1 – O nazismo já é uma realidade a caminho do Brasil; e que Deus tenha piedade de nós.
2 – Doutrinas evangélicas financiadas pelo governo estão absorvendo perigosamente os ideais nazistas.
3 – A personalidade estúpida e violenta de Jair Bolsonaro está cercando o Brasil de países inimigos em todos os continentes.
JM Cunha Santos

Desde que foi descoberto que o homem que agrediu enfermeiros que choravam seus mortos em Brasília, Renan da Silva Sena, tinha sido funcionário do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, de Damares Alves, acendeu-se aqui uma luzinha.
Território de evangélicos, esse Ministério seria o último lugar onde se poderia esperar a presença de militantes violentos e defensores de regimes de exceção. Ledo engano. Renan da Silva Sena é o líder do que chamam “Organização Nacional dos Movimentos” (OMN), um dos grupos nazifascistas responsáveis por organizar manifestações em favor de Jair Bolsonaro e contra a democracia.
Descobre-se, agora, que também a líder do “300 do Brasil”, grupo responsável pelo acampamento “patriota” nazista em frente ao Palácio do Planalto que culminou com a agressão de jornalistas, também foi funcionária do Ministério da Mulher. Sara Winter dirigiu no Ministério a “Atenção Integrada à Gestante e Maternidade” e ao que parece foi aí que adquiriu a fúria ideológica que a transformou em militante da extrema direita, o que não era até então.
Ela mesma declarou que o nome do grupo tem a ver com os “300 de Gideão”, história bíblica segundo a qual, sob influência de Jeová, o povo judeu venceu uma batalha com apenas 300 homens. Mais uma prova de que algumas doutrinas evangélicas financiadas pelo governo estão absorvendo perigosamente os ideais nazistas.
Segundo a própria Sara Winter revelou à jornalista Lissandra Paraguassu, da Agência Reuters, o grupo recebe treinamento de “revolução não violenta” e “táticas de guerra de informação”, (deve ser o que fazem os nazistas em comentários no meu blog). Seriam eles “uma milícia não violenta e desarmada em defesa de Bolsonaro”. Mentira. Que o diga o repórter do jornal “O Estado de São Paulo”, espancado a socos e pontapés. Além do que, no último sábado, simularam “tiro ao alvo” contra fotos de figuras destacadas da República, inclusive e principalmente o ex-juiz Sérgio Moro.
Recentemente, o Instituto Brasil- Israel denunciou o uso de referências nazistas pelo próprio governo. A Secretaria Especial de Comunicação usou a frase símbolo dos campos de concentração nazistas “O trabalho liberta” para divulgar ações do governo federal no combate ao coronavírus. Essa frase, segundo o IBI, estava estampada no campo de concentração de Auschwitz, onde os nazistas alemães, escudados pelo mais nojento racismo, torturaram e assassinaram milhares de judeus.
E o slogan de campanha de Hitler, copiado por Jair Bolsonaro, “Alemanha acima de tudo, Deus acima de todos”, com a devida versão nacional, permanece brilhando no gabinete de Fábio Wajnarten, secretário de Comunicação, que se diz judeu.
De qualquer forma, é muito estranho que os principais líderes nazistas no entorno do governo Bolsonaro tenham “acampado” como funcionários no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos e, logo após deixarem os cargos, se dedicado a campanhas em favor da ditadura, do AI-5 e outras porcarias nazifascistas que ora vingam no Brasil.
Diplomacia de fogo
Em se tratando de diplomacia, o governo Bolsonaro é um desastre. O filho do presidente acusou a China, maior parceiro comercial do Brasil, de espalhar o vírus no planeta e também insultou o presidente e o embaixador daquele país, no que foi imitado pelo intragável ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Em algumas dessas manifestações em favor de uma “ditadura com Bolsonaro” estavam frases em chinês chamando o chefe de Estado do país asiático de filho da puta.
O governo também usou sua diplomacia de fogo contra a França, Cuba e Argentina e quis expulsar do país os diplomatas venezuelanos, no que foi impedido pelo STF.
Segundo o ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, Rubens Ricupero, esse comportamento insano é o que está impedindo o Brasil de adquirir respiradores de outros países, principalmente da China. Em suma, a personalidade violenta e estúpida de Jair Bolsonaro está cercando o país de inimigos em todos os continentes. E tomara que ele não arraste o Brasil para uma guerra.
(Com informações do Portal 247 e Agência Reuters)








