “inferno” se mudou para sua própria casa.
Só peço a Deus que contenha Mefistófeles, que livre nosso país de nazistas e racistas, que livre nossos admiráveis evangélicos de seus pastores endiabrados e que nada do que está acontecendo nos Estados Unidos agora aconteça também no Brasil. Contra Trump e contra Bolsonaro ainda precisamos vencer o coronavírus. Que não tem lado nessa triste guerra.
A visão cinematográfica de um “Grupo Terrorista” formado por professores, estudantes e advogados em São Luís, explodindo bancos, escolas, restaurantes e shoppings, é a maior farsa que os blogueiros maranhenses da extrema direita, que defendem uma ditadura abjeta no Brasil, já produziram.
As matérias são tão lamentavelmente mentirosas que segundo os blogueiros o “Grupo Terrorista” anunciou os nomes, endereços, dia e hora em que vão explodir as propriedades privadas. Só faltou fazerem um comunicado à Secretaria de Segurança Pública e à Polícia Federal com os endereços de cada um dos membros e os nomes dos “terroristas” destacados para explodir a cidade. Tem gente que pensa que todo mundo é idiota.
Não sei se é para rir, mas fica evidente a intenção de espalhar o terror na capital maranhense que, inclusive, atenta ao combate à pandemia de coronavírus, até hoje nem sequer se manifestou politicamente nem contra nem a favor da intentona de autoritarismo do presidente Jair Bolsonaro.
A famigerada fake news é divulgada no momento exato em que o Supremo Tribunal Federal investiga os porões do “Gabinete do Ódio” onde os filhos do presidente da República são acusados de dirigir um bunker tecnológico que difama, injuria e ameaça as vidas de juízes, jornalistas e políticos. Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes ordenou busca e apreensão contra diversos políticos, empresários e blogueiros ligados a esse gabinete.
Um desses blogueiros maranhenses, nazista assumido, deixou a pista ao afirmar que o “Grupo Terrorista” tem simpatia pelo governo Flávio Dino”. E aí está a verdadeira intenção dessa notícia mentirosa: terrorismo político contra o povo de São Luís e o governador do Estado. O que só reforça minha suspeita de que, com a pressão da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal em Brasília, o “Gabinete do Ódio” resolveu transferir suas atividades para São Luís. A meu modo de ver, a polícia deve investigar a atuação desses blogueiros, principalmente porque dois deles são nazistas declarados.
E nazismo é crime previsto em lei. Aqui e na Alemanha de Hitler.
O cenário de crise sanitária instaurado no Brasil com a pandemia do coronavírus trouxe à tona, de forma muito transparente, a gravidade dos abusos cometidos pelo presidente da República no exercício de seu mandato. A sua ineficiência administrativa, o seu desequilíbrio emocional e sua inaptidão para o cargo não são novidades quando se fala de Bolsonaro. Porém, agora, quando um urgente plano de ação em favor da população é substituído por teses negacionistas descabidas, seguidas de ameaças ao Estado Democrático de Direito, precisamos estar ainda mais alertas. A defesa da democracia precisa ser uma bandeira empunhada por todos.
O presidente da República tenta, todos os dias, impor um padrão de funcionamento da sociedade que é oposto àquilo que a Constituição Federal preconiza. E isso é feito de forma grave porque não reside somente no âmbito retórico. A responsabilidade da Presidência deu lugar a uma agenda de caos e conflitos que nada mais é que uma tentativa de esconder a brutal incapacidade de gestão e criar condições ideais para o cenário de golpe que essa facção planeja aplicar no país, exterminando a democracia.
Tenho convicção de que o estabelecimento de um poder ditatorial ainda não se concretizou porque não permitimos que haja condições para essa execução agora. Há uma reação democrática ampla e plural forçando um recuo dos golpistas, como vimos com um importante Manifesto publicado ontem em diversos jornais, com muitas personalidades nacionais, às quais me somei com muita convicção e honra.
Estamos diante de graves sinais: desastrada troca de ministros em meio a uma gigantesca crise sanitária, incentivo e participação em aglomerações de ameaça aos demais poderes, influências indevidas no trabalho da polícia judiciária e até inacreditáveis ataques criminosos a ministros do Supremo Tribunal Federal, além da insensibilidade diante das milhares de vidas perdidas. Nós não merecemos isso. O povo brasileiro merece um bom destino.
Apesar da sensação de intangibilidade da esperança em momentos tão difíceis como este, precisamos acreditar. Fixar os olhos naquilo que nos traz sinais de vida e confiança, estando atentos à tentativa de ressignificação de atos tão cruéis como se fossem aceitáveis. Precisamos agir com união, coragem e respeito à vida humana, como princípios indissociáveis na luta pela democracia.
O governador do Maranhão diz que Bolsonaro quer confrontos para justificar uma intervenção militar.
JM Cunha Santos
Tudo o que tem de podre na civilização norte-americana está sendo importado para o Brasil em apoio ao fascismo de Jair Bolsonaro. E isso pode ser observado nas manifestações ocorridas ontem e hoje. O grupo “300 do Brasil”, por exemplo, investiu contra o Supremo Tribunal Federal empunhando tochas em imitação aos rituais macabros da Ku Klux Klan, um grupo terrorista que nasceu nos Estados Unidos logo após a Guerra da Secessão e se dedicou a cometer atos de violência contra negros, judeus e católicos. Enforcaram milhares de negros, além de perseguirem brancos e católicos favoráveis à extensão dos Direitos Civis à população negra dos Estados Unidos.
Esses racistas assassinos foram ungidos pelas manifestações bolsonaristas dois dias depois que o próprio presidente brindou com um copo de ódio com leite, símbolo do nazismo, do ideal de supremacia branca, em franca ameaça contra o povo brasileiro.
Em meio às manifestações pró e contra a democracia que ocorreram neste final de semana, o governador do Maranhão, Flávio Dino disse que “Bolsonaro estimula essas marchas de grupelhos porque ele deseja confrontos nas ruas para então justificar que as Forças Armadas precisam intervir para garantir a “lei e a ordem”. Com isso ele acha que vai garantir a impunidade de criminosos. Será que as Forças Armadas vão aceitar esse papel”?
Bastou um ano e meio de governo Bolsonaro para que toda a escória extremista dos Estados Unidos aportasse no Brasil. Nazistas, seitas satânicas, fundamentalistas pentecostais e agora também um grupo terrorista assassino e racista como a Ku Klux Klan, ganha espaço na cena política brasileira.
Portaria publicada nesta sexta-feira (29) pela Casa Civil do Governo do Maranhão especificou os segmentos e atividades econômicas na lista dos estabelecimentos autorizados a funcionar no Estado a partir de 1º de junho. A medida faz parte da retomada gradual da economia, impactada pela pandemia de coronavírus.
Além disso, a portaria traz regras sanitárias gerais e específicas. Ou seja, os estabelecimentos comerciais, as indústrias e as empresas que estiverem autorizadas a funcionar no Maranhão terão de seguir dois tipos de medidas sanitárias para evitar a disseminação do coronavírus: as gerais e as específicas.
As regras gerais valem para todos, independentemente do tipo de atividade. As específicas valem para cada segmento, de acordo com o tipo de atividade que exercem.
O que pode funcionar
Entre as atividades que podem funcionar a partir de 1º de junho, estão clínicas médicas; dentistas; hotéis e pousadas; transporte coletivo; óticas; autoescolas; construção civil; salões de beleza ; comércio de móveis e variedades para o lar; supermercados e mercados; e serviços de informática e venda de celulares.
Também podem funcionar delivery e drive-thru de restaurante, bar e lanchonete; imobiliárias e escritórios; pequenas empresas exclusivamente familiares; postos de combustível e entrega e retirada de lavanderia; lojas de tecido, oficinas e loja de material de construção; bancos e coleta de lixo.
Entre os segmentos que continuam vetados, estão academias, shopping centers, cinemas, teatros, bares e casas noturnas; restaurantes, bares e lanchonetes (com exceção de delivery e drive thru).
Também permanecem suspensas as visitas a pacientes suspeitos ou confirmados com coronavírus.
Depois do dia 15
A depender da evolução da pandemia, a partir do dia 15 de junho poderão funcionar demais lojas de ruas (como sapatarias e lojas de roupas) e lojas em shopping centers, com exceção de praças de alimentação, cinemas, áreas infantis, restaurantes e a realização de eventos.
A partir do dia 22, também dependendo da evolução da doença, poderão funcionar academias. A partir do dia 29, bares, restaurantes e praças de alimentação em shoppings.
Regras sanitárias gerais
As medidas sanitárias gerais a partir de 1º de junho incluem aquelas que já são obrigatórias no Estado: uso de máscaras em locais públicos e privados de uso coletivo; proibição de aglomeração; oferecimento de água e sabão ou álcool em gel aos clientes e funcionários; e distanciamento social de pelo menos dois metros entre trabalhadores e entre usuários/clientes.
Para fazer valer a proibição de aglomerações, continuam vetados eventos como shows, congressos, reuniões, plenárias, passeatas, desfiles, torneios, jogos, apresentações teatrais, sessões de cinema, festas em casas noturnas e similares.
Além disso, é preciso manter os ambientes arejados e intensificar a limpeza das superfícies.
As empresas autorizadas a funcionar devem adotar, sempre que possível, trabalho remoto (a distância). Quando não for possível, a alternativa é fazer rodízio de funcionários ou jornadas.
Deve haver distância mínima de dois metros entre os clientes e os funcionários. E também deve haver distância de dois metros entre os clientes. Num supermercado, por exemplo, a fila deve garantir essa distância.
Se for necessário fazer reuniões de trabalho, elas deverão ser virtuais (pela internet). Havendo impossibilidade de cancelamento de reuniões, é preciso limitar o número de participantes.
Outra medida é manter um vazio entre as pessoas nos refeitórios, para cumprir o distanciamento de dois metros. Não pode ser servido self service; e sim porções individuais.
Lotação
Só pode haver o máximo de uma pessoa (cliente ou trabalhador) para cada quatro metros quadrados. Por exemplo: um estabelecimento de 40 metros quadrados pode ter no máximo, ao mesmo tempo, 10 pessoas dentro dele.
Cartazes visíveis devem indicar ao público em geral essa lotação máxima.
A lotação de elevadores deve ser reduzida a um terço da capacidade.
Limpeza
O álcool em gel ou água e sabão devem estar disponíveis na entrada do estabelecimento. Todos precisam usar antes de entrar. Superfícies como balcões, maçanetas, telefones e janelas devem ser higienizadas a cada duas horas.
As empresas devem fornecer máscaras (descartáveis ou de tecidos) ou, se as normas da atividade exigirem, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e uniformes.
A empresa deverá afixar em local visível nos seus banheiros cartaz com controle de higienização dos mesmos.
É preciso manter o ambiente arejado, com portas e janelas abertas sempre que possível. Se for necessário usar ar-condicionado, é preciso limpar semanalmente os filtros e mensalmente os demais componentes. Deve ser afixado cartaz com controle de higienização dos aparelhos.
Está suspenso o uso de bebedouros de jato inclinado diretamente na boca.
Os veículos da empresas devem ser higienizados antes de cada viagem e funcionar com metade da capacidade.
Grupos de maior risco
Os profissionais que forem de grupos de maior risco devem ser dispensados das atividades presenciais enquanto durar a epidemia. Eles podem, entretanto, trabalhar remotamente.
Caso o trabalhador comprove residência com pessoa pertencente ao grupo de maior risco, a empresa deverá priorizar o seu afastamento para regime de trabalho a distância, se for possível.
Os integrantes do grupo de risco são: pessoas com idade igual ou superior a 60 anos; pneumopatias graves ou descompensados (em uso de oxigênio domiciliar; asma moderada/grave, doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC); cardiopatias graves ou descompensados (insuficiência cardíaca, cardiopata isquêmica, arritmias); imunodepressão; doenças renais crônicas em estágio avançado (graus 3, 4 e 5); diabetes mellitus; obesidade mórbida (IMC maior ou igual a 40); doenças cromossômicas com estado de fragilidade imunológica (ex.: Síndrome de Down); gestantes.
Casos confirmados ou suspeitos
A empresa deverá solicitar que todos os trabalhadores, se possível, instalem o aplicativo Monitora Covid-19, do Consórcio Nordeste, que se encontra disponível para Apple e Android.
É preciso providenciar e garantir o imediato afastamento para isolamento domiciliar por 14 dias dos profissionais que apresentem sintomas da síndrome gripal; estejam confirmados com Covid-19; ou comprovem residência com caso confirmado de coronavírus.
Fiscalização
Os estabelecimentos também devem deixar claro para os clientes que é preciso usar máscaras e higienizar as mãos.
O descumprimento das normas sanitárias gerais pode gerar sanções administrativas e encaminhamento ao Ministério Público para que sejam feitas as devidas responsabilizações penais, civis e trabalhistas.
Qualquer cidadão pode fazer denúncias, de preferência com fotos ou vídeos, pelo WhatsApp da Vigilância Sanitária: (98) 99162-8274, (98) 98356-0374 e (98) 99970-0608.
Regras sanitárias específicas
As normas sanitárias especificas para dez segmentos autorizados a funcionar a partir de 1º de junho também estão na portaria e podem ser vistas aqui.
Elas valem para minimercados, supermercados e hipermercados; construção civil; cabeleireiros e atividades de tratamento de beleza; clínicas médicas; segmento odontológico; hotéis, pousadas e congêneres; óticas; bancos; transporte coletivo e autoescolas.
Supermercados
Continua valendo a regra de que supermercados, mercados, quitandas e similares só podem funcionar com metade da capacidade física; apenas uma pessoa por família pode, ao mesmo tempo, ingressar no estabelecimento.
Transporte público
Nos ônibus e nas vans, deve haver reforço na limpeza e na higienização. Somente podem ser transportados passageiros com máscaras. Isso também vale para os fretados.
Horários dos estabelecimentos
Para evitar aglomeração nos transportes públicos, cada segmento precisa adotar um horário diferente de início das atividades. Fica assim:
Começam entre 5 e 7 horas: postos de combustíveis e panificadoras
Começam entre 6 e 8 horas: supermercados; área de saúde; indústrias alimentícias; indústrias farmacêuticas; e construção civil
Começam entre 7 e 9 horas: agências loterias; vigilantes, zeladores e porteiros; farmácias e drogarias; oficinas mecânicas e borracharias; lojas de produtos agropecuários e veterinários; hospitais e clínicas veterinárias; e agências lotéricas
Começam entre 9 e 11 horas: bancos; salões de beleza; lojas de veículos; e comércios de rua que estejam autorizados a funcionar.
Prefeitos
Os prefeitos poderão, diante da situação de cada município, editar regras mais rígidas do que as estabelecidas pelo Governo do Estado. Entre as medidas possíveis, está até mesmo o lockdown (bloqueio das atividades) no município. Os prefeitos também podem adotar barreiras sanitárias nos acessos de cada município.
Órgãos públicos
A partir de 1º de junho, também está autorizada a retomada gradual do funcionamento dos órgãos e entidades do Governo do Maranhão. Essa regra vale para o Poder Executivo estadual e não abrange o Judiciário ou o Legislativo.
Vale a mesma regra para todos: o uso de máscara é obrigatório, deve haver revezamento entre os funcionários e distância mínima de dois metros entre eles.
O atendimento presencial ao público externo continua suspenso até o dia 7 de junho. No dia 8, está prevista a volta gradual do atendimento presencial. Até lá, os canais de atendimento são telefone e internet.
Atividades permitidas a partir de 1 de junho – Atividades agrossilvipastoris e agroindustriais; – Hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, padarias, quitandas, centros de abastecimento de alimentos e mercados públicos, lojas de conveniência, de água mineral e de alimentos para animais; – Bancos, casas lotéricas e atividades de seguros; – Construção civil e lojas para o fornecimento exclusivo de materiais de construção; – Indústrias – Serviços de manutenção de energia elétrica, tratamento de água e esgotamento sanitário; – Serviços da atenção básica de saúde, urgências e emergências; – Clínicas médicas, odontológicas e de exames da rede privada; – Serviços de telecomunicação; – Comunicação e imprensa; – Serviços de transporte; – Serviço de correios; – Serviços de contabilidade e advocacia; – Farmácias e drogarias; –Fabricação, montagem e distribuição de materiais clínicos e hospitalares; – Produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados; – Distribuidoras de gás; – Oficinas mecânicas, borracharias e lojas de vendas de peças; – Restaurantes em pontos ou postos de paradas nas rodovias; – Serviços relacionados à tecnologia da informação e de processamento de dados, tais como gestão, desenvolvimento, suporte e manutenção de hardware, software, hospedagem e conectividade; – Serviços funerários e relacionados; – Serviços educacionais por meio remoto; – Bares e restaurantes para serviços de venda remota, podendo o produto ser retirado no estabelecimento, mas vedado o consumo no local; – Serviços de desinsetização; – Serviços laboratoriais das áreas da saúde; – Serviços de engenharia; – Comércio de móveis e variedades para o lar (exceto situados em shoppings e galerias fechadas), livros, papelaria, discos, revistas e floricultura; – Serviços de fisioterapia, com atendimentos individualizados e com hora marcada; – Serviços de informática e venda de celulares e eletrônicos; – Serviços de Administração de imóveis e locações; – Comércio de óculos em geral; – Serviços administrativos e de escritório; – Serviços de formação de condutores; – Demais serviços prestados por profissionais liberais; – Hotéis e similares; – Salões de beleza, cabeleireiro e barbearia.
Pensar que as Forças Armadas vão se alinhar a um golpe desse governo, é quase um desrespeito; os exércitos de Bolsonaro são outros e habitam os mocambos da bestialidade ideológica e da violência alugada.
JM Cunha Santos
São tantas as ameaças de golpe de Estado, ruptura institucional, volta do AI-5, partindo do presidente da República e de seus filhos, que no princípio eu temi, temi severamente que, de fato, isso pudesse acontecer.
Mas vejo, hoje, que é impossível. As Forças Armadas do meu país não vão se alinhar a um golpe aplicado por um governo que se sustenta num projeto de terrorista como Sara Winter, terroristas virtuais como Allan dos Santos, racistas depravados como Abraham Weintraub, nazistas do tamanho de Wangjarten e Ricardo Salles, milicianos como Flávio Bolsonaro e empresários sem escrúpulos que compram a demolição da moral alheia.
Por mais que o senhor Jair Bolsonaro aumente salários nas polícias e nomeie militares para cargos na República, não vai conseguir transformar o Brasil no que ele quer: uma milícia institucional sob seu comando absoluto para diversão de seus perigosos filhos.
Pensar isso, disse comigo mesmo, é quase um desrespeito para com as Forças Armadas do Brasil. Os exércitos de Jair Bolsonaro são outros e habitam os mocambos da bestialidade ideológica e da violência alugada. Por isso ameaçam ministros do Supremo de morte, investem com ódio irracional contra as instituições públicas e a moral dos homens, insultam, atacam e ameaçam jornalistas e enfermeiros, crentes na impunidade garantida pelo “Gabinete do Ódio” a que o ministro Alexandre de Moraes começa a pôr um fim.
O Brasil acordou no meio de uma tragédia sanitária sazonal, mas já somos o país com maior número de mortes diárias por covid-19 no mundo. Em meio a essa desgraça, o governo afunila o país num isolamento econômico internacional jamais visto, transforma o Brasil num canteiro de urtigas com o qual nenhum outro país quer aproximação. Os investidores já retiraram daqui mais de 30 bilhões de dólares, o Real virou a moeda símbolo da bancarrota mundial, os Estados Unidos avisam que não querem “essas pessoas” (brasileiros) infectando seu povo, o Paraguai se nega a uma abertura conjunta das fronteiras com o Brasil, o mundo foge de nossas relações diplomáticas e comerciais. Pior: o presidente da República é simplesmente alijado de encontros entre países da América do Sul e até de um encontro internacional para acelerar a produção de uma vacina contra o coronavírus. E, para completar, todos os prognósticos indicam que estamos mergulhando numa recessão econômica profunda, da qual será muito difícil sair.
O que o ministro Alexandre de Moraes está dizendo com suas decisões é que é urgente desarticular as quadrilhas, virtuais e não virtuais, que agem no entorno do governo envergando o cetro da República para coonestar ameaças de banhos de sangue. Por isso, Alexandre de Moraes é um herói brasileiro, enfrentando nazistas e organizações criminosas que podem atentar contra a sua vida a qualquer momento, como, aliás, já ameaçaram fazer.
O povo brasileiro está sofrendo muito. São mais de mil mortes por dia, milhões de dores, milhões de medos, porque ninguém tem certeza se vai estar vivo amanhã. E o Brasil está sozinho, sozinho como nunca esteve e desgovernado, sem um amigo no mundo, sem um amigo em lugar nenhum. E que se diga e repita que Alexandre de Moraes, assim como os restantes membros do Supremo e das demais instituições, precisam fazer o que for necessário dentro da lei para desmontar os horrendos submundos ideológicos que orientam esse governo.
Por tudo isso precisamos estar todos unidos: povo, políticos, justiça, forças armadas, médicos, enfermeiros; unidos para salvar o Brasil do vírus e de um governo que não merece o Brasil.
Apesar das oscilações nos últimos 6 dias, a grande São Luís está vencendo o coronavírus, conforme previ neste Blog e conforme mantenho minha fé. No entanto, equipes de TV da capital, (e também sites, blogs e jornais) principalmente em matérias reproduzidas nacionalmente, quase sempre se limitam a filmar aglomerações que, de fato, precisam ser evitadas e, logicamente, noticiadas, mas que não representam nem 10 % da população que se mantém em estado de isolamento social.
É preciso dizer, mais claramente, mais efusivamente, que em São Luís a procura por hospitais e upas em vista do coromavírus caiu consideravelmente, que em São Luís estamos em cerca da metade da média nacional de contaminações, que a redução no número de óbitos é promissora, que conseguimos diminuir a velocidade do contágio, que ontem tivemos somente 123 novos casos confirmados e apenas 60 no último dia 21, números que, se comparados aos que São Luís já registrou, servem, sim, para nos encher de esperanças e aumentar a determinação de lutar com cada vez mais coragem e disposição contra esse patógeno maldito.
A situação ainda é grave? É, mas pior ficará se a população começar a achar que o esforço até aqui de se manter em isolamento foi inútil porque a grande maioria não obedece à quarentena, quando o que acontece é exatamente o contrário. É preciso não esquecer que temos à nossa volta os inimigos pandêmicos que torcem e agem pela desgraça da população e quase sempre por inconformismo político.
A Secretaria de Estado da Saúde assinalou, recentemente, em seu boletim que “Com o lockdown, reduzimos a velocidade do contágio na Grande Ilha”. E o governador Flávio Dino anunciou que também os atendimentos por coronavírus caíram nos hospitais e upas de São Luís.
Mas são notícias que se apagam em meio a um arsenal de fotos e imagens de aglomerações divulgadas na imprensa acima de textos solenemente pessimistas, que mostram sim uma realidade, mas deixam em segundo e terceiro plano a grande maioria da população, esta que se mantém confinada e está vencendo a pandemia.
Os apresentadores nacionais da TV Globo, quando tocam nesse lado bom do combate ao coronavirus em São Luís, deixam logo lá um “segundo o governo”, dito em tom de incredulidade, mas quando tratam dos números ruins dão uma entonação de desastre. E sabemos nós que a situação é muito pior na maioria das outras capitais do país.Estamos vencendo sim o coronavírus em São Luís. E vamos vencer também no interior do Maranhão, com a ajuda de Deus. Digam isso com toda a força dos pulmões. E continuem em casa.