O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), comentou na sua conta no Twitter as operações da Polícia Federal (PF) desta quarta-feira (27) de buscas e apreensões no âmbito do inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal) que apura o esquema de produção de fake news e ameaças à Corte.
“Milicianos digitais fraudam a democracia e corrompem a sociedade. Espalham ódio e inviabilizam o diálogo. Desestruturam famílias e incentivam ilegalidades. Cometem e acobertam crimes. Em suma, são indivíduos perigosos”, afirmou o governador.
Aliados do governo Bolsonaro como empresário Luciano Hang, dono da Havan, ex-deputado Roberto Jefferson, e os blogueiro Allan dos Dantos e Winston Lima foram alvos das operações.
As instituições públicas estão acuadas. É provável que seus membros sequer durmam direito no temor de que a qualquer momento tropas militares ou mesmo paramilitares rebentem as portas, apontem armas de fogo e seccionem de uma vez por todas a democracia. Porque o senhor presidente Jair Bolsonaro garante que tem o apoio das Forças Armadas.
Ameaças institucionais não faltam. Veem do presidente, veem dos ministros, veem dos grupos paramilitares que todos os dias se reúnem na porta do Palácio da Alvorada.
Ministros civis como Weintraub e Damares defendem publicamente um regime acima das leis, com um líder totalitário que tenha o poder de prender ilegalmente ministros do STF e governadores. O resto dos humanos veem mais fácil.
O governo isola o país diplomaticamente, no melhor estilo norte-coreano, ora atacando chefes de estado, ora atacando organismos internacionais e até os Estados Unidos foge do Brasil como o diabo da cruz. Já estamos fora das alianças internacionais que buscam uma vacina contra a covid-19, perdemos o protagonismo junto à OMS na América do Sul, estamos a ponto de perder nosso principal parceiro comercial, a China. E um número cada vez maior de países retira seus diplomatas do Brasil. A ditadura, como toda ditadura, se isola do mundo. A imagem do Brasil desceu a zero na comunidade internacional e o presidente da República diz que isso acontece porque a imprensa internacional é de esquerda. Valha-me, Deus!
Enquanto o Brasil registra três vezes mais mortes diárias por covid-19 que os 27 países da União Europeia juntos, a política de confronto do Governo Federal em cima do povo se exacerba, com uma deputada antecipando operações da Polícia Federal contra governadores e a residência do governador do Rio de Janeiro sendo vistoriada no dia seguinte pela Polícia Federal por ordem de uma justiça apavorada.
Pior é que, com o pais seccionado por uma pandemia violenta, que mata impiedosamente em cada um dos municípios brasileiros, não há de haver melhor momento para a implantação de um regime de excepcionalidades, para consagração do autoritarismo contra um povo indefeso e debilitado pelo tamanho de sua própria dor.
O que falta para essa ditadura ser uma ditadura? Talvez o AI-5 defendido pelos filhos perigosos do presidente da República, que imponha a censura e o controle dos meios de comunicação, que limite ou revogue, de uma vez por todas, o direito à ampla defesa, que “prenda e arrebente” como no passado.
Mas não falta muita coisa. Já temos o medo, já temos as ameaças, já temos a polícia política.
A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou o Projeto de Lei 162/2020, de autoria do deputado Marco Aurélio (PCdoB), que proíbe a suspensão ou cancelamento dos planos de saúde, por falta de pagamento dos usuários, durante a vigência do Plano de Contingência da Covid-19 no estado. A matéria, aprovada por unanimidade durante a Sessão Extraordinária com Votação Remota por Vídeoconferência, realizada nesta segunda-feira (25), segue para sanção governamental. O Projeto de Lei 165/2020, de autoria do deputado Zé Inácio (PT), por possuir teor semelhante, foi anexado à matéria do deputado Marco Aurélio.
O objetivo da proposição é garantir a continuidade da prestação dos serviços de atendimento em saúde na rede privada, no momento em que os usuários enfrentam dificuldades econômicas por conta da pandemia do novo coronavírus.
De acordo com o texto do projeto, as operadoras de planos de saúde não poderão suspender ou cancelar os serviços por inadimplência dos usuários, enquanto estiver em vigor as medidas de combate à Covid-19 no Maranhão. Após o fim das restrições, as operadoras deverão possibilitar o parcelamento do débito acumulado neste período, sendo vedadas as cobranças de juros e multa.
Segundo o deputado Marco Aurélio, muitas pessoas têm enfrentado dificuldades financeiras, em razão da crise econômica acentuada pela pandemia, quando muitos estão desempregados ou tiveram seus rendimentos diminuídos.
“É, também, uma contrapartida a algo que se percebe de forma muito recorrente. Nem sempre os planos de saúde têm garantido aos pacientes com Covid-19 o devido atendimento. Porque, às vezes, a pessoa tem o plano de saúde, está pago e, na hora que precisa de uma UTI ou de uma enfermaria, o hospital da rede privada já não disponibiliza o serviço, pois estão todos ocupados”, pontuou Marco Aurélio.
Ainda de acordo com o autor da proposta, essa é uma temática que já vem sendo discutida pela Agência Nacional de Saúde (ANS), junto às operadoras dos planos de saúde, mas que não conseguiram, ainda, chegar a um consenso. “Buscamos, portanto, com este projeto de lei, garantir esse direito no Maranhão, sobretudo, neste momento em que as pessoas tanto precisam. Dessa forma, a aprovação de todos os colegas, neste momento, e a futura sanção do governador Flávio Dino garantirão que esse direito seja consolidado. Agradeço ao deputado Zé Inácio pelo reforço e à Assembleia Legislativa pelo protagonismo”, concluiu o parlamentar.
Reconhecimento
O projeto foi elogiado pelos parlamentares durante a votação na qual foi destacada, ainda, a importante atuação da Assembleia Legislativa na aprovação de matérias fundamentais para o enfrentamento da Covid-19 no estado.
“Parabéns aos deputados Marco Aurélio e Zé Inácio pela importante iniciativa, que beneficiará muitas pessoas neste momento de dificuldade que estamos enfrentando”, disse o deputado Adriano (PV).
“Congratulo os deputados Marco Aurélio e Zé Inácio pela importante iniciativa. Nós sabemos que, durante esse período, há um impacto econômico significativo, pois muitas pessoas perderam os seus empregos e trabalhadores informais tiveram redução em suas fontes de renda. Por isso, não é justo que percam, também, o direito de acesso aos planos de saúde”, destacou a deputada Daniella Tema (DEM).
“Esperamos que essa lei entre logo em vigor, porque muitas pessoas precisam de assistência médica e muitas também perderam seus rendimentos”, disse o deputado Dr. Yglésio (PROS).
O deputado Duarte Jr. (Republicanos) classificou a medida como justa e necessária. “Muitas pessoas perderam os seus rendimentos e, consequentemente, não realizam o pagamento do plano de saúde, não porque não querem, mas porque, de fato, não encontram condições financeiras neste momento”, assinalou.
“A Assembleia Legislativa entra, de fato, no protagonismo dessa pandemia, votando projetos importantes, seja de autoria dos deputados ou do Poder Executivo. Parabéns aos deputados Marco Aurélio e Zé Inácio pela iniciativa”, completou o deputado Rafael Leitoa (PDT).
A rede de saúde pública do Maranhão se aproxima da marca dos 1.500 leitos hospitalares exclusivos para Covid-19. Em São Luís, o Governo do Estado contou com a parceria da Prefeitura municipal para abrir uma ala no Hospital da Criança, com 20 leitos dedicados para pacientes infantis com síndromes gripais, respiratórias ou diagnóstico positivo do novo coronavírus.
“Está pronta e em funcionamento ala infantil, no Hospital da Criança, para atendimento exclusivo aos pequenos com síndromes gripais e respiratórias leves, incluindo H1N1 e Covid-19. Agradeço a parceria do Governo do Maranhão. Nossa prioridade continuará sendo salvar vidas”, anunciou o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, em postagem nas redes sociais no fim de semana.
Para o prefeito, além da assistência médica necessária, a ala exclusiva para síndromes respiratórias evita o risco de infecção dos pacientes que já passam por tratamento de outras doenças no Hospital da Criança.
A ala no Hospital da Criança está a serviço do público mirim, que até então não contava com uma seção exclusiva desse tipo, como explica o explica o secretário de Saúde do Município (Semus), Lula Fylho.
“É uma nova ala, totalmente estruturada a serviço das crianças que ainda não tinham no sistema uma porta de entrada. As crianças que derem entrada com suspeitas de Covid-19 poderão acessar o Hospital e, daqui, serão reguladas para outras unidades de acordo com a complexidade apresentada”, detalha Lula Fylho.
Além de ampliação da área de nebulização, dos 20 leitos que a ala dispõe, cinco são de isolamento e quatro de observação. O leitos são equipados com respirador mecânico, bomba de infusão contínua, monitor cardíaco e painel de gases.
O Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos fica localizado na Avenida dos Franceses, nº 113, no bairro Alemanha.
Não vamos participar de nenhuma guerra civil; não vamos nos matar, senhores; não vamos dar esse gosto ao Diabo que se assenhoreou de suas almas. Ainda há tempo: peçam perdão a Deus.
JM Cunha Santos
Jair Bolsonaro é, sem sombra de dúvida, um enviado do demônio. Como o foram Hitler e Mussolini, precursores de uma guerra mundial que matou em torno de 50 milhões de pessoas. Seu poder (De Bolsonaro) tem origem nas mesmas seitas satânicas que se organizaram nos Estados Unidos para eleger Donald Trump, os chamados “Homens da Bíblia”, radicais lunáticos que pregam a guerra santa e estimulam carnificinas religiosas e ideológicas em diversos países e, ao que parece, só tem chances de sucesso, por enquanto, no Brasil.
Militar expulso do Exército com desonra, os desvios psicológicos fazem com que Bolsonaro se sinta agora quase um semideus, principalmente pelo poder de dar ordens aos generais que, na sua visão alucinada, de quem tentou explodir a Academia de Agulhas Negras e o sistema de águas do Rio de Janeiro, o humilharam e expulsaram das Forças Armadas.
Foi com essa visão patética, fruto de sua própria demência doutrinária, que militarizou o serviço público, sendo que o último front foi o Ministério da Saúde. Ordenou e foi obedecido na missão de fazer o povo brasileiro engolir Cloroquina, a despeito de todas as recomendações médicas mundiais em contrário.
Muitas pessoas não acreditam no poder subterrâneo do mal. Bom, eu também não acreditava. Mas como se explica que um homem que fez campanha de metralhadora em punho, que acena com o direito das polícias matarem qualquer cidadão sem dar sequer explicações, que ameaça armar a população para uma guerra civil em seu país e que faz pouco caso dos mais de 22 mil cadáveres da covid-19 no Brasil, se torne o ídolo e irmão de sangue dos evangélicos?
Como se explica que tenha conseguido colocar lado a lado de evangélicos que até ontem pregavam o amor de Deus, com a mesma Bíblia, mas também com armas de fogo nas mãos, milicianos, assassinos de aluguel, torturadores, racistas, xenófobos, homofóbicos, misóginos e tudo aquilo que o Diabo ama?
Como se explica que generais da reserva, homens velhos como eu, depois de assistirem àquela reunião ministerial digna do mais baixo conclave de mafiosos e baderneiros, ainda queiram este senhor Bolsonaro como presidente do Brasil? Logo eles, tão ciosos da ordem, do respeito, da moral, dos bons costumes e do amor pela Pátria?
Trata-se, sem sombras de dúvidas – e custa muito a todas as minhas entranhas afirmar isso – de um fascínio diabólico, demoníaco, algo somente explicável sob o prisma fundamentalista de um fanatismo que beira à insanidade coletiva; é a presença inextricável do Diabo, a vitória dos maus espíritos que purgam seus pecados perdidos no universo; são, sim, sentimentos sobrenaturais de ódio e horror dominando as mais improváveis almas.
Não podemos fazer o que eles querem. Não podemos nós brasileiros nos matarmos entre nós mesmos para satisfazer a sede de sangue de uma gente sem Deus, apátridas que só enxergam o Poder. Não vamos participar de nenhuma guerra civil. Não vamos nos matar, senhores. Não vamos dar esse gosto ao Diabo que se assenhoreou de suas almas. Ainda há tempo: peçam perdão a Deus.
A gente sonhava com um país sem canções proibidas, sem livros proibidos, sem polícias secretas nas escolas e universidades, sem jornais empastelados pela censura, sem reuniões vigiadas, sem os filósofos do horror.
Um país, um lugar para se dizer o que pensava sem sentenças nem cadeias, sem os tribunais do pensamento, sem pelotões para fuzilar a palavra; um país em que não fossem crimes o conhecimento e o saber.
A gente queria que a poesia não sentisse medo, que as rosas não sentissem medo, que as mães não sentissem medo, os sorrisos não sentissem medo e a respiração não fosse contida por soldados e as crianças machucadas pelos rifles encontrassem a Paz longe das maldições.
Queria um país em que não odiassem os negros, não matassem índios, lavradores e a floresta, um país em que respeitassem as mulheres e não subjugassem ao ódio os úteros das mães.
A gente sonhava com uma terra em que não confinassem a cultura nas jaulas do obscurantismo, em que não metralhassem a solidariedade e onde não tentassem fazer da tortura e do assassinato uma obra de Deus.
Um país onde não apontassem armas para a verdade, onde as igrejas não vendessem Jesus Cristo a retalho e não transformassem o Evangelho numa senha de domínio e de Poder.
Sim, a gente queria gritar gol sem engolir pernilongos, queria fazer política e debater a História, fazer História sem medo de sofrer.
A gente queria um país simples e grande, um lugar para viver com a alma a favor do vento e onde não amputassem nossas ilusões.
Um lugar sem tanta fome e sem tanta injustiça, um território de amor e sol para que as ideias voassem longe dos tiroteios e uma avenida, uma grande avenida onde todos se misturassem diferentes como um só; uma grande avenida de luz chamada Brasil.
Mas eles estavam lá a proibir desejos, apagando luzes, destruindo cérebros, limitando vozes, limitando direitos, proibindo, proibindo, proibindo até doer.
E os anos se passavam com gosto de chumbo, com cheiro de pólvora e as pessoas desapareciam junto com a tarde e o sangue escorria com gritos nos porões de noites eternas e muita gente não amanhecia, porque eles também tinham proibido as manhãs.
E demoraram muito, muito calaram, muito bateram, muito pisaram, muito feriram, muito mataram, até que um dia os jardins floresceram contra suas vontades, as palavras saíram das gargantas fechadas sem medo da morte, as ideias pularam das cabeças contra suas ordens e a liberdade se sentou nas calçadas sem pedir permissão.
Agora estão de volta. Contra os livros, contra a Ciência, contra beijos e abraços, contra o pensamento livre e a alegria, contra a democracia e a Justiça, contra os sonhos de igualdade e toda forma de amor.
E, hoje velhos, nós ainda estamos aqui; de novo, sob mira dos fuzis…
E quem pensar que uma coisa (UTIs aéreas) não tem nada a ver com a outra (manifesto desejo por um regime de pesadelo e exceção) está enganado.
JM Cunha Santos
O governador Flávio Dino usou sua conta no twiter para anunciar que a partir deste final de semana teremos 3 aviões UTI para interligar os diversos hospitais regionais do governo do Maranhão. E acrescentou que o objetivo das UTIs aéreas é a máxima integração da rede hospitalar do Estado e apoiar os municípios.
Por outro lado, o governador afirmou que “O vídeo da reunião ministerial (do dia 22 de abril, quando começou a rolar a cabeça de Sergio Moro) é grave porque:
1 – Confirma a delação de Sérgio Moro.
2 – Contém diversos crimes contra a honra;
3 – Revela planos de armar a população para fins políticos;
4 – Mostra inequívocos impulsos despóticos”.
Flávio Dino disse ainda que “Na forma e no conteúdo a reunião ministerial revela um repertório inacreditável de crimes, quebras de decoros e infrações administrativas. Além de uma imensa desmoralização e perda de legitimidade desse tipo de gente no comando da nossa Nação”.
Sobre a nota de Augusto Heleno, o governador do Maranhão afirmou que “A nota do general Heleno constitui inaceitável ameaça ao Supremo Tribunal Federal. Na República, nenhuma autoridade está imune a investigações ou acima da lei. E na democracia não existe tutela militar sobre os Poderes constitucionais. O curioso é que a nota, supostamente em nome da “segurança nacional”, pode ser enquadrada na Lei de Segurança Nacional”.
E quem pensar que uma coisa (UTIs aéreas) não tem nada a ver com a outra, (manifesto desejo por um regime de pesadelo e exceção) está enganado. Mostra que, enquanto o governador Flávio Dino se esforça ao máximo para salvar vidas, o governo Bolsonaro pensa tão somente em ditadura militar para se perpetuar no poder.
Vice-líder do PCdoB, o deputado federal Márcio Jerry (MA) chamou de “absurda” a reação do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, ao pedido de apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello.
“Absurdo ataque, inaceitável. General Heleno faz ameaça ao STF [Supremo Tribunal Federal], ameaça à democracia. Tem que ser chamado a dar explicações urgentes à Justiça e ao Congresso Nacional. Brasil alerta contra golpista!”, afirmou.
Em nota divulgada em seu perfil oficial do Twitter, o general diz considerar a requisição “inconcebível e, até certo ponto, inacreditável” e aponta que, caso aceita, a decisão poderá ter “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.
Em trecho posterior, Heleno afirma que “o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.
O deputado fez questão, ainda, de deixar um recado ao chefe do GSI. “O general não intimida os democratas com essa bravata golpista, com essa ameaça estúpida e inaceitável. Total repúdio! Os poderes da República são independentes, regidos pela Constituição e assim tem que ser respeitados”, apontou.
“Pedidos*
O pedido, feito por partidos e parlamentares da oposição, foi acatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, ressaltando ser dever do Estado promover a apuração dos fatos delituosos narrados.
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF) enviou à Procuradoria Geral da República (PGR) três notícias-crime apresentadas. Entre as medidas estão o depoimento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e a busca e apreensão do celular dele e de seu filho, Carlos Bolsonaro, para perícia.
Pode-se afirmar que até aqui a população de São Luís tem seguido as regras de isolamento social impostas pela crise do coronavírus e editadas pelo governo do Estado, mesmo no período anterior ao lockdown.
Na verdade, os casos graves de aglomeração na capital ficaram restritos às feiras e filas de banco em datas de pagamento do auxílio emergencial feito na Caixa Econômica Federal e lotéricas. A grande maioria do povo ludovicense, no entanto, ficou em casa. E repetidas vezes o governador Flávio Dino tem agradecido a colaboração da população no seguir as regras de distanciamento social. Da mesma forma, o povo de São Luís aderiu em massa ao uso de máscaras, mesmo antes que essa medida se tornasse obrigatória.
Pois temos boas e más notícias. O Secretário de Estado da Saúde, Carlos Eduardo Lula postou em sua conta no twyter: “mais um dia com números menores na capital, mas é cedo para comemorar”.
Infelizmente, não são nada boas as notícias do interior do Maranhão. O secretário disse: “o interior do Estado novamente representa mais de 70 % dos novos casos. O alerta do fique em casa nunca foi tão importante. Na Grande Ilha ou fora dela, não podemos relaxar”.
No Maranhão já são mais de 16 mil infectados e 663 óbitos, mas não vamos esquecer que também 3324 pessoas foram curadas da doença, um número expressivo de vidas salvas.
Ontem, o governador Flávio Dino anunciou que já houve queda no número de contágios em São Luís e também na taxa de letalidade (número de mortes) e anunciou a abertura gradual do comércio a partir da próxima semana, mas avisando que se houver uma segunda onda (crescimento nas taxas de infecções e óbitos) fecha tudo de novo. Segundo Flávio Dino, a situação concreta é menos grave que há duas semanas atrás, mas ainda não está 100% ratificada. “Em São Luís há uma tendência de estabilização e medidas como lockdown e rodízios de veículos ajudaram na queda dos indicadores”, afirmou.
Bem, eu previ, em matéria que já ultrapassa 90 mil compartilhamentos, que São Luís será a primeira capital brasileira a se livrar do coronavírus e acredito que quando na próxima semana começarmos a contabilizar os efeitos totais do lockdown, que chegou a reduzir em 80 % o número de passageiros nos transportes coletivos, estaremos mais próximos dessa realidade. Continuo com a mesma fé e espero estar com a razão.
Apesar das aves de mau agouro, que preferem fazer política com a desgraça alheia, minimizando a dor das famílias enlutadas, é bom saber que a força e boa vontade do povo está surtindo efeito e brevemente vai botar esse vírus maldito pra correr de São Luís.
Coisas cada vez mais estranhas acontecem no Governo Federal. A julgar pelo número de militares de alta e baixa patente nomeados para cargos estratégicos no Ministério da Saúde pelo general Eduardo Pazueello, o coronavírus, a partir de agora, vai ter que enfrentar força armada no Brasil. Vai ser recebido a bala, tanques, granadas, mísseis e metralhadoras.
A principal estratégia ofensiva será atrair o vírus para locais com menos defesa (sem hospitais, respiradores, equipamentos de proteção, com poucos médicos e enfermeiros; o problema é que o Brasil quase todo está assim) e metralhar à vontade.
Já pensados e calculados os meios e tempo de cada operação, foi elaborada também uma estratégia de defesa: impedir a entrada do inimigo (o vírus) em território aliado, no caso, os Estados Unidos que parece ser o único aliado que restou desde a eleição de Jair Bolsonaro e nomeação de Ernesto Araújo para o Ministério das Relações Exteriores.
Menos grave, uma outra coisa estranha que acontece no Governo Federal é o sucesso repentino de uma música do passado de que pouca gente se lembrava e ganhou uma nova versão: “Chocolate” foi um dos mais explosivos sucessos do impagável Tim Maia e hoje estoura no Palácio do Planalto nas vozes de Flávio Bolsonaro e de seu advogado, Victor Granado Alves:
“Chocolate, chocolate, chocolate
Eu só quero chocolate
Não adianta vim
com guaraná pra mim
é chocolate o que eu quero beber
Não quero chá,
não quero café
Não quero cloroquina
Faturei no chocolate”Mas parece que a nova versão da letra foi censurada pela Polícia Federal por causa da frase “Não quero cloroquina”. Em tempo: ninguém ainda é obrigado a cantar.