Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos pode estar sendo usado para encobrir treinamento militar de grupos nazistas

1 – O nazismo já é uma realidade a caminho do Brasil; e que Deus tenha piedade de nós.

2 – Doutrinas evangélicas financiadas pelo governo estão absorvendo perigosamente os ideais nazistas.

3 – A personalidade estúpida e violenta de Jair Bolsonaro está cercando o Brasil de países inimigos em todos os continentes.

JM Cunha Santos

Desde que foi descoberto que o homem que agrediu enfermeiros que choravam seus mortos em Brasília, Renan da Silva Sena, tinha sido funcionário do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, de Damares Alves, acendeu-se aqui uma luzinha.

Território de evangélicos, esse Ministério seria o último lugar onde se poderia esperar a presença de militantes violentos e defensores de regimes de exceção. Ledo engano. Renan da Silva Sena é o líder do que chamam “Organização Nacional dos Movimentos” (OMN), um dos grupos nazifascistas responsáveis por organizar manifestações em favor de Jair Bolsonaro e contra a democracia.

Descobre-se, agora, que também a líder do “300 do Brasil”, grupo responsável pelo acampamento “patriota” nazista em frente ao Palácio do Planalto que culminou com a agressão de jornalistas, também foi funcionária do Ministério da Mulher. Sara Winter dirigiu no Ministério a “Atenção Integrada à Gestante e Maternidade” e ao que parece foi aí que adquiriu a fúria ideológica que a transformou em militante da extrema direita, o que não era até então.

Ela mesma declarou que o nome do grupo tem a ver com os “300 de Gideão”, história bíblica segundo a qual, sob influência de Jeová, o povo judeu venceu uma batalha com apenas 300 homens. Mais uma prova de que algumas doutrinas evangélicas financiadas pelo governo estão absorvendo perigosamente os ideais nazistas.

Segundo a própria Sara Winter revelou à jornalista Lissandra Paraguassu, da Agência Reuters, o grupo recebe treinamento de “revolução não violenta” e “táticas de guerra de informação”, (deve ser o que fazem os nazistas em comentários no meu blog). Seriam eles “uma milícia não violenta e desarmada em defesa de Bolsonaro”. Mentira. Que o diga o repórter do jornal “O Estado de São Paulo”, espancado a socos e pontapés. Além do que, no último sábado, simularam “tiro ao alvo” contra fotos de figuras destacadas da República, inclusive e principalmente o ex-juiz Sérgio Moro.

Recentemente, o Instituto Brasil- Israel denunciou o uso de referências nazistas pelo próprio governo. A Secretaria Especial de Comunicação usou a frase símbolo dos campos de concentração nazistas “O trabalho liberta” para divulgar ações do governo federal no combate ao coronavírus. Essa frase, segundo o IBI, estava estampada no campo de concentração de Auschwitz, onde os nazistas alemães, escudados pelo mais nojento racismo, torturaram e assassinaram milhares de judeus.

E o slogan de campanha de Hitler, copiado por Jair Bolsonaro, “Alemanha acima de tudo, Deus acima de todos”, com a devida versão nacional, permanece brilhando no gabinete de Fábio Wajnarten, secretário de Comunicação, que se diz judeu.

De qualquer forma, é muito estranho que os principais líderes nazistas no entorno do governo Bolsonaro tenham “acampado” como funcionários no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos e, logo após deixarem os cargos, se dedicado a campanhas em favor da ditadura, do AI-5 e outras porcarias nazifascistas que ora vingam no Brasil.

Diplomacia de fogo

Em se tratando de diplomacia, o governo Bolsonaro é um desastre. O filho do presidente acusou a China, maior parceiro comercial do Brasil, de espalhar o vírus no planeta e também insultou o presidente e o embaixador daquele país, no que foi imitado pelo intragável ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Em algumas dessas manifestações em favor de uma “ditadura com Bolsonaro” estavam frases em chinês chamando o chefe de Estado do país asiático de filho da puta.

O governo também usou sua diplomacia de fogo contra a França, Cuba e Argentina e quis expulsar do país os diplomatas venezuelanos, no que foi impedido pelo STF.

Segundo o ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, Rubens Ricupero, esse comportamento insano é o que está impedindo o Brasil de adquirir respiradores de outros países, principalmente da China. Em suma, a personalidade violenta e estúpida de Jair Bolsonaro está cercando o país de inimigos em todos os continentes. E tomara que ele não arraste o Brasil para uma guerra.

(Com informações do Portal 247 e Agência Reuters)

Num país sem presidente, secretário de saúde do Maranhão propõe comando nacional para combater o coronavírus

“Acredito que chegou a hora de criarmos um comando nacional unificado no enfrentamento do coronavírus, deixando de lado quem não se preocupa com as vidas das pessoas”. (Carlos Eduardo Lula)

JM Cunha Santos

Já estava na hora. De dentro de seus túmulos, mais de 11 mil cadáveres sofrem com a zombaria e o pouco caso do “presidente” Jair Bolsonaro com a situação limite do país diante da agressividade mortal do coronavírus. E o secretário da Saúde do Maranhão, Carlos Lula não teve dúvidas: usou sua conta no twiter para propor a criação de um comando nacional unificado para enfrentar a Covid-19 no Brasil. Escreveu Carlos Lula:

“E, no meio de tudo isso, a agenda que prevalece é a da disputa eleitoral. Impressionante.

Milhares de mortos, sistemas de saúde atuando no limite e a mensagem que recebemos da maior autoridade da República é esse tipo de coisa.

Deus tenha piedade de todos nós”.

“Esse tipo de coisa”, no caso, é a divulgação de um vídeo com a atuação solitária de um policial dentro de um ônibus em São Luís, com Jair Bolsonaro tentando responsabilizar o governador Flávio Dino pelo fato.

Adiante, o secretário Carlos Eduardo Lula lembra: “O curioso é que eu mesmo pude desejar sorte ao ministro Teisch e ofereci, em nome de todos os estados, o desejo de uma atuação em conjunto com a União.

Esse é o nosso desejo: sair dessa situação juntos, mas o Governo Federal só oferece confusão”.

Em seguida, o secretário da Saúde faz a proposta, sintetizando o que hoje é o desejo de todos os brasileiros, principalmente os diretamente envolvidos no combate à pandemia.

“Acredito que chegou a hora de criarmos um comando nacional unificado no enfrentamento ao coronavírus, deixando de lado quem não se preocupa com as vidas das pessoas.

Governadores, empresários, sociedade civil, movimentos sociais. Parar de perder tempo com quem nada tem a ofertar”.

Depois de “gripezinha”, “resfriadinho”, “histeria”, o “presidente” Bolsonaro agora está chamando os mais de 11 mil mortos e 162 mil infectados do país de “neurose”.

Enquanto o mundo inteiro vê o Brasil como o mais provável epicentro do coronavírus, a ponto de atingir situações tão graves como as dos Estados Unidos, França e Reino Unido, o presidente propõe fazer churrasco na casa dos mortos; enquanto os brasileiros morrem sufocados, os milicianos de Bolsonaro ameaçam invadir o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional com 300 caminhões, batem em jornalistas e enfermeiros e invocam as Forças Armadas a uma sedição que fulmine a democracia e ponha fim ao estado de Direito.

E o Brasil, ouvindo da boca desse “presidente” a mentira de que tem o apoio do Exército, da Mainha e da Aeronáutica em sua intentona absolutista, dorme com o temor de acordar sob a tutela de uma ditadura sangrenta que dispute com esse vírus quem mata mais gente no país.

Não temos presidente. Na hora de enfrentar a mais grave pandemia, não temos um presidente para coordenar as ações, orientar, agir diplomaticamente junto a outros chefes de estado, salvar o Brasil. O que temos é um candidato em permanente campanha política, apostando que quanto maior o número de cadáveres, mais fácil será sua reeleição.

Governo do Maranhão anuncia 40% de adicional na insalubridade a profissionais de saúde

O Governo do Maranhão vai pagar o valor máximo de insalubridade aos profissionais de saúde, através de uma gratificação de efetivo desempenho. A medida contempla aqueles que fazem parte da rede estadual, com salário de até R$ 2.500, e que estão na ativa trabalhando em alguma unidade referência de combate ao coronavírus (Covid-19). O valor repassado será de 40% correspondente ao salário mínimo. 

“Isso é importante, pois representa uma vitória para os trabalhadores, que em diálogo com o Governo do Estado conseguiram chegar a uma solução. Inclusive, também pagaremos o retroativo. Mesmo com a extrema dificuldade que o executivo estadual tem enfrentado em razão da crise causada pelo coronavírus, esta foi uma forma de mostrar nosso compromisso com todos que têm se esforçado e dedicado bravamente para salvar vidas todos os dias”, disse o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula. 

A medida contempla profissionais que atuam nos setores de Portaria, Higiene e limpeza, Rouparia, Farmácia, Serviços gerais, Nutrição, Psicologia, Fonoaudiologia, Transporte (motoristas), Técnicos em Laboratório, Técnicos em Enfermagem e Auxiliares de enfermagem, Fisioterapia, Recepção, além dos trabalhadores da Copa e Cozinha. 

De acordo com a chefe do Núcleo Jurídico da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), Lídia Schramm, o valor único é para quem ainda não recebe 40% de insalubridade. “O pagamento contempla trabalhadores em efetivo exercício nos meses de maio, junho e julho, e deverá ser realizado nos meses de agosto, setembro e outubro deste ano. É um ganho significativo às categorias, que poderão também se sentir encorajadas e valorizadas”, enfatizou.  Também terão direito à gratificação os profissionais de empresas terceirizadas que trabalham na capital e no interior.

Rádio Jovem Pan virou vaso sanitário da extrema direita no Brasil

JM Cunha Santos

Li a indignação dos jornalistas Sílvia Teresa e Leandro Miranda (Blog Marrapá) diante dos insultos baixos de um tal de Augusto Nunes contra o povo de São Luís na Rádio Jovem Pan. Com o eterno discurso anticomunista de quem não sabe ou não tem o que dizer. Tudo porque São Luís foi a primeira cidade a adotar o lockdown no Brasil, imediatamente seguida por outras cidades em todas as regiões do país. Certamente, o ditador Jair Bolsonaro não gostou e escalou seu boneco de ventríloquo para vomitar asneiras contra o povo de São Luís. 

E preciso anotar que, infelizmente, essa emissora se transformou no vaso sanitário da extrema direita no Brasil. É onde desovam os nazistas, milicianos, fascistas, corruptos, torturadores saudosistas e assassinos de aluguel que a partir da eleição presidencial de 2018 ascenderam ao poder.

A coisa é podre e já faz muito tempo. Augusto Nunes não é uma voz solitária dos preconceitos e do obscurantismo na Jovem Pan. Eles defendem esse tipo de gente sem qualquer pejo, como se bandidos fossem heróis de um novo tempo; o tempo em que se organizam para chupar as mamas do Governo Bolsonaro e fazer de contas que estão ajudando o Brasil.

Não costumo ouvir gravações nem assistir vídeos, mas ofenderam minha cidade e tive que ouvir. A voz que nos trata por “miseráveis” num tom de desprezo e achincalhe e carregada de xenofobia é a voz de uma galinha murcha, decrépita e lesionada por esquemas de propina e corrupção, conforme me informaram seus mais próximos desafetos, que são muitos.

Em tempo: somos nordestinos com todo o orgulho de quem, de verdade, ama o Brasil.

Além de tudo o “comentarista” vendido da Jovem Pan costuma agredir a História ou distorcendo os fatos ou revelando desconhecimento – o analfabetismo funcional de quem está numa profissão que não lhe diz respeito. É só mais um discípulo de Mengele lambendo botas de tiranos e malfeitores para ter o que comer. Só lamento que tenham transformado a Rádio Jovem Pan nisso que hoje ela é.

Pesquisa: 69% apoiam gestão de Flávio Dino face ao coronavírus; 84% apoiam o lockdown decretado em São Luís

O dinheiro das Fake News contra o Maranhão pode ter origem em milícias sediadas nas grandes capitais que vivem da extorsão de pessoas pobres e pequenos comerciantes e até no soldo de pistoleiros de aluguel.

JM Cunha Santos

A TV Difusora divulgou, hoje, pesquisa do Instituto Big Data segundo a qual 69% da população de São Luís aprova a gestão do governador Flávio no combate à pandemia de coronavírus. Apenas 22% não aprovam e 8% não souberam responder.

A pesquisa infere também que 84% da população da capital são favoráveis ao lockdown decretado pela Justiça e executado pelo governo Flávio Dino e que está servindo de referência para outras capitais, como Belém, Manaus, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo, conforme postagem anterior deste blog.

Essa percepção do povo de São Luís está deixando o fundo de reserva (quase ninguém) da oposição bolsonarista que age nas redes sociais em polvorosa, insultando e ameaçando todo mundo. Inclusive o juiz Douglas Martins, que decretou o lockdown, foi ameaçado de morte.

Mas alertamos a população de que se trata de uma gente muito bem paga (o último cálculo bateu em 5 milhões de reais em um único mês) pelo séquito de Carlos Bolsonaro para produzir Fake News em todos os estados, principalmente via Wathsap. E esse dinheiro pode ter origem em arrecadações promovidas por milícias sediadas nas grandes capitais e que vivem da extorsão de pessoas pobres e pequenos comerciantes e até no soldo de pistoleiros de aluguel que matam qualquer um em troca de uma boa quantia em dinheiro.

Com essa decisão, São Luís deu início no Brasil a uma nova forma de combate ao coronavírus e todos nós, ao contrário dos bolsonaristas que por questões políticas torcem pela desgraça do Maranhão, até para proteção nossa e de nossas famílias temos o dever de participar desse combate. E o governador Flávio Dino tem deixado claro que o apoio da população, atendendo às regras de isolamento e, agora, ao lockdown, é o mais importante para vencermos a Covid-19.

O Maranhão dá exemplo de competência gerencial, amarra a Covid-19 dentro de sua capacidade hospitalar e mais uma vez se torna referência para o Brasil

JM Cunha Santos

Como no resto do país, os números da Covid-19 no Maranhão, especialmente em São Luís, são assustadores. Chegamos a 5028 casos confirmados de Covid -19, lamentáveis 291 mortes e 1.215 pessoas recuperadas. Mesmo assim, o Maranhão está longe de viver a situação dramática de outros estados.

Ainda no dia 9 de março, o governo do Estado reagiu à crise com uma completa revisão de todo o planejamento do Governo para 2020, a fim de reservar recursos para combater a pandemia. No começo da crise eram 252 leitos de UTI, hoje nos aproximamos de 800, numa batalha diária que segue a ascendência da curva de contágios no Estado, mas que o governo tem vencido até aqui. Certo é que, a despeito da velocidade das contaminações, nunca um paciente de Covid-19 em São Luís precisou voltar para casa por falta de tratamento intensivo.

No início dessa batalha sem tréguas, o governo teve que enfrentar, inclusive, a má vontade de pessoas que, seguindo o desvario do presidente da República, preferiam minimizar o valor do distanciamento social, única arma contra uma doença sem remédio nem vacina e que se comporta de forma diferenciada, dependendo do estado, país ou região.

Foi preciso suspender as viagens interestaduais, impor barreiras sanitárias, garantir o pagamento integral dos profissionais da saúde infectados pelo vírus e também garantir, na Justiça Federal, a realização de exames e controle de passageiros nos aeroportos e decretar a suspensão de todas as atividades não essenciais no Estado.

Outras árduas batalhas viriam. Respiradores imprescindíveis à salvação de vidas, comprados pelo Maranhão, foram retidos por três vezes: nos Estados Unidos e na Alemanha e pelo próprio governo do Brasil. Uma operação fantástica, que contou com a colaboração de empresários maranhenses, assegurou a compra de novos respiradores e seu desembarque aqui no Estado e a Justiça Federal obrigou o governo brasileiro a devolver os equipamentos que havia tomado ao Maranhão. Muitas vidas foram salvas.

Mas a velocidade de contágio e a inconsistência desse patógeno maldito haveria de exigir muito mais do Estado. Quatro promotores públicos da saúde, de quatro municípios maranhenses, requisitaram e a Justiça, na pessoa do juiz da Vara de Interesses Coletivos e Difusos, Dr. Douglas Martins, decretou o chamado lockdown, o bloqueio total na região metropolitana de São Luís O governador Flávio Dino decidiu dar cumprimento à decisão da Justiça e São Luís foi para a capa dos noticiários nacional e internacional. Somos a primeira cidade em bloqueio total no Brasil, o que só reforça a determinação e o cuidado especial do poder público estadual em salvar as vidas do maior número possível de maranhenses em meio a essa pandemia.

Dramas terríveis

Infelizmente, em outros estados a situação é bem pior. O Ceará vive uma situação terrível em que contêineres frigoríficos estão instalados às portas de hospitais e upas à espera de vítimas da Covid-19.

No Pará, o governador Helder Barbalho decretou o lockdown em 10 cidades, incluindo Belém, a partir de amanhã (quinta-feira) até o dia 17. O Pará sofre com os colapsos quase total da rede hospitalar e do sistema funerário.

No Amazonas, que também já prevê a decretação de lockdown para a próxima semana, Manaus vive o mais terrível dos dramas, com o colapso dos sistemas de saúde e do sistema funerário, e a triste visão de pessoas sendo enterradas em covas coletivas.

São Paulo, com mais de 3 mil mortos, acaba de decretar luto no Estado e, embora o governador João Dória diga que o lockdown ainda não faz parte do protocolo de contenção, também adota medidas extremas.

No Rio de Janeiro, o Ministério Público deu prazo até amanhã para que o governador Wilson Witzel apresente estudo técnico que justifique a decretação do lockdown, já recomendado por especialistas.

A competência gerencial do governador Flávio Dino e de seu governo não é novidade para ninguém. Tanto que por duas vezes ele foi escolhido o melhor governador do Brasil. E até no que se refere a essa intragável novidade do coronavírus, foi aqui no Maranhão a inauguração do primeiro hospital exclusivo para tratamento da Covid-19, o Hospital de Cuidados Intensivos.

Todas essas comparações são feitas para mostrar que também no que se refere ao combate ao coronavírus, o Maranhão detém um raro protagonismo e eficiência. E está fadado a vencer este que talvez seja o maior desafio de sua História.

Bloqueios na Ilha de São Luís ajudam a cumprir regras no 1º dia de lockdown

Ruas e avenidas que tradicionalmente têm grande circulação na Ilha de São Luís amanheceram com pouca movimentação nesta terça-feira (5). É o resultado do primeiro dia do lockdown (bloqueio) nas quatro cidades da Ilha.

Foram 50 pontos de fiscalização e controle para apoiar o cumprimento das regras de redução da circulação de pessoas e veículos.

“Estamos vendo uma adesão espontânea da imensa maioria da sociedade, além de termos tido efetividade nos pontos de fiscalização e controle”, afirmou o governador Flávio Dino, referindo-se ao baixo movimento de carros e pessoas nas primeiras horas da manhã.

“Muito seguramente teremos a ampliação do distanciamento social necessário para que possamos prevenir novos casos de coronavírus e vamos, portanto, manter esse trabalho durante os próximos dez dias porque sabemos que as semanas epidemiológicas mais difíceis estão por vir no país inteiro e também no nosso estado”, acrescentou.

A avenida Litorânea, na capital, foi uma das vias com bloqueio. “Estamos fazendo barreiras de controle. A intenção é controlar o fluxo de pessoas para que fique estabelecido que só pode circular o estritamente necessário”, afirmou o coronel Honório, comandante do Batalhão de Turismo.

A entrada e a saída da Ilha tiveram, basicamente, apenas fluxo de caminhões com cargas. A medida é importante para conter a disseminação do vírus para os demais municípios do Estado.

A Ilha de São Luís concentra cerca de 90% dos casos da doença, por isso o lockdown foi decretado pela Justiça, a pedido do Ministério Público, e acatado pelo Governo do Maranhão.

Ônibus

Nos terminais de ônibus, o movimento também foi pequeno. A rodoviária não está funcionando. “Todas essas ações estão sendo fiscalizadas por barreiras policiais”, disse o presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, Lawrence Melo.

O sistema de transporte semiurbano está operando com frota de 50%, com a obrigatoriedade de passageiros sentados e com máscara. “Também está sendo feita a higienização dos veículos assim que entram no terminal”, afirmou Melo.

Sobre os ferryboats, houve redução para quatro viagens diárias para atender prioridades como caminhões, viaturas e ambulâncias.

Filas

Desde ontem, bombeiros civis contratados pelo Governo do Maranhão organizam as filas na Caixa Econômica Federal para evitar aglomerações. A medida foi tomada porque os bancos não vinham adotando essa providência.

Lockdown

O lockdown é o bloqueio da maior parte das atividades comerciais e da circulação de pessoas. Vale apenas na Ilha de São Luís, entre esta terça-feira (5) e o dia 14.

Só podem funcionar serviços essenciais, como os mercados. A venda de alimentos está liberada. Podem funcionar supermercados, mercadinhos, feiras, quitandas e estabelecimentos que vendam alimentos.

Mas todas as empresas e todos os estabelecimentos abertos precisam seguir regras para evitar aglomerações e reduzir o risco de contágio.

Caminhões com cargas de alimentos e produtos de limpeza e higiene, entre outros itens, podem entrar e sair da Ilha.

Podem continuar circulando pessoas que trabalham em atividades essenciais ou que estejam se deslocando em busca de um serviço essencial. Por exemplo, um médico pode sair para o trabalho ou uma pessoa pode ir ao mercado comprar alimentos e produtos de limpeza.

A empresa para qual o funcionário trabalha precisa emitir uma declaração que deve sempre ser levada com ele. O modelo de declaração pode ser conseguido aqui https://bit.ly/DeclaraçãoTrabalhadores (empresas privadas) ou aqui https://bit.ly/DeclaraçãoServidores (órgãos públicos)

Veja abaixo um resumo das atividades liberadas

– Supermercados, feiras, quitandas e estabelecimentos semelhantes; delivery de alimentos; venda de produtos de limpeza e de higiene pessoal;

– Hospitais, clínicas e laboratórios; farmácias; clínicas veterinárias para casos urgentes;

– Postos de combustíveis; abastecimento de água e luz; coleta de lixo; imprensa; serviços funerários; telecomunicações; segurança privada;

– Serviços de manutenção, segurança, conservação, cuidado e limpeza em ambientes privados (empresas, residências, condomínios);

– Oficinas e borracharias; pontos de apoio para caminhoneiros nas estradas, como restaurantes e pontos de parada;

– Serviços de lavanderia; comércio de álcool em gel; indústrias do setor de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza

LOCKDOWN

JM Cunha Santos

Talvez eu possa sair

talvez me deixem passar

achar motivos pra ir

e ver do lado de lá

se tem alguém que eu morri

se tem alguém que eu salvar

alguém pra distribuir

alguém que eu possa tomar

Talvez se eu sair daqui

a dor possa me ajudar

somando o meu frenesi

ao de quem não quis lutar

e sabendo que eu perdi

ainda insista em trancar

a porta que eu não abri

porque ninguém quis fechar

E se hoje eu não dormir

o rei virá me acordar

dizendo: saia daí!

que a ordem já vai chegar

e quem passar do porvir

nem mesmo Deus proverá

está no livro que eu li

quem não viver morrerá

Não tenho pra onde ir

não tenho aonde chegar

não tenho aonde cair

e nem por onde sangrar

só tenho as mãos do faquir

a querer me vergastar

a por os pingos no I

que não me deixa escapar

E se alguém me seguir

por onde caminhará?

Virá comigo ao não vir

talvez fique em meu ficar

talvez parta o meu partir

em partes que soldará

e quem sabe estando ali

parta e fique sem cessar

Só preciso me vestir

com a roupa de não chorar

calçar as botas, sumir

e dar as costas pro mar

correr o mundo, induzir

outros a me acompanhar

e lá no céu que eu poli

ver o mundo escorregar

Se um falcão me conduzir

se um corvo me fuzilar

se o rei quiser reduzir

o tanto que não me dá

o nazista há de me ferir

com sua sede de matar:

se fui eu quem quis sair

sou eu quem devo ficar

Pois se a febre me punir

e se a tosse me entalar

se eu ficar sem colibri

nem hospital pra deitar

terei pra onde fugir

onde o todo me achará

praquele sol que eu cerzi:com morbo e falta de ar

Bolsonaristas agridem jornalistas a empurrões, socos e pontapés em Brasília

O país está entregue à desordem e à violência política. Saia das ruas. E não apenas por medo do vírus, mas porque você pode ser assassinado a qualquer momento.

JM Cunha Santos

Eu mal acabei de postar que médicos e enfermeiros devem ter cuidado ao cruzarem com bolsonaristas nas ruas e vem a notícia de que profissionais de imprensa da Globo, jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo foram insultados, expulsos e agredidos a empurrões, socos e pontapés durante manifestação em Brasília.

O país está entregue à desordem, à violência política chancelada pelo ódio e que se agrava a cada dia nos espaços públicos. E isso sem que ninguém seja punido. Parece que não temos mais Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal nem Exército no Brasil para conter a sanha assassina desses alucinados.

Eles querem a qualquer custo provocar uma guerra civil no país para saciar a sede de sangue. E não são nem sequer chamados a depor.

Saia das ruas. E não só por medo do vírus, mas porque você pode ser assassinado a qualquer momento.

Artigo do governador Flávio Dino: Força-tarefa a favor da vida

É verdade que o enfrentamento à pandemia da Covid-19 no Maranhão tem exigido um árduo empenho do Governo do Estado em diversas frentes de trabalho. De domingo a domingo, estamos lutando por melhores condições de assistência na rede pública hospitalar, bem como adequada estrutura de trabalho aos profissionais da saúde.

Nesse cenário, a nossa equipe de Governo se organizou como um grande time, com ações específicas em suas áreas e também interrelacionadas, com vistas ao alcance do bem comum da população maranhense. É fato que apesar da complexidade do combate ao coronavírus e o quanto isso nos exige, as demais políticas públicas seguem sendo necessárias.

Neste dia, destaco muito especialmente a ampliação da nossa rede de segurança alimentar. Somente neste mês de abril, entregamos mais cinco Restaurantes Populares no Maranhão, com os quais alcançamos a marca de 50 unidades de segurança alimentar em todas as regiões do estado. Em 2015, eram apenas 6. Os novos restaurantes foram inaugurados em Pedro do Rosário, Araioses, Água Doce do Maranhão, Belágua e Milagres do Maranhão, todos municípios que estão entre aqueles de menor Índice de Desenvolvimento Humano e, portanto, que mais precisam de nossas ações. Com estas novas unidades, passamos a oferecer mais de 25 mil refeições por dia.

Sublinho que, nesse momento de necessários cuidados com a saúde, os restaurantes populares atuam como equipamento fundamental, porque alimentação de qualidade, equilibrada e inspecionada por nutricionistas, é garantia de melhor imunidade e saúde, o que mais desejamos garantir agora. Vale frisar que todos os restaurantes cumprem as medidas de prevenção ao Covid-19, com refeições disponibilizadas em embalagens descartáveis para consumo em casa. Além disso, o uso de máscaras é obrigatório e há especial zelo com a higiene.

A ampliação dos restaurantes populares tem sido prioritária porque também representa auxílio para redução nas despesas das famílias que mais precisam, asseguram empregos de centenas de profissionais que trabalham em nossos restaurantes e ainda contribuem com a economia local, já que 30% dos produtos utilizados em nossas cozinhas são adquiridas dos agricultores familiares maranhenses.

Tenham plena certeza de que estamos, eu e minha equipe, fortemente empenhados em superar essa crise sanitária e econômica, seguindo com as indispensáveis políticas sociais. É uma verdadeira força-tarefa a favor da vida. Precisamos de união e solidariedade de todos. Cada um fazendo a sua parte, venceremos juntos.